18/02/2013

CRER


Crer é algo sem o qual não podemos passar, crer em Deus muitos crêem, mas a verdadeira crença vai muito além.

A palavra crer é sinônima de acreditar que significa dar crédito, depositar confiança. Ora, quem confia não questiona, nem desafia, nem desconfia.
Crer envolve razões que a própria razão desconhece. Quando você abre uma conta em um banco, você acredita que o dinheiro que você depositou em sua conta vai estar disponível na hora que você quiser ou precisar; se não fosse assim, você não abriria a conta. Você jamais abriria uma conta em um banco em que você tivesse que ficar sempre questionando o gerente se o seu dinheiro ainda se encontrava lá.
Crer é uma questão de fé, e fé é a certeza de que as coisas que esperamos vão acontecer.
Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.   Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho.   Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem. (Hebreus 11:1-3 RA).
Existem dois tipos de fé: objetiva e subjetiva, mas aqui não vamos entrar no mérito.
A fé em Deus é subjetiva.
Se crermos em Deus, devemos ter plena confiança Nele. E para isso precisamos conhecê-Lo se Deus é Espírito e habita em luz inacessível?
o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém! (1 Timóteo 6:16 RA).
Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou. (João 1:18 RA)
desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo,   de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra; (Efésios 1:9-10 RA).
vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,   para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. (Gálatas 4:4-5 RA)
Através de Seu Filho, Jesus Cristo, o Próprio Deus que se fez homem. Mas como posso conhecer Jesus se Ele viveu a quase dois mil anos atrás, morreu, ressuscitou e ascendeu aos céus?
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.   Ele estava no princípio com Deus.   Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. (João 1:1-3 RA).
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. (João 1:14 RA).
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. (João 14:16-17 RA).
Jesus é o Verbo encarnado, a Palavra. E eu posso conhecê-Lo através de Sua Palavra , a Bíblia. Esta nos revela a Pessoa do Senhor Jesus, isto é, o Próprio Deus. A Bíblia nos mostra quem é Deus e o Seu caráter.
Lendo a Bíblia, o Espírito Santo, nos fará conhecer todas as coisas.
mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. (João 14:26 RA).
Se tivermos fé, jamais contenderemos com Deus. Deus é o nosso Criador. Pode a criatura contender o criador? É como se a lâmpada contestasse o Thomas Edison: Por que você me fez para que queimasse? Ou o telefone reclamasse com Gran Bell por dar sinal de ocupado.
Quem há que possa contender comigo? Neste caso, eu me calaria e renderia o espírito. (Jó 13:19 RA)
Eis que envergonhados e confundidos serão todos os que estão indignados contra ti; serão reduzidos a nada, e os que contendem contigo perecerão. (Isaías 41:11 RA)
Mas assim diz o SENHOR: Por certo que os presos se tirarão ao valente, e a presa do tirano fugirá, porque eu contenderei com os que contendem contigo e salvarei os teus filhos. (Isaías 49:25 RA)
Melhor é a vista dos olhos do que o andar ocioso da cobiça; também isto é vaidade e correr atrás do vento.   A tudo quanto há de vir já se lhe deu o nome, e sabe-se o que é o homem, e que não pode contender com quem é mais forte do que ele. (Eclesiastes 6:9-10 RA)
As razões de Deus não são as nossas razões, nem Seus pensamentos nossos pensamentos e nem Sua justiça a nossa justiça.
Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, (Isaías 55:8 RA)
Os seus pés correm para o mal, são velozes para derramar o sangue inocente; os seus pensamentos são pensamentos de iniqüidade; nos seus caminhos há desolação e abatimento. (Isaías 59:7 RA)
Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam. (Isaías 64:6 RA).
Crer em Deus é crer que a Bíblia é a Sua Palavra. E o que nos pode garantir que a Bíblia é a Palavra de Deus?
A Bíblia é o único livro que narra toda a História do homem, da origem ao fim. Todos os acontecimentos passados, presentes e futuros estão revelados na Bíblia, através das profecias. A grande maioria dessas profecias se cumpriu cabalmente e isso nos garante que as demais se cumprirão.
Se eu creio em Deus, tenho de aceitá-Lo como Amor, Justiça e Santidade; se questionar qualquer desses atributos e O estarei negando, logo não posso dizer que creio em Deus, pois esse é o princípio do pecado. Foi este princípio que levou Eva a desobedecer a Deus. Ela ao se aproximar da arvore do conhecimento do bem e do mal, deve ter pensado: Por que será que Deus não quer que comamos desse fruto? Isso é desconfiar de Deus. É dar lugar para o inimigo de Deus se manifestar, de aceitar a mentira, isto é, seu próprio pai. E nos afastar de Deus.
Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias. (Salmos 7:11 RA)
Justo é o SENHOR em todos os seus caminhos, benigno em todas as suas obras. (Salmos 145:17 RA)
Mas, ó SENHOR dos Exércitos, justo Juiz, que provas o mais íntimo do coração, veja eu a tua vingança sobre eles; pois a ti revelei a minha causa. (Jeremias 11:20 RA)
Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. (Jeremias 23:5 RA)
Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta. (Zacarias 9:9 RA)
O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós traístes e negastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo.   Vós, porém, negastes o Santo e o Justo e pedistes que vos concedessem um homicida. (Atos 3:13-14 RA)
como está escrito: Não há justo, nem um sequer, (Romanos 3:10 RA)
Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; (1 João 2:1 RA)
Então, ouvi o anjo das águas dizendo: Tu és justo, tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas coisas; (Apocalipse 16:5 RA).
E nós conhecemos Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. (1 João 4:8 RA)

