06/01/2014

A GRANDE BATALHA DO ARMAGEDOM


“Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol. Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso. (Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha). Então, os ajuntaram no lugar que                                                                                      em hebraico se chama Armagedom” (Ap 16.12-16).

I.        O SIGNIFICADO DA PALAVRA ARMAGEDOM
 As duas letras iniciais “ar” de Armagedom significa “monte”, “colina”, e Armagedom significa “colina de megido”. A raiz da palavra “Megido” significa “derrubar”, “cortar”, “matar”. Outra interpretação da palavra Armagedom é: “abater o alto”, “matança”. Em todos os casos, o nome indica acontecimentos que se darão por ocasião da luta final. Este é um lugar no centro de Israel à entrada ocidental para o Vale de Jezreel. O Rei Salomão tinha enormes estábulos lá e Napoleão chamou esse vale de o mais ideal campo de batalha na terra. Aqui ele é usado como o palco para as tropas reunidas contra o anticristo e haverá um terrível derramamento de sangue.

II.     QUANDO ACONTECERÁ A BATALHA DE ARMAGEDOM?

 Quando faltarem poucos dias para a volta de Cristo em glória a esta terra, o Anticristo irá congregar todas as nações para a batalha do Armagedom, guerra essa que terá por finalidade destruir por completo o povo judeu (Ap 16.13-14). Dentro da maior angustia e desmaiando de terror, Israel será arrastado ao martírio no vale de Jezreel.


Quando essa guerra estiver para estourar, os 7 anos de grande tribulação já terão terminado e o tempo do Anticristo chegará ao fim.

O derramamento da sexta taça da cólera tem uma profunda consequência geopolítica e profética, pois no Apocalipse 16.12 diz: “Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol” (Ap 16.12). Esse grande rio situa-se na fronteira norte de Israel. O Eufrates é o maior e mais importante rio da Ásia ocidental. Ele nasce nas montanhas da Armênia e desemboca no Golfo Pérsico. Ele forma a fronteira natural e protetora entre Israel e os povos a leste.

O significado do Eufrates como fronteira natural e espiritual desaparecerá, portanto em breve, quando a sexta taça da cólera de Deus for derramada sobre o mundo. O grande rio irá secar ficando sem esta barreira, e então Israel estará no maior perigo.

Todos os reis da terra serão ajuntados contra Israel: “Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Ap 16.16). “Multidões, multidões no vale da decisão” (Jl 3.14).

III.  COMO ESTARÁ ISRAEL NESTE DIA?

 Israel estará cercado pelos grandes exércitos do Anticristo, para se cumprir o que está escrito no livro de Zacarias: “Está chegando o dia em que o SENHOR Deus julgará as nações. Então a cidade de Jerusalém será conquistada, e os inimigos repartirão entre si tudo o que encontrarem nela. O SENHOR ajuntará todas as nações para atacarem Jerusalém. A cidade será conquistada, tudo o que estiver nas casas será levado embora, as mulheres serão violentadas, e metade dos moradores será levada para o cativeiro. Os outros poderão ficar em Jerusalém” (Zc 14.1-2)


Os exércitos de milhões que então se ajuntarão, vão se espalhar por quilômetros para atacar Jerusalém: “Levantem-se as nações e sigam para o vale de Josafá” (Jl 3.12). Nessa hora de angústia e desespero para o povo judeu, onde estarão em plena luta, serão surpreendidos pela presença majestosa do Senhor que virá dos céus para livrá-los. Jesus descerá dos céus com santos e Seus anjos descerão sobre o Monte das Oliveiras o qual irá se fender até o vale de Josafá onde ficará com maior extensão para a o julgamento das nações.

“Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o monte das oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade, para o sul. Fugireis pelo vale dos meus montes, porque o vale dos montes chegará até Azal; sim, fugireis como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o senhor, meu Deus, e todos os santos, com ele” (Zc 14.4-5).

Jerusalém é designada por “cidade santa” (Ap 11.2); para ela o Senhor tem um ajuste de contas especial (Is 28.17-21; Os 12.2; Mq 6.2); o Senhor reunirá Israel em Jerusalém e a purificará de todos os seus pecados, “como se funde a prata no meio do forno” (Is 1.21-28; Ez 22.19-22).

IV.  O LAGAR FOI PISADO FORA DA CIDADE

 “E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios” (Ap 14.20). Jerusalém é a cidade em referência. Fora da cidade significa a Palestina em seu todo. “Seiscentos estádios” correspondem aproximadamente a trezentos quilômetros. Isso, por sua vez, mostra que a luta final dos povos em Armagedom atingirá mais que todo o território atual de Israel.


Em Lucas 21.20 e 24 o Senhor diz: “Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Cairão ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles”. Isso se cumpriu em 70 d.C. Mas Mateus 24 menciona algo que não aparece no Evangelho de Lucas, pois se cumprirá apenas nos tempos do fim: “o abominável da desolação” (v. 15).

No Evangelho de Lucas, que trata primeiro da destruição do templo em 70 d.C., está escrito: “...haverá grande aflição na terra” (Lc 21.23) (não está escrito: “grande tribulação”). Mas em Mateus 24, que em primeira linha fala dos tempos do fim, lemos sobre uma “grande tribulação” “como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (v. 21). A expressão “grande tribulação” diferencia nitidamente a angústia de 70 d.C. da “grande tribulação” no final dos tempos.

V.     O LAGAR ESTÁ CHEIO
 O profeta Joel, em sua visão profética desse mesmo acontecimento diz: “O lagar está cheio” (Jl 3.13). Formar-se-á um grande rio de sangue, cuja torrente atingirá 1.600 estágios que equivale 296 km de comprimento por 1,20 metros (altura de um freio de cavalo). E toda aquela área João vê como um mar de sangue coagulado.

O que encontramos agora individualmente em pessoas em poder e maldade, aparecerá aglomerado em Armagedom: todos os poderes humanos e demoníacos estarão ali reunidos, ou seja, o dragão, a besta, o falso profeta, os reis da terra, os espíritos imundos. Eles marcharão para Armagedom com os mais terríveis armamentos e os inventos mais desenvolvidos do espírito humano.

Lá se reunião todas as nações para a batalha final. Deus permite que se chegue a esse clímax: ele cala-se. Mas então acabará definitivamente seu tempo de silêncio. Cumprir-se-á então a palavra de Isaías: “Por muito tempo me calei, estive em silêncio e me contive; mas agora darei gritos como a parturiente, e ao mesmo tempo ofegarei, e estarei esbaforido. Os montes e outeiros devastarei e toda a sua erva farei secar; tornarei os rios em terra firme e secarei os lagos” (Is 42.14-15).

Quando vemos o desenvolvimento em nossos dias, ficamos apavorados com relação à ameaça a Israel e Jerusalém. Mas a situação vai ficar ainda muito pior. Israel será cercado de exércitos. As nações cercarão Israel, mas quando aflição for maior e a tribulação de Israel tiver atingido seu clímax, o Senhor sairá, como pelejou no dia da batalha, conforme o que está escrito em Zacarias 14.4-5.

Quando a batalha do Armagedom, que é uma realização visível do salmo 2.1-3, estiver sendo realizada com todo o furor, acabou o tempo do silêncio de Deus.

“Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo: rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas. Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles. Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá. Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão.Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra” (Sl 2.1-10).

O Senhor Jesus Cristo estabelecerá Seu reino em Israel e de lá exercerá Seu abençoado domínio de paz sobre o mundo. O motivo porque até ao dia de hoje Israel é incapaz de ver isso, é somente por causa das nações, pois romanos 11.25-27 diz: “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades. Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados”.

A cegueira de Israel durará até o momento em que se alcançar a plenitude dentre os gentios, até o momento em que o último dentre as nações tiver os olhos abertos. Então acontecerá o arrebatamento da Igreja, e em seguida começará a grande tribulação com suas ondas de juízos e a grande batalha final em Armagedom. Então Jesus voltará, e Israel o verá e se converterá a ele, a quem transpassaram.

Deus vê todas as nações da Sua perspectiva divina, e confronta-as com Seu poder divino. Ele vê os exércitos do mundo inteiro, e ri deles.

O orgulho humano terá atingido seu clímax, e então terá chegado o momento de Deus para desmascarar a Satanás e seus espíritos da mentira, descera do céus para julgar as nações e estabelecer Seu reino milenar: “O SENHOR será Rei sobre toda a terra; naquele dia, um só será o SENHOR, e um só será o seu nome” (Zc 14.9). Então se calará o riso do homem e começará o tempo de Deus rir.

VI.  A PEDRA ANGULAR

 A batalha do Armagedom se dará no fim dos tempos, quando judeus estarão sendo sitiados pelos poderes gentílicos sob o reino do Anticristo e o falso profeta (Ap 13.1-18). Esta última grande batalha dos “tempos dos gentios” e do presente século, tem seu cumprimento na profecia da “pedra cortada sem auxilio de mãos” (Dn 2.35-45), que esmiuçará a grande estátua e que inaugurará “o dia do Senhor”, quando Deus de modo visível manifestará seu glorioso poder na destruição de Seus inimigos.


