19/07/2013

SERÁ QUE SOMOS LEGÍTIMOS?

Falou o Senhor, pelo mesmo tempo, pelo ministério de Isaías, filho de Amoz, dizendo: Vai, solta o cilício de teus lombos e descalça os sapatos dos teus pés. E assim o fez, indo nu e descalço. (Isaías 20.2)

Deus mandou o profeta tirar seu manto, sua roupa, seus sapatos e ir pregar a Palavra de Deus, e mostrar para o povo o que iria acontecer com eles, se não se convertesse, como seriam levados para o cativeiro e como de fato foram. Mas devemos prestar atenção no fato do profeta ter ficado nu, sem nada, para pregar a Palavra de Deus, para obedecer, e não buscou outra alternativa simplesmente acatou uma ordem direta, ou seja, o oposto de hoje em que os profetas querem ir de avião mas de primeira classe, ou jatinho particular, e nos trajetos menores helicóptero, não são como os missionários de hoje que para irem em missões querem garantia de despesas custeadas além de um bom salário. Não vão se não tiverem o melhor, pois como dizem tem direito ao melhor e viver da melhor forma possível, pois estão fazendo a vontade do Senhor. Mas é incrível que quando Jesus mandou, comissionou os discípulos os orientou ir sem nada, mas que pregasse o Evangelho, vivesse do Evangelho, mas que não guardasse nada, não tivesse nada duplicado, e que visitasse a todos sem escolher, nem o local, tão pouco os meios de ir, simplesmente ir em nome de Jesus.

            "Então disse o Senhor: Assim como o meu servo Isaías andou três anos nu e descalço, por sinal e prodígio sobre o Egito e sobre a Etiópia.”(Isaías 20.3) Ou seja, Deus usou o profeta Isaías para alertar o povo naquela época, e atualmente nós hoje, e agora, Ele nos enviou para pregar a Palavra, para alertar o seu povo, para os chamar ao arrependimento, para alertarmos os religiosos, os buscadores de bênçãos, para os profetas da atualidade, pregadores da teoria da prosperidade, e que se enriquece com a lã das ovelhas do pasto do Senhor. Isaías ficou três anos nu, e nós não queremos ficar um dia sem carro, não queremos ir de ônibus, só vamos se formos bem confortados. Por tal motivo irão pagar um preço por mudar a Palavra do Senhor. "Assim o rei da Assíria levará em cativeiro os presos do Egito e os exilados da Etiópia, tanto moços como velhos, nus e descalços, e com as nádegas descobertas, para vergonha do Egito.” (Isaías 20.4) Portanto, os que agora estão reinando, estes que falam em Israel, em Jerusalém, mas vive no Egito, na Etiópia o final deles é o cativeiro eterno, pois desprezaram a Palavra de Deus.

            "E assombrar-se-ão e envergonhar-se-ão, por causa dos etíopes, sua esperança, e dos egípcios, sua glória.”(Isaías 20.5) Todos os seguidores destes supostos pregadores da Palavra, destes que se intitulam homens e mulheres de Deus, mesmos sabendo que estão errando mas como também estão em busca de facilidades de um deus bonzinho, que concorda com o pecado, com as vontades da carne, então acabam concordando e apoiando o inimigo e conseqüentemente serão participantes do que lhes está reservado. Todos verão e entenderão que por desobedecer a Palavra de Deus o mal lhes sobreveio. "Então, dirão os moradores desta ilha, naquele dia: Vede que tal é a nossa esperança, aquilo que buscamos por socorro, para nos livrarmos da face do rei da Assíria! Como, pois, escaparemos nós?” (Isaías 20.6) Todos os que colocaram a sua fé nestes homens e não em Jesus, todos os seguidores destes quando vir a derrocadas dos mesmos ficarão assustados e  sem ter quem os socorra, pois eram simplesmente religiosos e buscadores de bênçãos terrenas, deste mundo e não buscaram verdadeiramente a Deus.

18/07/2013

DE ONDE CAÍMOS?

Estavas no Éden, jardim de Deus; toda pedra preciosa era a tua cobertura: a sardônia, o topázio, diamante, a turquesa, o ônix, o jaspe,  a safira, carbúnculo, a esmeralda e o ouro; a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados.(Ezequiel 28.13)

Estes versículos servem muito bem de base para citarmos alguns líderes de igrejas, alguns pastores e outros tantos adjetivos para a mesma função, que é de ensinar, clamar e interceder, curar, cuidar das ovelhas do rebanho do pasto do Senhor. Mas muitos que se desviaram no meio da caminhada, e se acham, ou melhor, dizem ser superiores e esquecem que o poder é do Senhor, deixam a soberba e o orgulho tomar conta, passam a ser materialistas, vendo e buscando meios de ganharem dinheiro, de se enriquecerem cada vez mais, e não mais cuidam das ovelhas, não mais faz o que foi um dia comissionado pelo Senhor, e agora usa o rebanho em proveito próprio. No início era realmente um homem, uma mulher de Deus, mas se deixou corromper e agora age de forma maldosa e desonesta. "Tu eras querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas.” (Ezequiel 28.14)A  nossa função é proteger o povo de Deus, as ovelhas, não permitir que inimigo algum as devores, mas quando nos transformamos neste inimigo, que deveríamos combater, quando somos nós que começamos a comer ovelhas, então não somos pastores , somos lobos.

            "Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, e até que se achou iniqüidade em ti.” (Ezequiel 28.15) Era realmente pastor, realmente pastoreava, até o dia que começou a entender que deveria desfrutar do melhor, que tinha direito ao melhor, pois tinha muito trabalho, pois tinha poder, tinha força. Começou a transformar em comércio a casa do Senhor, a Palavra de Deus, e o merchandagem é a sua lei, o objetivo passa a ser vender CDs, DVDs, shows, recolher ofertas, divulgar o ministério com o único objetivo de encher a igreja e aumentar a oferta, em busca de notoriedade, já não é mais uma igreja e um ministério, mas sim uma empresa. "Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas.” (Ezequiel 28.16) Quando desobedecemos a Palavra não importa se somos ovelhas ou pastores todos de igual modo padeceremos, e, portanto, se não olharmos para traz de onde estávamos e voltarmos correndo ao primeiro amor, a  praticar a verdade com certeza pagaremos.

            "Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.” (Ezequiel 28.17)No início  era usado, muito usado pelo Senhor, mas com o tempo deixou a soberba dominar e pensou que é alguém, que tem poder, permitiu a bajulação, e por isto caiu, digo caiu, pois o mal está vindo sobre ti, já foi decretado, pois a Palavra de Deus não pode ser modificada, as ovelhas são preciosas, foi por ela que Jesus deu a vida, e também na Bíblia mostra um dos poucos momentos que Jesus irou quando fizeram comércio na sua igreja. "Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste e nunca subsistirás.” (Ezequiel 28.18,19)