17/02/2013

A Falsidade


"Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros. Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira; nem deis lugar ao Diabo.Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tem necessidade.Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas ó a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem.E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.Toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmia sejam tiradas dentre vós, bem como toda a malícia.Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo". (Efésios 4.25-32) 
Paulo está dizendo que alguém se converte, tem de despojar-se de sua vida antiga como alguém se despoja de uma roupa que não usará mais. Ele indica o que deve desaparecer quando alguém se torna um verdadeiro cristão:
Não deve haver mais falsidade.
No mundo existem muitos tipos de mentiras. Há mentira nas conversas e na palavra. Algumas vezes essa mentira é deliberada e outras, inconsciente. De um livro sobre educação, extraimos o seguinte conselho para educação das crianças: “Acostumem constantemente seus filhos a isto (dizer a verdade); se uma coisa acontece junto a uma janela e elas ao relatar dizem que sucedeu outra, não deixem isso passar, mas corrijam no momento; não se sabe onde irá parar o desvio da verdade... se há tanta falsidade no mundo, se deve mais ao descuido da verdade do que a mentira intencionada”.
Temos de nos acostumar a dizer sempre a verdade. É fácil tornar um relato mais interessante acrescentando a ele alguns detalhes; é fácil fraudar uma história quando lhe dispensamos uma omissão ou ação.
É certo que o mundo está cheio de uma falsidade quase inconsciente e que a verdade exige um esforço deliberado, porém não só existe mentira na conversação, mas também no silêncio, sendo essa muito mais comum. André Maurois, em uma frase memorável fala da “ameaça das coisas não ditas”.
Pode acontecer que em uma discussão alguém fique calado quando deveria falar e que pelo silêncio aprove uma ação que seja injusta. Pode ser que alguém se abstenha de uma admoestação ou reprovação quando sabe perfeitamente que deveria fazê-lo. Por mais que se tente justificar coisas desse tipo, elas revelam falta de caráter cristão. O homem pode sufocar a verdade com o silêncio, assim como pode disfarçá-la com as palavras.
O apóstolo Paulo diz: somos todos membros de um só corpo. Só podemos viver em segurança se nossos sentidos e nervos transmitem ao cérebro mensagens verdadeiras. Se as mensagens que transmitem são falsas, se, por exemplo, comunicam ao cérebro que algo está frio e se pode tocar, quando de fato está quente e queima, a vida, muito cedo chegará ao fim. Um corpo só pode funcionar devida e saudavelmente, quando cada parte transmite ao cérebro e as demais partes uma mensagem verdadeira.
Logo, se estamos ligados em um corpo, este corpo só pode funcionar quando dizemos a verdade. Todo engano, toda mentira e toda falsidade prejudicam a obra do corpo de Cristo.
É interessante compreender que não existe o que se pode chamar de “falsidade particular”, ou seja, uma mentira ou uma falsidade não prejudica somente a pessoa que a pratica. Ela é como um veneno, que se espalha lenta ou apressadamente, por todo o corpo. Quantas famílias, igrejas, empresas, ou comunidades, têm sido atingidas pela falsidade de apenas uma pessoa? Uma pequena porção de fermento leveda toda a massa.
Há quem use a falsidade para tirar proveitos. Muitas pessoas afirmam certas coisas ou deixam de afirmar outras para levar vantagens, obter lucros, ascensão social, demoralizar outras pessoas, etc. Essa parece ser a ética do mundo. Rui Barbosa, o grande jurista brasileiro, afirmou certa vez, dentre outras coisas, que de tanto ver triunfar a mentira e a falsidade, tinha até vergonha de ser honesto.
De fato, a pessoa comum muitas vezes se sente, na nossa sociedade, quase obrigada a ser falsa. A mentira, o engodo, o engano, a falsa aparência, a esnobação e a desfaçatez são gêneros de primeira necessidade nos relacionamentos entre as pessoas. Não dá para deixar de atribuir esse tipo de comportamento ao diabo.
A Bíblia nos adverte contra a falsidade: 
Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobre. (Salmo 12.2)
Desvia de mim o caminho da falsidade, e ensina-me benignidade a tua lei. (Salmo 119.29).

