Ezequiel
38:1 profetizou sobre a vinda de um terrível rei, Gogue, da terra de
Magogue, para opor o povo restaurado de Deus. Os capítulos 38 e 39
descrevem a preparação dos exércitos que apoiaram Gogue, o seu ataque
contra o povo de Deus e a sua repentina derrota por Deus. As nações que
iam participar com Gogue na batalha representam diversos povos gentios.
É interessante notar que a maioria desses nomes vem de Gênesis 10, das
listas de descendentes de Jafé e Cam. Nenhum deles se encontra na lista
dos descendentes de Sem.
A linhagem da promessa é traçada
através de Sem. Abraão, Davi e Jesus são descendentes de Sem. Jafé e
Cam, por sua vez, eram antepassados de muitas nações ímpias, conhecidas
geralmente como gentios. Essas informações esclarecem para nós a
simbologia de Ezequiel 38 e 39. Os exércitos de Gogue de Magogue
representam os inimigos do povo de Deus tentando derrubar Israel
restaurado.
Nada no contexto (um livro que usa um estilo
apocalíptico) sugere que Gogue seria uma determinada pessoa histórica.
Capítulo 37 é simbólico (ele fala da ressurreição de pessoas num vale
cheio de ossos secos). Capítulos 40-48, também, são simbólicos (falam de
uma cidade especial e um templo figurado que representam a presença de
Deus no meio de seu povo redimido). No mesmo estilo, o profeta usa Gogue
para representar a ameaça dos ímpios que tentariam derrotar o reino de
Deus.
Numa profecia menos detalhada, Gogue e Magogue reaparecem
em Apocalipse 20:8-10. Esta vez, Satanás é visto como o líder
verdadeiro deles. O resultado é o mesmo: a súbita e decisiva vitória das
forças de Deus. Como foi o caso em Ezequiel, o contexto no Apocalipse
usa linguagem figurada, e não sugere uma pessoa específica e histórica.
Há muitas teorias e especulações fantásticas sobre passagens como
estas, que deixam muitas pessoas tentando interpretar sinais sobre os
fins dos tempos. Um dos grandes perigos desse tipo de interpretação é
que as pessoas ficam olhando para ameaças externas e esquecem do inimigo
maior: as tentações da carne que levam muitos a perdição (veja Tiago
1:14-15; Gálatas 5:19-21).
A mensagem da Bíblia para nós ensina
que cada pessoa deve se preparar para sua própria morte, ou para a
volta de Jesus, que será como ladrão da noite (2 Pedro 3:10). Naquele
dia, ele nos julgará (João 5:27-29).
Gogue e Magogue é uma expressão que aparece no livro do
Apocalipse como uma referência ao conflito final entre as forças
satânicas e Cristo e Seu povo. Há muitas interpretações e
teorias acerca desse evento, o que acaba gerando ainda mais curiosidade
entre as pessoas acerca dessa expressão.
Gogue e Magogue no Antigo Testamento
Gogue e Magogue são citados em passagens do Antigo Testamento. No livro de Gênesis, Magogue é mencionado como um descendente de Jafé (Gn 10:2; 1Cr 1:5). Já Gogue, é citado como um rubenita, filho de Semaías (1Cr 5:4).
Apesar dessas referências iniciais, a passagem mais importante sobre Gogue e Magogue
encontra-se no livro do Profeta Ezequiel (caps. 38 e 39). Gogue aparece
como príncipe de Meseque e Tubal, e Magogue como sendo um povo, ou
seja, a “Terra de Magogue”. Logo, a narrativa de Ezequiel apresenta Gogue da Terra de Magogue.
Gogue e Magogue no Apocalipse
Como já dissemos, a expressão “Gogue e Magogue” aparece no livro do Apocalipse para descrever uma última batalha que precederá o Juízo Final (Ap 20:7-10).
O Apóstolo João relata que acabado o Milênio, Satanás será solto por um pouco de tempo, “e
saíra para enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra,
Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a batalha. Seu número é como a
areia do mar” (Ap 20:8).
João continua a narrativa dizendo que as nações, persuadidas por Satanás, cercarão “o acampamento dos santos, a cidade amada“, porém um fogo descerá do céu e as devorará, resultando ainda na condenação eterna de Satanás no “lago de fogo que arde como enxofre“. Depois disso, João começa a descrever em detalhes a cena do Juízo Final.
Gogue e Magogue e as diferentes correntes escatológicas
Aqueles que defendem um futuro reinado milenar e literal de Cristo na terra após a Sua segunda vinda, afirmam que essa batalha de Gogue e Magogue
ocorrerá ao término desse período, quando Satanás for literalmente
solto novamente para enganar as nações. Vale dizer também que alguns
pré-milenistas defendem que essa batalha ocorrerá antes do Milênio,
porém creio que essa afirmação seja uma contradição com o próprio
pensamento que eles defendem.
Portanto, seguindo esse raciocínio haverá então duas grandes batalhas finais: a batalha do Armagedom
antes do Milênio e descrita no capítulo 19 do Apocalipse, e a batalha
de Gogue e Magogue após o Milênio e descrita no capítulo 20 do
Apocalipse.
Entre os defensores dessa posição há muitas
divergências acerca desse evento, de modo que seria impossível citar
cada uma delas. As mais comuns entendem que essa batalha de Gogue e
Magogue se refere ao ajuntamento de várias nações para atacarem Israel
no futuro.
As teorias sobre isso são tão específicas que até mesmo
nomes de nações já foram sugeridos, entre elas: Rússia, Irã, China,
Japão e Índia.
Já quem não defende um futuro reinado literal de
Cristo na terra, entendendo que o Milênio precede a segunda vinda de
Cristo, geralmente afirma que essa batalha é a mesma já descrita no
capítulo 19, isto é, o Armagedom.
Como interpretar Gogue e Magogue?
Como
vimos, a interpretação acerca dessa batalha dependerá da maneira com que
interpretamos e entendemos o livro do Apocalipse e alguns eventos
escatológicos descritos nele, sobretudo o Milênio.
Antes
de falarmos sobre o Apocalipse, precisamos voltar ao livro do Profeta
Ezequiel. Primeiro, é necessário compreender que o livro de Ezequiel
possui um intenso uso de elementos simbólicos em suas profecias, num
tipo de linguagem apocalíptica.
Os capítulos 38 e 39 do livro de
Ezequiel, que nitidamente são proféticos, realmente apresentam algumas
dificuldades de interpretação. Os estudiosos se dividem em diferentes
opiniões. Como já mencionamos, muitos especulam até mesmo sobre nomes de
nações contemporâneas dentro destes capítulos.
Talvez uma das
teorias mais conhecidas seja aquela que identifica Meseque e Tubal como
as cidades russas de Moscou e Tobolsk, e o “príncipe de Rôs” citado no
versículo 2, como o “príncipe da Rússia”, ou seja, Gogue seria o
comandante russo que atacará Israel no futuro.
Não precisamos nem
dizer que esse tipo de interpretação não encontra qualquer fundamentação
bíblica. Outros identificam Gogue com sendo Guigues, um rei da Líbia,
conhecido nos textos acadianos do século 7 a.C. como um vassalo dos
assírios.
Uma boa interpretação sobre assunto sugere que a
profecia de Ezequiel se refere ao poder dos selêucidas, especialmente
com Antíoco Epifanes, inimigo terrível do povo judeu, cujo centro do seu
reino ficava localizado no norte da Síria.
Ao norte, o domínio
dos selêucidas incluía Meseque e Tubal, distritos da Ásia Menor. De
acordo com essa interpretação, a perseguição imposta por Gogue de
Magogue, refere-se, em Ezequiel, à dura perseguição imposta pelo
governador da Síria, Antíoco Epifanes, sob o povo de Deus.