A pedra que Deus transformou em pedra angular, mas que foi rejeitada pelos homens, como está escrito no Salmo 118.22, esmiuçará então a obstinada imagem das nações, que já Nabucodossor viu em sonho (Dn 2).

Deus dá seu tempo a todos, a ti também Ele dá tempo de se arrepender e se converter a Jesus Cristo Rei dos reis. Aparentemente podes fazer o que queres; pode se rebelar contra Deus, pode rejeitar Seu Filho Jesus, Ele te deixa, pois deixa que tudo amadureça para o juízo. Ele deixa também Satanás, a besta e o falso profeta ajam livremente; Ele permite a livre ação dos espíritos imundos. Dessa maneira os homens não têm desculpa. Também Satanás não terá motivo para acusar a Deus, de que o restringiu em seu esforço de ganhar os homens para si. Deus deixou Satanás agir livremente para tentar Jó. Mas quando então todos os povos estiverem reunidos para a peleja naquele grande dia do Deus Todo Poderoso, a paciência de Deus terá acabado e acontecerá o último confronto entre o Cordeiro e a serpente, entre Cristo e o Anticristo, entre Deus e Satanás. Então a vitória de Jesus obtida na cruz do Gólgota será exercida plenamente contra todos os poderes das trevas. Então Israel terá “Shalom”, isto é, paz.

Jesus vai aparecer no final da grande tribulação em meios aos acontecimentos dos tempos finais, quando os poderes do engano estiverem reunidos em Armagedom.

Jesus morreu na cruz do Calvário e clamou: “Está consumado”. Lá ele foi sepultado, ao terceiro dia ressuscitou, após 40 dias subiu ao Pai, e de lá Ele voltará em grande poder e glória! Por isso vigia, pois Ele virá como vem o ladrão a hora que ninguém sabe!

VII.        A DERROTA DE SATANÁS

 A vitória na batalha de Armagedom (19.11-21) não será completa apenas com a destruição dos exércitos das nações e ao lançar o Anticristo e o Falso Profeta vivos no lago de fogo e enxofre. É necessário também prender a Satanás, pois ele, realmente, que instigou a rebelião que atingiu tanto os céus como a terra.


A derrota final de Satanás está diretamente relacionada à ação da Mulher vestida de sol e se insere no contexto de um contínuo e gigantesco combate entre as forças do bem e do mal que se trava no domínio espiritual, envolvendo os anjos e os demônios e a humanidade inteira, desde períodos imemoriais (Ap 12, 7-9); é uma luta tremenda e incessante entre os espíritos fiéis ao Criador e os sequazes de Satanás, desencadeada pelo orgulho e soberba de Lúcifer em ser maior do que Deus. Expulsos do paraíso e precipitados no inferno, os demônios atuam sobre a humanidade, buscando prostrá-la sob o jugo do ódio, da violência, das guerras, do egoísmo, do prazer, da soberba e da apostasia.

“Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos” (Ap 20.1-2).

O abismo é a casa de prisão dos espíritos maus (Jd 6; Ap 9.1-2), e os encerrados ali estão expulsos da esfera humana. É o que vai acontecer com Satanás. Ele por mil anos vai ficar fora da esfera humana, não podendo ter nenhuma influencia sobre a mesma. Não confundir abismo com lago de fogo.

Os mil anos de Satanás no abismo, não produzirão nenhuma mudança em seu caráter maligno, uma vez que seja liberto provara ser o mesmo antigo diabo. Mas enquanto estiver presa a terra se sentira aliviada, e o reino de Cristo trará paz e prosperidade a todos.

05/01/2014

LUTO POR NELSON NED, ÍCONE DA MUSICA SACRA

Jesus Anda Sobre o Mar - Pedro Anda Sobre o Mar


Amplamente conhecida a história em que Jesus e Pedro andaram sobre as àguas do Mar da Galiléia e do temor que os discípulos tiveram ao contemplar Jesus caminhando sobre as àguas. Este acontecimento se dá após Jesus ter alimentado uma grande multidão, com a multiplicação de cinco pães e dois peixinhos.

Diante de tantos milagres presenciados, a multidão queria arrebatá-lo para o fazer Rei de Israel.

Jesus sabia que aquilo seria um movimento catastrófico. Eles seriam presas fáceis para os soldados romanos. O mestre se compadecia e valorizava a vida daqueles homens, mulheres e crianças. Além disso, o mestre deixava claro que o seu reino não era deste mundo.

Jesus Anda Sobre o Mar

Jesus, vendo a intenção de fazê-lo rei, se apressa em desfazer aquele movimento (que poderia se transformar em uma revolta) e a enviar seus discípulos para, o outro lado do lago, Betsaida. Após isso, Jesus então retira-se para o monte das bem-aventuranças, onde permanece sozinho.
"E logo obrigou os seus discípulos a subir para o barco, e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão." Marcos 6:45
Entendemos no texto de João 6:22, que os discípulos seguindo as ordens de Jesus, partiram de Tiberíades, deixando um barco para o mestre, na esperança de que ele os alcançasse mais a frente.
E fez-se noite, escureceu, caiu a madrugada. Por mais que esperassem, não avistavam o barco do mestre se aproximando. Já tinham navegado vinte e cinco ou trinta estádios (cerca de 5,5km de distância da costa).
O vento começa a soprar forte, as ondas se elevam. Os discípulos, como pescadores experientes, estavam acostumados às intempéries, porém a força do vento e o mar ameaçavam afundar o barquinho que navegavam.
Na quarta vigília (entre 3h e 6h da madrugada), no pior momento, vem Jesus caminhando sobre as àguas. Eles se apavoram com aquela visão. Tinha jeito de ser Jesus, parecia coisa de Jesus, era algo que só Jesus podia fazer, mas eles não o reconhecem: É um fantasma!
pedro e jesus andam sobre o mar
De modo que não esperavam o mestre caminhando sobre o mar. Eles haviam deixado um barco para o Senhor. Estavam na expectativa de avistar Jesus no barco que deixaram pra ele. Esperavam que ele os alcançasse dentro dos preceitos, formato e meios humanos. Mas o Mestre veio de uma forma própria de Deus.
Isso acontece com a religião, que muitas vezes tenta ajudar a Deus. E dão um formato a ele. Estabelecem a forma como ele tem que agir. O vestem com um tipo cultural. Traçam dele um esteriótipo. Calculam até "um modus operandi", de forma a não reconhecê-lo.
"E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo." Mateus 14:26

Pedro Anda Sobre o Mar

O barco em que estavam os discípulos, representava os recursos materiais desta vida. Pedro porém desce do barco para andar sobre o mar. Ou seja, ele deixa os recursos humanos e materiais, e passa aconfiar somente na palavra de Jesus, que o chamou a caminhar também sobre as águas.
"E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus." Mateus 14:29-30.
Entretanto, no meio do caminho, Pedro deixa de dar a sua atenção à Jesus e passa a se preocupar com o vento (que soprava forte) e com as altas ondas do mar. Pedro então enche-se de medo e começa a afundar. Ainda assim, ele clama por Jesus que prontamente o socorre.
"Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?" Mateus 14:30-31.
pedro anda sobre o mar - jesus anda sobre o mar
Jesus Socorrendo Pedro no Mar.

 é assim mesmo que acontece. Temos que deixar de confiar nos recursos materiais e passar a confiar na palavra de Jesus. Ele mesmo nos convida a passear sobre um mar de tempestades, um mar de problemas que tentam nos atingir.
Há uma tendência natural de buscarmos proteção em recursos materiais que conhecemos. Muitas vezes ficamos presos à materialidade. Temos medo de nos arriscarmos no mundo da fé. É difícil vencer a dúvida.
Os discípulos preferiram a sensação de segurança que o barco deles trazia, não puderam experimentar do poder de Jesus. Pedro porém, por um momento, conseguiu desprender-se do seu instinto natural de sobrevivência. Pedro teve a percepção espiritual de que era muito mais seguro confiar na palavra do Mestre.
Pedro pôde experimentar do grande poder de Jesus, e caminhou sobre o mar!
O mestre os mostrou que com barco ou sem barco, ele é Senhor de tudo e pode nos fazer andar com ele sobre as águas. Ele pode te fazer caminhar sobre as dificuldades e problemas que você tem enfrentado.
Mas você precisa sair do barco, precisa confiar na palavra de Jesus. E não olhe o vento. Não olhe as ondas. Veja somente Jesus.
Lembre-se de que mesmo que submerjas, as mãos do mestre te trarão à tona pra andar e caminhar com ele em segurança.

04/01/2014

Mestre de intrigas

Ao que cuida em fazer o mal, mestre de intrigas lhe  chamarão" (Provérbios 24:8).