Resisti ao Diabo - Tiago 4.7


A libertação demoníaca não aparece fora de Mateus, Marcos, Lucas e Atos. Nesta lição consideraremos somente os destaques dos textos marcantes desde Romanos até Apocalipse, que se referem a Satanás, aos seus ataques, ameaças e o tipo de escravidão que ele procura estabelecer e como poderemos lutar contra ele.

1- AS EPÍSTOLAS E O MAL CIRCUNSTANCIAL

As epístolas focalizam abundantemente a guerra contra o mal moral — o poder de Satanás para nos enganar. Em vários trechos, as epístolas relacionam Satanás e seus demônios ao mal circunstancial, como fontes de sofrimento, tormento e morte. 
Em Hebreus 2.14, o diabo é citado como alguém que tinha o poder de morte, mas foi tornado sem poder pela cruz e ressurreição de Cristo por aqueles que vivem por fé. A capacidade de Satanás de aterrorizar as pessoas como supremo mal circunstancial foi anulada.
Em duas passagens que tratam de disciplina na igreja, Paulo refere-se às pessoas que são "entregues a Satanás" (ICo 5.5; lTm 1.20). Longe de serem libertos de seus demônios, os rebeldes são entregues ao diabo. 
Ser expulso do corpo de Cristo sujeita uma pessoa aos terrores da morte e da acusação e à exclusão da congregação da luz. Ambas as passagens indicam o corretivo, um propósito didático para libertar alguém de Satanás. Isso não ocorre com intenções punitivas, mas disciplinares: "a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor" e "a fim de não mais blasfemarem".
Mas, ocasionalmente, a Bíblia apresenta intenções punitivas em passagens sobre o julgamento final (Ap 18). Há uma passagem em que Paulo fala de Satanás impedi-lo de visitar os crentes em Tessalônica (lTs 2.18). Pelo contexto, parece que Paulo queria dizer que Satanás incitou inimigos do evangelho, que lhe criaram dificuldades, retardando seus planos para o avanço do evangelho.
Muitos argumentam que "o espinho na carne, mensageiro de Satanás para esbofetear" (2Co 12.7) de Paulo é um caso de ocorrência de sofrimento induzido pelo demônio. Esse espinho era, provavelmente, uma enfermidade — talvez o problema aludido por Paulo em Gálatas 4.13-15. 
Isso reforça o que já foi dito, que mensageiros de Satanás são particularmente associados com sofrimentos físicos, embora, no caso de Paulo, este sofrimento não tenha associação com algum mal moral. Na verdade tal sofrimento foi usado por Deus para proteger o apóstolo do mal moral. Ao falar do mensageiro de Satanás, o texto tem conotação de sofrimento, fraqueza, maus-tratos, aflição e dificuldade - não de pecado.
Satanás atacou, porém em nenhuma ocasião Paulo recorreu à expulsão demoníaca de si mesmo. Essas aflições o mantiveram humilde e dependente de Deus.
Ele orou pelo poder de Deus para curá-lo; Deus respondeu "não", instruindo Paulo a respeito de seus propósitos maiores. As epístolas sempre abordam o mal circunstancial sem recorrer ao MME .