Como
disse, considero essa uma boa interpretação, entretanto não creio que a
profecia de Ezequiel se esgote nesse período da História. Penso que
Ezequiel também se refere, de forma geral, a batalha final contra o povo
de Deus, de maneira que o ocorrido com Antíoco Epifanes tipifica uma
perseguição ainda maior.
É interessante o uso específico de
“Meseque e Tubal”. Sempre que as ameaças a Israel são descritas no
Antigo Testamento, tais ameaças vêm do norte, geralmente referindo-se a
Assíria, Babilônia e Pérsia. Quando Ezequiel fez referência a “Meseque e
Tubal” ele utilizou tribos que viviam nos limites dos reinos do norte,
no sentido de mostrar que haveria uma oposição ainda mais difundida
contra o povo de Deus.
Portanto, creio que a profecia de Ezequiel
se cumpriu em Antíoco Epifanes, mas também se cumpre em todos os poderes
orquestrados contra o povo de Deus.
Voltando agora ao Apocalipse,
podemos compreender que João tinha em mente esse terrível período de
dor e aflição quando usou a expressão “Gogue e Magogue”. A grande
opressão que o povo de Deus suportou na antiga dispensação, serve de
símbolo para a maior opressão que o povo de Deus precisará suportar na
nova dispensação.
Logo, a expressão Gogue e Magogue se refere ao
ataque final das forças anticristãs lideradas por Satanás contra a
Igreja de Cristo. João identifica Gogue e Magogue como “as nações que há nos quatro cantos da terra“,
ou seja, não se trata de uma nação específica, mas a totalidade do
mundo, isto é, a perseguição do mundo iníquo contra a Igreja.
João
ressalta que o exército dessa batalha é muito numeroso, tanto como a
areia do mar. Nos dias do governo de Antíoco Epifanes, o povo de Israel
parecia indefeso diante do poder do exército sírio. Da mesma forma, nos
últimos dias que precedem a volta de Cristo, a opressão será tão grande
que a Igreja parecerá indefesa diante do poder perseguidor do mundo.
Outro
fato interessante é que, apesar de intenso e severo, o domínio de
Antíoco Epifanes teve breve duração, tal como será o curto período de
tempo de grande tribulação sobre a terra, conforme Jesus alertou em seu sermão escatológico (Mc 13:20; cf. Ap 11:11).
Também
vale ressaltar que a derrota das forças da Síria foi surpreendentemente
inesperada, ou seja, foi uma interferência direta de Deus. Da mesma
forma ocorrerá nos momentos finais da presente era com o retorno de
Cristo.
Portanto, o capítulo 20 do Apocalipse não descreve um
conflito entre nações, mas um conflito entre a Igreja e o mundo. Esse
conflito de Gogue e Magogue é o mesmo já citado em outras partes do
próprio Apocalipse (cf. Ap 16:12ss; 19:19).
Note que em Apocalipse 16:14 lemos a expressão “a fim de reuni-los para a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso“. Já em Apocalipse 19:19, a expressão é a seguinte: “para batalharem contra aquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército”.
Finalmente em Apocalipse 20:8, somos informados de que Satanás sairá “a
enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e
Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha“. No original, lemos em todos estes casos a expressão “a peleja“.
A
descrição que João faz acerca da batalha do Armagedom (Ap 19:17-21) é
uma clara evidencia de que se trata da mesma batalha do capítulo 20 do
Apocalipse. Perceba que no capítulo 19, João também faz referência a
mesma passagem do livro de Ezequiel (Ez 39:17-20). Em ambas as passagens
as aves do céu se fartam da carne e do sangue dos poderosos da terra.
Devemos
nos lembrar de que o livro do Apocalipse está organizado em sete seções
paralelas e progressivas, ou seja, a mesma história é contada e
recontada com perspectivas diferentes, de modo que a narrativa vai se
tornando mais intensa e detalhada conforme avançamos para o final do
livro.
O detalhe particular do capítulo 20 acerca dessa mesma
batalha já mencionada e que as outras referências ainda não haviam
esclarecido, fica por conta da descrição do que acontece com Satanás, ou
seja, nas outras referências João já havia descrito a queda dos ímpios e
a queda dos aliados do dragão (a besta, o falso profeta e a grande Babilônia). Faltava apenas ele descrever a queda do dragão.
Gogue
e Magogue é o Armagedom, é o pouco tempo de Satanás, é a grande
tribulação, é o período mais terrível da História, onde o dragão e seus
aliados perseguirão duramente o povo de Deus.
Todavia, o
livro do Apocalipse nos mostra que todos estes inimigos de Cristo e de
Sua Igreja caem juntos, ao mesmo tempo, em um único evento, em uma única
batalha. Todos são destruídos na segunda vinda de Cristo, onde o
Cordeiro virá para livrar o Seu povo, onde a cólera de Deus será
derramada, onde o juízo de Deus estará completo. Esse dia será
maravilhoso para uns e aterrorizante para outros.
Para concluir,
quero dizer que embora existam diferentes opiniões sobre o assunto, o
importante é que todas elas concordam que nessa batalha Satanás será condenado eternamente no lago de fogo e enxofre, e de dia e de noite, juntamente com seus aliados, será atormentado.
Política atual do Oriente Médio está formando Gogue e Magogue, afirma estudioso
Joel Rosenberg aponta para “sinais inegáveis” que estamos no fim dos tempos
Desde
que Jesus começou seu ministério na terra, há dois mil anos, a igreja
debate questões sobre o “fim dos tempos”. Um dos autores mais profícuos
sobre esse tema na atualidade é o norte-americano Joel Rosenberg, 51
anos, que tem 15 livros no currículo que juntos já venderam mais de 5
milhões de cópias. Ele é um dos responsáveis pela percepção crescente de
como o islamismo se encaixa no cenário profético, algo que por séculos
foi ignorado pelos teólogos.
Rosenberg
formou-se na Universidade de Tel Aviv, em Israel, e pela Faculdade
Syracuse, nos Estados Unidos. Além da formação teológica,
especializou-se em Oriente Médio e vem discutindo com frequência em seus
textos como algumas profecias bíblicas estão sendo cumpridas em nossos
dias.
Em seu novo livro, The Kremlin Conspiracy [Conspiração do
Kremlin], ainda inédito em português, ele procura mostrar o papel da
Rússia nesse cenário, ao lado de seus maiores aliados políticos no
momento: Turquia e Irã.
Durante uma recente aparição no programa
cristão Pure Talk, ele revelou por que acredita que a humanidade entrou
“tecnicamente” nos últimos dias, dado o momento em que as relações
internacionais e alianças militares desenham o quadro descrito pelo
profeta Ezequiel quando falou sobre a guerra de Gogue e Magogue.
Embora
Rosenberg lembre que não é prudente definir uma data para os eventos,
defendeu que há muitos sinais indicando que a humanidade está vendo
muitos sinais do cumprimento da profecia bíblica.
“Eu não sei
quando será, mas se você olhar para todas as profecias… Temos um grande
caos global. Mais cristãos foram massacrados no século passado do que em
qualquer outro momento da história humana. Tudo isso é significativo”,
assegura.
Para o estudioso, o renascimento de Israel em 1948,
concretizou uma das “principais profecias” no Antigo Testamento. Ele
acredita que estamos vivendo o que o texto de Ezequiel 36-39
previu, com a tentativa de se exterminar os judeus no Holocausto, a
ressurreição do Estado judeu após quase dois mil anos deixando de ser
nomeada entre as nações. O próximo evento, considerando a ordem
cronológica das revelações seria a invasão de Israel na guerra de Gogue e
Magogue.
