18/12/2012

Republicação: O NATAL A LUZ DA BÍBLIA


1 - Algumas perguntas a serem respondidas?
• Será o Natal realmente a celebração do nascimento de Jesus Cristo? Nasceu Jesus em 25 de dezembro?
• Será que os primeiros apóstolos que conheciam e foram ensinados por Jesus, pessoalmente, celebraram o aniversário do menino Jesus em 25 de dezembro? Será que alguma vez o celebraram em qualquer outro dia?
• Se o Natal é uma das maiores festas cristãs, por que será que todos os pagãos o celebram também? Você sabe?
• Por que nessa época se troca tantos presentes com familiares, parentes e amigos? Se é por causa dos reis magos que trouxeram e ofertaram presentes ao menino Jesus?

2 - Palavra Natal e Nascimento de Cristo.
• A palavra "Natal" tem a ver com nascimento, ou aniversário natalício.
• De onde tirou a Igreja Católica Romana? Não saiu do Novo Testamento - Não foi da Bíblia nem dos primeiros apóstolos que foram instruídos por Cristo.
• "O Natal não era considerado entre as primeiras festas da Igreja... Os primeiros indícios da festa provêm do Egito."
• Sob o tema "Dia do Natal", encontramos que Origenes, um dos patriarcas católicos, reconheceu a seguinte verdade: "... Não há registro nas Sagradas Escrituras de que alguém tenha comemorado uma festa, ou realizado um grande banquete no dia do seu aniversário. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes), que se rejubilam grandemente com o dia em que nasceram neste mundo."
• No século V, a Igreja Ocidental deu origem, para que fosse celebrada para sempre no dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do Sol, porque não se conhecia ao certo o dia do nascimento de Cristo."
• Jesus não nasceu em 25 de dezembro? Jesus nem sequer nasceu na estação do inverno!
• (Lucas 2:8) Isto nunca poderia ter acontecido na Judéia no mês de dezembro. Os pastores recolhiam os rebanhos das montanhas e dos campos e colocavam-nos no curral no mais tardar até o dia 15 de outubro, (as primeiras chuvas começavam no princípio do mês de "Marchesvan") para protegê-los do frio e da estação chuvosa que se seguia. Cantares de Salomão 2:11/ Esdras 10:9-13
• A data exata do nascimento de Jesus é inteiramente desconhecida. Se Deus desejasse que guardássemos e comemorássemos o nascimento de Cristo, Ele não teria ocultado tão completamente a data exata.
• Não se pode determinar com precisão até que ponto a data da festividade dependia da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o "Novo Sol"... As festividades pagãs, Saturnália e Brumária estavam a demais profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã... A festividade pagã acompanhada de bebedices e orgias, agradavam tanto que os cristãos viram com o agrado uma desculpa para continuar a celebrá-la em grandes alterações no espírito e na forma. Pregadores cristãos do Ocidente e do Oriente próximo, protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã a festividade pagã.
• Lembre-se que o mundo romano era pagão. Antes do século IV, os cristãos eram poucos em número, embora aumentassem, eram perseguidos pelos pagãos. Porém, com a chegada de Constantino, como imperador, que no século IV (336) fez profissão pública de fé cristã, colocando o cristianismo ao mesmo nível do paganismo, o mundo romano passou a aceitar esse cristianismo popularizado pelo imperador. Porém, lembre-se que eles haviam sido criados em costumes pagãos, dentre as quais 25 de dezembro era a maior das festividades idólatras. Era uma festa alegre com seu espírito especial. Todos se divertiam! Não queriam renunciá-la!
• E assim foi que "o Natal" se enraizou em nosso mundo Ocidental!