2 - AS EPÍSTOLAS E O MAL MORAL

As epístolas concentram sua atenção sobre o que chamamos propriamente de batalha espiritual: nossa vulnerabilidade em sermos, cativados por Satanás para crermos em suas mentiras e fazermos a sua vontade. 
Elas apresentam o mal moral como uma trança com três fios: o mundo, a carne e o diabo. Nossa situação social nos entretém num fluxo de enganos e ameaças; nosso próprio coração é atraído por mentiras e concupiscências; o diabo conspira para agravar o pecado e a incredulidade. 
O mal moral é também monolítico. A Bíblia distingui os três ramos do mal monolítico sem dividi-los e nunca ensina que nós temos três tipos de problemas diferentes: um problema chamado mundo, outro chamado carne e outro chamado "espiritual".
O MME direciona problemas "espirituais" para uma categoria especial. Para problemas normais, o diabo quase não faz nada; para problemas sobrenaturais, o mundo e a carne quase não fazem nada. Então, os problemas "espirituais" exigem a expulsão demoníaca. 
Esse é outro problema que os defensores do MME defendem, isto é, que ao ser identificada a presença do invasor, Satanás, deve-se recorrer apressadamente à expulsão do demônio.
Eles defendem a prática respaldados pelos Evangelhos e o livro de Atos, mas não enxergam a atuação sutil de Satanás no mundo e por meio da carne, que estão sempre unidos. Esse ensino é claramente apresentado nas epístolas, bem como o modo certo do combate espiritual.
Não somente o mundo, a carne e o diabo aparecem em conjunto, mas a Bíblia os apresenta, sempre, em equilíbrio, cuidadosamente elaborado. Dos três, Deus focaliza primeiramente a carne: o coração humano e sua vulnerabilidade para o mal. Assim, somos chamados para um autoconhecimento radical diante do evangelho da graça de Cristo. 
A partir disso conhecemos a nossa corrupção, engano e depravação de nosso coração, mãos e línguas. Somos convidados a conhecer a Deus, em comunhão com nossos irmãos e irmãs resgatados pelo sangue de Jesus. As Escrituras são endereçadas às pessoas, e não aos demônios.
Com a humanidade responsável no centro do palco, o mundo exibe um elenco de vilões coadjuvantes, juntamente com adereços e cenário. O mundo provê as situações que revelam e testam o caráter dos protagonistas. 
As Escrituras focalizam os falsos mestres que desencaminham os outros pela palavra e pelo exemplo, e também os inimigos que oprimem e ferem os outros. O mundo compreende objetos materiais e pessoas: ídolos materiais, dinheiro e bens, figuras e imagens e incontáveis tipos de criações tecnológicas. 
Quando damos uma olhada nos bastidores, vemos o diabo, que aparece com mais frequência do que no Antigo Testamento, mas ainda se encontra, distintamente, por trás das cenas. Praticamente, cada epístola o menciona uma ou duas vezes.
Ele é o tentador, acusador e enganador cujo objetivo é o domínio moral. Ele é o assassino em série de todos quantos consegue alistar a seu serviço; ele mataria os santos, se pudesse. Combater esse adversário é combater simultaneamente o mundo e a carne. 
A malícia de Satanás anima o mundo e produz e seduz o coração, tornando os homens menos do que responsáveis por sua iniquidade. Combater a conformidade e a benevolência com o mundo é combater Satanás. Combater o erro da mentira e a concupiscência da carne é combater Satanás.
As epístolas mostram métodos de ministério e vida que se dedicam a aspectos complementares do mal: as pressões do mundo, as concupiscências da carne e as atividades do inimigo. Examinaremos três passagens que revelam a presença do diabo:


a) Diante de mentiras, "resisti" (Ef 6.10-20)