Há pessoas cujo negócio é praticar maldade. Eles cogitam, planejam e tramam maldades. São "inventores de males" (Romanos 1:30).
O ladrão estuda para descobrir um jeito de entrar numa casa despercebido. O assassino cuidadosamente planeja como matar alguém sem deixar pistas. O caloteiro procura descobrir maneiras para enganar uma pessoa inocente. O estuprador reflete sobre planos para achar e atacar sua vítima sem ser preso. O batedor de carteiras considera vários ángulos de abordagem para conquistar seu alvo. Grandes mafiosos em prostituição e pornografia utilizam advogados caros para escapar das conseqüências dos seus atos.
"Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicando na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração" (Gênesis 6:5). A situação geral da época de Noé ainda é o caso de muitas pessoas hoje em dia. Nem todos os pecados são premeditados, mas muitos malfeitores maquinam o mal todo o tempo (Provérbios 6:14).

Exemplos bíblicos

Œ O Rei Saul. Motivado principalmente pela inveja, Saul se dedicou a prejudicar Davi (1 Samuel 18:6-9). Ele ofereceu a Davi sua filha, Mical, como esposa, pedindo cem prepúcios de filisteus como dote. "Porquanto Saul tentava fazer cair a Davi pelas mãos dos filisteus." O plano fracassou, pois Davi e seus homens mataram duzentos filisteus e não apenas cem (1 Samuel 18:20-27). Saul tentou matar Davi com sua lança, mas Davi escapou. Ele enviou servos para vigiar a casa de Davi e o matar de manhã. Mical ajudou Davi fugir (1 Samuel 19:10-17). Correndo de um lugar para outro para ficar fora do alcance de Saul, Davi sabia "que Saul maquinava o mal contra ele" (1 Samuel 23:9). As ciladas de Saul fracassaram porque Deus estava com Davi.
 Hamã. Um agagita e inimigo dos judeus, Hamã se tornou primeiro ministro do governo persa. Hamã tramou um plano para exterminar por completo o povo judeu. Ester, uma judia bonita que havia se tornado rainha da Pérsia, arriscou a sua vida para expor o plano mal de Hamã. Ester abordou "o rei e se lhe lançou aos pés; e, com lágrimas, lhe implorou que revogasse a maldade de Hamã, o agagita, e a trama que havia empreendido contra os judeus" (Ester 8:3). O decreto feito sob a influência de Hamã foi contrariado por outro decreto real.
Ž  Líderes gananciosos. O profeta Miquéias dirigiu suas palavras àlguns nobres ou líderes entre os israelitas que tramavam maldade para se enriquecer. "Ai daqueles que, no seu leito, imaginam a iniqüidade e maquinam o mal! À luz da alva, o praticam, porque o poder está em suas mãos. Se cobiçam campos, os arrebatam; se casas, as tomam; assim, fazem violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança" (Miquéias 2:1-2). Esses homens cobiçosos ficaram acordados à noite planejando sua maldade. "Sua maldade é planejada e proposital...pois ao invés de se retirarem para dormir a noite, eles ficam acordados tramando e preparando seus planos maus" (H. Hailey).
 Sambalate, Tobias e Gesém. Esses homens eram estrangeiros que moravam perto de Jerusalém quando Neemias chegou para reconstruir os muros da cidade. Eles tramaram para impedir o trabalho nos muros. "E muito lhes desagradou que alguém viesse a procurar o bem dos filhos de Israel" (Neemias 2:10). Eles ridiculizaram os esforços e sugeriram que os judeus estavam se preparando para rebelar contra os persas (Neemias 2:19). Eles zombaram (Neemias 4:1-2) e ameaçaram pelejar contra Jerusalém (Neemias 4:8). Mais tarde, enquanto o trabalho nos muros progredia, esses inimigos dos judeus pediram que Neemias os encontrasse no vale de Ono. Neemias percebeu seu plano mau e recusou ir. Ele disse: "Porém intentavam fazer-me mal" (Neemias 6:2).
 Os principais sacerdotes e escribas. Esses líderes judeus na época do ministério de Jesus estudaram e consultaram entre si, planejando a morte de Jesus. "Então, os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás; e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá_lo" (Mateus 26:3-4). Os principais sacerdotes concordaram em pagar para Judas 30 moedas de prata para que ele traísse Jesus (Mateus 26:14-16). Os mesmos líderes, mais tarde, procuraram "algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte" (Mateus 26:59).

Esses são poucos dos muitos exemplos na Bíblia de pessoas que podem ser chamadas "mestres de intrigas". Deus considera abominável o "coração que trama projetos iníquos"(Provérbios 6:18).