A ORIGEM DESTA FESTA PAGÃ
• Natal é a principal tradição do sistema corrupto denunciado inteiramente nas profecias e instruções bíblicas sobre o nome de Babilônia.
• Seu início e origem surgiu na antiga Babilônia de Ninrode! É verdade, suas raízes datam de épocas imediatamente posterior ao dilúvio!
• Ninrode ("Marad" que significa - ele se rebelou, rebelde), neto de Cão, filho de Noé (Gn 10:8-11), foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo - Sistema de Competição Organizado - sistema econômico de competição e de lucro. Ninrode construiu a Torre de Babel, a Babilônia primitiva, a antiga Nínive e muitas outras cidades.
• Ninrode era tão perverso que se diz que casou-se com sua mãe, cujo nome era Semíramis. Depois de sua morte prematura, sua mãe-esposa propagou a doutrina malígna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.
• Todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore "sempre viva" e deixava presentes nela. O dia de aniversário de Ninrode era 25 de dezembro, esta é a verdadeira origem da "Árvore de Natal"!
• Por meio de suas artimanhas e de sua astúcia, Semíramis converteu-se na "Rainha do Céu" dos Babilônicos, e Ninrode sob vários nomes, converteu-se no "Divino Filho do Céu". Por gerações neste culto idólatra. Ninrode passou a ser o falso Messias, filho de Baal: o deus-Sol.
• Nesse falso sistema babilônico, "a mãe e a criança" ou a "Virgem e o menino" (isto é, Semíramis e Ninrode redivivo), transformaram-se em objetos principais de adoração.
• Presépio é uma continuação do mesmo, em nossos dias, mudando de nome em cada país e língua. No Egito chamava-se Isis e Osiris, na Ásia Cibele e Deois, na Roma pagã Fortuna e Júpiter, até mesmo na Grécia, China, Japão e Tibete encontra-se o equivalente da Madona (minha dona ou minha senhora), muito antes do nascimento de Jesus Cristo!
• Maria não pode ser [sempre] virgem segundo a palavra de Deus. Mateus 1:24-25 / Mateus 13: 55
• No Egito sempre se acreditava que o filho de Isis (nome egípicio da "Rainha do Céu") nascera em 25 de dezembro.
• O próprio Jesus, os apóstolos e a igreja nunca celebraram o nascimento de Cristo em nenhuma época, na Bíblia não há mandamento ou instrução alguma para celebrar, todavia somos ordenados a lembrar sim de sua morte e ressurreição que nos proporcionou a Vida (ICo. 11:24-26; Jo. 13:14-17)

CARACTERÍSTICAS DA FESTA DOS SOLSTÍCIOS
Glutonaria - Grandes banquetes com lugares para vc vomitar e poder comer mais. Tinha início a meia noite.
Confusão de identidade - De Papai Noel em dezembro para rei Momo no Carnaval, onde o prefeito da cidade entrega a chave para este principado deixando ele reinar naqueles dias. Homens se vestem de mulheres e vice versa com o lema ninguém é de ninguém.
Exaltação de deuses - adoração a deuses falsos e a um deus menino. Enquanto Jesus já cresceu, morreu e ressuscitou.
Culto a sensualidade - nestas festas chamava-se a atenção pela beleza exposta, não é diferente hoje. Mas o que tem a ver a sensualidade com uma festa religiosa.
Orgia dentro do templo - Lema: carne liberada - sarkos - o princípio era o curso do desejo. Adoração a deusa da fertilidade.

PAPAI NOEL
• Alguém dirá: Certamente que o velinho tão querido, "Papai Noel", não é uma criação pagã. Porém ele é, e o seu caráter verdadeiro não é tão bondoso e santo quanto muitos pensam!
• nome "Papai Noel" vem de "São Nicolau" um bispo romano que viveu no século V.
• Enciclopédia Britânica, vol.19 páginas 648-649, 11ª edição inglesa, o seguinte: "São Nicolau, bispo de Mira, um santo venerado pelos gregos e latinos no dia 6 de dezembro... A lenda de sua dádiva oferecida as escondidas, de dotes, às três filhas de um cidadão empobrecido..." diz se ter originado o costume de dar presentes as escondidas no dia de São Nicolau (6 de dezembro), o que mais tarde foi transferido para o dia de Natal.
• Daí a associação do Natal com São Nicolau (Papai Noel), que sorrateiramente a idéia é fazê-lo substituir Papai do Céu.
• Durante o ano os pais castigam suas crianças por falarem mentira. Então na época de Natal conta-lhe mentiras. (Provérbios 14:12).
• Velhinho" de barba branca é sempre alguém que se disfarça para parecer bonzinho! Satanás também se mostra como "anjo de luz" para enganar! (II Co 13:14; Apo. 12:9)