Rosenberg diz ter convicção que isso será liderado pela
Rússia. Ele ofereceu uma interpretação dos eventos à luz do que está
acontecendo no mundo agora. “Um líder da Rússia irá formar uma aliança
com o Irã, a Turquia e alguns outros países para cercar e atacar Israel
nos últimos dias”, destaca, embora não queira afirmar que isso ocorrerá
com os atuais líderes dessas nações.
Mesmo assim, o teólogo
acredita que as atividades da Rússia na Síria e suas relações com outros
países que se antagonizam a Israel, como Irã e Coréia do Norte não
podem ser ignoradas. “Só sei que o que temos hoje não é bom”, disse ele.
“Vladimir Putin é mais perigoso que o islamismo radical, embora a
maioria das pessoas [nos EUA] não percebam”, insiste.
Lembra ainda
que existem tratados militares sendo assinados pela Rússia e pela
Turquia com vários países na África, que estão nas regiões citadas pela
profecia. O versículo de Ezequiel 38:5 diz “Pérsia, Cuche, e os de Pute”. Eles seriam o atual Irã, o Sudão e a Líbia respectivamente. Com todos esses essa relação já está formalizada.
Independentemente
do que aconteça, Rosenberg disse que é essencial que os cristãos orem
pela paz em Jerusalém. Ele também encorajou os cristãos a interceder e,
quando possível, ajudar a fornecer ajuda humanitária aos afetados pela
carnificina que atualmente ocorre contra as minorias cristãs em grande
parte do Oriente Médio. Com informações Christian Post
Vejamos o que nos diz a WIKPÉDIA: Gogue e Magogue
Pintura Persa do século XVI que ilustra a construção de um muro
Gogue e Magogue (hebraico: גּוֹג וּמָגוֹג; árabe: يَأْجُوج وَ مَأْجُوج) aparecem no livro de Gênesis, nos livros de Ezequiel, Apocalipse e no Alcorão. São muitas vezes apresentados como o nome de um príncipe, ou de um líder, ou ainda de um povo que habitava em uma região denominada Meseque e Tubal. Eles também aparecem na mitologia e no folclore.
Referências bíblicas
Magogue ou Magog é citado na Tábua das Nações em Gênesis 10:2 como o epônimo antecessor de uma pessoa ou nação:
"Os filhos de Jafé são: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras."
Gogue ou Gog é citado como descendente de Rúben (filho mais velho do patriarca Jacó) em 1 Crônicas 5: 3 e 4.
Gogue e Magogue aparecem juntos no livro de Ezequiel no capítulo 38, versículos 2 e 3:
2. "Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de
Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele."
3. "E dize: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue,
príncipe e chefe de Meseque e de Tubal."
Identificações
No judaísmo
Para as turmas dos teiros Gogue, o príncipe, é explicado por Rashi, Radak (David Kimhi) e outros como o rei da nação de Magogue, descendente de Magogue, filho de Jafé, que é filho de Noé. Não há nação particular associada com eles, nem nenhum território particular além do norte de Israel.
No livro Antiguidades Judaicas, o historiador judeu, Flávio Josefo identifica Magogue com os citas, nome que era usado na antiguidade para definir um número de pessoas provenientes do norte do Mar Negro.
O Talmude e o Midrash
também tratam da localização de Magogue, e usa os nomes Gytia (גיתיא) e
Germânia (גרמניא), identificados por alguns estudiosos como Carmânia e Sattagydia, regiões atualmente localizadas no leste do Irã e Baluchistão, que é também chamado de Sakastan, que significa "casa dos citas" (nome que Flávio Josefo dava aos Magogues).
No cristianismo
Magogue foi o neto de Noé (Gênesis 10:2). Os descendentes de Magogue provêm do lado extremo a Israel, provavelmente da Europa e Norte da Ásia
(Ezequiel 38:2). Magogue parece ser usado para referir-se aos "bárbaros
do norte" em geral, mas pode também ser a conexão de Magogue a uma
pessoa. O povo de Magogue é descrito como um povo guerreiro
(Ezequiel 38:15; 39:3-9). Gogue e Magogue são descritos em Ezequiel
38-39 e em Apocalipse 20:7-8. Enquanto essas duas instâncias carregam ou
sustentam o mesmo nome, um estudo mais claro das escrituras mostra
evidentemente que eles não se referem à mesma pessoa ou eventos. Na
profecia de Ezequiel, Gogue seria um líder de um grande exército
que ataca a terra de Israel. Gogue é descrito como "da terra de
Magogue, príncipe de Meseque e Tubal" (Ezequiel 38:2-3). Em Ezequiel, a
batalha de Gogue e Magogue ocorre no período da tribulação. A evidência
mais forte nesse conceito é que o ataque pode ter acontecido quando
Israel estava em paz (Ezequiel 38:8, 11). De acordo com Ezequiel, essa
era uma nação que tinha segurança e pôs à prova suas defesas. Quando
Israel pactuou com a Besta ou Anticristo,
em efeito do começo da Profecia das 70 Semanas (também conhecido com 7
anos de tribulação, Daniel 9:27ª), Israel poderia estar em paz.
Possivelmente a batalha ocorreria na metade do período de sete anos. De
acordo com Ezequiel, Gogue foi derrotado por Deus
nas montanhas de Israel. O abate seria tão grande que levaria sete
meses para enterrar todos os mortos (Ezequiel 39:11-12). Gogue e Magogue
são mencionados novamente em Apocalipse 20:7-8.
O uso duplicado dos nomes Gogue e Magogue em Apocalipse é para mostrar
que aquelas pessoas demonstraram a mesma rebelião contra Deus e
antagonismo para com Ele assim como em Ezequiel 38-39. O livro de
Apocalipse usa a profecia de Ezequiel sobre Magogue para mostrar os
últimos tempos, o ataque final à nação de Israel (Apocalipse 20:8-9). O
resultado final dessa batalha é que tudo será destruído, e Satanás será lançado no lago de fogo e enxofre (Apocalipse 20:10).
No islamismo
Gogue e Magogue aparecem no AlcorãosuraAl-Kahf (A caverna), 18:83-98, como Yajuj e Majuj (Ya'jūj e Ma'jūj ou يَأْجُوج وَ مَأْجُوج, em Árabe).
De acordo com a tradição islâmica, Gogue e Magogue são “filhos de
Adão” Sahih al-Bukhari e seres humanos, que podem ser soltos quando uma
pessoa retorna a uma cidade que foi destruída e eles são banidos de lá.
Alguns estudiosos acreditam que essa cidade seja Jerusalém. Eles teriam grandes poderes e quando liberados poderiam causar a corrupção na sociedade. Alguns estudiosos muçulmanos
alegam que o Gogue de Ezequiel, versículo 38:2, deve ser lido Yajuj (há
uma maqaph (מקף) ou hífen imediatamente antes de Gogue na versão
hebraica, que em algumas impressões parece a letra hebraica "yod", ou
"Y") Segundo alguns intérpretes desses versículos corânicos,
Dhul-Qarnayn (aquele com dois chifres ou duas idades - quem impacta em
duas épocas), viajou o mundo em três direções, até que encontrou uma
tribo ameaçada por Gogue e Magogue, que eram de uma "natureza má e
destrutiva" e "causou grande corrupção sobre a terra".