17/07/2013

As Sete Características do Obreiro Aprovado

Vamos nesta oportunidade meditar em 2 Tm 2: 15
“ Procura apresentar- te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra de verdade “.
O obreiro aprovado é aquele que: em primeiro lugar ama a Deus e a Sua Palavra acima de tudo. Sabe que não é ele; mas Cristo em sua própria vida.
O obreiro aprovado entende que foi escolhido, chamado e eleito pelo próprio Deus, de quem recebe o selo das primícias espirituais quando, pela unção do Espírito Santo e através da autoridade do ministério a qual está subordinado, conscientiza-se de que servir a Deus e batalhar pela defesa do Evangelho; implícita submeter-se, obedecer e fazer não aquilo que pensa ou acha, mas, tudo o que for necessário para a continuação da vitória de Cristo.
O obreiro é um operário qualificado, que trabalha a serviço do Reino de Deus. Esse trabalho é continuo e sem descanso. Ele nunca se despe do “seu uniforme” de trabalho. Seu uniforme é espiritual, logo, sobrepõe à vestimenta terrena.
Seja um policial, professor, motorista, dona de casa ou estudante. Qualquer que seja sua ocupação secular, sempre estará sobre ele seu uniforme de trabalho espiritual. Deste ele não pode se despir jamais.
A qualquer momento, a farda do policial, o giz do professor, o veículo do motorista, os afazeres da dona de casa ou o material didático do estudante poderão ser substituídos pelas ferramentas ou armas usadas pelo obreiro. Nesse momento, o cidadão comum se torna o soldado da resistência. Apto e disposto a combater o bom combate.
No entanto, existem alguns aspectos que são necessários e fundamentais, a serem observados e vividos pelo obreiro que deseja realmente ser aprovado e servir fielmente seu Senhor.
Deus enviou JESUS CRISTO para mudar a história do planeta terra e de seus habitantes, a terra nunca mais foi a mesma depois da vinda de CRISTO. JESUS partiu para os céus, mas o ESPÍRITO SANTO ficou na terra na vida dos servos de DEUS.
Estes servos de DEUS são aqueles que confiaram em JESUS e se arrependeram de seus pecados, reconhecendo JESUS CRISTO como seu SENHOR E SALVADOR.
A OBRA DE DEUS iniciada no VELHO TESTAMENTO por DEUS através de seus servos JUDEUS continua através dos SERVOS DE DEUS de todas as nações. O trabalho a ser realizado por estas pessoas é a OBRA DE DEUS e as pessoas que a realizam são os OBREIROS.
Neste artigo, vejamos o que Deus tem a nos dizer sobre a tarefa que os servos de DEUS devem realizar para DEUS.
PROCURA APRESENTAR- TE A DEUS APROVADO
Como obreiro de DEUS PROCURAMOS muitas coisas. Procuramos estudar, procuramos orar, procuramos nos santificar, procuramos servir as pessoas, procuramos freqüentar os cultos, procuramos dizimar, ofertar, procuramos crescer como obreiro.
Tudo isto é importante, mas existe algo mais importante que devemos fazer, devemos PROCURAR nos APRESENTAR A DEUS. É neste detalhe que muitos falham, muitos obreiros se apresentam a sua igreja, a sua denominação, ao seu pastor, ao seu bispo, aos congregados que ele serve, mas as vezes se esquece de se APRESENTAR A DEUS. DEUS é o SENHOR de sua própria obra, ELE é o responsável pela divisão de tarefas de sua obra, é a ELE a quem devemos prestar contas de nossos trabalhos.
O OBREIRO de DEUS deve conversar com DEUS todos os dias, esta comunhão diária proporcionará o aperfeiçoamento do servo de DEUS. Existem “ obreiros “ que não oram, que quase não estudam a bíblia, não se apresentam a Deus, como pode esta pessoa ser bem sucedida na obra de DEUS, que se caracteriza pelas lutas espirituais com as forças do mal?
Paulo diz que o OBREIRO deve se apresentar a DEUS , mas diz também de que maneira este obreiro deve se apresentar a DEUS.
O obreiro deve se apresentar a DEUS APROVADO. O que isto significa? significa que temos que ter a aprovação de DEUS e da Bíblia para o que fazemos. Um obreiro de DEUS deve ser PACIFICADOR e não guerreador.
A luta do obreiro é contras as forças do mal e não contra pessoas. Como obreiros de DEUS temos que respeitar a religião das outras pessoas, pois só podemos apresentar JESUS para as pessoas, provando que o AMOR DE DEUS habita em nós, e o AMOR de DEUS vem acompanhado de RESPEITO a liberdade das pessoas.
Tem obreiro que gasta tempo em sermão em vídeo, áudio e até em livro , brigando com outros obreiros e brigando com outros religiosos. O povo de DEUS é o povo que representa DEUS , se dissemos que andamos com DEUS , as pessoas esperam ver as virtudes e o caráter de DEUS em nossas atitudes e relacionamentos.
O obreiro para ser APROVADO tem que passar nos testes do ministério. Quando eu quis ser advogado, eu tive que passar no teste do vestibular, depois tive que passar em muitos testes e provas de inúmeras matérias durante 5 anos de bacharelado, depois tive que passar no teste de 1 ano de estágio, depois tive que passar no teste do fórum , enfrentando juízes e funcionários do fórum, depois fiz pós- graduação, tive que enfrentar mais provas e testes durante um ano. Na vida espiritual é assim também, nada vem de graça, DEUS prova as pessoas que chama as provas de fogo constantemente estão diante de nós.
Algumas pessoas se apresentarão em nosso caminho para nos atrapalhar, para nos difamar, para tentar nos parar, mas temos que nos lembrar que fomos chamados por DEUS e portanto temos que nos apresentar somente a DEUS.
COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DO QUE SE ENVERGONHAR...
Temos muitos motivos para nos orgulhar como obreiro de DEUS . Fomos criados por DEUS, fomos sustentados durante toda a nossa vida por DEUS , fomos salvos por JESUS, o Espírito Santo habita em nosso coração, os ANJOS DE DEUS nos protegem todos os dias, fazemos parte da mesma comunidade que Abraão, Jacó, Elias , Davi, Pedro , Paulo, Débora e de outros servos de DEUS do passado e do presente. Hoje pertencemos a igreja de nossa geração, portanto pertencemos a um grupo de pessoas salvas por JESUS espalhadas em toda a terra, portanto não estamos sós na tarefa que realizamos, temos muitos motivos para nos orgulhar.
Um obreiro de DEUS não deveria ter do que se envergonhar, mas não é isto o que acontece na prática, nós os verdadeiros e sérios obreiros nos envergonhamos de muitas coisas.
Eu me envergonho de ver pregadores COBRANDO e cobrando alto para pregar o que receberam de graça de JESUS, eu me envergonho de ver obreiros brigando com outros obreiros por causa de dinheiro, de membros, de região geográfica, eu me envergonho de ver obreiros que deveriam agir com transparência, usarem o dinheiro sagrado de dízimos e ofertas que o povo de DEUS dá para a obra de DEUS, para uso próprio, comprando mansões, viajando de primeira classe para pregar e comprando até jatinhos de milhões de dólares.
Eu me envergonho de ver tantos obreiros se separando de suas esposas e família, namorando com suas secretárias , assistentes e membros da congregação, e continuam a “ ministrar “ como se nada tivesse acontecido.
Eu me envergonho de ver “ obreiros “ que não conhecem a bíblia e seus personagens, e querem ensinar alguma coisa espiritual ao povo de DEUS. Eu me envergonho de ver gente se rebelando nas igrejas sérias e abrindo milhares de “ igrejas “ com nomes estranho e que causam vergonha aos que seriamente servem a DEUS.
Eu me envergonho de ver no ministério musical das igrejas verdadeiros “ PARAQUEDISTAS ESPIRITUAIS “ gente que nunca pertenceu a igreja, que não faz mais sucesso em suas carreiras, e por saber que o Brasil tem pelo menos 50 milhões de evangélicos, se infiltram nas igrejas, vendendo cds, dvs e outras “ cositas mais “.
Eu me envergonho de ver na época de eleições os púlpitos das igrejas serem usados por oportunistas que só querem o voto e nada tem com DEUS e sua obra. Púlpito é lugar de pregador da palavra de DEUS.
Não tenho tempo para enumerar tudo o que me ENVERGONHA na igreja hoje, mas como eu me preocupo em AMAR E SERVIR a DEUS , eu não me envergonho de ser um servo de DEUS , de ser Cristão, de ser evangélico, de ser crente. Tenho orgulho de pertencer a um grupo vencedor como este, me orgulho de abrir a bíblia e poder entender suas lições, me orgulho de dobrar meu joelho diante daquele que me criou e me salvou, me orgulho de ser um cidadão dos céus.
QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE...
A Palavra tem poder, ninguém duvida. Podemos falar e estimular uma pessoa ou podemos dizer algo que desanime uma pessoa. A palavra é expressão do pensamento, mas nem tudo o que pensamos devemos dizer. Devemos selecionar cuidadosamente cada palavra que dizemos, pois senão corremos o risco de criar muitos problemas para nós e para as pessoas ao nosso redor. Pior do que dizer uma palavra mal selecionada é dizer MENTIRAS.
A mentira não existe, é uma criação da pessoa, por isto em alguns tribunais jurídicos, para forçar uma pessoa a dizer a verdade, a pessoa deve falar com a mão sobre a bíblia, a pergunta é : “ VOCE PROMETE DIZER A VERDADE, SOMENTE A VERDADE , NADA MAIS DO QUE A VERDADE ? “. Hoje existem detectores de mentiras, para saber se o que a pessoa está dizendo é a verdade.
O obreiro de DEUS é o detentor da verdade. Ele prega sobre o que DEUS é e o que ELE promete para as pessoas, DEUS nunca mente, tudo o que ELE diz é a verdade, o diabo é o PAI DA MENTIRA , portanto não podemos acreditar nele, a verdade não faz parte dele.
É por isto que o obreiro de DEUS deve usar a bíblia como base, o servo de DEUS nunca pode mentir, ele deve manejar bem a PALAVRA DA VERDADE.
A PALAVRA DA VERDADE É a Bíblia sagrada, o obreiro de DEUS deve dominar a bíblia de gênesis a apocalipse, deve conhecer todos os seus personagens, deve conhecer as doutrinas e princípios. Um obreiro de DEUS deve ser transparente em tudo o que faz, como líder deve ser VERDADEIRO na administração financeira da igreja.
Se um agente público dever ter alto grau de honestidade, um servidor de DEUS não pode ser menos avaliado. O obreiro de DEUS deve sempre dizer a VERDADE, PREGAR A VERDADE, VIVER A VERDADE e espalhar a verdade, a verdade sempre prevalece, a mentira tem pernas curtas e logo é descoberta.
I. O OBREIRO DEVE AGIR COMO SOLDADO, ATLETA E LAVRADOR
O contexto do que vamos avaliar aqui é o do:
A. SOLDADO DE CRISTO, dos versos 1 a 4, Paulo fala que o SERVO, E OBREIRO DE DEUS , TAMBÉM é soldado, ou seja para servir a DEUS é preciso se preparar da mesma forma que um soldado vai para a guerra, sabendo que vai encontrar um inimigo preparado, é preciso estar alerta e preparado para ser vitorioso.
Dos versos 5 a 9, Paulo diz que o OBREIRO , tem que ser DISCIPLINADO, e dá como exemplo o ATLETA E LAVRADOR.
Todo atleta precisa ser disciplinado para vencer. Disciplina, significa diariamente exercitar para aprimorar a técnica e manter a forma. O servo de DEUS como atleta deve orar, e praticar com as pessoas diariamente, tudo o que tem aprendido de DEUS.
O LAVRADOR precisa conhecer do tempo, da terra, da semente, da semeadura e colheita. O servo de DEUS LAVRADOR , ao plantar oração, adoração, serviço aos pobres e necessitados, certamente vai colher vidas salvas, libertas e felizes para o reino de DEUS.
Dos versos 11 a 13, Paulo fala que o OBREIRO DE DEUS tem que CONFIAR em DEUS. JESUS morreu e os servos de DEUS morreram com ELE, JESUS ressuscitou, os servos de DEUS vivem com JESUS também.
Quem persevera reinará, quem negar JESUS será negado por ELE, Quem for INFIEL, terá a garantia que JESUS continuará FIEL, JESUS continuará fiel, pois este é um atributo inerente ao próprio JESUS , se ELE deixasse de ser fiel acabaria negando a ELE mesmo. Devemos sempre ser fiel a DEUS e as pessoas, mas se falharmos JESUS continuará sendo fiel.
II. DÁ TESTEMUNHO SOLENE A TODOS PERANTE DEUS, PARA QUE EVITEM CONTENDAS DE PALAVRAS, QUE PARA NADA APROVEITAM, EXCETO PARA A SUBVERSÃO DOS OUVINTES ( v. 14)
O obreiro de DEUS deve entender que a pessoa a quem ele deve prestar contas é DEUS, é verdade que o obreiro serve a igreja, ao pastor, ao ministério, mas quem chamou o obreiro para servir a igreja foi DEUS , portanto tudo o que o obreiro fizer, deve fazer com o objetivo de agradar a DEUS. Paulo diz que o obreiro deve dar testemunho a todos ( PERANTE DEUS ).
Uma qualidade do OBREIRO DE DEUS é que ele deve usar sua capacidade de falar, para PREGAR O EVANGELHO, para ORAR pelos aflitos, para UNIR os outros OBREIROS espalhados na terra.
Um obreiro nunca deve ser elemento de CONTENDAS, nunca deve usar a PALAVRA para contender. É verdade que a obra de DEUS espalha -se sobre a terra em várias denominações, ministérios , e cada um destes grupos tem opiniões diversificadas sobre vários temas, por exemplo os PENTECOSTAIS acreditam que para um crente chegar ao crescimento espiritual máximo , ele deve ser “ BATIZADO COM O ESPÍRITO SANTO e falar em línguas. Os que se consideram TRADICIONAIS não enfatizam os dons espirituais, mas a comunhão com DEUS e o serviço ao necessitado.
Mesmo pensando diferente em alguns temas, o Povo de DEUS vai concordar nos temas principais, como por exemplo , todos concordam que JESUS é o filho de DEUS e SENHOR DA IGREJA , todos concordam que Maria não é intermediária entre os homens e DEUS , mas uma serva de DEUS que cumpriu uma missão especial, a de gerar o filho de DEUS e que por ter tido outros filhos deixou de ser virgem, todos concordam que a Bíblia sagrada, de gênesis a apocalipse é a PALAVRA REVELADA DE DEUS que não pode ser nem tirada nem acrescentada.
Todos os cristãos concordam que a igreja são as pessoas salvas por JESUS e que o templo não é a igreja. O templo é o lugar de reunião dos servos de DEUS.
Vimos então que vamos CONCORDAR nos pontos básicos e discordar em temas que não tem relevância, o mais importante para o servo de DEUS é unir-se com os servos de DEUS de todos os grupos e trabalhar para o crescimento da igreja.
III. O OBREIRO AGE COM SABEDORIA E MANSIDÃO