03/01/2014

EVANGELHO ANÁTEMA

A epístola aos Gálatas foi escrita para salvar o cristianismo do legalismo judaico. Seu assunto continua atual, pois em qualquer época há sempre o risco de alguém, ou um segmento da igreja se inclinar para o legalismo religiosos.
I. O APOSTOLADO DE PAULO
“Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos” (Gl 1.1).
Paulo começa a sua epístola com as saudações de costume (ver Rm 1.1-7 e a Introdução às Epístolas).
Neste versículos, Paulo se apresenta-se como apóstolo (= enviado), como em todas as sua outras epístolas, deixando claro que foi nomeado como tal por Jesus Cristo e por Deus Pai (cf. At 9.3-6; 26.15-18). Portanto, a mensagem que anuncia não é invenção humana. (Cf. também Gl 1.11-12).
Este é o prefácio da defesa de seu ministério que será defendido nos capítulos 1 e 2. Havia um questionamento sobre o seu ministério ser menor que o do apóstolo Pedro. Os 12 apóstolos tiveram contato direto com Cristo, Paulo não. Porém, o Cristo que se encontrou com Paulo já estava ressurreto. Quando esteve com os discípulos, Jesus era homem e Deus, com Paulo, era somente Deus!
II. A DEFESA DE PAULO
Paulo alega que seu ministério “não tem parte com homens” e “nem por intermédio de homens”. Com isso, ele se defende de uma acusação (1.10). É necessário que Paulo utilize da autoridade do nome de Cristo e de Deus Pai, que são formulações de fé, para combater seus os inimigos do evangelho.
É comum: “apóstolo de Jesus Cristo” ou “apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus” (1ª Co 1.1), ou “como servo de Jesus Cristo” (Fl 1.1). Sua fé está totalmente baseada no sacrifício de Jesus Cristo (1.34), chamando a todos que entender os benefícios desse sacrifício a dar-LHE “Glória pelos séculos dos séculos”.
Paulo começa a defesa de seu ministério, apresentando a defesa de sua fé. Paulo tem certeza que o seu ministério é bem sucedido porque está totalmente fundamentado no sacrifício vicário de Jesus: Ele agrada a Deus por ser servo de Cristo (1.10).
A grande maioria dos líderes labuta para defender seus cargos, seus interesses, suas tradições. Os ministros foram chamados para uma vocação santa e digna, mas para ministrar as Verdades da Santa Palavra de Deus e defender a Noiva de Cristo contra os ataques do diabo e de seus ministros. Todavia, isto não é priorizado se as mensagens são apenas bajulações de comodismo, deixando de lado a pregação genuína do Evangelho.
III. O ESPANTO DE PAULO
“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (1.6-9).
Paulo apresenta o motivo de sua carta: havia um grupo de irmãos que estava perturbando (1.7) o pleno entendimento do Evangelho de Cristo. Esses “falsos irmãos” eram considerados judaizantes porque defendiam que o Evangelho, para ser perfeito deveria praticado juntamente com a Lei de Moisés, ou seja, retornar ao LEGALISMO, e assim pregavam outro evangelho (1.6). Paulo tem uma clara constatação: Os gálatas ainda estavam agindo como bebês na fé, tal qual um neófito, inconstantes na fé que receberam.
Paulo está admirado com a susceptibilidade dos gálatas aos argumentos dos oponentes. Eles também foram chamados para o evangelho de Cristo, mas tão depressa mudaram para “outro evangelho”, isto é, um evangelho adulterado. A Bíblia afirma claramente que há um só Evangelho, “O Evangelho de Cristo”, e esse Evangelho nos veio pela revelação de Jesus, e pela inspiração do Espírito Santo. Mas alguns vos inquietam vos perturbam, e querem mudar o Evangelho. O Evangelho é definido e revelado na Bíblia, a Palavra de Deus. Evangelho quer dizer: “Boas Novas de Salvação”.
Deus “chamou” os gálatas, por meio do Evangelho de Cristo para o novo estado salvício (1.6s; 5.8), para o estado da “graça de Cristo” ou de “Deus” (1.6; 2.21; 5.4). Este estado fundamenta-se unicamente na “cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (6.14). Agora, contudo, existe o perigo de que os gálatas já tivessem caído dessa graça (1.6; 5.4), pelo fato de serem seduzidos pelos judaizantes (1.7; 3.1; 5.10), terem eliminado o escândalo da cruz (5.11), crendo que o evangelho ensinado por Paulo, precisasse de um complemento (5.3; 6.12).
Paulo advertiu os Gálatas que o evangelho que os pregadores estavam ensinando era “outro” (gr. allos) “um outro tipo, diferente”, “o qual não é outro”. O verdadeiro evangelho, que vem de Deus, segundo Cristo, e não casado com a lei.
Este evangelho diferente consistia não somente em crer em Cristo, mas também ligar-se à fé judaica mediante a circuncisão (5.2), as obras da lei (3.5) e a guarda dos dias judaicos (4.10).
Paulo, então, faz duas declarações:
A. Ainda que um anjo venha do céu e diga algo além do que ele pregou, seja anátema (maldito).
B. Se alguém fizer semelhante ao anjo, também seja anátema. Ou seja, ser humano ou celeste não tem supremacia sobre o que Cristo ensinou e Paulo que retransmitiu na íntegra.
A palavra “anátema” (gr. anathema) significa alguém que está sob maldição divina, condenado à destruição e que será alvo da ira divina e da condenação eterna. Aqueles que corrompem o evangelho, Paulo chama-os de “Anátema”, ou “maldito”. O fato de o apóstolo amaldiçoar duas vezes esses hereges mostra a seriedade do assunto. Estavam propagando outro evangelho, privando os cristãos da liberdade com que Jesus nos libertou, transferindo para o homem a honra e a glória que pertence exclusivamente a Deus, oferecendo a salvação por meio de recursos humanos. Eis porque Paulo foi tão contundente com esses hereges.
Malditos (“anátema”) são todos que pregam um evangelho contrário à mensagem que Paulo pregava de acordo com a revelação que Cristo lhe dera (vv. 11-12). Quem acrescenta ou tira algo do evangelho original e fundamental de Cristo e dos apóstolos, ficam sujeitos à maldição divina: “Deus tirará a sua parte do livro da vida” (Ap 22.18-19).
Deturpar o Evangelho é uma forma de iniqüidade, e é abominável, anátema, condenável à perdição eterna.
O apóstolo Paulo, inspirada pelo Espírito Santo, revela a atitude, de julgamento e indignação para com aqueles que procuram perverter o evangelho original de Cristo (v. 7) e mudar a verdade do testemunho apostólico. Igual atitude evidenciava-se Jesus Cristo contra os falsos líderes religiosos que rejeitavam em parte a Palavra de Deus, substituindo a revelação divina por suas próprias idéias e interpretações (Mt 23; Mc 7.6-9).
Os Gálatas eram filhos na fé de Paulo e, além disso, o apóstolo amava de verdade. Paulo estava lidando com algo muito nocivo à igreja. Diante disso ele precisava realmente ser muito duro com eles. Aqui ele deixa claro que não tinha nada pessoal contra eles; o assunto tinha a ver com a verdade do evangelho.
Os fariseus estavam perturbando a outros e distorcendo a verdade enquanto espalhavam heresias doutrinárias. Sua mensagem herética era que os gálatas cristãos deviam permitir que Moisés terminasse o que Cristo havia começado. Em outras palavras, a salvação não vem pela fé apenas ela exige obras. O empreendimento humano deve acompanhar a fé sincera antes que você possa ter certeza da sua salvação. Continuamos a ouvir esse “evangelho diferente” até hoje e ele é uma mentira. A teologia que defende a salvação apoiada no desempenho humano não representa boas novas, e sim, um engano. É heresia. Atingiu o ponto crucial do problema: a situação de distanciamento do Evangelho em que se encontrava a Igreja.
O Evangelho que Paulo apresenta aos Gálatas (1.9), é o tema central apresentado na forma concreta do evangelho ensinado por Cristo Jesus.
Em 1.11-12, ele volta com o assunto dos versículos 1.8-9: O apóstolo deixa claro que ele não é um anátema. Faz-nos lembrar que seu encontro com Cristo no caminho de Damasco, At 9.2-3, foi o início de um grande período de aprendizado. Ele relembra que, como judeu, foi um praticante improdutivo e perseguidor da igreja (1.13).
O Senhor Jesus fez uma única vez e por todos um sacrifício perfeito! E muitos pela sua fé em obras e coisas materiais e homens etc. estão desfazendo o que o Eterno fez no Filho a salvação! A única coisa de que precisamos é: sermos merecedores dessa vitória já conquistada por Cristo! E não em dias, homens que são idolatrados, coisas materiais e etc. Tudo o que está aí vai desaparecer! A única coisa que é eterna é a nossa nefesh (alma) e o nosso rûah (espírito) e isso levamos conosco: A nossa bondade ou ruindade em ações e pensamentos do “coração”! Por isso mesmo não devemos mudar a salvação que já nos foi dada! Devemos sim sermos mais do que merecedores dessa salvação! Pois a fé é misturada a coisas materiais desse mundo e isso está muito errado!
Para os reformadores, somente a Escritura Sagrada tem a palavra final em matéria de fé e prática: Sola fide – fé somente.
A salvação que começa com amor de Deus estendendo-se à humanidade perdida e é em prática pela morte e ressurreição de Cristo resulta em todo o louvor sendo dado a Deus. Mas, a salvação que inclui ritos e práticas humanas, trabalho árduo, esforço pessoal e até mesmo rito religiosos distorce as boas novas porque o homem recebe a glória e não Deus. O problema é que ela apela para a carne.
Deus ordena os crentes a defender a fé (Jd 3), a corrigir os errados com amor (2ª Tm 2.25-26) e a separarem-se dos falsos mestres, que na igreja negam as verdades bíblicas fundamentais ensinadas por Jesus e os apóstolos (Rm 16.17-18); 2ª Co 6.17). Essas verdades incluem: a salvação pela graça mediante a fé em Cristo como Senhor e Salvador efetuada pela expiação através de sua morte e do Seu sangue (Rm 3.24-25; 5.10).
IV. O EVANGELHO QUE PAULO RECEBEU E PREGOU
“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo. Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (vvs. 10-12).
Falsos mestres foram aos gálatas, procurando persuadi-los a rejeitar os ensinos de Paulo e aceitar “outro evangelho”. Os judaizantes, um grupo de judeu legalista da Igreja Primitiva, (que não respeitaram o concílio de Jerusalém At 15), tentavam casar a mensagem da salvação em Cristo com o contexto da lei mosaica (Dt 4.2). Cristãos imaturos criam nos ensinos distorcidos dos judaizantes. Esses ensinos envolviam outros ensinos além da justificação pela fé. Falsos ensinos continuam sendo muito persuasivos.