O povo ofereceu tributo em troca de proteção. Dhul-Qarnayn concordou em
ajudá-los, mas recusou a homenagem. Ele construiu uma grande muralha que
as nações hostis eram incapazes de penetrar. Eles vão ficar presos lá
até o doomsday, e sua saída será um sinal do fim. A conta do Alcorão de Dhul-Qarnayn segue de muito perto a Portas de Alexandre, história do romance de Alexandre, uma compilação cuidadosamente enfeitada de Alexandre, o Grande.
Gogue Testemunha e Magogue na Grã-Bretanha
Gigantes
Gogue e Magogue, figuras baseadas na Mitologia britânica, localizados na Arcada Real, em Melbourne
Gogue e Magogue são descritos como gigantes, e suas imagens são carregadas em uma procissão tradicional no Lord Mayor’s Show para o Lord Mayor of London (Nobre Prefeito de Londres). De acordo com a tradição, os gigantes Gogue e Magogue são guardiões da Cidade de Londres, e as suas imagens são carregadas no Lord Mayor’s Show desde os dias do Rei Henrique V. A procissão começa no segundo sábado do mês de Novembro.
Uma conexão mais antiga de Gogue e Magogue aparece em Geoffrey de Monmouth, na obra Historia Regum Britanniae, que mostra Goemagot, um gigante, que foi morto pelo herói homônimo Cornish Corin ou Corineus. Corineus é suposto de ter matado o gigante, jogando-o para o mar, perto de Plymouth. Robert Wace (Roman de Brut), Layamon (Brut Layamon) (que chama o gigante de Goemagog) e outros cronistas recontam a história, que foi apanhada mais tarde por poetas e romancistas.
Montes Gogue e Magogue
Os Montes Gogue e Magogue (English: Gog Magog Hills ou Gog Magog Downs) estão a três milhas do sul de Cambridge, e é dito ser a metamorfose do gigante depois de ter sido rejeitado pela ninfa Granta. O vidente
Thomas Charles Lethbridge afirma ter visto um grupo de três esculturas
escondidas nos Montes Gogue e Magogue. Ele os cita em seu livro Gogmagog: The Buried Gods (Gogue Magogue: Os Deuses Enterrados). Por causa disso os montes foram batizados com esse nome.
Gogue e Magogue na Irlanda
Obras da mitologia irlandesa, incluindo Lebor Gabála Érenn (O livro das invasões), falam que Magogue (com uma história parecida em Gênesis) é filho de Jafé, que o fez ancestral da Irlanda. Seus três filhos foram: Baath, Jobhath e Fathochta. Magogue é considerado o pai da raça irlandesa e progenitor dos citas, assim como numerosas outras raças ao redor da Europa e da Ásia Central.
Partholón, líder do primeiro grupo que colonizou a Irlanda, depois do Dilúvio, foi um descendente de Magogue. Os Milesianos, ou pessoas da 5ª Invasão da Irlanda, também foram descendentes de Magogue.
Infelizmente, muitas vezes percebemos que não deveríamos ter depositado tanta confiança em certas pessoas que considerávamos amigos, pois elas acabam tomando atitudes que nos decepcionam e mostram que não eram verdadeiras conosco.
Amigos falsos desaparecem quando surge a primeira dificuldade.
De repente a decepção vem de onde menos esperamos e nos revela a verdadeira identidade das pessoas em quem confiamos.
Confiei, troquei abraços e acreditei na palavra de pessoas que achavam que eram amigas, mas foi é apenas falsidade e desilusão!
De vez em quando precisamos sacudir a árvore das amizades para caírem as podres.
Um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o anim al pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma.
Às vezes uma nova amizade é tudo que precisamos para esquecer a decepção com um amigo falso.
Não tenha medo do inimigo que te ataca, mas sim do amigo falso que te abraça.
Os inimigos não traem, apenas causam decepções. Só os amigos traem!
Aprenda: certas pessoas permanecerão no seu coração, mas não na sua vida!
Amigos são como metais, uns são preciosos e outros não passam de imitações baratas!
As pessoas não mudam, elas apenas nunca foram o que você pensou.
Quando for fazer uma lista de amigos, faça a lápis.
Um amigo que me desilude será sempre alguém que não merecerá minha confiança de novo.
O amor morre na verdade, a amizade na mentira e o respeito na decepção.
A decepção me ensinou a enxergar as pessoas como exatamente são e não mais com os olhos do coração.
Depois de algumas decepções descobri que amigos vão me acompanhar o resto vida.
Não foi a falsidade que me decepcionou, mas sim a confiança cega que depositei no tal amigo achando que seria uma verdadeiro amigo.
Quando um amigo nos decepciona sentimos como se tivéssemos levado um soco no estômago, mas onde vai doer bastante é no coração.
“Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos”. Efésios 4.4-6
O Apóstolo Paulo faz um apelo à unidade, ele mostra a unidade divina e a unidade cristã. Mas a unidade cristã não implica necessariamente em uniformidade, ação que só tem uma forma, falta de variedade. O ensino das Escrituras é que vivenciemos a unidade na diversidade e na pluralidade de dons e chamados. Reconhecer a importância da diversidade, nos leva a uma obra mais excelente. As nossas diferentes habilidades e capacidades cooperam para um melhor serviço. Elas somam e não dividem quando há unidade espiritual.
“São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Tem todos o dom de realizar milagres? Tem todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam?” (1 Co 12.29-30)
A unidade é do Espírito, mas também, é algo que não se realiza sem a nossa cooperação. Ao ensinar sobre o tema da unidade, o apóstolo Paulo, em Efésios 4.4-6 expôs o que é unidade, ao descrever sete aspectos dela:
I. Unidade do corpo: “…um só corpo…”
A figura do corpo aqui se refere à Igreja e explica que ela é um organismo vivo e indivisível. É a figura que melhor expressa como devem ser nossos relacionamentos no contexto da igreja local. Todos os salvos formam “um corpo”, o corpo místico de Cristo. Somos “um só corpo” independente das diferentes denominações evangélicas, com exceção das pseudas igrejas, pois temos uma só cabeça espiritual – Cristo.
A Igreja como Corpo é uma unidade espiritual – onde todos os nascidos de novo estão unidos em Cristo. Mas esta unidade tem que se manifestar na horizontal, numa união onde judeus e gentios, homens e mulheres, escravos e livres, são um “em Cristo”.
Nossa posição “em Cristo” presente nos escritos Paulinos indica nossa união espiritual com Jesus, nos dá poder para ser mais “santos” e “fiéis” a Ele neste mundo. É por esta razão que uma das armas principais de Satanás – e das mais utilizadas contra a Igreja é a divisão e a desunião entre os cristãos. Mas se somos “santos” e “fiéis” a Cristo, podemos superar as sutilezas do tentador.
Comumente gostamos muito de estar com aqueles que gostam das mesmas coisas que nós, mas nos afastamos daqueles que são contrários aos nossos gostos. Supervalorizamos nossas habilidades e desvalorizamos as dos outros. Quando não há entendimento de que somos um corpo, a diversidade gerará divisão e não cooperação mútua. Um corpo saudável é constituído por vários membros e órgãos que trabalham em harmonia. Cada membro desempenhando sua função com excelência, coopera para o crescimento do corpo. Se algo não está bem em algum órgão, isto provocará uma má disposição em todo o organismo. As minhas atitudes e desempenhos individuais refletirão no coletivo. O meu relacionamento com os demais membros do corpo definirá a saúde dele.