E repele as questões insensatas e absurdas, pois sabes que só engendram contendas. Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender e sim deve ser brando para com todos aptos para instruir, paciente; disciplinando com mansidão os que se opõem na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele, para cumprirem a sua vontade." ( 2 Tm 2.23-26)
Lembre-se do problema dos falsos mestres na igreja de Éfeso. Já estudamos isso anteriormente, que tais mestres ensinavam doutrinas estranhas baseadas em genealogias judaicas e lendas fantásticas, que só desviavam os crentes da verdade.
Havia então um grande risco de Timóteo agir impulsivamente, agir pela carne, afinal os falsos mestres estavam tentando desviar a igreja. Timóteo poderia cair no jogo deles e entrar numa discussão confusa, inútil, que acabaria com certeza em bate-boca, se não acabasse em coisa pior.
Por isso ele deveria ter sabedoria e mansidão. Deveria prezar por uma atitude refletida e não impulsiva ou impensada.
a) Sabedoria para evitar as contendas
Deveria ser sábio para evitar as contendas, pelos seguintes motivos:
• Porque são insensatas – Eram assuntos sobre questões tolas, pois não tinham sentido e distorciam a verdade bíblica;
• Porque são absurdas – Eram assuntos incoerentes e inúteis, porque não edificavam, nem sequer levavam a lugar algum;
• Porque conduzem a brigas – contenda é briga bate-boca, disputa. A igreja, como vimos, deve ser palco da justiça, da fé, do amor e da paz. Mas se há contendas, a igreja vira lugar batalhas, ódio e mágoas, aonde os membros vão se comportar como galos de briga.
Onde acontecem tais coisas a fé se torna medíocre, a igreja fria.
• Porque não é pela força que se convence alguém – não é pela altura da nossa voz que uma pessoa se convence que estava no caminho errado, mas sim por Deus, pelo Espírito Santo (v25,26)
Por essas razoes Timóteo deveria fugir dessas disputas públicas com os falsos mestres.
b) Manso para pastorear a igreja
Mesmo diante de controvérsias, Paulo aconselha que Timóteo tenha uma atitude de mansidão para com a igreja:
• Sendo amável com todos
"Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender e sim deve ser brando para com todos... disciplinando com mansidão os que se opõem," ( 2 Tm 2.24,25)
• Ensinando a verdade bíblica (2 Tm 2.24)
apto para instruir
Na igreja podem existir pessoas com idéias equivocadas. Nada melhor do que o ensino bíblico para mostrar a estas pessoas aquilo que é certo.
• Exercendo a paciência (2 Tm 2.24)
paciente;
Sem dúvida, a paciência é indispensável para o líder. Ainda mais na igreja, onde lidamos com vários tipos de pessoas, com diferentes personalidades.
IV. O OBREIRO É CONVERTIDO
Significa: mudança de direção, mudança, transformação ou adaptação.
É preciso demonstrar conversão em todas as áreas da vida. No modo de pensar, falar, agir. Na fartura ou na escassez.
Na alegria ou na tristeza. Quando honrado ou quando contrariado. Com saúde ou enfermo. No comando ou sendo subordinado. Amando ou sendo desprezado. Em casa ou em público.
A tempo ou a fora de tempo. A verdadeira conversão é visível. Por isso mesmo, tem a capacidade de impressionar (produzir, deixar uma marca, transformar pela luz) as pessoas a nosso redor e o mundo.
V. É SUBMISSO
Significa: ato ou efeito de submeter-se, obediência voluntária, sujeição.
Reconhecendo a autoridade ministerial e espiritual que está sobre sua liderança, e identificando em seu líder espiritual o caráter de Deus, o obreiro não se sente submisso (que está em posição ou lugar inferior, resignado, conformado). Ao contrário, sente-se honrado e privilegiado em poder obedecer.
VI. É OBEDIENTE
Significa: sujeitar-se à vontade de, cumprir ordens, deixar-se conduzir, estar sob uma força ou influência, ceder.
O obreiro aprovado alegra-se em cumprir todas as ordens ou determinações vindas da direção do ministério. Está sempre pronto a servir. Não questiona, não despreza e nem negligencia. Porque confia no seu Deus, sabe que Ele é fiel.
Quando o obreiro examina e entende o real significado desses três aspectos acima citados; significa que tem consciência do seu chamado.
O próprio Senhor Jesus declara: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.” (Jo.15:16).
Saber-se escolhido pelo próprio Senhor Jesus, leva o obreiro a desejar conhecê-lo mais intimamente, desejando ser como Ele é. “Sede, pois imitadores de Deus, como a filhos amados;” (Ef.5:1).
Para sermos igual a alguém naquilo que essa pessoa em de melhor, precisamos conhecê-lo. Para sermos imitadores então, precisamos conhecer intimamente, em detalhes; não deixando que nada passe despercebido.
É necessário neste caso, estar no mesmo espírito. Como nossos irmãos da Igreja primitiva. “Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum” (At 2.44).
A visão do obreiro aprovado é de crescimento do ministério. O ide pregado pelo Senhor Jesus, refere-se a sua Igreja estabelecida nos quatro cantos da terra.
Somos comparados a árvore que dá frutos. Vistos por Deus como seu povo no Egito: “... os filhos de Israel frutificaram, e aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles.” (Ex 1:7).
É preciso estar solidamente firmado e estruturado espiritualmente para ser visto e reconhecido por Deus como um verdadeiro obreiro.
Fincar raízes espirituais implica uma vida de oração; como nos ensina Paulo: “Perseverai em oração, velando nela com ação de graças; .” (Cl 4:2)
A vida de oração, leva a vigilância, que leva a resultados materializados em bênçãos. A vida de oração, não permite que sejamos enganados ou pegos de surpresa. A vida de oração, leva o obreiro a consagração; conforme determinado pelo Senhor Deus: “Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso Deus.
E guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu sou o Senhor que vos santifica.” (Lv 20:7,8)
Aqueles que desejam e sinceramente se esforçam em consagrar-se a Deus, são galardoados com o conhecimento da verdade.
Esse conhecimento significa: entre outra coisa; libertação e prosperidade: “Porque em tudo fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento.” (1 Co 1:5)
Como na parábola dos talentos (Mt 25:14a), tudo o que recebemos da parte do Senhor, nos é dado para que venhamos multiplicar.
Assim sendo, em relação ao conhecimento da palavra, precisamos fazê-la prosperar em nossas vidas através das nossas próprias experiências. Se recebermos o conhecimento da palavra e não tivermos experiências com ela, se a palavra não for manifestada através da nossa vida (no dia-a-dia); então, seremos como aquele que enterrou o talento que lhe foi confiado.
Viver a palavra em toda sua excelência e plenitude tem o poder de nos lavar de todas as imundícias espirituais e carnais. Por que, por essa palavra também somos sarados: “De todas as suas transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela sua justiça que praticou, viverá.” (Ez 18.22)
Certo estrategista militar certa vez declarou: a melhor defesa é o ataque.
Para o obreiro que tem visão espiritual, sabedor que todos os dias são dias de batalha, atuar na defesa do evangelho para ele é como beber água, comer, dormir; disso depende sua própria vida. Ele sabe que se defender; significa estar sendo atacado.
Sabe que o combate nem sempre se trava no campo de batalha. Sabe que algumas vezes, se luta também na retaguarda. Sabe que nem sempre se usam as armas convencionais.
Conhece que as calúnias, traições e afrontas também fazem parte do arsenal bélico usado pelo nosso adversário. O apóstolo Paulo, sofreu esse tipo de ataque: “Temos achado que este homem é uma peste e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo, e o principal defensor da seita dos nazarenos;...” (At 24)
Por isso, é necessário ter certeza absoluta e firme convicção quanto a causa pela qual se está lutando. A dúvida leva ao medo, que leva a covardia, que leva a perseguição, que leva a fraqueza, que leva a fuga, que leva a derrota, que leva a escravidão.
Estar no campo de batalha, gera desconforto, privações, sofrimentos e experiências desagradáveis. Tudo isso só será superado se acreditarmos na causa pela qual estamos lutando. se por ela decidimos dar nossa própria vida.
Neste caso, ainda uma vez recorremos ao apóstolo Paulo; para confirmação da nossa fé: “... por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia.” (2Tm 1:12)
Para se crer inabalavelmente na palavra de Deus; que nos leva a ter fé; é necessário ter visão espiritual. Somente com os olhos da fé, podemos enxergar o que não pode ser visto com nossos olhos carnais. Mas não basta apenas ter visão ou revelação espiritual.
É necessário estar em íntima e santa comunhão com Deus; para que aquilo que nos for dado; sejam visões, sejam revelações, profecias ou ensinamentos, venhamos revelar-las aos homens.
Entre os anos de 740/710 AC, um homem de Deus; o Profeta Miquéias recebeu e nos revelou uma das mais lindas promessas feita por Deus a humanidade: “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” (Mq 5:2)
De tudo o que aprendemos até agora, e com toda importância que possa ter e significar em nossa vida espiritual; valor ou proveito algum terá se o Senhor Deus não receber de nossa parte como oferta (aproximação) de sacrifício e renúncia.
O valor do obreiro aprovado, está em desistir de algo que o agrada ou convém; voluntariamente. Renegar, rejeitar o que está em nós ou no mundo, por amor a Cristo. Dispor-se a desistir de sonhos, projetos, renegar costumes, vontades, tradições. Rejeitar o cômodo, o certo, o vantajoso.
Recomeçar fundamentado naquilo que não se vê; mas se crê. Seguindo os passos do Mestre quando Ele diz: “E, chamando a si a multidão, com os seu discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.” (Mc 8:34)
VII. O obreiro aprovado é ético.
O significado de ética: Ética é o estudo da moralidade. Consiste da analise da natureza da vida humana, como os padrões do "certo" e "errado”, pelos quais a conduta possa ser guiada.
A palavra Ética é originada do grego ethos: modo de ser, caráter. Através do latim mos (ou no plural mores) costumes; de onde se derivou a palavra moral. Em Filosofia, Ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade, e seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo.
Contudo a ética de Deus é diferente dos homens, pois Deus não precisa de padrões éticos e morais a seguir. A ética humana muitas vezes confunde o certo e o errado a luz e as trevas, o doce com o amargo, o moral e o imoral. Este tipo de padrão ético muitas vezes é diabólico, pois promove ou defende ações que vão contra a palavra de Deus. Infelizmente muitas igrejas estão vivendo tais padrões éticos e morais.
Este trabalho visa o aprimoramento de todos nós que temos a tarefa de ministrar a palavra do Senhor no altar. De quem deseja fazer a obra com ousadia e conhecimento, a fim de agradar aquele que nos chamou para esta boa obra.
Quando nós obreiros estamos pregando a palavra do Senhor devemos tomar alguns cuidados. Detalhes que devem ser levados a sério e com certeza são a diferença entre a boa e má pregação. Tais como:
1 - Oração: É o caminho da unção divina. Uma vida de constante oração é dever daquele que aceita o chamado para a obra de Deus. Aceite isso com o coração aberto, orar antes da pregação ou no momento de tribulação não é o bastante para o obreiro que deseja ser aprovado.
2 – Administração do tempo: O pregador deve administrar o tempo enquanto ministra a palavra de Deus. É necessário valorizar o tempo e não gastá-lo com: saudações, louvores e orações prolongadas.
3- Cuidado com as ilustrações: Usar outras histórias de exemplo é bom, entretanto devem ser pertinentes ao assunto, e o foco deve ser a palavra de Deus (a Bíblia) e não a outra história contada.
4 – Não desabafar: Cuidado o altar é lugar de adoração. O pregador deve edificar a igreja com a palavra de Deus; e nunca usá-la para seu próprio interesse e jamais para resolver problemas pessoais.
5 – Utilizar palavras simples: Não adianta estudar muito e utilizar expressões que não serão compreendidas pela igreja, ou seja, não adianta estudar demais e a igreja não compreender o que foi dito. Neste caso a pregação foi inútil.
6 – Microfone:
- Não precisa gritar, fale normalmente que o equipamento de som faz o resto; se a igreja não te ouve a culpa não é sua, é de quem manipula o equipamento de som.
- Não aperte: O microfone não vai fugir, apenas segure firme o bastante para não cair no chão.
- Não bata: Para testar o microfone fale nele, bater irá danificá-lo. Pode não parecer, mas é um equipamento sensível.
7 – Outros fatores gerais:
- Tranqüilidade: um pregador nervoso pode pregar a mensagem errada.
- Sensibilidade: um pregador sensível tem melhor compreensão da palavra e do momento que a igreja vive.
- Equilíbrio: o pregador deve se sereno diante da igreja. Demonstrar alegria, raiva ou tristeza pode colocá-lo em descrédito. A mensagem deve tocar a igreja e não o pregador.
Em outras palavras: O palhaço do circo não ri da própria piada, pois o objetivo é que platéia se divirta e não o artista. Talvez a comparação seja fora do contexto igreja, mas o sentido é o mesmo.
Que nós obreiros a cima de tudo sejamos cheio de toda a plenitude de Deus e que tenhamos em nossa vida humildade para fazer a obra de Deus todos os dias de nossa vida. Para ganharmos muitas almas par o reino de Deus (1 Co 1: 10; Ef 3: 20).
Assim Cristo vai habitar em nosso viver, agir e sentir. Quando os homens chegaram para João Batista e falaram que Jesus estava batizando no Jordão esses homens esperavam que João ficasse bravo.
Mas João Batista nos ensinou uma grande lição. “Importa que ele cresça e eu diminua mais e mais” (Jo 3:30). Todos os obreiros sejam unidos na obra de deus (Ef 4:11).Deus deu um cargo conforme a capacidade de cada um, para fazer a obra de Deus.