A ÁRVORE DE NATAL
• O que diz a Bíblia sobre a árvore de Natal? Se a Bíblia nada diz para comemorarmos o Natal, nem mesmo registra tal observância da parte dos apóstolos ou da verdadeira Igreja primitiva, ela tem algo a dizer sobre a árvore de Natal!
• Jeremias 10:2-4
• As idéias referentes a árvores sagradas são muito antigas. Uma antiga fábula babilônica falava de um pinheirinho que nasceu de um tronco morto. O velho tronco simbolizava Ninrode morto e o novo pinheirinho que Ninrode tinha vindo viver novamente em Tamuz!
• Entre os druidas, o carvalho era sagrado, entre os egípcios as palmeiras, em Roma era o Abeto, que era decorado com cerejas negras durante a Saturnália. O deus escandinavo Odin era crido como um que dava presentes especiais na época de Natal a quem se aproximava do seu Abeto Sagrado.
• Até mesmo acender lenhas em fogueiras e velas como cerimônia cristã é meramente perpetuação de um costume pagão de estimular o deus-Sol em declínio quando ele atinge o ponto mais baixo ao Sul da abóbada celeste!

GUIRLANDAS
• São memoriais de consagração a vencedores nos esportes, Reis, ofertas de funerais, sacrifícios a deuses pagãos.
• Símbolo relacionado ao deus Apolo, trazendo honra a Zeus.
• Também é um sinal de reverência a Frígio, ou sabázio, um deus de consagração aos alimentos.
• Na Bíblia, apenas Roma fez uma guirlanda...e esta foi colocada na cabeça de Jesus no dia de Sua morte. Feita como símbolos de escárnio. Marcos 15:17

TROCA DE PRESENTES
• E a troca de presentes, não será bíblica? O ponto culminante de toda esta observância natalina - a época de fazer compras de Natal - De comprar e trocar presentes com familiares e amigos - muitos exclamarão em triunfo "Bem, pelo menos a Bíblia assim nos diz para proceder! Não deram presentes os Reis magos do Oriente quando Cristo nasceu?"
• Da biblioteca sacra vol. 12, páginas 153-155, citamos o seguinte: "A troca de presentes entre amigos é característica tanto do Natal quanto da Saturnália e deve ter sido adotada do mundo pagão pelos cristãos.
• fato é que este costume de trocar presentes com familiares e amigos, que se apegou ao povo durante a época de Natal, não tem nada de cristianismo. Isto não comemora o nascimento de Cristo.
• Suponha que sua mãe esteja fazendo aniversário. e por isso deseja honrá-la neste dia, você compraria presente para todos, trocaria presentes com um e com outro de seus amigos e familiares?
• No entanto é precisamente isto que fazem as pessoas por todas as partes do mundo! Honram um dia no qual Cristo não nasceu, gastando todo dinheiro que conseguem juntar para comprar presentes. O mês de dezembro costuma ser o mês mais pobre para a OBRA DE CRISTO!
• Agora considere o que a Bíblia diz a respeito das ofertas que os Reis magos deram quando Cristo nasceu. Está em Mateus 2:1-11 Dádivas oferecidas a Cristo? Note, inquiriram pelo menino Jesus. Nascido Rei dos Judeus! Então por que lhe ofereceram dádivas? Por ser dia do seu aniversário? De maneira alguma pois chegaram muitos dia ou semanas depois da data de seu nascimento: Seria para deixar-nos um exemplo, para trocarmos presentes uns com os outros? Não, note cuidadosamente! eles deram as ofertas a Cristo, não para os amigos e parentes deles, ou qualquer outro!
• Eis o motivo! Os reis magos não estavam instituindo um novo sistema cristão de permuta de ofertas com amigos para honrar o nascimento de Cristo! Agiam conforme ao antigo costume Oriental de levar ofertas ao apresentar-se diante de um rei. Eles compareciam perante a presença do Rei dos Judeus em pessoa. Portanto o costume ditava que ofertassem alguma dádiva, da mesma que a Rainha de Sabá trouxe ofertas a Salomão, assim como hoje muitos que visitam um Chefe de Estado levam consigo um presente.
• Amigo secreto - Um ritual nórdico, que esperavam o amanhecer para trocar presentes e nesta troca diziam: que você jamais esqueça dos deuses sobre nós. E o presente trocado é para eternizar o pacto.