Na falta de entendimento do sentido do evangelho, por outro lado, cria-se uma igreja imatura que dificilmente experimentará um crescimento normal não sendo capaz de transmitir o evangelho de forma que faça sentido ao restante do grupo. Um dos grandes desafios que temos perante nós hoje é aprender com o nosso passado e pregar um evangelho que faça sentido na sociedade.
A falta de critério sadio e benéfico no corpo de Cristo tem trazido sérios prejuízos á Igreja, pois estão deixando de lado a Palavra de Deus para seguir suas regras, conceitos pessoais e denominacionais.
Os acusadores do apóstolo diziam que Paulo procurava agradar aos gentios pregando-lhes uma mensagem e, da mesma forma, aos judeus, pregando outro evangelho. O apóstolo declara que seu compromisso era com Deus, e não com os homens (v. 10).
“Aquilo que anunciamos a vocês não se baseia em erros ou em má intenção; e também não tentamos enganar ninguém. Pelo contrário, sempre falamos como Deus quer que falemos, porque ele nos aprovou e nos deu a tarefa de anunciar o evangelho. Não queremos agradar as pessoas, mas a Deus, que põe à prova as nossas intenções” (1ª Ts 2.3-4 - NTLH).
A mensagem de Paulo era fiel, verdadeira e sem engano. A sua doutrina era sã, pura e inalienável, pois seu compromisso era com Deus e não com os homens.
Uma grande falha da igreja nos dias de hoje, é a tendência de algum líder que procura acomodar o evangelho as doutrinas humanas (tradições) como meio de salvação. O apóstolo Paulo sabia que isto acabaria destruindo a mensagem de Cristo. Paulo esforça-se para mostrar aos crentes que o simples evangelho é suficiente para suprir as necessidades deste mundo. É tudo que o ex-fariseu Paulo tem usado em qualquer ocasião no estabelecimento do reino de Deus. Ele prega nada mais do que Jesus Cristo crucificado, morto, mas ao terceiro dia ressurreto.
Uma situação semelhante existe hoje. Há pregadores que aceitam as hipóteses e as especulações tradicionalistas ou filosóficas tais como humanismo, legalismo, liberalismo de doutrina, sem questioná-las, colocam o Evangelho dentro de suas idéias. A mistura deste todo não é Evangelho, mas sim, uma distorção da verdade, feita pelos homens. O Evangelho de Cristo não deve ser de modo algum, acomodado a qualquer sistema humano.
Todo e qualquer movimento religioso que põe a revelação particular e a experiência pessoal acima da revelação divina através da Bíblia Sagrada, cai em graves erros de interpretação da doutrina cristã. É o que está acontecendo com determinadas igrejas cristãs nos dias atuais. Vão além do que está escrito: Paulo estava percebendo que a exigência de guardar a lei na igreja dos gálatas estava além do Evangelho, isto é, adulterando o Evangelho genuíno de Jesus Cristo. Quaisquer ensinamentos, doutrinas ou idéias originados em pessoas, ou revelações, que não estejam expressos e mediante a Palavra de Deus, não podem ser incluídas no Evangelho. Misturá-los com o conteúdo original do Evangelho é transtornar ou adulterar o Evangelho, e esses não herdarão o reino de Deus. (1ª Co 6.9-10).
Por isso que o apóstolo Paulo comenta dizendo:
“Pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a Palavra de Deus; antes recomendamos à consciência de todo o homem na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2ª Co 4.2).
“Ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para própria destruição deles. Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, decaiais da vossa própria firmeza” (2ª Pe 3.16-17).
A segunda carta de Pedro foi escrita para avisar do perigo de divisões na igreja, causado por falsos mestres, que nela viriam introduzir-se no futuro.
“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até a ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmo repentina destruição” (2ª Pe 2.1).
O diabo falhou ao tentar a igreja primitiva por ataque externo através das injúrias, injustiças e abusos das autoridades pagãs do Império Romano. Agora, o apóstolo prediz uma tentativa de destruição interna, quando escreve: “haverá entre vós falsos mestres”.
O grande apóstolo, antes do seu martírio em 68 a.D., numa última tentativa, escreveu à igreja despertando-a ao dever de guardar a sã doutrina. Pedro não desejava pregar uma nova doutrina, mas simplesmente exortá-los a estarem vigilantes e bem armados para que ninguém viesse arrastá-los pelo erro destes insubordinados, levando-os a cair da alcançada graça em Cristo, (2ª Pe 3.17). Para evitar este perigo eles precisam “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (3.18).
O crente deve ter um bom conhecimento da Palavra de Deus, para não ser vítima de heresias. Por isso, cada crente deverá estudá-la com amor e dedicação, de modo sistemático, com a ajuda do Espírito Santo.
V. O MESTRE BÍBLICO DE PAULO
Saulo era um jovem judeu da cidade de Tarso da Cilícia, criado aos pés de Gamaliel, um dos maiores rabinos da sua época (At 22.3). Com o seu profundo conhecimento nas Escrituras do Antigo Testamento, estava preparado para defender o antigo sistema de fé de seus pais. Depois de Yahveh ter revelado que Jesus o Messias prometido nas Escrituras, no caminho de Damasco, ele passou a pregar a Cristo segundo as profecias do AT. O Senhor mostrou-lhe a relação entre a lei e o evangelho quanto à salvação unicamente através da fé em Jesus Cristo.
Paulo era um ardoroso defensor da fé judaica antes de se tornar um defensor da fé cristã.
“Porque não recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo” (v.12).
Ninguém pregou para Saulo de Tarso; foi o próprio Jesus quem apareceu a ele (At 9.3-6, 15). É isso que ele quer dizer, quando diz que não recebeu e nem aprendeu de homem algum. Aqui ele faz uma demonstração da declaração feita em Gl 1.1. Ele reivindica com muito vigor e propriedade a origem divina do evangelho completo que pregava e ensinava.
VI. SUA CONDUTA NO JUDAÍSMO
“Porque ouvistes qual foi o meu proceder outrora no judaísmo, como sobremaneira perseguia eu a igreja de Deus e a devastava. E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais” (vvs. 13-14).
Ele lembra aos seus leitores a sua origem. Era praticante fervoroso do judaísmo, religião dos judeus. Era inimigo implacável de Jesus Cristo; consentiu na morte de Estevão. Perseguiu ferozmente os cristãos não só de Jerusalém, pois estava a caminho de Damasco, no enlaço dos discípulos de Jesus (At 8.1-3; 9.1-2). Assim mostra o seu zelo pelo judaísmo e a sua disposição para exterminar a igreja de Jesus Cristo. No entanto foi alcançado pela graça de Deus. Um homem radical assim, não seria transformado em outro homem com outro conceito de
teologia, com outra visão de mundo, se Deus não estivesse nesse negócio. Era impossível ser essa doutrina originada no judaísmo.
Porém o diabo é astuto, como ele havia perdido o seu maior discípulo nessa guerra, passou então usar os falsos mestres para misturar o genuíno evangelho com a Lei de Moisés o qual não é diferente hoje.
VII. PAULO UM VASO ESCOLHIDO
“Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou e me chamou pela sua graça”. (v. 15).
Quando Jesus se revelou a Saulo disse que ele era um vaso escolhido (At 9.15). O apóstolo afirma, muitos anos depois de sua conversão, que já fora escolhido por Deus para esse ministério desde o ventre de sua mãe.
Paulo reconhece a onisciência de Deus ao separá-lo antes de nascer para a obra da salvação (1.15).
VIII. “NÃO CONSULTEI NEM CARNE E NEM SANGUE” (V.16)
É uma referência a seu encontro pessoal com Jesus no caminho de damasco e que não procurou os apóstolos, para ser doutrinado por eles.
“Nem tronei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia e voltei outra vez a Damasco. Depois de três anos, fui a Jerusalém para ver Pedro e fiquei com ele 15 dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor” (Gl1.17-19).
Ele foi para a Arábia por um longo tempo e daí voltou a Damasco. Paulo não estava com isso menosprezando a autoridade dos demais apóstolos; o que ele estava dizendo é que tinha a mesma autoridade deles. Ele não esteve três anos e meio com o Senhor Jesus no Seu ministério terreno, como os apóstolos em Jerusalém, mas recebeu diretamente do Senhor o seu evangelho. Ele diz: “nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos”.
Deus usou esse homem mais que qualquer um dos apóstolos (1ª Co 15.10). Sua sabedoria sua espiritualidade, seu talento, sua criatividade, seu ímpeto, seu zelo e disposição no trabalho. Somando a isso sua bagagem cultural, o extraordinário conhecimento do Antigo Testamento, com a graça de Deus e a inspiração do Espírito Santo, são a causa da sua teologia.
IX. COMO PAULO SOUBE DE TUDO ISSO? É ISSO QUE ELE EXPLICA EM GÁLATAS 1.11-24
Paulo sabia que os gentios eram o foco de seu ministério. Por isso ele não subiu a Jerusalém (local dos judeus). Lá já havia Pedro e outros para pregar a eles. Está intrínseco que a obra de Deus não era mais restrita aos judeus que por terem a primazia, se tornaram arrogantes e totalmente irresponsáveis com a eleição que lhes foi concedida desde Abraão.
“Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias; e não vi outro dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do Senhor. Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto. Depois, fui para as regiões da Síria e da Cilícia. E não era conhecido de vista das igrejas da Judéia, que estavam em Cristo” (Gl 1.18.-22).
Por ter Paulo consciência do seu ministério gentílico, só pisou em território judeu após 3 anos de ministério e lá encontrou Tiago, irmão de Jesus. O relato dos versos 18 e 19 têm Deus como testemunha. Era importante para Paulo dizer isso porque ele estava sendo um apóstolo focado e obediente. Na verdade, as igrejas da Judéia não o conheciam (1.22), mas sabiam da fama daquele homem que solicitou cartas para perseguir a igreja (At 9.1-2) e consentiu na morte de Estevão (At 8.1).
X. PAULO UMA TESTEMUNHA VIVA DO PODER DE DEUS
“Ouviam somente dizer: Aquele que, antes, nos perseguia, agora, prega a fé que, outrora, procurava destruir. E glorificavam a Deus a meu respeito” (Gl 1.23-24).
Paulo era uma testemunha viva do poder de Deus. Sua vida pregressa foi transformada pelo poder Daquele que agora ele apregoava, sendo assim, os gálatas não poderiam duvidar do poder da Palavra que eles estavam abandonando, porque o próprio apóstolo era um testemunho vivo desse poder e assim, os que conheceram a sua história “Glorificavam a Deus” a seu respeito (1.24)