16/07/2013

ESTAMOS PASTOREANDO BODES OU OUVELHAS?


Estamos em pleno século 21, a onde tudo tem mudado deste da era, mas remota que vivia nossos pais; maresia de vida, fazenda ou campo, Até entrarmos na era da pós-modernidade, que temos praticamente tudo que queremos de maneira pratica, rápida e quase perfeita, ou politicamente correta.
Mas podemos pensar Que igreja desta era, não tematizou o futuro, não teve a visão Paulina, não viajou no tempo, não acompanhou a missiologia, de tempos modernos, com a linguagem apropriada, Na disseminação do evangelho Cristo-cêntrico.  Por falta de pastores realmente comprometidos com a verdade e por falta de conhecimento das escrituras, interpretação textual, estudo com pesquisas e orações. Fazem de seus púlpitos um campo de batalha, seus esboços uma metralhadora cheias  de artificieis mas, de ódio revanchismos, ciúmes.
Entre outros este mesmos fabricadores  de capas de bíblias, Coloca a igreja  em estado de alerta, O crescimento numérico  em detrimento da qualidade é uma delas. Hoje pastores chamados; grandes alimentadores de bode.
Tem sido o grupo de pastores que estão em suas garagens chamadas igrejas, que infelizmente estão crescendo  no Brasil é a que prioriza a dimensão material da vida, que promete dinheiro, saúde ,felicidade as pessoas .E os resultados são os piores, muito desastrosos.
A falta de estrutura ou básico da teologia levam os assoviados e não vocacionados, a ruina de um povo, que muitas vezes bem intencionados. Mas em mãos erradas.
Muitos que se dizem ministros não releva a teologia como base  de estudo, ou atalho para o pleno exercício  de sua função na obra do Senhor .
Para pastorear, trabalhar  no campo missionário, é algo de  profundidade e maravilhamento para nossa fé.
Alguns deles (Pastores) Há que pense  que a teologia é irrelevante á comunidade de fé,doravante.Alguns que simplesmente dão as costas a tal importante  passa do seu ministérios.
O Fato que estes que estão despreparados para tal importante obra, e quando vem os vendavais de coisas que sorrateiramente entra no seio da igreja para descaminhar o culto. E ordem ética, e teológica da igreja, são casa  na areia, sem firmeza ,fundamentação ,sem autoridade vindo do alto céus.
Não há solida capacitação teológica para enfrentar o capricho humano, não tem respostas concretas e coerentes  aos numerosos questionamentos que seu eixo contextual esta fazendo na pós –modernidade, na verdade precisa de identidade e de  base para nortear sua reflexão e sua ação, ou certamente fracassará em sua missão.
Quero que os senhores pesem comigo a teologia na vida do ministro será útil à igreja porque a comunidade de fé e é de importância e utilidade primaria em suas vidas. Porque muitas delas reconhecem, ou melhor, reconheceu e confessou Jesus com seu Senhor e salvador.
Mas para este tempo infelizmente grassa no meio do povo de Deus o descompasso de muitos ministros que entre crença e pratica. Há aqueles que prometem e não cumpre, fala e não faz, assina contrato e não honra, Há muitos que até tem pensamento bíblico-teológico legitimo e cuja pratica porem, é equivocada. Certamente esse é o longevo e destrutivo problema, responsável por parte de muitos cristãos - conhecer e não praticar. Há muito tempo já se tem percebido que existem ministros com credo ortodoxo e com ética mesquinha; sua teologia está em descompasso com á pratica.
E há o outro extremo, também preocupante: Pastores  que não pratica com precisão a Bíblia  por não conhece-la corretamente. Zelo desprovido de entendimento, não é novidade na religião judaico-cristã. John Stott afirma que Paulo escreveu a alguns pastores a cerca dos judeus não crentes de seu tempo poderia ser dito com respeito a alguns Pastores de hoje que tem  verdadeiro chmado:Porque lhes dou testemunhos de que eles tem zelo por Deus, porém não com entendimento(Rm 10:2) cito muitos tem zelo sem conhecimento, entusiasmo sem esclarecimento, ainda cito uma afirmação do Dr.John Mackay: A entrega sem reflexão é fanatismo em ação, más a reflexão sem entrega é a paralisia de toda ação.
Realmente o que nos leva a receber tanta gente em nossas igrejas, loucas pelo evangelho, são aqueles ministros sem visão do trono. Que aceita tudo e todos, que não realizam em suas mensagens apelos mudança de vida, sua mensagem são como bode comendo um alimento sem real produto de alimento, que é a palavra solida d e Salvação.
Conversões falsas é um problema grave são fabricadores de salvação em vitro, deixa vir Amanhã cuidaremos. Um pastor evangélico advertiu.
Mark Dever, pastor sênior da Igreja Batista Capitol Hill em Washington, DC, disse a cerca de 8.000 ministros terça-feira no conjunto para a conferência do Evangelho que ele teme existem milhares, se não milhões, de pessoas nas igrejas que não estão verdadeiramente convertidos.
“Meus colegas pastores, pode ser que muitos de nossos ouvintes a cada semana não são salvas, mesmo muitos dos nossos membros? ”
O problema não é apenas “hipócrita ocasional perdido no pecado sem arrependimento”, mas a “sistemas que parecem produzir falsos convertidos – e não apenas um homem, mas congregações inteiras” lamentou.
Enquanto alguns podem escovar o problema como algo inevitável e que os pastores não deve se preocupar muito mais, Dever procurou sublinhar como falsas conversões poderia ofuscar a luz da igreja.
Mais importante ainda, “falsas conversões obscurecer o plano de Deus” – que ele descreveu como Deus está fazendo todas as coisas para a glória do Seu nome.
O pregador batista do sul descrito falsos convertidos como aquele indistinguível do mundo e que não guardam certas verdades bíblicas.
A grande fonte do problema, ele nomeou, é falsos mestres, e que inclui “saúde e riqueza” pregadores.
“Nós precisamos saber que podemos ensinar as coisas erradas com resultados desastrosos”, disse ele, observando que o Novo Testamento tem “muitos” avisos sobre os falsos mestres.
Dever listou cinco verdades que são frequentemente distorcidas e atacou: o juízo de Deus está chegando, devemos ser julgados por Deus, nossa única esperança está em Cristo, não vemos a plenitude da nossa salvação nesta vida, e podemos enganar a nós mesmos e outros sobre a nossa relação com Deus.
Por não ensinar essas verdades claramente, as igrejas ficam cheias com aqueles que não fazer “prova o fruto do Espírito” ou que não estão verdadeiramente nascido de novo.
“Temos de ser claro... que, porque Deus é bom e nós não somos nós merecemos o julgamento de Deus”, enfatizou. “Quantas igrejas parecem minimizar, se não negam, a depravação humana natural e perdição?”
Ele também alertou que, sem o ensino claro de Jesus Cristo como o único caminho para salvação, “você pode fazer conversões ao fatalismo ou a uma sociedade ética como tantas de nossas igrejas protestantes tornaram-se mas não se pode ter uma igreja verdadeiramente cristã”.
Mas não é apenas uma doutrina que os pastores e crentes precisam acertar, Dever apontou. A forma como uma vida cristã é também tão importante.
“Vida errada”, disse ele, “pode ser tão condenável como o ensino errado.”
“Cuidado com a doutrina e a vida de perto”, afirmou ele, citando o apóstolo Paulo em 1 Timóteo 4.

15/07/2013

Anatomia do Fofoqueiro e as consequências na Igreja

2Tm.2.17,18 - "..Além disso a linguagem deles corrói como câncer, entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. Estes se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo a fé de alguem..."Satanás usa aFOFOCA para que o pecado da rebeldia entre no coração
do "crente". Depois de consumado na mente, o suposto crente,começa a abrir a sua boca contra tudo e conta a todos, usando como maledicência,a mentira,enganação,manipulação,as heresias e toda sorte de maldades arquitetadas no inferno,transformando a boca do "crente"
em uma fonte de água podre jorrando da garganta do Diabo. Desta forma o espírito do ANTiCRISTO é evidenciado e se cumpre o que está escrito em (1 jo.2.18   e 19).
18. Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora.
19. Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos.
As 7 características do fofoqueiro.
1- Tem um olhar invejoso:Usa deste olhar para destruir com palavras malígnas os talentos que Deus levanta na Igreja.
2- Guarda a rebeldia dentro do seu coração:Tornando-se inimigo da Cruz de Cristo e dando ibope a as coisa do demonho.
3- Usa de palavras doces para convencer e destruir:(Pv.18.8).."As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre"..
4- Alimenta-se de mentiras: É surdo espiritual. Ouve o mundo,mas não ouve a verdade.
5- Suas palavras alimentam os deformados: Destrói os imaturos na fé e  alimenta aqueles que lhe dar crédito e não ler a Bíblia.
6- Normalmente tem pecados ocultos: É um traço na vida do fofoqueiro.Sempre usa do que fala.
7- São covardes:Sempre falam as escondidas. Quando acossados pela verdade, fogem e usam a famosa expressão:"ouvi dizermas não sei que foi".Não prova nada. São apenas instrumento do diabo, razão pela qual o apóstolo Paulo orientou a Igreja de Coríntios que deveria entrega-los a Satanás.