Conta-se uma história de uma reunião que houve entre as ferramentas de uma marcenaria: a lixa solicitou a exclusão do martelo, pois o mesmo ficava batendo em tudo e fazia muito barulho. O martelo concordou, mas disse que a lixa era muito áspera e grossa. O parafuso foi acusado de ficar dando muitas volta para chegar ao seu propósito. Logo então falaram da régua que se achava certinha e se julgava no direito de medir tudo. No meio desta discussão apareceu o Senhor Marceneiro que reuniu todas as ferramentas e com habilidade utilizou cada uma e fez um móvel maravilhoso e perfeito.
II. Unidade de Espírito: “…um só espírito…”
O Espírito Santo é a terceira Pessoa da trindade divina. A “unidade do Espírito” é afirmada na unidade da trindade. A trindade é o melhor exemplo de unidade. “O termo em si é uma combinação do prefixo ‘tri’ com a palavra ‘unidade’, e se refere ao fato de que Deus é tanto três quanto um: na unidade dessa Divindade há três Pessoas, uma só em substância, poder e eternidade, o Pai, o Filho e o Espírito”.
Ricardo Barbosa diz que “para melhor entendermos o mistério da Trindade e sua relação com a vida, a fé, a espiritualidade e a unidade da igreja, precisamos refletir mais sobre a natureza do Deus bíblico e as implicações desta revelação sobre a nossa prática espiritual. É preciso cristianizar nossa compreensão de Deus. Deus é sempre a comunhão das três divinas pessoas. Deus-Pai nunca está sem Deus-Filho e o Deus-Espírito Santo. Não é suficiente confessar que Jesus é Deus. Importa dizer que Ele é o Deus-Filho do Pai junto com o Espírito Santo. Não podemos falar de uma Pessoa sem falar também das outras duas”.
A igreja é composta por pessoas, mas a sua dinâmica é espiritual. O Espírito Santo opera, dinamizando a Igreja para cumprir sua missão na terra. Portanto, para experimentar e expressar a unidade do Espírito é necessário estar sintonizado com o Espírito Santo, pois Ele é quem produz a unidade na Igreja.
Não é difícil perceber quando a obra é do Espírito ou da carne. Os resultados falam por si. Não há como dissimular: é a obra do Espírito que garante a unidade; são as obras da carne que geram divisão e partidarismo na igreja.
O Espírito Santo é o unificador. Ele nos liga a todos e nos faz ser um. Logo, onde o Espírito opera não há espaço para sentimentos de dissensões e divisões.
III. Unidade de Propósito: “…uma só esperança…”
A esperança nasce da vocação de Deus para nós. A nossa fé baseia-se na esperança. Quando Deus nos chamou para a salvação tornou possível nosso futuro em Cristo. A obra redentora de Cristo proporcionou a esperança da glória. Em relação ao presente, indica que aceitamos a obra de Cristo em nossos corações, cancelando os nossos pecados. Em relação ao futuro, esta esperança aponta para a volta de Cristo, a redenção plena da Igreja.
“Peço a Deus que abra a mente de vocês para que vejam a luz dEle e conheçam a esperança para a qual Ele os chamou. E também para que saibam como são maravilhosas as bênçãos que Ele prometeu ao Seu povo” (Efésios 1.18).
A nossa bendita esperança é a volta de Jesus Cristo, este é o nosso objetivo final, mas a nossa caminhada e o nosso trabalho aqui na terra precisam ser relevantes. Precisamos crescer, frutificar, brilhar e ser instrumentos para que reflitam a glória de Deus a este mundo.
Conhecer os propósitos de Deus para a nossa vida é fundamental! Por isso, precisamos, antes de tudo, conhecer o Criador e sua natureza. Deus não faz nada sem propósitos, tudo quanto Ele fez foi com propósito. Que Deus abra a nossa mente para descobrirmos a vocação de nosso chamado, afim de vivermos para o propósito de nossa criação.
Deus nos criou para sermos o Louvor de Sua Glória e nos deu habilidades para isso. Assim como, quando concluía cada obra de Sua criação e via que “era bom”, Deus possa olhar para nós e para cada realização nossa e dizer: “É muito bom”!
A Bíblia ensina que não é relevante ser judeu ou gentio, homem ou mulher, escravo ou livre. Não importa nossa posição social, as riquezas e habilidades, pois estas distinções, revelam nosso velho homem. Agora, como povo de Deus, temos que olhar para frente, para a “esperança da nossa vocação”.
A igreja fica dividida em função dos nossos títulos e posições, que são coisas periféricas. O caminho para conservar a unidade do Espírito na Igreja é olhar para as coisas que são de cima, não para as coisas que são da terra.
IV. Unidade de Autoridade: “…um só Senhor…”
Quem é o Senhor da Igreja? Jesus Cristo é o Senhor da Igreja! (Ef 1.22-23). O senhorio de Cristo não é um princípio, e sim a base dos princípios do Reino de Deus. Jesus é o Senhor absoluto de todas as coisas, inclusive das nossas vidas. Toda autoridade da Igreja está na Pessoa de Jesus Cristo. O senhorio de Cristo é sobre todos, sem exceção. Quando nos desvinculamos ou saímos da subordinação do senhorio de Cristo e colocamos um outro senhor qualquer que seja no altar da nossa existência, cometemos “adultério espiritual” e morremos. Não há como recebermos a Jesus, trocarmos de reino, entrarmos em um novo reino, reino da luz, e vivermos em constante rebelião aos princípios deste novo reino e, ainda, querermos os benefícios deste reino sem nos sujeitar ao senhorio deste novo reino. O plano de Deus é fazer tudo convergir ao Senhorio de Jesus.
Agora, não podemos dominar sobre ninguém e ninguém deve dominar sobre nós. Pois há “um só Senhor!” Nesta perspectiva, todos os cristãos estão num só nível diante de um único Senhor. Somente Ele tem posse e autoridade sobre nós. Estamos todos entrelaçados nEle e Ele entrelaçado em nós.
Quando nós entendermos o verdadeiro significado da expressão “um só Senhor” nosso conceito de liderança terá uma profunda reviravolta. Nossas brigas por posição deixarão de existir e nosso sentimento de “posse” será extinto. Quando esse dia chegar, nada mais importará, exceto o viver para a glória de Jesus!
Só, então, poderemos experimentar e expressar o verdadeiro significado da unidade espiritual!
V. Unidade de Fé: “…uma só fé…”
Esta fé é o mesmo que crença, ou sistema de doutrina: conjunto de princípios absolutos que une todos os cristãos e que consiste na essência do Evangelho. É isto que significa dizer que a igreja segue e vive a mesma fé. Existe fé para a salvação; fé como fruto do Espírito Santo; fé como dom sobrenatural e fé como esta que diz respeito ao que cremos.
A Igreja de Cristo segue e obedece a uma só fé, ou seja, o conjunto de princípios divinos.
Esta fé está fundamentada em Cristo e em sua palavra. Nossas opiniões pessoais ou sentimentos, que podem nos dividir, convergem em Deus e Sua palavra.
A fé não é um fim em si mesma e sim um meio para nos levar a alcançarmos um objetivo.
“Até que cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”. (Ef 4:13).
Estamos vendo tantos sendo motivados a fazer uso da fé, só para receber bênçãos, e não para crescer em Deus. Tendo um comportamento de meninos, pois envolvem em competições para realizações miraculosas e disputas que resultam em decepções e traumas. Vemos de um lado perdedores e de outro ganhadores – frustrados e orgulhosos, numa busca incansável de “ter”, esquecem- se de buscar o “ser”. Que a igreja esteja unida na mesma fé e busque maturidade. Ou seja: ser igual a Cristo em sua mais perfeita e completa forma.