02/01/2014

QUANDO A ASSEMBLÉIA ERA DE DEUS…


Por Nelson Gervoni

Sou de família assembleiana, quando nasci meus pais eram da Madureira, tenho dois primos e um tio pastores no Ministério do Belém, um segundo tio é pastor de Madureira, meu sogro é presbítero e dirigiu diversas congregações da Assembléia, minha esposa nasceu e foi criada nesta igreja e atualmente me vejo pastor ligado à CGADB (Convenção Geral das Assembléias de Deus) através do Belém.
Meu espírito livre me levou a sair da Assembléia de Deus ainda jovem, fiz minha formação teológica num Instituto Batista e por último pastoreei uma igreja anabatista de origem alemã. Por algumas razões há três anos retornei à Casa onde nasci.
Não demorou muito e percebi que a igreja à qual retornara não era mais aquela de onde saíra. Senti-me como alguém que deixa a pátria onde nasceu e ao retornar se sente como um estrangeiro da terra natal.
As diferenças eram tantas que me lembrei de uma frase inúmeras vezes repetida por meu avô materno (nascido em 1901 e convertido ainda jovem na Assembléia de Deus da Missão). Quando via algum absurdo da parte da liderança da igreja, o velho dizia: “Quando a Assembléia era de Deus, isso não acontecia”. E acrescentava, dizendo: “os homens se juntaram e tomaram de Deus a Assembléia de Deus, que agora é dos homens…”
Por ser criança não compreendia ao certo o que o levava meu avô a afirmar isso. Entretanto, esses três anos de Assembléia de Deus me levaram a uma compreensão empática do velho. Ou seja, não somente compreendo, mas sinto o que ele sentia. Havia na expressão do meu avô uma vanguarda profética.
Hoje, não chego a afirmar que a Assembléia não é de Deus, pois ainda há nela um povo caminhante que, não obstante sua liderança, serve a Deus com sinceridade e aguarda a volta do seu Redentor. Mas talvez esta seja uma das poucas características que ainda lhe assegure o nome que tem. A Assembléia não é dos homens. É de Deus. Mas não há dúvida de que os homens – suas lideranças – estão tratando-a como os sacerdotes dos tempos proféticos tratavam a Casa de Deus. Se não, vejamos.

Centralização do poder econômico
A Assembléia de Deus perdeu sua característica de comunidade simples e é uma das igrejas mais ricas do Brasil. Isso a torna semelhante ao Clero Romano que tanto criticamos por sua centralização de poder. Se parece com o sacerdócio do Antigo Testamento tão criticado pelos profetas de então.
Em nível nacional sua riqueza se concentra principalmente na CGADB – que tem como uma das principais fontes financeiras a CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus), cuja arrecadação se assemelha a de grandes editoras, como por exemplo, a Abril – e no Ministério do Belém, hegemônico entre os demais ministérios ligados à Convenção.
Estrategicamente esse império, formado principalmente pela CGADB e Belém, se concentra nas mãos de pouquíssimas pessoas, lideradas pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, na presidência simultânea das duas entidades há mais de duas décadas.
Em níveis regionais o poder econômico é distribuído favorecendo os mesmos presidentes de Campo que em nível nacional apóiam e se locupletam com José Wellington. A gestão dos Campos reproduz a administração regional, com centralização de poder e de dinheiro.
É canalizada para a Sede do Campo toda a renda das congregações que em virtude disso perdem a autonomia para realizações descentralizadas. Para citar só um exemplo, a Congregação onde ajudei ultimamente necessita de manutenção das suas dependências, de infra-estrutura para a Escola Dominical das crianças e de instrumentos musicais. Tem uma arrecadação mensal estimada entre R$ 5 mil e R$ 8 mil (digo estimada, pois não se tem acesso à informação da sua arrecadação), mas como deve encaminhar integralmente seus ingressos à Sede, não pode atender suas necessidades locais. Com isso, os departamentos fazem malabarismo para arrecadarem algum dinheiro. Por exemplo, o Círculo de Oração (departamento feminino) faz pizzas e nhoque e vende para os membros, que já contribuem com seus dízimos e ofertas.

Hereditariedade do poder
Outro fenômeno que vem se reproduzindo nas últimas décadas, em especial nas AD do Estado de São Paulo, é a hereditariedade de poder nas esferas regionais. É comum pastores presidentes de Campo prepararem seus filhos para os sucederem ministerialmente. Por exemplo, no Campo de Presidente Prudente/SP o pastor presidente atual é João Carlos Padilha, filho do ex-pastor presidente Carlos Padilha. No Campo de Indaiatuba/SP o pastor presidente é Raimundo Soares de Lima que tem como vice-presidente e sucessor estatutário o próprio filho, pastor Rubeneuton de Lima, mais conhecido como Newton Lima. No Campo de Araçatuba o presidente é o pastor Emanuel Barbosa Martins e o vice-presidente é seu filho, Emanuel Barbosa Martins Filho. No Campo de Limeira o ex-presidente, pastor Joel Amâncio de Souza, fez como seu sucessor o próprio filho, pastor Levy Ferreira de Souza. Medida que foi pivô de considerável divisão na igreja.
Há uma grande possibilidade da hereditariedade de poder se aplicar em nível nacional, pois é de conhecimento dos pastores da CGADB que o pastor José Wellington prepara sua sucessão para um dos filhos, José Wellington Costa Junior, vice-presidente da AD em São Paulo, Ministério do Belém e presidente do Conselho Administrativo da CPAD.
Cabe uma pergunta em relação a isso: É Deus ou o homem quem escolhe o sucessor da presidência da igreja? Penso que a possibilidade de Deus escolher tantos filhos de presidentes como seus sucessores está descartada.
As igrejas do Novo Testamento não eram assim. As congregações escolhiam seus oficiais (Atos 6.1-6, 14.23) e não tinham um pastor presidente que dominava sobre elas.
Sem transparência financeira
Outra coisa que me intrigou ao retornar para a Assembléia de Deus foi descobrir que não é dado saber – senão a duas ou três pessoas da diretoria da Sede – nada sobre a movimentação financeira do Campo. Estima-se que num Campo como o de Campinas, por exemplo, a receita gire em torno R$ 1,5 milhão por mês. Não se sabe ao certo quanto entra e como é gasto o dinheiro; quanto ganha por mês o pastor presidente, pastores regionais e distritais. Recentemente ouvi de uma liderança leiga que o custo de manutenção do pastor presidente, no caso do Campo de Campinas, beira os R$ 60 mil mensais.
Sabe-se, no entanto que as congregações das periferias são pastoreadas por homens simples, que mal recebem ajuda de custo. Assim, muitos têm seus empregos para se sustentarem e os que não conseguem se empregar chegam a passar por privações e apuros financeiros.
A explicação para a ocultação orçamentária é a segurança. Afirmam que não divulgam suas contas para evitarem assaltos. Isso não é verdadeiro, pois qualquer assaltante bem informado sabe que igrejas movimentam rios de dinheiro. E uma coisa é divulgar aos quatro cantos o quanto a igreja arrecada, expondo-a a riscos de roubos, outra coisa é manter seus membros informados do total coletivo das suas contribuições. Afinal, igreja não é empresa privada, que somente o dono tem acesso às suas informações financeiras.
Do ponto de vista legal as igrejas são associações civis regidas pelo Código Civil e como tais, segundo a legislação, devem prestar contas de sua movimentação financeira aos associados, que no caso da igreja são os seus membros. Por exemplo, o Artigo 59, Inciso III do Código Civil diz que “Compete privativamente à assembléia geral (…) aprovar as contas” da instituição. Como poderão aprovar (ou reprovar) as contas sobre a qual pouco ou nada se sabe?Ou como aprovarão se sequer participam das assembleias, em cuja pauta não se coloca em votação a aprovação financeira?
Do ponto de vista bíblico não há nada que se pareça com isso. Não há no Novo Testamento uma associação de igrejas com um presidente arrecadando os ingressos das congregações para administrá-los centralizadamente, se beneficiando de altos salários.
Entretanto, a falta de transparência financeira não é um “privilégio” exclusivo das igrejas e dos Campos. Recentemente o pastor Antonio Silva Santana, eleito em 2009 primeiro tesoureiro da GADB, renunciou alegando falta de acesso às principais informações de caráter fiscal e financeiro da instituição.
Quando não se lança luz sobre uma questão tão importante como esta, obscurece-se a verdade, dando margens a dúvidas. Por exemplo, pode-se perguntar se o dízimo dos contribuintes não foi usado nas últimas eleições para financiar campanhas políticas de pastores candidatos a cargos eletivos.
Esse questionamento nos leva ao próximo assunto.
Vínculo com a política partidária
Não é preciso fazer nenhum esforço mental para perceber que estas características (centralização do poder econômico, hereditariedade do poder e falta de transparência financeira) são próprias das instituições contaminadas pelo abuso de poder, pela ganância, pelo nepotismo, etc. Trata-se de um quadro muito comum nas esferas da política partidária. Assim sendo, como “um abismo chama outro abismo” (Salmo 42.7), era de se esperar que a Assembléia de Deus refizesse (pelo menos tenta refazer), através de sua atuação político-partidária, o casamento entre a Igreja e o Estado, união responsável pelo apodrecimento da fé e cujo divórcio custou o sangue de mártires na História do Cristianismo.
Há atualmente em algumas igrejas a idéia de que “o povo de Deus precisa de representantes na política”. Particularmente tenho uma opinião desenvolvida sobre isso, exposta em recente artigo que escrevi, “Por que não voto em ‘irmão de igreja’”, publicado em meu blog pessoal. Mas, opinião individual a parte, o que mais assusta é o pragmatismo com o qual essa questão vem sendo tratada nas Assembléias de Deus ligadas à CGADB.
A 33ª assembléia geral ordinária da CGADB, realizada em Belo Horizonte em 1997 – e portanto presidida pelo pastor José Wellington – aprovou uma resolução que recomenda aos pastores titulares não se candidatarem a cargos eletivos. Para se candidatar deve o ministro se desvincular de seu cargo pastoral. A resolução é sábia, pois visa, entre outras coisas, poupar a igreja de envolvimento com escândalos políticos que nela respingam, como ocorridos em episódios conhecidos.
Entretanto, não obstante a resolução, recentemente o pastor José Wellington esteve em Campinas e, numa reunião com pastores num hotel, pediu a estes o apoio à candidatura a deputado federal de seu filho Paulo Roberto Freire da Costa – presidente do Campo de Campinas – sem sequer tocar no assunto da desvinculação proposta na resolução que ambos ajudaram a aprovar. Paulo Freire foi eleito e continua presidente da Assembléia Campinas, como se a resolução não existisse.
Ironicamente, a igreja de Campinas foi envolvida num escândalo político quando pastoreada por Marinésio Soares da Silva, antecessor de Paulo Freire. O escândalo foi protagonizado por uma filha Marinésio, na ocasião deputada federal, tendo causado muitos sofrimentos à igreja.
O equivoco de se misturar poder político e igreja foi esclarecido por Cristo numa conversa com seus discípulos, narrada em Marcos 10. Tiago e João reivindicaram o direito de assentar-se com Jesus, um à direita e outro à esquerda do seu trono. Eles não haviam compreendido que o reino de Cristo não se daria na dimensão da política terrena. Para esclarecê-los Jesus lhes disse: “Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos” (Marcos 10.42-44, com grifo do autor).
A fala de Cristo (grifada acima) sempre será atual. Alerta contra a centralização do poder econômico, a hereditariedade do poder, a falta de transparência financeira e outras mazelas. As instituições mundanas agem dessa forma, “Mas entre vós não é assim”.
O fenômeno da naturalização
Chama a atenção em todo esse processo o fenômeno da naturalização. Ou seja, todas essas características são vistas e vividas como muito naturais, pela liderança e pela chamada “membresia”. A centralização e a hereditariedade do poder, a falta de comunicação e clareza sobre as contas e o relacionamento – fisiológico, inclusive – com a política, são encarados como algo muito normal e, portanto, sem a necessidade de qualquer questionamento.
Todas essas peculiaridades geralmente são justificadas pela “unção” recebida pelo “homem de Deus”, inclusive com uma equivocada interpretação do texto bíblico que diz “Não toqueis os meus ungidos, e aos meus profetas não façais mal” (1 Crônicas 16.22 e Salmo 105.15). Assim, um “ungido” centraliza o poder e designa-o a quem bem entende – geralmente aos filhos – e os demais ungidos e profetas aceitam sem nada dizer. Da mesma forma, se ele é um “ungido de Deus”, tem autonomia, à custa da heteronomia dos demais, para administrar as finanças da igreja sem delas ter que prestar contas. Por outro lado, os membros se isentam da responsabilidade de fiscalizar, pois acreditam que seu papel é apenas trazer os dízimos (Malaquias 3.10) sem se preocupar com o que será feito dele.
As semelhanças desse modelo com a política fisiológica, voltada para projetos pessoais, são muitas. Isso explica o casamento da igreja com a política partidária.
Será que não estamos diante da síndrome de Eli?