As 7 consequência da fofoca.
1- Traz mágoas, destrói lares,destrói corações.
2- Traz contendas no mei do corpo de Cristo.
3- Traz divisões no meio do corpo de Cristo.
4- Traz inimizades no meio do corpo de cristo.
5- Traz paralisia nas atividades da Igreja.
6- Traz retrocesso no meio dos louvores e cânticos.
7- traz frieza e depois morte espiritual.
Está chegando ao fim desta batalha espiritual,todas as professias já
se cupriram, o anticristo já está reinabdo, a cegueira espiritual
está muito grande, a iniquidade já se multiplicou o amor já esfriou.
Jesus está de pé e os anjos estão com as trombetas em punho à boca
para soar. Eu digo ORA VEM SENHOR JESUS.!!!

14/07/2013

COMO IDENTIFICAR UM FARISEU

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I.       SÃO FRACOS NA FÉ

Os cristãos em Roma tinham dificuldades de distinguir o certo do errado, então Paulo os escreve dizendo:

“Acolhei ao servo que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. 2 Um crê que tudo pode comer, mas o débil come legumes. 3 Quem come não despreze o que come; e o que não come não julgue o que come, porque Deus acolheu. 4 Quem és tu que julgas o servo alheio? 5 Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. 6 Que distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come porque a Deus, porque dá graça a Deus; e quem não come e dá graças a Deus. 10 Tu, porém, porque julgas teu irmão? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus. 15 Se, por causa de comida, o teu irmão se entristece, já não andas segundo o amor fraternal. Por causa da tua comida, não faças perecer aquele a favor de quem Cristo morreu” (Rm 14.1-6, 10, 15, 20).

Uma das características marcantes do ensino de Paulo é que ele sempre relaciona doutrina e dever, fé e conduta. No texto decorrente ele não apresenta aos seus leitores uma ética pessoal ou individual, mas estabelecer uma nova comunidade que Cristo estabeleceu com Sua morte e ressurreição.

Paulo acreditava que estes irmãos poderiam ser ascetas, irmão que teriam vindo do paganismo. Tal ascetismo poderia explicar a razão por que os fracos se abstinham da carne. Outra possibilidade é que os fracos seriam os legalistas, irmãos judeus (essênios), convertidos ao cristianismo.

Certos crentes de Roma estavam divididos entre si, no tocante a uma questão importante: alguns estavam resolvidos a comer somente legumes, ao passo que outros comiam, além de legumes, todos os demais alimentos, inclusive carne. Em função disto, Paulo dirige-se a ambos com palavras sábias e precisas a respeito de um assunto que os dividia – a ingestão de certos alimentos tidos como imundos. Paulo declara que o ato de comer, em si, não é problema moral, mas a nossa atitude pessoal sobre o que se come, pode levar ao injusto julgamento de uns com os outros.

[...] Segundo o professor Dunn, as tensões em Roma aconteciam “entre aqueles que se consideravam parte de um movimento essencialmente judaico – e conseqüentemente, viam-se obrigados a observar os costumes característicos e distintivos a um judeu – e aqueles que compartilhavam a compreensão de Paulo sobre um evangelho que transcendia a particularidade judaica”. Outra marca era observância do sábado. Assim o comer alimentos impuros e o violar o sábado encontrava-se no mesmo nível como as duas grandes marcas que denotavam a deslealdade com à aliança. Portanto conclui James Dunn, caracterizar Romanos 14-15 como “uma discução de ‘coisas não-essenciais’.... é perder a centralidade e a natureza crucial da questão da auto-compreensão do cristianismo primitivo”.

Um ponto interessante a ser destacado, no texto em estudo, é a diferença entre vários tipos de crentes na igreja em Roma. Isto significa que há, entre os filhos de Deus, diferentes níveis de conhecimento e de fé. Há os crentes meninos, os maduros, os carnais, os espirituais, os fracos, os fortes etc (Ef 4.14; 1ª Co 3.11; 1ª Co 8.11).

A igreja de Roma enfrentava um conflito entre os cristãos fracos e os fortes (1ª Co 8.7). Os fortes são os que conhecem a Palavra de Deus; os fracos ainda não alcançaram o verdadeiro entendimento das coisas espirituais.

Um crê que pode comer de tudo, pois a liberdade que Cristo lhe proporciona libertou-o de escrúpulos desnecessário com relação á comida; já outro, cuja fé é fraca, come apenas legumes. Isso acontece com certeza, não por ele ser vegetariano por princípios ou questões de saúde, mas porque o único jeito de provar ou garantir que ele nunca come carne impura segundo os ensinamentos que recebera da lei.

Como é que esses cristãos devem considerar um ao outro? Aquele que come de tudo (forte) não deve desprezar o que não come (que, em face de seus escrúpulos, é fraco), e aquele que não come de tudo (o fraco) não deve condenar aquele que come (que é forte em virtude de sua libertação).

Um dos problemas nas igrejas de hoje é: “os crentes fortes não suportam os fracos porque estão errados, e os fracos não suportam os fortes por que acham estar certos”.

É importante esclarecer que a “fraqueza” que Paulo refere não é uma franqueza de vontade de caráter, mas de fé; “débil na fé”, em outra tradução diz “fracos na fé”. Paulo procura mostrar que na igreja existem crentes fortes e crentes fracos.

São crentes vulneráveis, sensíveis, cheio de indecisões e escrúpulos. O que farta ao fraco não é força de vontade, mas liberdade de consciência.

A expressão “fraco na fé”, segundo Paulo, “atesta a falta ou incapacidade de compreender o princípio fundamental da fé e da justificação”, ou seja, a imaturidade. Os fracos na fé consideravam a observância e as abstenções de alimentos e boas obras, seriam necessárias para a salvação. Mas na carta aos Gálatas (1.8-9) Paulo emite um anátema solene contra qualquer um que ouse distorcer dessa forma o evangelho da graça.

Alguns achavam que comer carne era pecado, outros não. No tocante ao que comemos não irá afetar a nossa salvação. Paulo procura mostrar aos romanos que existem irmãos que são débeis na fé, porque ainda não receberam um alimento sólido.

Os reformadores do século XVI chamaram essas coisas de adiaphora, “questões de indiferença”, quer se tratasse de costumes e cerimônias, crenças secundárias que não faziam parte do evangelho ou do credo cristão.

A santidade não é algo visível, mas depende em primeiro lugar da conduta e mudança interior. Não se pode avaliar um irmão pela comida ou pelo vestuário.

[...] Não temos, hoje em dia, a mesma necessidade de discernimento. Não devemos exaltar as coisas não essenciais, essencialmente questões de costumes e rituais, ao nível do essencial, fazendo delas testes de ortodoxia e condição para a comunhão. Tampouco podemos subestimar questões teológicas ou morais fundamentais como se elas não importassem ou fossem apenas culturais. Paulo fazia distinção clara entre essas coisas; e nós deveríamos fazer o mesmo.

Quando o homem aceita a Cristo, sente imediatamente a necessidade de crescer no conhecimento da fé que abraçou e de desenvolver-se na salvação conforme nos ordena a Bíblia (Hb 5.11-14). Muitos infelizmente negligenciam a busca pelo crescimento espiritual. E a falta de conhecimento suscita uma infinidade de barreiras que acabam por comprometer o seu crescimento espiritual. O problema crucial é quando estas pessoas conseguem um lugar de destaque na igreja.

O cristão deve agir de acordo com sua própria consciência, que deve estar alinhada com a Palavra e iluminada pelo Espírito Santo.

Paulo não está tentando dissimular ou disfarçar aquilo que esses irmão e irmãs são. Eles são fracos na fé, imaturos, incultos e até equivocados. Mas nem por isso devemos ignorá-los, mas ensiná-los com um alimento sólido para que tenham um amadurecimento na fé. Implica o calor e a bondade que marcam o verdadeiro amor. Aquele que recebe alimentação sólida irá crescer e abandonar as tradições seculares.

“Não, porém, para discutir opiniões”. Convém refletirmos o princípio da aceitação sem discutir assuntos controvertidos. No original “diakriseis” pode significar discussões, debates, discórdia ou julgamento; já “dialogismoi” pode referir-se a opiniões, escrúpulos ou conflitos íntimos e ansiosos da consciência.

Paulo chega a deixar transparecer certo sarcasmo quando justapões: “Não destrua o reino de Deus por causa da comida: “Eu sei e estou persuadido, no Senhor Jesus, de que nenhuma coisa é de si mesma impura, salvo para aquele que assim a considera; para esse é impura. O Reino de Deus não é comida e nem bebida, mas justiça, paz, e alegria no Espírito Santo. Não destrua a obra de Deus por causa da comida. Todas as coisas, na verdade, são limpas, mas é mau para o homem o comer com escândalo” (Rm 14.14, 17, 20).

Para Paulo, nada (que não seja colocado na Palavra como pecado) é imundo em si mesmo (cf Mc 7.14-23; Tt 1.15).

A discussão na igreja de Roma nos dias de Paulo era entre os irmãos que ainda estavam apegados na lei de Moisés. Todavia, nos dias de hoje ainda existem igrejas que se apegam as tradições judaicas como doutrina. São “líderes espirituais” que seu estilo ascético de conduzir a igreja demonstra a falta de humildade e, uma falsa sabedoria que por sua vez provoca discórdias no meio da igreja, destruindo assim o reino de Deus.

Paulo diz que a fé vem pela pregação da Palavra ( Rm 10.17) e sem fé é impossível agradar a Deus. A Palavra acrescenta a nossa fé. É por isto que Paulo escreve aos romanos dizendo: “A fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus. Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova” (Rm 14.22).

Tudo que você comer, beber ou vestir, vem de Deus e devemos fazer com ações de graça e para engrandecer Sua glória: “Portanto, quer, comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a Glória de Deus” (1ª Co 10.31).

O que o apóstolo desejava, em outras palavras, é que os cristãos romanos não julgassem uns aos outros por causa dessas coisas, mas se aceitassem mutuamente conforme Cristo ensinara. Cristo nos aceita do modo que somos. Paulo ensina que judeus e gentios devem amar uns aos outros, como também Cristo nos amou (Rm 15.7).

Somos imperfeitos. Se desejarmos, de fato, crescer e alcançar a perfeição exigida pela Palavra de Deus devemos acrescentar diariamente á nossa fé a virtude, e á virtude o conhecimento (2ª Pe 1.5).

Ora, se ainda não chegamos á estatura de varões perfeitos, como poderemos julgar nossos irmãos por causa de coisas insignificantes como acontecia os crentes romanos?