Efésios enfatiza principalmente os ataques de decepção que obscurecem e endurecem as pessoas. Satanás estabelece seu domínio moral especialmente por meio de mentiras. Suas mentiras recorrem a velhos anseios: autonomia, prazer, poder, farisaísmo, conhecimento, glória, amor e pensamento. 
A intensidade de nossa escravidão moral ao mestre no domínio da velha natureza dificilmente pode ser exagerada. Cada intento dos pensamentos de nosso coração está continuamente dirigido para o mal, conforme mostra Efésios 6.10-20.
Em primeiro lugar, Efésios 6.10-20 não introduz o assunto batalha espiritual na carta de Paulo. Antes, soma e cristaliza em imagem vívida aquilo que Paulo ensina por meio de toda a carta aos Efésios. 
E o poder protetor e fortalecedor de Deus, mencionado no v. 10, repete o tema que também está entrelaçado em todo o livro. Cada peça da armadura de Deus já tinha aparecido de várias formas nos ensinos e exemplos de Paulo.
Devemos resistir aos poderes das trevas que tramam contra o povo de Deus. Essas forças da iniquidade são os mesmos poderes espirituais que Cristo subjugou por seu poder (1.21) e irão testemunhar o triunfo da sabedoria de Deus na igreja (3.10). Esses poderes são dominados pelo príncipe da potestade do ar (2.2) que atua naqueles que são desobedientes. O diabo procura usar nossos pecados para destruir a obra de Deus, para fragmentar a unidade do corpo de Cristo.
A carta aos Efésios não dá qualquer indício de que os planos do príncipe do mal e seus dardos inflamados envolvam "endemoninhamento". Em comparação com outras epístolas do Novo Testamento, a carta raramente menciona sofrimento, em vez disso, focaliza, quase que exclusivamente, nosso conflito moral e vulnerabilidade ao engano. Esse é o foco.
Os planos do diabo procuram nos arrastar para o pecado e para a falsidade, para nos endurecer e cegar e nos induzir a viver na carne. O capítulo 2 confirma isso em suas descrições sobre os resultados da atividade do diabo: transgressão, pecados, filhos da desobediência, seguidores de concupiscências e pessoas sob a ira de Deus por pecar.
E também confirmado no capítulo 4, onde a palavra "engano" descreve a falsidade do mundo ao nos afastar da verdade de Cristo (Ef 4.14; 5.6). E é confirmado pela discussão completa em Efésios 4.17—6.9, quando Paulo fala da verdade no amor para edificar o corpo de Cristo. Esses capítulos são uma meditação ampliada sobre os temas introduzidos em Efésios 2.1-10. 
Testemunhamos o poder do diabo de atuar no interior de nossa alma quando nos inclinamos para a carne, testemunhamos o poder de Deus quando guardamos a fé e as boas ações.
Paulo exemplifica a batalha espiritual em andamento no livro de Efésios: cingindo-se com a verdade, ele ensina o caminho da retidão, anuncia o evangelho da paz para as nações, vive por fé no poder de Deus, rejubila-se na salvação, empunha a espada do Espírito e ora fervorosamente pelo povo de Deus para que cresça no conhecimento de Cristo e em seu poder. Paulo destrói obras enganosas e obras das trevas. Ele ensina os filhos de Deus a andarem na luz de Jesus.
Quando alguns dos intentos do diabo são bem-sucedidos e um dardo inflamado nos atinge, nós não contraímos estranhos seres malignos. Antes, nos tornamos semelhantes a esse ser maligno. Vários aspectos sórdidos de fracassos em resistir são citados em quase todos os versículos de Efésios 4.17—6.9, nas descrições dos caminhos vividos pelos povos e pela carne. 
Em contraste, a resistência aparece em todo a carta aos Efésios, dos capítulos de 1 a 6, nas descrições positivas da fé cristã. O que aprendemos com essa armadura é que estar com a armadura de Deus, é estar revestido do próprio Deus. Portanto, tomar a armadura é simplesmente viver em Cristo.

b) Um meio ao sofrimento, "resisti" (1 Pe 5.5-11)

A carta de 1 Pedro é endereçada aos santos num mundo de opressão. Em 1 Pedro 5.8 há a única menção ao maligno: "O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar". Então Pedro adverte: "resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo".
Pedro, como Paulo, aprofunda nesta passagem um tema central em toda a epístola. Ele escreve sobre o sofrimento que purifica a fé e como glorificar a Deus em meio ao sofrimento. No capítulo 5 ele revela o espírito do adversário que fica por trás das provações de perseguição.
A mentira e a perseguição são estratégias complementares que procuram ter o mesmo resultado: incredulidade e pecado. As mentiras atraem as falsas promessas, enquanto o sofrimento nos ameaça. O leão devorador é uma metáfora bíblica comum, usada para aqueles que ferem e oprimem a igreja. Mas Pedro mostra como combater os males da perseguição e sofrimento. 

A fé:

• Espera o tempo oportuno de Deus para libertação (IPe 5.6)
• Se liberta da ansiedade, buscando refúgio no terno cuidado de Deus (5.7)
• Se mantém vigilante quando o leão ruge (5.8) 
• Permanece, não surpreendida por perseguições, colocando sua esperança, firmemente na graça de Cristo (5.9-10)
• Nos leva a adorar a Deus (5.11).
Quando não conseguimos resistir diante dos perigos que nos cercam e cedemos à tentação, então significa que fomos devorados, na concupiscência, na malignidade, na fraude, na injúria, no medo, na devassidão, na ansiedade e no orgulho.
Ser devorado é pagar o mal com o mal, é tornar-se semelhante ao diabo na maneira de agir, pensar e falar. 
De modo contrário, se resistirmos, Deus nos fortalecerá, aperfeiçoará, firmará e fundamentará. O diabo é derrotado e Deus é glorificado. Numa vida de pureza e santidade, combatendo a mentira e o dolo, nos tornamos semelhantes a Jesus e vitoriosos na batalha espiritual.

c) Na presença da carne, "resisti" (Tg 3.13—4.12)