VI. Unidade no Batismo: “…um só batismo…”
Batismo significa: imergir, mergulhar, refere-se ao ato de imergir algo em alguma coisa, ser colocado ou colocar-se dentro de…
Fomos imersos, colocados, mergulhados, no mesmo corpo. Este batismo é o sinal físico e simbólico da nossa entrada no Corpo de Cristo, a Igreja. É o símbolo da regeneração operada pelo Espírito Santo em nossas vidas. É a prova do arrependimento, que consiste num ato exterior da nossa fé no Senhor Jesus.
O que significa, na prática, a expressão “um só batismo”? Quando alguém recebe Jesus como Salvador, o próximo passo é confessar publicamente sua fé através do batismo, como um ato de entrada à vida da Igreja como Corpo de Cristo.
Morremos para nós e passamos a viver para Deus. Não é mais a minha vontade, ou, a vontade de outro que prevalece, mas sim, a vontade de Deus. Estamos inseridos neste Corpo que é indivisível e passamos a fazer parte de sua natureza.
VII. Unidade Familiar: “…um só Deus e Pai de todos…”
Deus é soberano! Deus é a fonte fundamental da unidade espiritual. O texto acima nos revela que:
– Deus está acima de tudo e de todos; “Pois todas as coisas foram criadas por Ele, e tudo existe por meio Dele e para Ele…” (Rm 11:36).
– Deus age por meio de todos, protegendo e provendo nossas necessidades; é o pai que sabe dar boas dádivas aos seus filhos; é a autoridade de onde flui tudo o que necessitamos.
– Deus habita em nós, dinamizando-nos com Sua presença contínua. Jesus é o Emanuel, que escolheu habitar no meio do Seu povo. Este Deus e Pai quer ter comunhão com Seus filhos; quer nos envolver com Seu amor.
Adão convivia naturalmente com Deus e todos os Seus atributos. Bem como Sua a Santidade e sem medo.
Deus o pai, era um com o homem e a mulher, havia um relacionamento transparente e feliz, não tinham falta de nada, até que o pecado quebrou esta unidade. Adão lança a culpa sobre sua companheira e estes se escondem de Deus. O homem agora tem vergonha de sua nudez e medo de Deus.
Deus permite Seu próprio filho ser exposto à vergonha, humilhação e morte, e morte de cruz, para nos resgatar e restaurar a comunhão conosco.
Este Deus único quer relacionar-se conosco como um pai. Somos filhos do mesmo pai, somos todos irmãos, somos membros da mesma família e nesta família todos são iguais e tem os mesmos direitos e deveres. O diabo quer destruir esta família, promovendo disputas e partidarismo. Por isto, temos a responsabilidade de lutar pela preservação e unidade desta família.
Assim como o Natal, Páscoa, Halloween, ano novo e outras férias deste mundo, dia de São Valentim “dia dos namorados” é outra tentativa de branquear costumes e observâncias de deuses pagãos e ídolos cristianizados.
Por tão inocente e inofensivo que o dia dos namorados ou de São Valentim possa parecer, suas tradições e costumes são originários de dois dos festivais pagãos mais sexualmente pervertidos da história antiga: Lupercalia e o dia da festa de Juno Februa.
Celebrado em 15 de fevereiro, Lupercalia (conhecido como “festival de licença sexual”) foi realizada pelos antigos romanos em homenagem a Lupercus, deus da fertilidade e da criação, protetor de rebanhos e colheitas, e um poderoso caçador – especialmente de lobos. Os romanos acreditavam que Lupercus protegeria Roma de bandas itinerantes de lobos, que devoravam gado e pessoas.
Acompanhados por Virgens, os Luperci (sacerdotes do sexo masculino) conduziram ritos de purificação sacrificando cabras e um cão na caverna Lupercal no monte Palatino, onde os romanos acreditavam que os gêmeos Romulus e Remus haviam sido abrigados e amamentados por uma loba antes de Roma ser fundada.
Vestidos de tanga feitas de cabras sacrificadas e manchados em seu sangue, os Luperci correriam sobre Roma, atacando mulheres com februa , tiras feitas de peles das cabras sacrificadas. O Luperci acreditava que os flagelos purificavam as mulheres e garantiam sua fertilidade e facilidade de parto. Fevereiro deriva de februa ou “meios de purificação“.
Para os romanos, fevereiro também foi sagrado para Juno Februata, a deusa febris (“febre”) do amor e das mulheres e do casamento. No dia 14 de fevereiro, os tarugos (pequenos pedaços de papel, cada um dos quais tinham o nome de uma menina já adolescente escrita nele) foram colocados em um recipiente. Meninos igualmente adolescente escolheriam um tarugo aleatoriamente. O menino e a menina cujo nome foi desenhado se tornariam um “casal”, juntando-se a jogos eróticos em festas e festas celebradas em Roma. Após o festival, eles permaneceriam parceiros sexuais durante o resto do ano. Este costume foi observado no Império Romano há séculos.
Em 494 dC, o Papa Gelasius renomeou o festival de Juno Februa como “Festa da Purificação da Virgem Maria”. A data de sua observância foi posteriormente alterada de 14 de fevereiro a 2 de fevereiro, depois mudou de volta para o 14.
Também é conhecido como Candlemas, a Apresentação do Senhor, a Purificação da Santíssima Virgem e a Festa da Apresentação de Cristo no Templo.
Depois de Constantino ter feito a marca cristã da igreja romana a religião oficial do Império Romano, os líderes da igreja queriam acabar com os festivais pagãos do povo. Lupercalia estava no topo da lista. Mas os cidadãos romanos pensavam o contrário.
Então a igreja de Roma conseguiu fazer alguma coisa sobre Lupercalia. Implacável para se livrar disso, o papa Gelasius mudou de 15 a 14 de fevereiro e chamou-o de São Valentim. Foi nomeado após um dos santos da igreja, que, em AD 270, foi executado pelo imperador por suas crenças.
De acordo com a Enciclopédia Católica, “Pelo menos três diferentes Saint Valentines, todos eles mártires, são em data de 14 de fevereiro. Um é descrito como um sacerdote em Roma, outro como bispo da Interamna (Terni moderna), e esses dois parecem terem sido vítoma na segunda metade do século III e terem sido enterrados no Caminho Flaminiano, mas a distâncias diferentes da cidade. Do terceiro Saint Valentine, que sofreu na África com vários companheiros, nada é mais conhecido”. Várias biografias de homens diferentes denominados Valentine foram fundidas em um “oficial “St. Valentine.
Em vez de colocar os nomes das meninas em uma caixa, os nomes dos “santos” foram desenhados por meninos e meninas. Era então o dever de cada pessoa imitar a vida do santo cujo nome ele ou ela desenhara. Esta foi a tentativa vã de Roma de “acalmar” uma observância pagã por “cristianizar“, o que Deus não deu ao homem o poder ou a autoridade para fazer.
Embora a igreja em Roma tenha banido a loteria sexual, os jovens ainda praticaram uma versão muito atenuada, enviando mulheres a quem desejavam mensagens românticas manuscritas contendo o nome de São Valentim.
Ao longo dos séculos, os cartões do Dia dos Namorados tornaram-se populares, especialmente no final do século XVIII e início do século XIX. Esses cartões foram pintados com fotos de Cupido e corações e meticulosamente decorados com rendas, sedas ou flores.
Primeiro Homem Chamado Valentine
Mas quem era o verdadeiro Valentine? O que o nome Valentine significa?
Valentine vem do latim Valentinus , que deriva de valens – “ser forte, poderoso, poderoso”. A Bíblia descreve um homem com um título similar: “E Cuxe gerou Ninrod: ele começou a ser um poderoso na terra. Ele era um caçador poderoso perante o Senhor : por isso diz-se: Ninrod, o poderoso caçador diante do Senhor “(Gn 10: 8-9). Sobre ele foi dito ter caçado com arco e flecha.