Somos membros de uma família. Como filhos de Deus, devemos cuidar uns dos outros e nos amarmos com amor que nos concede o Pai (1ª Jo 3.1). A Bíblia nos ensina que somos um só corpo: o corpo de Cristo (1ª Co 12.27) que está sendo edificado (Ef 4.12-15). Portanto acima de nossos direitos e desejos está o bem comum, o cuidado dos outros e o crescimento da Igreja do Senhor.

clip_image001II.    FALSOS ENSINOS COM RESPEITO AOS ALIMENTOS

“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que tem cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado. Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido” (1ª Tm 4.1-6).

O verdadeiro cristão dá ênfase às doutrinas de Deus e não as coisas secundárias, com respeito alimentação e vestiário, pois muitas vezes traz mais divisão do que edificação.

“Não vos deixe envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça e não com alimentos, pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam” (Hb 13.9).

Na carta de Tito, porém ele diz: “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes, o seu entendimento e consciência estão contaminados” (Tt 1.10-15).

O cristão idôneo sabe que tudo foi Deus quem o criou. Sendo Deus o Criador, tudo é puro e perfeito desde que comemos com moderação.

“Porque toda criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificada. Propondo estas coisas aos irmãos, será bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido. Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas e exercita-te a ti mesmo em piedade” (1ª Tm 4.4-7. RC).

Realmente os grupos não eram homogêneos; havia certa sobreposição. Somos todos irmãos, e não juízes. Isto não significa, porém, que não podemos julgar as questões surgidas entre nós. Este julgamento, no entanto, tem de ser conduzido conforme o recomendado por: “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça” (Jo 7.24). Aliás, escreve o apóstolo aos Coríntios que os santos hão de julgar os anjos (1ª Co 6.3). Mas que todo julgamento neste mundo deve ser segundo a reta justiça.

“Todos compareceremos perante o tribunal de Deus (Rm 14.10). Portanto, já que Deus é o Juiz e nós estamos entre os julgados, deixemos de julgar uns aos outros, pois assim evitaremos extrema insensatez de tentar usurpar a prerrogativa de Deus e antecipar o dia do juízo.

O objetivo maior de todo o crente deve ser o crescimento do Reino de Deus e a edificação da Igreja. Tudo o que o cristão vier a ser, ou a fazer, deve objetivar o desenvolvimento do corpo de Cristo, nunca para o seu prejuízo. Toda sua conduta deve ser guiada pelo amor aos demais irmãos.

clip_image002III. FALSOS IRMÃOS

“E isto por causa dos falsos irmãos que se entremeteram com o fim de espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus e reduzir-nos à escravidão” (Gl 2.4; outra ref. 2ª Co 11.26).

Paulo chama os tais pregadores de falsos irmãos, pois estavam se intrometendo no meio da igreja para tirar a liberdade daqueles que tinham recebido a Cristo segundo a verdade, para uma vida de servidão humana, isto é, colocar um jugo severo sobre os seus seguidores.

Eram falsos, porque estavam dissolvendo o evangelho da graça num outro evangelho (Gl 1.6). Um evangelho de mistura com as crenças e ritos judaicos.

“Espreitar a nossa liberdade” significa: espionar, observar, indagar, espiar. Paulo aqui refere--se aos fariseus que estavam observando e espionando a vida dos outros, por exemplo: o que você come e o que você veste. Esquece que Jesus mandou primeiro tirar a trave do seu olho e deixar o argueiro do irmão (Mt 7.3). Existem certos crentes que estão sempre espionando os outros para acusarem.

IV. SÃO INSENSATOS

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“Ò insensatos gálatas! Quem vos fascinou para não obedecerdes á verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado? 2. Só queria saber isto de vós: Recebeste o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? 3. Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabais agora pela carne? 4. Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. 5. Aquele, pois, que vos dá o Espírito e que opera maravilhas entre vós o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? 10. Todos aqueles, pois que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las” (Gl 3.1-5, 10).

Para os judaizantes convertidos em Roma, Paulo os chamou de fracos na fé, mas os judaizantes da Galáxia ele chama de falsos irmãos e insensatos (loucos).

O apóstolo Paulo ficou perplexo com a rapidez com que os crentes gálatas haviam se desviado da fé. Eram filhos da fé de Paulo, foram evangelizados e doutrinados pelo apóstolo. Tão depressa se desviaram para seguir a estranhos, e o pior, um evangelho contraditório.

Paulo começa a defesa de seu evangelho relembrando aos gálatas de que sua vida cristã, que teve início com Cristo crucificado e foi certificada pelo Espírito Santo, estava completamente separada da lei. Eles seriam tolos de abandonar o caminho de Deus e tentar alcançar a perfeição por seus próprios esforços.

A Bíblia Viva contém a seguinte leitura deste versículo: “Gálatas insensatos! Quem foi o feiticeiro que os sugestionou e pôs em vocês esse encantamento ruinoso? Em outras palavras: “Vocês enlouqueceram? Quem roubou a sua mente”? Paulo estava fora de si. Quem havia hipnotizado os gálatas antes completamente despertos?clip_image004
“Quem vos fascinou” (v.1). O verbo no original para “fascinar” é baskaino, e só aparece em todo Novo Testamento nesta passagem. Na literatura grega clássica da época tem o sentido de “enfeitiçar”. Os gálatas receberam o Espírito Santo quando creram na mensagem que Paulo pregou, e não pelas obras da lei. Era uma experiência extraordinária do poder transformador de Deus na vida deles. Como agora podiam trocar essa experiência verdadeira cristã por um evangelho espúrio e contrário ao que o apóstolo pregou? Estava agora estupefato com a insensatez (loucura) dos gálatas. Não podia crer que essa gente pudesse ser iludida, como se fosse mentira (Jo 8.44).

Os fariseus são como feiticeiros do mal, desviando os olhos de suas vítimas da cruz para a lei. Entretanto, os gálatas não têm desculpa, pois Paulo lhes deixou bem claro o significado da cruz. Os judeus consideravam Abraão como seu pai e fonte de suas bênçãos espirituais. Eles acreditavam que a simples ascendência física de Abraão os tornava justos. Paulo mostra que Abraão agradou a Deus pela fé e não por realizar obras da lei, uma vez que a lei não existia na época de Abraão. Ele também insiste que os verdadeiros filhos de Abraão, e herdeiros da bênção prometida, são aqueles que vivem pelo princípio da fé. Paulo apresenta as alternativas da fé (v. 11), e da lei (v. 12) como formas de justificação. Entretanto, ao invés de justificar, a lei mal diz (v. 10), pois faz exigências que ninguém pode cumprir.

O legalismo está fundamentado no uso inadequado da lei. Quando abraçamos o legalismo, abrimos a porta para a feitiçaria entrar nas nossas vidas. O legalismo libera uma feitiçaria, um fascínio demoníaco que se manifesta através da manipulação, da dominação e da intimidação, que roubam nossa sensibilidade e bom senso em relação ao Evangelho.

Ao invés de desenvolver uma comunhão entre os irmãos, o legalismo faz com que os líderes ajam com extrema severidade e sem misericórdia. Na igreja a pessoa legalista se irrita por questões insignificantes e amorais, fazendo com que a igreja se distraia do seu real propósito, e assim por diante.

Qual é o fruto do legalismo? Morte. Por isso, produzir fruto é uma questão de relacionamento e não esforço. Na verdade, o farisaísmo destrói o relacionamento e a unidade do corpo.

“Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses. Mas agora, conhecendo a Deus ou, antes, sendo conhecidos de Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós que haja eu trabalhado em vão para convosco” (Gl 4.8-11).

Paulo adverte aos cristãos da Galácia que estavam deixando o evangelho retornando os rudimentos pobres e fracos da lei. Ele declara que: voltar ao legalismo não seria melhor que voltar para a adoração pagã? Deus condena os pagãos como também condenou os fariseus seguidores da lei.

Nenhum crente é salvo por mérito ou porque praticou alguma boa obra ou porque observou algum principio da lei, ou porque segue as tradições humanas de seus líderes. Todos os crentes em Jesus foram justificados, isto é, aceito por Deus, mediante a fé em Jesus (Tt 3.5).

Paulo os chama de “insensatos”, mas no Versículo 10 de “malditos”. Paulo passa a mostrar à luz das Escrituras Sagradas, usadas pelos judaizantes, a maldição dos legalistas. Maldição é o contrário de benção. Todos aqueles, pois que são das obras da lei no verso dez, mostra que a maldição não se restringe apenas aos judaizantes. O Espírito Santo está mostrando que esta maldição é extensiva a todos os que procuram se justificar pelas obras da lei, ou aqueles que usam as tradições obrigatórias e primárias as Escrituras.

“E é evidente que, pela lei, ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora a lei não é fé, mas o homem que fizer estas coisas por elas viverá” (Gl 3.11-12).

O apóstolo apresenta outra realidade que os gálatas deviam conhecer e com ela podiam repudiar os judaizantes. As duas passagens do Antigo Testamento; “O justo viverá da fé” (Hb 2.4), e “o homem que fizer estas coisas por elas viverá” (Lv 18.5), no vv. 11 e 12, mostram a superioridade do evangelho.

Se não tivéssemos a posição firme do apóstolo Paulo, colocando a lei no seu devido lugar e explicando a superioridade do evangelho, o cristianismo, além de não ser religião distinta do judaísmo, não poderia ensinar a verdade da justificação dos pecados pela graça.

V.    SUBMETEM O POVO AOS SEUS COSTUMES

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“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou pelos dias de festas, ou lua nova, ou sábado” (Cl 2.16).

[...] As duas primeiras palavras provavelmente se referem às regras judaicas sobre alimentação do Antigo Testamento, que os colossenses eram pressionados a observar como necessidade para a salvação pelos falsos mestres. E, ainda hoje, existem ministros que se intrometem na alimentação dos irmãos outros usam o sábado, usos e costumes como meio de salvação. São ministros débeis na fé, por falta de maturidade, instrução e conhecimento da Palavra de Deus.

Os falsos mestres, a quem o apóstolo se refere, estavam envolvidos com o legalismo judaico: circuncisão (Cl 2.11), preceitos dietéticos e guardas de dias (Cl 2.16). Há também várias referencias ao gnosticismo (Cl 2.18-23).

O verbo grego paralogizomai, que quer dizer “enganar, seduzir com raciocínios capciosos”, descreve com precisão a perícia dos falsos mestres na exposição de suas heresias. O nosso cuidado deve ser continuo para não nos tornarmos presas desses doutores do engano.