PALAVRA DO BLOGUEIRO
Este texto não é de minha autoria, como se percebe, porém, representa em muito tudo o que penso e vejo dentro das Assembléias de Deus no Brasil.
Minha formação teológica é em instituições de ensino desta conceituada denominação. Fui, por anos a fio, um assembléiano nato, diga-se de passagem. Contudo, tenho observado que esta denominação, por causa dos motivos descritos no texto (e muitos outros não mencionados) tem perdido sua característica como igreja.

A publicação deste texto não visa causar escândalos contra a denominação, mas sim despertar seus líderes a voltarem a buscar sua identidade como igreja.


01/01/2014

VESTES BRANCAS NO ANO NOVO É COSTUME PAGÃO!



O ano novo já passou, mas fica ai a dica...
[Um sincero e amoroso alerta aos salvos, para que deixem um pequeno “ritualzinho pagão” de festa de fim de ano.]

 “Porquanto deixaram ao SENHOR, e serviram a Baal e a Astarote.” – Juízes 2.13
 “E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra.” – Apocalipse 17.5
Quando Israel chegou a terra prometida a Abraão (Gênesis 12.1-3), deparou-se com os Cananeus, designação geral dos habitantes da região. Eram os Periseus, os Jebuseus, os Heveus, os Heteus, os Girgaseus. Eles também eram chamados de Amorreus, outra designação geral para eles.
Deparando-se com estes povos, Israel também se deparou com sua religião pagã e seus costumes sanguinários. Seus deuses principais eram Baal ( “senhor” / “esposo”) e sua Astarote (“esposa” / “senhora”). Ambos personificavam “o princípio reprodutivo da natureza”, afirma o Dr H. Halley.
Seus nomes variaram com os povos. Ishtar é babilônico, Astarte grego e romano. Baalins, plural de Baal e eram imagens diversas do deus cananeu. Astarote plural de Astorete. Seus postes sagrados eram chamados Asera, sendo um cone, pedra ou tronco de árvore, representando a deusa.
Seus sacerdotes eram prostitutas cultuais, e prostitutos cultuais sodomitas. Este culto aparece na Bíblia novamente no Novo testamento com a adoração a Diana, com os mesmos costumes (ver Atos 19). Um grande templo existia na cidade de Corinto, o que causou muitos problemas aos irmãos da igreja local daquela localidade, fruto do trabalho missionário do apóstolo Paulo (Atos 18.1).
O costume de assassinar os bebês veio da situação indesejável das sacerdotisas engravidarem por seus serviços, pois os cultos em seus templos consistiam nas mais extremadas práticas de orgias. Estes locais eram concentrações das práticas mais abomináveis. Os sacerdotes gostavam de lugares altos ou elevados para estabelecerem seus templos e adorações demoníacas.
O aborto era realizado “em vida”, sendo que os bebês indesejados eram assassinados ainda recém nascidos em adoração a Baal.  Quando o explorador MacAlister realizou escavações em Gezer, entre 1904 a 1909, descobriu que “toda área identificada com estratos correspondentes à época dos cananeus, eram verdadeiros cemitérios de crianças recém nascidas sacrificadas ao ídolo”.
O Dr Halley nos esclarece:
“Outro sacrifício horrível era o que se chamavam ‘sacrifício dos alicerces’. Quando se ia construir uma casa, sacrificava-se uma criança, cujo corpo era metido no alicerce, a fim de trazer felicidade para o resto da família...Seria ainda de estranhar que DEUS ordenasse a Israel o extermínio dos cananeus? Teria direito de continuar a existir por mais tempos uma civilização de tão abominável imundície e brutalidade? Temos aí um dos exemplos da história de como a ira de DEUS se revelou contra a perversidade de certas nações...O objetivo de DEUS em mandar exterminar os cananaues, além de ser castiga-los, foi o de preservar Israel da Idolatria e das suas práticas vergonhosas. DEUS estava estabelecendo a nação israelita com o grande e especial propósito de preparar a vinda de Cristo...”
Os cananeus eram verdadeiros “cidadãos” de sodoma e gomorra em escala nacional. Suas representações grosseiras incitavam à perversão em todos os aspectos. Infelizmente, alguns costumes e idéias chegam até nós através das práticas pagãs ainda revividas nas mentes ímpias. Vejamos alguns exemplos:
a. O festival da carne, hoje conhecimdo como “carnaval”;
b. A idéia de bebês indesejáveis e a prática do aborto livre, aberto e apoiado pelo estado numa clara repetição da mentalidade cananéia, ainda que em aspectos e linguajar muito mais eufemistas. (Há vários seguidores de ocultismo que sacrificam crianças aos demônios, ainda nos dias atuais, costume que cada vez se intensifica cada vez mais).
b. O costume de se fazer fogueiras nas festas pagãs romanistas em homenagem aos seus ídolos, relembrando o costume de sacrificar infantes a Moloque. As crianças “pulam” a fogueira em referência nítida da morte dos inocentes em adoração ao terrível ídolo.
c. A inauguração de totens em praças públicas, repetindo os postes sagrados, pelos praticantes de ocultismo. Hoje repetido nos ícones da maçonaria, geralmente em praças centrais e/ou pontos turísticos, você já viu alguma na sua cidade? Em Manaus existe um desses “postes ídolos”, com placa dos fundadores maçons do município, na chamada Praça do Relógio, bem em frente ao porto da cidade. Conheço mesmo igrejas que possuem totens em seus pátios, por terem sido fundadas por membros que também faziam parte da maçonaria.
Infelizmente, alguns salvos e membros de igrejas locais, por pura ignorância, praticam em repetição costumes pagãos como se tudo não fosse senão uma boa prática cristã. Permitam-me revelar-lhe um dos mais simples, talvez mais repetido e também com um dos que possuem significados mais terríveis:
O COSTUME DAS MULHERES (claro que também alguns homens fazem isso) VESTIREM-SE DE BRANCO NO ÚLTIMO DIA DO ANO PARA CELEBRAR A PASSAGEM DO ANO VELHO PARA O ANO NOVO.
 [Costume permanece praticado por espíritas, adeptos do candomblé, macumba, umbanda, quimbanda, católicos, espiritualistas e, infelizmente, cristãos professos que não sabem o que estão fazendo!]
Seria este um costume salutar? Seria cristão ou pagão?
Ser-nos-ia suficiente evitar tal costume se simplesmente tomássemos conhecimento de que se trata de uma prática comum entre os ocultistas modernos. Os espíritas, os umbandistas, os romanistas e todos os místicos que seguem a nova era e as religiões pagãs ainda em voga.
Infelizmente alguns salvos, membros de igrejas locais fecham seus olhos para essa triste realidade.
Mas perguntemos, eu insisto, qual a origem do costume? Qual a fonte de tais rituais?
Ocorre que na Babilônia o deus Baal, ou Bel ou Baal Marduk (haviam mais de 50 títulos que ele recebia além destes, sendo o deus nacional babilônico), era adorado em Zigurates, ou templos pirâmides, formados por degraus contínuos. O historiador Heródoto, testemunha ocular destes templos babilônicos, chamava-os de “torres”.
O último andar era o santuário do deus Baal, ou Marduk, onde ministravam os sacerdotes. O principal destes Zigurates na babilônia foi identificado como o Zigurate de Esemenank. Esse, como os demais, tinha no topo o seu santuário.