Tiago também diz "resisti". Para ele, o diabo tem um ponto de apoio para persuasão por causa da congruência de nosso coração com suas intenções. Então, Tiago diz: "Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (4.7). Temos que resistir a Satanás quando ele age sobre nossa loucura moral e apela aos nossos desejos ardentes. Tiago 1.14-15 apresenta o problema. 
Somos tentados quando nossos próprios anseios nos levam longe; anseios geram pecado, e pecado resulta em morte. Tiago detalha nossos pecados primários e as ilusões do coração. Ele mostra que a "sabedoria" do nosso coração orgulhoso e tolo está enraizada no maligno (3.15). Deste ponto em diante, várias batalhas espirituais são retratadas.
Há vários modos que ele descreve para fracassar na resistência cristã: na língua incendiária (3.1-12), no sentimento faccioso e no coração invejoso (3.14-16), nas ambições e prática do mal (4.1-3), no adultério espiritual e na hostilidade contra Deus (4.4), orgulho (4.6), ânimo dobre e mãos impuras (4.8), em brincar com Deus (4.11-12) e esquecer, arrogantemente, que ele detém a nossa existência em suas mãos (4.13- 17). 
Tiago está lidando com a conformidade moral da nossa vida interior e exterior com a imagem de Satanás. Mas, ao contrário, o dom de Deus produz pessoas sábias que são obedientes, pacíficas, indulgentes, tratáveis, misericordiosas, resolutas e capazes de trazer paz a um mundo de guerra (3.17-18). 
A graça de Deus é maior do que a presença da escuridão, por isso Tiago nos exorta para que nos arrependamos e resistamos às tentações (4.7-10). 
Diz Tiago que resistindo ao diabo, "ele fugirá de nós". Isso é promessa de vitória, quando o crente abraça o poder de Deus. Batalha espiritual resume-se em sangue, suor e lágrimas por morrer para si mesmo e escutar a Deus.

CONCLUSÃO

As diretrizes encontradas na passagem de Tiago têm muitas implicações e aplicações. O modelo de ministério descrito em Tiago 5 se aplica para toda e qualquer cultura, seja ela supersticiosa, interpretando tudo como ação demoníaca, seja ela cética, ignorando a existência de espíritos imundos. 
A batalha espiritual é iminente e constante na vida cristã, mas vitoriosa para aqueles que optam em viver para a glória de Deus, em santidade e retidão.

APLICAÇÃO

Quando Satanás açoitar com a vara do sofrimento, resista. Aqueles que se aproximam de Deus com fé e arrependimento encontram o poder que os habilita a viver em obediência. 

16/02/2013

OS FARISEUS SÃO ODRES VELHOS


“Ninguém deita remendo de pano novo em veste velha, porque semelhante remendo rompe a veste, e faz-se maior a rotura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás, rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam” (Mt 9.16-17).