Como mencionado, os romanos celebraram Lupercalia para homenagear o caçador deus Lupercus. Para os gregos, de quem os romanos tinham copiado a maior parte de sua mitologia, Lupercus era conhecido como Pan, o deus da luz. Os fenícios adoraram a mesma divindade que Baal, o deus do sol. Baal foi um dos muitos nomes ou títulos para Ninrod, um poderoso caçador, especialmente de lobos.
Ele também foi o fundador e primeiro senhor de Babel ( Gen. 10: 10-12 ). Desafiando a Deus, Ninrod foi o criador da Religião do Mistério da Babilônia, cujas mitologias foram copiadas pelos egípcios, os gregos, os romanos e uma multidão de outros povos antigos. Sob diferentes nomes ou títulos – Pan, Lupercus, Saturno, Osiris-Ninrod é o homem forte e o Deus guerreiro-caçador dos antigos.
Mas o que o símbolo do coração tem a ver com um dia em homenagem a Ninrod / Valentine?
O título Baal significa “senhor” ou “mestre”, e é mencionado em toda a Bíblia como o deus dos pagãos. Deus advertiu Seu povo para não adorar nem tolerar os caminhos de Baal (Ninrod). No caldeus antigo (o idioma dos babilônios), bal , que é semelhante a Baal , significava “coração”. É aí que o símbolo do coração dos Namorados se originou.
Por Que Cupido No Dia Dos Namorados?
Agora note o nome de Cupido. Ele vem do verbo latino cupere, que significa “desejar“. Cupido era o filho de Vênus, deusa romana da beleza e do amor. Também conhecido como Eros na Grécia antiga, ele era o filho de Afrodite.
Segundo o mito, ele era responsável por impregnar inúmeras deusas e mortais. Cupido era um arqueiro infantil (lembre-se, Ninrod era um arqueiro habilidoso). A mitologia descreve o Cupido como tendo uma personalidade cruel e feliz. Ele usaria suas flechas invisíveis, para atacar homens e mulheres desavisados, fazendo com que eles se apaixonassem loucamente. Ele não fez isso para seu benefício, mas para deixá-los loucos com intensa paixão, para tornar suas vidas miseráveis e rir dos resultados.
Muitos dos deuses dos egípcios, gregos, romanos, assírios e outros foram modelados após um homem – Ninrod.
Mas o que isso tem a ver conosco hoje?
Por que devemos nos preocupar com o que aconteceu no passado?
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O Que Deus Pensa Sobre o Tudo Isso por Trás do Dia Dos Namorados?
Leia o que Deus ordena ao Seu povo sobre costumes e tradições pagãs: “Aprenda não o caminho dos pagãos … Porque os costumes do povo são vãos” (Jeremias 10: 2-3). Observe também as palavras de Cristo em Mateus 15:9 : “… Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”.
Ao longo da Bíblia, Deus descreve os “pagãos” como aqueles que adoram as coisas que Ele criou (animais, sol, lua, estrelas, árvores, etc.), ou ídolos feitos pelo homem, ou qualquer coisa, exceto o único Deus verdadeiro.
Os verdadeiros cristãos entendem que Deus odeia quaisquer costumes, práticas e tradições que estão enraizados no paganismo.
Mas o quão sério é Deus sobre o paganismo?
Quando Ele resgatou as doze tribos de Israel da escravidão brutal e as levou para fora do Egito, Ele lhes ordenou: “Depois das ações da terra do Egito, em que habitou, não fará; e depois das ações da terra de Canaã , onde eu te traga, não fará; nem andarás nas suas ordenanças “(Levítico 18: 3).
Deus exigiu que os israelitas não se contaminassem com as práticas e costumes pagãos das nações vizinhas ( vs. 24-29 ). “Portanto, guardes a minha ordenança, para que não cometais nenhum desses abomináveis costumes, que foram cometidos diante de ti, e que não contamines neles; eu sou o Senhor teu Deus” ( vs. 30 ).
Deus amaldiçoou o Egito – uma nação de adoradores da natureza – com dez pragas e libertou Israel da escravidão. Ele salvou Israel do exército do faraó ao separar o Mar Vermelho e levando o Seu povo à segurança.
Ele alimentou com pão-maná israelita feito por Deus – do céu. Ele os protegeu dos exércitos gentios testados na batalha, os entregou na Terra Prometida e expulsou seus inimigos.
Como Israel tratou Deus em troca? “Nossos pais não entenderam suas maravilhas no Egito; Eles não se lembraram da multidão de suas misericórdias; mas provocou-o no mar, mesmo no Mar Vermelho … logo se esqueceram de Suas obras; eles não esperaram o seu conselho; mas desejavam muito no deserto e tentaram a Deus no deserto … Eles fizeram um bezerro em Horeb e adoraram a imagem fundida.
Assim, eles mudaram sua glória para a semelhança de um boi que come grama. Eles se esqueceram de Deus, seu Salvador, que tinha feito grandes coisas no Egito; obras maravilhosas na terra de Ham e coisas terríveis pelo Mar Vermelho … eles desprezaram a terra agradável, eles não acreditavam em Sua palavra: mas murmuraram em suas tendas e não ouviram a voz do Senhor… Eles também se juntaram a Baal-Peor e comeram os sacrifícios dos mortos. Assim, provocaram-lhe a ira com suas intenções “(Salmo 106: 7 , 13-14 , 19-22 , 24-25 , 28-29).
Deus ordenou explicitamente a Israel que expulsasse e destruísse completamente todas as nações que ocupavam a Terra Prometida (Canaã). Acima de tudo, seu povo não deveria fazer alianças políticas com eles ou se casar com suas famílias ( Deuteronômio 7: 1-3 , 5 , 16 ). “Porque eles afastarão seus filhos de me seguir, para que possam servir outros deuses” ( vs. 4 ).
Mas os israelitas pensavam que eles sabiam melhor do que Deus. Eles decidiram fazer as coisas do seu jeito. “Eles não destruíram as nações, a respeito de quem o Senhor lhes ordenou: mas foram misturados entre os pagãos e aprenderam suas obras.
E eles serviram seus ídolos: que eram uma armadilha para eles. Sim, sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios, derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e das suas filhas, a quem sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra estava poluída de sangue.
Um Cristão Pode Comemorar o Dia Dos Namorados? R- Depende de como você vai Comemorar e se sua consciência não vai te acusar diante de Deus mesmo sabendo que é uma data pagã e uma comemoração muito antiga para celebrar Deuses Pagãos os quais Deus Abomina. Você pode não comemorar, mas passar esse “dia dos namorados” de forma que Agrade a Deus como todos os outros dias, lembrando que todos os dias é dia de demonstrar carinho e afeto para quem amamos.
Assim foram contaminados com suas próprias obras, e foram prostituídos com suas próprias invenções “( Salmo 106: 34-39 ).
Para acordá-los e recuperá-los no caminho como a nação modelo que Ele originalmente pretendera, Deus deu a Israel para seus inimigos. Israel se arrependeu e gritou por socorro a Deus. Deus os salvou, com as barrigas cheias e as vidas protegidas, os israelitas voltaram a seguir outros deuses. Deus castigou Israel novamente. Israel se arrependeu e voltou para Deus.
E assim foi o ciclo de libertação-idolatria-punição-arrependimento ( vs. 40-46 ), até que finalmente, Deus não teve outra escolha além de se divorciar da infiel Israel (Jeremias 3: 6-11).