Durante o festival do Ano Novo na babilônia, ocorria o que era chamado de “casamento sagrado”. Durante o rito de passagem de um para o outro ano, uma moça virgem era escolhida a dedo pelos sacerdotes. A escolhida era vestida de branco e era introduzida no santuário e deitada em um leito de ouro puro. Na passagem do ano velho para o ano novo o próprio Baal/Marduk vinha ter relações sexuais com a jovem. É claro e evidente que os próprios sacerdotes eram os que abusavam da jovem. Estes rituais, repetidos todos os anos, eram chamados de “casamentos sagrados” babilônicos. Caso a jovem engravidasse, seu bebê era sacrificado quando recém-nascido, ao próprio Baal/Marduk .
Embora o Zigurate de Esemenank tenha sido destruído por Xerxes em 479 a.C, o costume de vestir-se de branco continuou sendo praticado, sejam nos casamento pagãos ritualizados, sejam nas práticas das sacerdotisas prostitutas (entre os sacerdotes sodomitas também), seja nos praticantes do ocultismo através dos séculos. Até hoje os místicos fazem referência ao “melhor momento” para as relações sexuais dos casais (adultério, fornicação, prostituição, etc). Afirmam abertamente que é o exato momento da passagem do ano velho para o ano novo, quando, antes da prática, ambos devem usar vestes brancas. Uma repetição, ainda que ignorante, do “casamento sagrado” babilônico.
Não é à toa que DEUS dá o título de “mãe das prostituições e abominações da terra” à Babilônia (Apoc 17.5), pois vez ou outra se verifica que todas as práticas religiosas pagãs têm sua origem em Babel e nos povos cananeus, babilônia, portanto.
No Velho Testamento, o povo de Israel, de contínuo se entregou aos costumes pagãos cananeus, pelo que DEUS exerceu juízo levando-os ao cativeiro. Não foram poucos os rogos do DEUS de misericórdia para que abandonassem as horrendas práticas idólatras.
Por esse motivo clamaram os profetas, como Isaías:
“Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede. Portanto o inferno grandemente se alargou, e se abriu a sua boca desmesuradamente; e para lá descerão o seu esplendor, e a sua multidão, e a sua pompa, e os que entre eles se alegram.” – Isaías 5.13-14
É realmente triste ver que, mesmo em igrejas locais, costumamos observar irmãs e irmãos com essa prática paganizada, mesmo que inconscientemente, perpetuando um costume de significado tão terrível quanto demoníaco.
Com amor é que desejamos que este alerta alcance àqueles que, mesmo ignorantemente, se entregam cada ano a este pequeno “ritualzinho pagão”. Conclamo que os salvos para que possam deixar tais comportamentos indevidos a todo servo de DEUS.
Por isso clamemos nós para que os amados irmãos deixem sua ignorância e sejam conduzidos à obediência ao Senhor Nosso DEUS, deixando os costumes pagãos, seus ritos e seus simbolismos.
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” – Romanos 12.1-2
DEUS nos abençoe a mais amá-lO e a melhor servi-lO. E que este texto sirva para o amadurecimento espiritual dos salvos que desconheciam tais fatos históricos.

É meu desejo e oração, amém.

JESUS, UM OÁSIS PARA NOSSO DESERTO.



Porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz. Salmos 36:9

Vivemos em um mundo tão conturbado, cheio de violência e crueldade, onde a maldade virou prato principal da sua mesa, gastam-se o que preciso for para ver outro na miséria, faz-se o que necessário for para pisar alguém que não for conivente com o que se pensa, as pessoas não tem mais amor pelas as outras, a vida tornou um abadá, paga-se, usa-se alguns dias e depois joga fora, impera hoje o mais valia, valia alguma coisa se pensasse igual a mim, não pensa, aniquila. Se não faz o que desejo, mate-o. A vida dos animais tornou-se bem mais importante que a vida do ser humano, há até tratamento psicológico para os cachorros, mais para alguém que foi condenado injustamente que passou parte da sua vida dentro de uma sela, dê-se por satisfeito se algum dia conseguir ter de volta a liberdade. Estamos vivendo em um mundo onde os que não têm direito, têm direito, e os que o têm ficam trancafiados por não haver justiça.
Trocou-se os valores, ética e dignidade tornou-se ultrapassados, caráter é coisa de careta, o bom mesmo e vive aleatoriamente, loucamente, pulando feito néscio ao som estupido que alguém com a mente perturbada inventou. Prevalecem à lei da vantagem, se pisou no seu pé, desacertado é quem colocou o pé em baixo, o errado virou certo, o certo foi banido, vivemos no mundo cão, sendo acorrentados pelo seu administrador Cruel. Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. 1 João 5:19, já não mais existe coerência do sentido família, querem nos robotizar com suas liturgias contaminadas que ferem os planos de Deus, Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Efésios 5:31, criam-se leis para ter como fugir dos seus erros, tentando nos fazer rês as suas próprias altura,somos embriagados por pensamentos desordenados de pessoas sem escrúpulos, que tentam invadir nossas vidas para embutir suas ideias distorcidas dos parâmetros de Deus. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27.
Até quando Senhor, Tu olhares dos Céus e contemplarás tantas insanidades entre os homens? Até quando aqueles que tentam andar na tua lei serão hostilizados por blasfemadores do teu nome? Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. João 15:19.Leva-nos a entender que somos Sal, precisamos dar um sabor diferente a terra, precisamos desfazer o insosso que faz sermos vomitados da tua presença, Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Deuteronômio 18:12, faz nos absorver que precisamos fazer resplender a tua luz que clareia as nossas vidas nesta escuridão tão sombria. Senhor abre nossa raquítica mente e introduza em nosso ser que somos trigos, que os joios que estão ao nosso redor, são apenas para fazer barreiras nas tempestades. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro. Mateus 13:30.
Que Deus tenha misericórdias de nós e não nos retribua conforme nosso mérito, pois, apesar da sua graça, D’Ele ter permitido que sua salvação viesse até nós, muitas vezes, ainda olhamos para trás curiosamente, para vermos as delicias e sedução desta era, o ilusionismo do mundo ainda rouba nossas mentes, nos empurrando a alegra-se com o pecado. Precisamos tomar cuidado, de repente, em uma olhada para trás, nossas vidas podem ser reduzida a nada. E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal. Gênesis 19:26. Apesar desses pratos saborosos de lentilhas que nos oferecem cotidianamente, é melhor continuar comendo o maná de Deus. Na presença de Deus tudo tem um sentido. Aqueles que preferem enfrentar o sol escaldante da vida há um Manancial a esperar, para aqueles que preferem os espinhos na carne a deitar-se em berço esplendido do mal, haverá um abrigo seguro onde poderá passar toda a eternidade, para aqueles que enfrentam a sequidão do mundo, existe um Oasis de aguas puras e cristalinas que pode-se beber e ficar saciado para sempre.E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. João 6:35. Neste Oasis podemos mergulhar, só assim seremos limpos, curados e perfumados em seu amor.
Viva a vida que Deus tem para você, separados do domínio do mal.

FELIZ 2014

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