Odre é um recipiente feito de couro para ser usado no transporte de líquidos. Após pouco tempo, já se torna velho, por causa das intempéries, da umidade, da poeira etc. Se um odre ficasse velho, já não poderia ser usado para colocar vinho, pois se romperia, e o vinho se perderia.
“Vinho novo precisa odres novos”. A diferença não está no estilo; não é que um odre novo seja mais atraente ou estejam mais na moda que os velhos. Não nos descartamos dos odres velhos simplesmente porque estivessem velhos; nós os abandonamos porque estavam enrijecidos. O odre deve ser flexível e elástico para aceitar bem o vinho novo. Deus tem hoje vinho novo, isto é alegria, bênçãos para serem derramados nos odres novos.
Olhamos as diferenças formas de se posicionar diante do trabalho do Senhor. Alguns agem como se fossem odres velhos. Parecem que não podem ser mais usados por Deus.
Que tipo de líder você tem sido?
Saul foi ungido rei sobre Israel. Profetizou. Porém, foi arrogante, pretensioso, prepotente. Envolveu-se com mentiras e blasfêmia. Era um líder iracundo. Era um odre novo que envelheceu em pouco tempo.
Os odres velhos de que Cristo nos fala são as estruturas tradicionais antigas, as leis e cerimoniais judaicos e das tradições que, às vezes, são mais duras que qualquer outra coisa. Alguns acham mais fácil anular um verso das Escrituras, que abandonar uma tradição. Muitas vezes entramos em conflito com a Bíblia a fim de obedecermos à nossa estrutura. Se não fosse necessário mudar a lei, Cristo não teria vindo a este mundo. Mas Ele veio para mudar os odres, quebrar as tradições e nos libertar do pecado e de sua condenação.
Muitos líderes estão segurando os odres velhos e ressequidos. Jesus veio trazer novidade de vida, mas eles são como os fariseus, não deixam Deus colocar algo novo, são duros de corações, iracundos como Saul, não entendem e não aceitam a verdade. Estão fechando o reio no do céu [ORTIZ. P. 131].
Como disse o Pr. Maximiliano Neves da Silva: “Existem crentes que tem aparência de sobriedade e limpa mas é como Jesus falou aos fariseus ou crentes velhos de seu tempo:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!” (Mt 23.27).
Branco por fora é bonito mas dentro tem ossos e todo tipo de podridão. Não seja um crente velho ou velho crente. Ser crente velho não tem nada a ver com a idade. O crente velho tem a ver com a postura, cultura que se instalou em nossa meio assim como várias outras que enchem a cabeça de coisa que não edifica, mas atrapalha quem quer alguma coisa séria com o reino de Deus.
Rompa com essa cultura que não faz parte do reino vigie e ore para que tua vida não caia nesse marasmo de viver baseado em regra sobre regra, preceito e mais preceito onde só você é detentor da verdade onde todos estão contra você e você é perseguido por causa de tua santidade e verdade onde qualquer coisa te escandaliza e aquilo que deveria escandalizar já não te constrange mais. Onde não há mais lugar para o amor a alegria e a paz”.
Para o reino de Deus crescer é necessário largar tradições vetustas e arcaicas, que não trazem edificação nenhuma senão criar dissensão entre o povo de Deus. Portanto deixemo-nos o passado grotesco. Deus está dizendo: “larguem os odres velhos e aceitam as boas novas do Evangelho”. Somente assim o reino de irá crescer.
“Os odres velhos, são líderes ancorados no passado. São aqueles que só pensam no passado. São como os israelitas que saíram do Egito, mas o Egito ainda estava neles. Esquecem que Deus tem algo novo para eles. Muitos já passaram 20, 30 anos na obra, porém ainda não entenderam o evangelho da salvação. A Igreja dinâmica muda. Não a doutrina, esta continua a mesma. Precisamos mudar para melhor. Isso também é ser odre novo.
Antigamente não havia rádio e televisão, hoje até o lavrador tem estas coisas. Não havia telefone, hoje quase todos têm um celular. Não havia máquina de escrever, hoje tem computador. Na igreja não havia médicos, dentistas, advogados, porém, hoje há. Havia pastores que não sabiam ler direito, mas hoje há doutores e mestres. Agora estamos em outro momento. Tudo muda e nós precisamos mudar. Mas só uma coisa não muda. Além da doutrina, que é imutável, precisamos sempre de mais unção, poder e graça de Deus. Isso não muda. Sem Ele, nada podemos fazer.
O líder que se ancora no passado não muda. Os membros de sua igreja estão, acabam e indo para outras igrejas. Eram 500, agora são 300, 200 etc. O culto é o mesmo. Os bancos, os mesmos. A mensagem é sempre a mesma. Hoje as coisas mudaram, até os nomes estão mudados, são novos. Deus faz novas todas as coisas. O líder ancorado no passado só faz culto fúnebre e diz: Quando a igreja era pequena, era uma benção. Hoje é grande demais é só têm problemas. Este líder é um tipo de odre velho, mas Deus quer torná-lo hoje um odre novo.

Quando um pai compra uma roupa para seu filho em crescimento, sabe que daqui alguns meses não irão servir mais. Por que? È lógico: porque o filho cresceu. É o que acontece com a qualquer tipo de estrutura. Qualquer estrutura serve muito bem enquanto as pessoas permanecem como estão. Depois que eles crescem, as estruturas não servem mais. Não podemos continuar usando a mesma roupa, não serve mais. Isto se sucede com a igreja. Quanto mais desenvolvermos no conhecimento da Palavra de Deus, mais vamos perceber que nossas estruturas estão atravancadas e impedindo o livre curso do Espírito Santo. Os fariseus eram assim, não cresceram espiritualmente a ponto de rejeitar o seu próprio Messias.
Os líderes não devem se ofender quando falamos de mudanças de estruturação. Isto significa que estamos crescendo. Se pudermos viver anos e anos acomodados dentro das mesmas estruturas, isto significa que não estamos crescendo. Quando se fala em mudança, Satanás usa sua estratégia dizendo que vamos cair no mundanismo; Ele sabe que Jesus condenou os fariseus e continuar nele para o diabo não tem diferença.

TRANSCRITO

15/02/2013

A VONTADE DE DEUS É NOS FAZER VENCEDORES


Romanos 9:20,21ª: “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: por que me fizeste assim?
Ou não tem o oleiro poder sobre o barro...?

FATO: O vaso é fruto do trabalho do Oleiro.

Questão: Pode a criatura contender o criador?