Ele usou os assírios, uma das nações guerrilhas mais brutais da história, para invadir, conquistar, escravizar todo o reino do norte de Israel ( II Reis 17 ). Tendo “desaparecido” da história, os descendentes modernos dessas dez tribos “perdidas” desconhecem sua verdadeira identidade até hoje.
Mais tarde, Deus enviou o reino do sul de Judá (principalmente as tribos de Judá, Benjamim e Levi) no exílio da Babilônia ( II Reis 24 e 25 ). Porque eles mantiveram (pelo menos fisicamente) o verdadeiro Sábado, que é um sinal especial que identifica o único Deus verdadeiro e Seu povo ( Ex. 31: 12-18 ), os judeus conseguiram manter sua verdadeira identidade.
Os israelitas foram severamente castigados por convencer os costumes, os rituais, as tradições e as práticas pagãs. Como você pode ver, Deus não toma o paganismo levemente.
“Então Reflita Nisso”
Quanto ao futuro próximo, quando o mundo influenciado por Satanás está prestes a entrar em colapso, Deus declara: “Babilônia, a grande, caiu, caiu, e se tornou a habitação dos demônios, e a posse de todo espírito maligno e uma gaiola de todo pássaro impuro e odioso.
Pois todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra se prostituíram com ela, e os mercadores da terra são enxergados pela abundância de suas iguarias “( Apocalipse 18 : 2-3 ).
No que diz respeito a este sistema pagão e satânico, Deus ordena aos cristãos verdadeiros: “Saiam dela, meu povo, para que não sejam participantes de seus pecados e que não recebam suas pragas” ( vs. 4 ).
O Dia dos Namorados é originário do antigo paganismo deste mundoinfluenciado por Satanás. Destina-se a enganar a humanidade atraindo desejos carnal e carnal – ou, como a Bíblia os chama, as obras da carne . “Agora as obras da carne são manifestas [tornadas óbvias], que são estas; Adúltero, fornicação, impureza, lascívia, idolatria … embriaguez, revelação e tal como “( Gálatas 5: 19-21 ). Algum desses soa como Lupercalia para você?
Em última análise, “os que fazem tais coisas não herdarão o reino de Deus”.
Um verdadeiro cristão está focado no reino em breve de Deus ( Mateus 6:33 ) e no mundo vindouro – não nos anseios carnais deste mundo. Um verdadeiro cristão deve se esforçar para “adiar o velho” e imitar ativamente o exemplo perfeito e justo de Jesus Cristo. Um cristão sabe que ele deve sair ativamente deste mundo, de seus costumes, práticas e tradições pagãs.
A Bíblia costuma, com frequência, falar de uma oferta que consiste em 10%. Literalmente é chamada "a décima parte". Em hebraico, no Antigo Testamento, a palavra usada para indicar dízimo é ma‘aser, que significa, como dito acima, ‘a décima parte’. O grego, no Novo Testamento, usa a palavra dekate, que tem o mesmo significado. Normalmente se usa o verbo apodekato, ou seja ‘dar a décima parte’.
Já tratamos deste tema aqui e é muito comentado. Abaixo repito algumas ideias que julgo serem importantes para dar uma resposta breve ao seu questionamento.
No Antigo Testamento
O dízimo pertencia a Deus e era dado aos levitas conforme dito em Números 18,21, como se fosse a herança deles, pois a tribo de Levi não obteve para si, quando o povo entrou na terra prometida, nenhum território. Os animais porém não pertenciam aos levitas. E os próprios levidas deviam dar a Deus o dízimo daquilo que recebiam como dízimo (Números 18,26 seguintes).
O dízimo era dado no templo. Porém a cada 3 anos devia ser levado até o local onde os levitas moravam e doado aos pobres, estreangeiros, órfãos e viúvas, com os quais se devia fazer uma refeição (Deuteronômio 14,28 seguintes).
No Novo Testamento
Textos importantes, no Novo Testamento, são
Mateus 23,23: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórida e a fidelidade. Importava praticar estas coisas, ma sem omitir aquelas. (a mesma passagem em Lucas 11,42)
Lucas 18,9-14: a passagem do fariseu e do publicano, que são contrapostos: o fariseu fazia tudo certinho, inclusive pagava o dízimo de todos os seus rendimentos, enquanto que o publicano, tido pelo povo como um ladrão a serviço do império romano, pedia perdão. Jesus louva o publicano.
Hebreus 7,5: Os filhos de Levi, chamados ao sacerdócio, devem, segundo a Lei, estabelecer o dízimo par ao povo, isto é, para seus irmãos, conquanto são descendentes de Abraão.
Jesus e a Lei
Jesus nunca questiona o fato do dízimo, dado segundo a Lei. Não podemos pensar em Cristo como um revolucionário, que procura liberar o povo da Torah, da Lei. Para Jesus a Lei é dom de Deus. Ele, invés, tenta resgatar o verdadeiro sentido que ela tem: foi dada ao povo para aproximá-lo de Deus, para fazer com que caminhe pela reta via. Com os fariseus, invés, ela havia se tornado um mero formalismo, perdendo o seu espírito. Jesus e sua família, com certeza, seguiam os costumes religiosos, como todo o povo. Aquilo que é evidente, sobretudo na passagem de Mateus e Lucas, a primeira citada acima, é que essa lei não pode ser um mero exercício piedoso, mas expressão de solidariedade, de condivisão. Esses valores, invés de serem abolidos pelo cristianismo, foram enfatizados.
Conclusão
É importante notar que o dízimo, na sua origem, não é destinado aos sacerdotes, mas tem como intenção sanar uma disigualdade social: compensar a falta de propriedade que atingia os levitas. Os sacerdotes, invés, sobreviviam com os sacrifícios que o povo oferecia, que eram diferentes do dízimo. Frizamos, contudo, que existe uma grande confusão neste campo, pois graças sobretudo ao livro de Números os sacerdotes, descentendes de Aarão, são considerados Levitas. Porém, se lemos Ezequiel, por exemplo, existe uma nítida diferença entre sacerdotes e levitas. E depois, a confusão aumentou por que o dízimo era entregue no Templo e portanto, parece, que era controlado pelos sacerdotes. De qualquer forma o fato que a Lei obrigue a cada 3 anos que o dízimo não seja levado ao templo, mas pessoalmente aos levitas e pobres (veja Deuteronômio 14,28 seguintes), sublinha o aspecto de caridade do dízimo. Além disso, para deixar claro que o dízimo não era uma coisa dos sacerdotes, o próprio sacerdote era obrigado a pagar dízimo daquilo que recebia (Números 18,26 seguintes).
É importante, por último, falar do aspecto teológico do dízimo. Com o dízimo se exprime a convinção que tudo aquilo que se possuiu é fruto da bondade divina. Nessa linha deve ser lido o texto de Lucas 18,9-14, onde Jesus conta uma parábola que fala do dízimo praticado pelos fariseus no tempo de Jesus, que era meramente uma prática, sem nenhuma espiritualidade. O dízimo em si não é importante, mas significa uma das expressões possíveis do reconhecimento da existência de Deus nas nossas vidas. Além do mais Jesus nos ensina que o fundamental da Lei transmitida no Antigo Testamento é a Justiça, a misericórdia e a fidelidade.
Do meu ponto de vista, tirado de uma reflexão dos textos bíblicos, penso que ainda hoje o dízimo seja uma das expressões possíveis do modo de ser típico do cristão. Todavia ele deve ser expressão de gratidão e uma forma de solidariedade que tenha como meta as pessoas excluídas da sociedade e não simplesmente uma retribuição pelo trabalho do líder cristão.