ARGUMENTOS
• Há um argumento utilizado com freqüência para justificar a observância do Natal. Muitos ainda insistem: "mesmo assim, muito embora o Natal foi um costume pagão honrando o falso deus-Sol, não mais se observa o Natal para honrar o falso deus, mas sim para honrar a Cristo". Porém, como responde Deus em sua Palavra?
Deuteronômio 12:1-2 / Deuteronômio 12:30-32

ORIENTAÇÕES
Mesmo querendo fazer a vontade de Deus como fiéis discípulos, somos surpreendidos por situações que ficamos chocados e atônitos, que nos trazem até embaraços para acertar nossas vidas erradas com a realidade divina. Contudo, nem tudo está perdido. Temos um Deus que transforma maldição em bênção. Agora não somos mais ignorantes quanto a festividade iniciada na Babilônia. Qual deve ser então nosso procedimento prático?
1 - Tirá-la totalmente do nosso coração. Lançar fora toda dependência sentimental da data do Sol Invictus (25 de dezembro)
2 - Instruirmos nossos filhos e discípulos: "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." João 8:32
3 - Nos livramos de todo enfeite com motivos natalinos, pois sabemos suas origens.
4 - Não ficarmos sujeitos financeiramente à comidas importadas típicas. É um dia como qualquer outro.
5 - Resistirmos ao espírito satânico de gastos no Natal, principalmente se houverem dívidas. Vigiar as "ofertas do Papai Noel". Só devemos comprar o necessário. Mamon, demônio das riquezas, criou dependência na mente humana onde as pessoas têm de estar nas festividades de fim de ano com casa nova, roupa nova etc. ("Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas." Mateus 6:24).
6 - Devemos aproveitar a data ("Andai em sabedoria para com os que estão de fora, usando bem cada oportunidade." Colossenses 4:5) para estar com parentes e amigos em suas casas falando da necessidade do nascimento de Jesus em seus corações, pois este é o verdadeiro presente que o "aniversariante" quer receber. É um propício momento evangelístico, quando encontramos pessoas com o coração aberto para ouvir de Jesus.
7 - Entender que a maioria dos crentes não visualiza a situação do Natal, preferindo viver segundo seus sentimentos e tradições.
8 - Não confundir Passagem do Ano com Natal. Não é errado desejar feliz Ano Novo para alguém, mas, sim, Feliz Natal. Podemos usar algumas expressões. Ex.: - Que Jesus nasça no seu coração (ou na sua vida)! " E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)

Resumidamente, eu penso que estas comemorações natalinas são a manifestação máxima da hipocrisia humana! pessoas que passam 364 dias do ano vivendo longe de Deus, andando na contra mão da Biblia, fazendo de tudo que condenável pala palavra de Deus, até perseguindo crstãos, falando mal de igrejas evangélicas, enfim, longe de tudo que desagrada a Deus, usa essa data querendo demonstrar uma fé que na verdade não existe em sua vida prática. Isso semf alar da forma que comemoram essa data, com bebedeiras e várias formas de praticas pecaminosas. E o mais triste ainda para mim é ver que em muitas igrejas ditas evangélicas haverá comemoração dessa data, sem falar que em muitos templos encontraremos enfeites natalinos como a árvore de natal.
Sei que a minha opinião aqui, dada em publico, vai chocar alguns, principalmente dentre os meus amigos, que são observadores desta data. Mas eu não posso me abster de meu direito de opinar e manifestar a minha opinião. Assim, respeitosamente o faço aqui, declarando que respeito a opinião alheia, defendendo, é claro, a minha própria opinião.