A guarda de dias de festas sagradas, ao lado dos sacrifícios requeridos na lei mosaica foram, com justiça, observados antes da vinda de Cristo. Eram parte do culto e dos sacrifícios na Antiga Aliança, como “sombra das coisas celestiais” (Cl 2.17; Hb 8.5), ou “uma alegoria para o tempo presente” (Hb 9.9), ou ainda “a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas (Hb 10.1), isto é, realidade prefigurada por eles, temo-la em Cristo. Tendo a Cristo, temos tudo o que carecemos. O cristão não precisa, pois, ficar preso a tais ordenanças, que eram sombra, ou tipos de Cristo, o antítipo, ou a realidade trazida à história. A vida do crente em Cristo é liberta de qualquer calendário escravizante, inclusive da guarda dos sábados, que era um concerto especial de Jeová com seu povo (Êx 31.13; Dt 5.12; Ez 20.12). Os cristãos guardam o domingo apenas como dia de descanso semanal. Nesse dia, o primeiro da semana, O Senhor Jesus (que é também o “Senhor do sábado”, Lc 6.5) ressuscitou (Mc 16.1-8). Os cristão primitivos conheciam esse dia como “o dia do Senhor” (Ap 1.10). A própria palavra “domingo” significa “dia do Senhor” [RENOVATO. Lições bíblicas – 3º Trimestre 2004].

1. Cristo é o árbitro do nosso coração. Paulo ao escrever sua carta aos romanos diz que somos justificados mediante a fé e temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 5.1). Quando você é salvo lavado no sangue e justificado, passa a estar em paz com Deus. A paz de Deus provém de caminhar em obediência à vontade de Deus, pois Ele é o nosso arbitro: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sedes agradecidos” (Cl 3.15). “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fl 4.7).

É o Espírito Santo que é o nosso árbitro, pois é Ele quem fala em nossos corações. Nem Jesus como homem julgou a humanidade, mas disse: “Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo. Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia” (Jo 12.47-48).

2. . Palavra é o Seu Árbitro

Guardar é a palavra chave e significa: “Agir como árbitro”. A paz de Deus que excede todo entendimento agirá como árbitro.

A finalidade do árbitro é a de declarar as condições do jogo. Assim sendo, a paz de Deus deve agir como árbitro para dizer-nos se estamos certos ou errados. Quando a paz de Deus o deixa, é hora de parar e examinar a situação. Sabemos que é parte da promessa de Deus de guiar-nos continuamente, Ele nos dá a orientação para manter-nos na direção certa em nossa caminhada Cristã. Falamos de termos uma convicção interior do que Deus quer que façamos; da necessidade desta convicção estar em linha com as Escrituras; da confirmação profética para dar-nos direção; sabedoria dos conselhos de pessoas devotadas a Deus; de circunstâncias confirmadoras; do árbitro da paz de Deus; e finalmente, da provisão de Deus.

3. Intrometem-se, julgam e policiam a vida dos outros

“Portanto, por que é que você, que só come verduras e legumes, condena o seu irmão? E, você, que come de tudo, por que despreza o seu irmão? Pois todos nós estaremos diante de Deus para sermos julgados por ele” (Rm 13.10 – NTLH).

Não temos o direito de julgar os outros e condená-los, por um código humano. Todo o julgamento compete ao Senhor. Por isso Paulo diz: “Cada um dará conta de si mesmo” (Rm 14.12, 13), ou seja, iremos um dia comparecer diante do Tribunal de Deus. Deus constitui ministros para pregar o Evangelho, e não para serem “donos” do Evangelho. O verdadeiro ministro é um servo da Igreja de Cristo e não o dono da Igreja.

A religião farisaica dos tempos de Jesus usava o critério do julgamento humano, e Jesus é claro ao dizer para os fariseus:

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?” (Mt 7.1, 4).

“Não julgueis”. A palavra utilizada no original grego é Krino, e o significado, juiz. No texto original, a forma usada indica que Seus ouvintes precisavam parar de julgar. Para nos darmos bem com os outros, precisamos parar de julgar. (v. 1a).

Os escribas e os fariseus seguiam Jesus por onde quer que Ele fosse na tentativa de achar alguma falha para acusá-Lo (Lucas 6.1–7). Por esta razão Jesus traz este assunto sobre o julgamento.

Sendo assim, no Sermão do Monte, Jesus fez muitas referências a eles, direta e indiretamente. Em Mateus 5.20, Ele disse: “… se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”. Jesus ensina a Seus discípulos, que a justiça dos fariseus estava baseada em religiosidade e não em atos de fé e de amor. Na última parte do capítulo 5, Cristo contrastou o Seu ensino com as tradições relativas à lei; essas tradições foram perpetuadas pelos fariseus. Na primeira parte do capítulo 6, Jesus falou de hipócritas que tocavam trombetas quando davam esmolas, que oravam em praças públicas com repetições intermináveis, que queriam que todos soubessem quando jejuavam. Qualquer um teria identificado os fariseus nessas descrições de Jesus.

Os escribas e fariseus eram culpados do tipo de julgamento que Jesus estava denunciando. Eles condenavam grandes segmentos da sociedade: os cobradores de impostos (Lucas 18.9–14), os samaritanos e os gentios. Além disso, eles se consideravam superiores a todos os demais. Olhavam com desprezo para os outros e tinham pouca compaixão dos outros. Se quisermos nos dar bem com os outros, nossa justiça terá de exceder a dos escribas e fariseus”.

A palavra grega krinete, aqui traduzida como “julgar”, pode conter, tanto no grego como no português, uma extensa escala de significados, desde discernimento até condenação.O contexto aponta claramente para este último sentido. Nem o exercício de uma judiciosa discriminação (exigida claramente por Mateus 7.6, 15-20), nem a existência de tribunais de justiça está sendo proibidos. É um espírito condenatório sem misericórdia que Jesus rejeita. Isto é corroborado pelo material paralelo em Lucas, onde a advertência contra o julgar os outros é precedida pela positiva: “Sede misericordiosos, como também misericordioso é vosso Pai” (6.36). Nesta admoestação, Jesus volta ao tema do amor fraternal, que atingiu o clímax em Mateus 5.43-48. No relato de Lucas do Sermão, os dois trechos são imediatamente juntados (6.27-38). O ponto de nosso Senhor é que pessoas tão necessitadas de misericórdia não têm nenhum direito para ser tão sem misericórdia com os outros. Esta advertência é apenas a face oposta de sua promessa anterior, que aqueles que mostram misericórdia receberão misericórdia (Mt 5.7) e aqueles que perdoam serão perdoados (Mt 6.12). Aqueles que condenam outros sem compaixão ou intento redentor podem esperar o mesmo tratamento nas mãos de Deus. Quem ousa julgar aos outros, sofrerá a conseqüência dessa usurpação de poder, pois também virá a ser julgado pela mesma medida - e achado em falta.

Cristo não está abolindo a necessidade do exercício do discernimento e de fazermos avaliação dos pecados dos outros. O crente é ordenado a identificar aqueles que são falsos na Igreja (Mt 7.15) e avaliar o caráter de certas pessoas.

Não é proibido o uso de critérios sãos. O que não devemos é nos sentir “donos” da Igreja de Cristo e julgá-la pelos nossos costumes e regras. O cristão quando julga seu irmão está condenando a si mesmo. Quem somos nós seres humanos para julgar e condenar um irmão a nosso bel-prazer? A Palavra nos ensina que não devemos nem levar um irmão a juízo quanto mais julgar com critério rígido.

Nosso próprio acurado entendimento da justiça do reino não deverá produzir em nós um espírito de julgamento áspero e reprovador contra aqueles que estão tendo uma luta em servir a Cristo. Os homens precisam ser ajudados a ver a natureza da verdadeira justiça, mas não por um descuidado e convencido hipócrita que está mais preocupado com os pecados alheios do que com os próprios. Se o sermão for aplicado primeiro em casa, facilmente encontraremos a compaixão e a humildade para tratar dos pecados alheios (7.1-5).

O reino de Deus não é propagado por um cego fanatismo mais do que pelo exercício de uma árida crítica. O filho do reino está em busca daqueles cuja atitude torna-os maduros para receber as boas novas da redenção, e não de homens e mulheres cujo orgulho impossibilita-os de ouvir e entender (7.6).

E finalmente, o reino não é obtido por esforços heróicos e meritórias realizações, mas simplesmente por pedi-lo com seriedade. O reino é uma dádiva do amor de Deus (7.7-12).

4. Julgamento egoísta

“Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?” (Mateus 7.3-5).

[...] Porque o tipo de julgamento em discussão é sem amor e egoísta, ele é freqüentemente acompanhado de hipocrisia. Por esta razão, Jesus pinta o quadro patético e humorístico de um homem tentando extrair um grão de areia do olho de outro, enquanto uma trave está saliente no seu. Espiritualmente falando, há uma grande quantidade destes cegos oculistas que estão muito preocupados em ver as faltas dos outros e estão esquecidos da enormidade das próprias. Afortunadamente, uma séria atenção com nossos próprios erros têm o efeito de nos equipar com humildade suficiente para tratar paciente e habilmente com os pecados alheios (Gl 6.1-3; Tt 3.2-3).

O ensinamento de Jesus contém muita repreensão (por exemplo, Mateus 23 e o texto presente), entretanto, nunca áspera ou severa. Como o próprio Senhor observou, “Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo 3.17). E esta é a chave. Não é a reprovação amorosa e que resgata que o Senhor rejeita aqui, mas os ataques sem amor que servem somente para alimentar o ego do “juiz”.

O evangelho da graça não pode ser pregado sem convencer os homens do pecado (Jo 16.8) e chamá-los a mudar o coração (Lu 24.47; At 2.38; 3.19; 17.30). Mesmo as almas do povo redimido de Deus não podem ser protegidas sem se admoestar os insubmissos (1ª Ts 5.14) e procurar converter “o pecador do seu caminho errado” (Tg 5.19-20). Mas tal correção é oferecida com amor que redime, não como o veículo do orgulho e da ira. A justiça do reino adverte, mas não ataca. Os cidadãos do reino de Deus, lutando com seus pecados e assediados por fraquezas, necessitam de um irmão e não de um “juiz”. Em todos os nossos tratos com outros, precisamos lembrar que não somos agentes do julgamento do Senhor, mas de sua salvação. A vingança pertence ao Senhor. Nossa tarefa é buscar e salvar o perdido.

5. Condena a si mesmo

“Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condena Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas. Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus? Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento? Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça. Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego; glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica o bem, ao judeu primeiro e também ao grego. Porque para com Deus não há acepção de pessoas” (Romanos 2.1-11).

No capítulo dois de Romanos, Paulo confronta os moralistas judiciais, que condenam a si mesmo naquilo em que julgam. Estão sempre apontando um dedo para alguém.

O que são os juízes moralistas? Qualquer pessoa que filtre a graça de Deus através de sua opinião pessoal, ou que dilua a misericórdia de Deus em seu próprio preconceito, como o irmão do filho pródigo que não quis comparecer à festa (Lc 15.11-32), ou o trabalhador de dez horas frustrado porque apenas uma hora ganhou o mesmo salário (Mt 20.1-16). É o sensor obcecado em julgar a vida de seu irmão, e esquecido dos seus próprios erros.

Paulo vê, conseqüentemente, o judaísmo e o paganismo como uma só coisa. Sem a graça e a misericórdia de Deus estão todos perdidos.

Paulo explica nestes versículos, uma estranha fraqueza humana: a tendência que temos de criticar todo mundo, à exceção de nós mesmo.