É como se a lâmpada contestasse o Thomas Edson: Por que você me fez para que queimasse? Ou o telefone reclamasse com Gran Bell por dar sinal de ocupado? Ou como se o avião perguntasse a Alberto Santos Dumont por que ele tem de voar tão alto?
NECESSIDADE URGENTE:
Precisamos aprender a aceitar a VONTADE DE DEUS para nossas vidas SEM QUSTIONAR. Precisamos ser LIBERTOS do COMODISMO do nosso EGOCENTRISMO, da nossa VONTADE PRÓPRIA, do nosso “EU”.
Eclesiastes 6:9-10
“Melhor é a vista dos olhos do que o vaguear da cobiça; também isto é vaidade e aflição de espírito.
Seja qualquer o que for, já o seu nome foi nomeado, e sabe-se que é homem, e que não pode contender com o que é mais forte do que ele.”
Vaguear da cobiça significa viver separado de Deus  e de sua obra por causa de ambição DESENFREADA.
Esta ambição nos faz negar e recusar a VONTADE DE NOSSO DEUS para conosco. E isto é o mesmo que rebelião contra Deus.

A VONTADE DE DEUS É MUITO FÁCIL DE SER ACEITA E RECEBIDA QUANDO VAI DE ACORDO COM A NOSSA VONTADE, QUANDO NOS AGRADA.
Ai acontece uma inversão de valores e autoridade.
Ao invés de agradarmos a Deus, QUEREMOS agradar a nós mesmos, ao nosso querer mesquinho e egoísta.
Mas a ATITUDE CORRETA para o VERDADEIRO CRISTÃO É: Aceitar e fazer a vontade de Deus, mesmo que isto signifique NEGAR A NOSSA PRÓPRIA VONTADE!
Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me – Mateus 16:24
Isto que significa que temos de CRUSCIFICAR o nosso EU, nossa vontade própria, nossa natureza carnal.
Significa: DIZER NÃO A NOSSA PRÓPRIA VONTADE.
Abrão foi destacado pela sua fé em Deus por causa de seus atos que demonstravam:
1)   Sua confiança em Deus;
2)   Sua obediência em Deus.
Primeiro Deus manda ele sair de sua terra e do meio de sua parentela para uma terra que ainda seria revelada a ele, e Deus não precisou repetir a ordenança.
Deus também o mandou ir para o monte e levar seu filho Isaque, o filho da promessa, para que o sacrificasse a Deus, o que mesmo sendo doloroso para Abrão, que OBEDECEU sem questionar.
Ele confiava em Deus, por isto o obedecia. Ele sabia que Deus é fiel nas suas promessas para as cumprir, e portanto ele aceitava a vontade de Deus sem questionamentos.
Apóstolo Paulo chegou a declarar:
“Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.” Gálatas 2.19-20
Pregamos muito sobre Deus fazer seus servos serem vencedores sobre as lutas, adversidades e etc e tal.
Mas DEUS SÓ PODE FAZER VENCEDOR O SERVO QUE É FIEL E SUBMISSO, QUE CONFIA E OBEDECE SEM QUESTIONAMENTO.
A REALIDADE É:
DEUS NÃO TEM COMPROMISSO COM QUEM NÃO TEM COMPROMISSO COM ELE.
FATO: POR MAIS QUE PROFETAS PROFETIZEM, DEUS SÓ CUMPRIRÁ AS PROMESSAS DE VITÓRIAS QUANDO O SERVO SE POR NA POSIÇÃO DE SERVO.
O QUE SIGNIFICA SER SERVO? = SIGNIFICA ABRIR MÃO DE SUA PRÓPRIA VONTADE, NEGAR SEU PRÓPRIO QUERER PARA ADOTAR E ACEITAR INCONDICIONALMENTE A VONTADE DE DEUS, QUE É A AUTORIDADE MAIOR SOBRE NÓS.
QUEM NÃO NEGA A SI MESMO NÃO PODE SE DENOMINAR “SERVO”.
QUANDO FORMOS SERVOS DE VERDADE, DEUS NOS FARÁ MAIS DO QUE VENCEDORES!

TEREMOS VITÓRIA POR MEIO DE CRISTO SOBRE:
1-  O PECADO: Romanos 6:14
Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.

2-  AS LUTAS: João 16:33
Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

3-  AS PERSEGUIÇÕES: Salmos 91:5-8
 Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,
Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia. Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti. Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.

4-  OS DESERTOS: Oséias 2:14-15
Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.
E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias de sua mocidade, e como no dia em que subiu da terra do Egito.

5-  AS FORÇAS MALIGNAS DO INFERMO, A CAPETOLÂNDIA:
Tiago 4:7
“...Sujeitai-vos a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.”

6-  AS ENFERMIDADES: Êxodo 15:26
E disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o SENHOR que te sara.

7-  O MÊDO: Daniel 10:12
Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   palavras.

8-  A MORTE: Salmos 23:4
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.

Encerro esta palavra profética mencionando o texto de Deuteronômio 28:1-2para todos vocês:
E será que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do SENHOR teu Deus; 


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