Quem julga já está condenando a si próprio. Além do mais, Paulo argumenta, agindo dessa forma nós nos expomos ao juízo de Deus e acabamos ficando sem desculpa nem saída. Como podemos julgar se não somos Deus para conhecer o interior de alguém? Somente Deus tem o critério certo de julgar as pessoas. O homem não é aceito por Deus por guardar a lei exteriormente, mas pela renovação interior e a santificação, através do Espírito Santo.

Se você “acha que pode julgar os outros” (Rm 2.1), Paulo tem um duro lembrete a você. Não lhe cabe a função de segurar o martelo. “E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas” (v. 2).

“É indesculpável, imperdoável aquele que julga o seu irmão” (v. 1). Está condenando a si mesmo (v. 1). “E praticas as próprias coisas que condenas” (v. 1). Receberá maior Juízo (v.2-3). Despreza o fruto do amor (v.4). Tem um coração duro, e mau (v. 6). É faccioso e desobediente à Verdade (v. 8) São injustos (v. 8). Fazem acepção de pessoas (v. 11).

È importante ficar alerta em relação às pessoas que vivem enfatizando as falhas dos demais, porque estas falhas que eles denunciam são exatamente os problemas que eles mesmos estão lutando em suas vidas! Quando julgamos temerariamente aos outros, na verdade, revelamos o nosso próprio coração.

Enganamo-nos a nós mesmos quando, por orgulho e vaidade, julgamo-nos superiores ou mais capazes do que os demais. Em tudo que presenciamos colocamos defeitos e cremos que poderíamos fazer muito melhor. Mostramos contrariedade quando somos preteridos e não entendemos o porquê de outros serem escolhidos quando nós seríamos as pessoas indicadas para aquela função. Só conseguimos enxergar as nossas qualidades e os defeitos dos que estão ao nosso redor.

Julgamos e condenamos outras pessoas (o que como seres humanos, não temos o mínimo direito de fazer), especialmente quando deixamos de condenar a nós mesmo. É isso que se chama de hipocrisia de duas medidas: um alto padrão para os outros e um comodamente baixo para nós [STOTT. P. 91].

Assim como queremos que Deus não nos condene, também não podemos condenar o irmão por qualquer coisa que ele tenha feito, por pior que tenha sido, a Deus cabe o julgamento, “porque Deus não faz distinção de pessoas” (Rm 2.11).

Deus conhece o coração do homem e sempre julga conforme sua justiça e amor. Ele não julga como nós julgamos ou entendemos. O nosso julgamento precisa ser transformado em acolhimento, amor, alegria e justiça. Nossos pensamentos não são os pensamentos do Senhor. Não queiramos olhar para Deus com parâmetros humanos.

Por causa do nosso julgamento, muitas vezes, estamos nos afastando de Deus e as pessoas de nós e de Deus. Porque se vermos uma pessoa diferente se aproximando e entrando na Igreja, temos logo um juízo temerário e a condenamos, atribuímos muitas vezes coisas que aquela pessoa nem é – como, por exemplo, prostituta, ladrão etc, sem realmente ter conhecimento de sua vida ou passado.

Julgamos que somos mais competentes do que Deus para escolher pessoas para determinadas funções. Não aceitamos o fato do Senhor ter Seus propósitos. Ele não olha para o que podemos fazer e sim para o que pode fazer através de nós. E, para qualquer serviço espiritual, mais vale a obediência e a humildade de aceitar a vontade de Deus do que a prepotência de alguém achar que pode fazer qualquer coisa segundo sua própria vontade. Não somos nada e nada podemos fazer se a graça do Senhor não estiver sobre nós.

Transcrito

13/07/2013

A DOUTRINA DA PROVIDÊNCIA DIVINA

 
Providencia_DivinaA palavra “PROVIDENCIA” significa previsão previdência,: o cuidado de Deus com suas criaturas; a soberania ou direção divina para e sobre sua criação. Provisão e previdência implica um fim, um alvo e um plano definido para atingir aquele alvo.
Todas as criaturas exercem providência
Todos os seres racionais agem fazendo uso da previdência e da provisão. Estes são atributos naturais , inerentes ao homem. Até mesmo os animais cuidam as sua prole e lhes provém o sustento. Quanto mais o Deus infinito proverá e terá infinito cuidado com sua criação?
Embora todos os seres racionais exerçam providência de acordo com suas possibilidades, a palavra atinge seu pleno significado apenas quando é aplicada ao Deus infinito. A providência de Deus é o cuidado, a preservação e o governo que Ele exerce sobre todas as coisas que criou, a fim de que cumpram todo o proposito para o qual foram criadas. É o infinito cuidado de Deus sobre o universo, desde o número de cabelos em cada cabeça e a queda de todo pardal, até a sustentação de vastos universos pelo seu próprio poder. É o seu eterno poder que age impedindo toda sorte, acaso ou coincidência.
Três aspectos de abrangência da providência
1. Universal, com relação a todas s coisas;
2. Especial, em relação a seres morais;
3. Particular, em relação a seres convertidos.
Cinco aspectos da esfera da providência divina
1. O universo material (Jó 37-38; Sal. 19.1-6; 68.9-13; 103.19; 104.10-30; 107.1-43; 135.6-7; 136.4-9; At. 14.17).
2. O mundo vegetal (Gen. 1.29; 2.16,17; Lv. 26.4-10; Sl. 65.9-13; 104.10-30).
3. O mundo animal (Jó 38.41; Sl. 104.10-30; 136.25; Mat. 6.26-30).
4. O mundo racional dos seres espirituais.
5. O mundo racional dos seres carnais.
Promessas para as necessidades do homem
Todas as promessas de Deus revelam que Ele providenciou o cuidado do homem para esta vida aqui e agora, apesar da maldição. Todos podem desfrutar ao máximo de todos os benefícios destas promessas, se renderem suas vidas a Deus, experimentarem o novo nascimento e viverem neste mundo uma vida santificada, em obediência ao evangelho de Cristo. Muitos destes benefícios se aplicam até mesmo aos não salvos, de forma a provar a eles que Deus cuida de toda a criação, apesar de sua rebeldia. O propósito de tal bondade para com os não salvos é conduzi-los ao arrependimento ( Rom. 2.4).
Os seguintes textos ensinam que é vontade de Deus que o homem seja abençoado:
1. Prosperidade: (Js. 1.5-9; 1ªSam.2.7-8; 1ªRs. 2;3-4; 1ª Cron. 29.12; Ed. 8.22; Jó 36.11; Sal. 1.1-3; Mat. 6.31-33; 7.7-11; Mac. 11-22-24; Jo.15.7,16; 2ª Cor. 9;6-8; Fp. 4.19; 3ªJo.2).
2. Cura e saúde: (Êx.15.26; Sal 91; 103.3-5; Is.53.4-5; 58.8; Mat. 8.16,17; Tg. 5.14-16; 1ªPd.2.24; 3ªJo.2). Cristo veio “destruir as obras do Diabo” (1ªJo 3.8) e “libertar todos os oprimidos do Diabo” (At 10.38). Ele veio fazer estas coisas não somente nos três anos e meio de seu ministério, mas para sempre. Ele comissionou os discípulos para levar adiante a obra que Ele começou a fazer e a ensinar ( Mt.28.19,20; Mc. 16.15-20; Jo 14.12-15; At. 1.1,2,8). Os primeiros crentes continuaram esta obra até que perderam a fé(At.3; 5.16; Tg 5.14-26). Os cristãos da atualidade devem lutar pela fé outrora entregue aos santos (Jd 3; 2ª Cor 10.4-6;Ef 6.10-18).
3. Carências e necessidades ( Sl. 23.1-6; 34.9,10; 37.3-6; 84.11; Mc 9.23; 11.22-24; Jo 14.12-15; 15.7,16; 16.23-26; 1ªJo 3.21,22; 5.14,15).
Provas da providência divina
1. As Escrituras provam que a providência divina tem agido em todas as eras e em todas as questões humanas. Foi a providência que originalmente trouxe todas as coisas à existência (Is 45.18; Cl 1.15-19)., que garantiu a redenção após a queda (Gn 3.15; Ef.1.1-11); que preservou a raça humana após o dilúvio (Gn 6.8-8.220 e que lidou com os homens em cada dispensação, dando-lhe a oportunidade de fazer o bem em todas as épocas.
2. A preservação e todas as coisas desde a criação do homem prova que a providência de Deus está agindo em todas as coisas segundo o conselho da sua própria vontade.
3. O amor de Deus, ao criar e redimir todas as coisas prova o seu desejo de preservar a criação e. finalmente, reconciliá-la consigo mesmo.
4. O predomínio da ordem em todas as coisas comprova a providência divina. Podemos ver leis eternas e preestabelecidas controlando tudo na criação, evidenciando a existência de um Governante e Preservador de todas as coisas.
5. A história tem muitos registros de provas ilimitadas da providência divina em todas as coisas. O que vem acontecendo não é resultado do acaso, num mundo abandonado a própria sorte. Sempre houve e sempre haverá um poder sobrenatural conduzindo as questões de toda a criação, de acordo com um plano preestabelecido.
6. A religião prova a providencia divina, já que os homens, em todas as eras encontraram a Deus por meio do exercício de faculdades religiosas em concordância com a vontade revelada de Deus na bíblia.
7. A inteligência comum de todos os seres racionais prova que há uma providência divina. Ela não pode ser negada pelos homens equilibrados e sadios; visto que eles a experimentam na sua própria vida de muitas maneiras.
Propósito supremo da providência
O propósito de Deus foi criar uma raça de seres que pudessem desfrutar do mais alto nível de felicidade no mais alto nível de santidade e que, em proporção à sua maior santidade e felicidade, pudessem glorificar ao seu Criador. (Gn 1.26-28; Is 43.7; 45.18; Ef 1.12; Cl 1.15-22; Ap 4.9-11; 5.11-14; 7.10-12).
Interpretando a providência divina
A experiência e observação nos alertam contra a pressa e autoconfiança demasiada na nossa interpretação dos acontecimentos da vida. Se homens maus são acometidos de enfermidades, algumas pessoas se apressam em afirmar que se trata do castigo de Deus. Por outro lado, se as mesmas coisas acontecem a homens bons, estas pessoas rapidamente lançam toda a culpa no Diabo. As interpretações humanas falham com tanta frequência que é sábio não interpretar acontecimentos da vida alheia.
Não devemos agir com tais tipos de “analise”, pois corremos sério risco de cairmos em condenação com tais julgamentos. Devemos, contudo, entendermos que Deus está no comando de todas as coisas. Se alguém, bom ou mal, estiver com problemas, precisamos deixar conceitos mesquinhos d elado, e orar, pois ali está uma alma que precisa de um milagre, e quem somos nós para definir que alguém é bom ou ruim, que merece ou não o agir de Deus a seu favor? Temos que lembrar do exemplo do sol, que brilha para todos, bons e maus.
Deus, na sua infinita onisciência, é quem está apto a julgar A ou B.
A providência divina é para todos que nela crêem... o “crer” esta além da bondade ou maldade moral de quem quer que seja.
FONTE: BIBLIA DAKE, COM ACRÉSCIMOS PESSOAIS.

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