ARDÍS DE SATANÁS PARA DESTRUIR OS CULTOS E OS SÁBIOS


 “NÃO IGNORANDO OS SEUS ARDIS”
I CORÍNTIOS 4:7
"PORQUE, QUEM TE FAZ DIFERENTE? E QUE TENS TU QUE NÃO TENHAS RECEBIDO?
E, SE O RECEBESTE, POR QUE TE GLORIAS, COMO SE NÃO O HOUVERAS RECEBIDO?"

ARDÍS DE SATANÁS PARA DESTRUIR OS CULTOS E OS SÁBIOS:
1. A TENTAÇÃO
As pessoas cultas e sábios muitas vezes, crentes e descrentes, são tentadas a se vangloriarem pelas capacidades que têm. Satanás traz os capacitados a confiarem em suas próprias forças intelectuais para viverem a vida particular, cristã ou não. Os sábios são persuadidos muitas vezes a desprezarem os outros que não têm as mesmas habilidades que Deus talvez os tem dado. Estes podem ser atraídos até mesmo a usarem as bênçãos de Deus de uma mente apta e formada a ponto de até mesmo combaterem contra a glória de Deus pois servir ao Senhor é necessária principalmente a fé (Heb 11:6; Luc 10:21; João 9:39-41).
2. AS SOLUÇÕES
1. Só temos o que Deus tem nos dado
I Cor 4:7. Se temos algo que os outros não têm, foi dado por Deus. Se Deus tem nos dado algo de bom, pode saber que foi dado para a Sua glória e não a nossa (Rom 11:36). O pecado no homem faz com que ele queira a glória para si pelas qualidades que Deus tem-lhe dado (Veja o exemplo de Satanás querendo a glória de posições e capacidades para si quando Deus tinha dado todas estas coisas para a Sua glória: Eze 28:11-17). Só podemos usar para glorificar a Deus aquilo que Ele tem nos dado primeiramente (I Crônicas 29:14; Jó 32:8; Prov 2:6; Isa 28:26; Tiago 1:5,17). Veja estes exemplos de somente ser capacidades e posições por Deus: José em Atos 7:10; Salomão em I Reis 3:5-13; 4:29,30; Daniel 1:17; Pilatos em João 19:10,11.
2. A confiança em si mesmo pode ser a sua própria destruição
Provérbios 28:26, "O que confia no seu próprio coração é insensato." O coração do homem é enganoso (Jer 17:9). O homem que confia em algo enganoso torna-se um insensato.
Quando o homem confia em suas próprias capacidades e forças ele faz de si mesmo um deus, um auto suficiente, um todo poderoso. Isto é uma abominação para Deus e uma grossa desobediência (Mar 12:29, "Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.")
Exemplos na Bíblia de pecado destruindo os confiantes em si: Presidentes e príncipes (Daniel 6), Judeus (Mat. 27:25), Escribas e Fariseus (João 9:39-41), gentios incrédulos (Efés 4:17-19), testemunhas de servos de Deus como Pedro (Mat. 26:33, 74), Himeneu e Alexandre (I Tim 1:19,20).
3. Se tem capacidades, tem também virtudes?
Mateus 11:25. Há muitas pessoas que são menos capacitadas em formação ou aptidão mental e que são ricas em valores morais e virtuosos. Foi informado que Pedro e João eram "sem letras e indoutos" mas todos se maravilharam "que eles haviam estado com Jesus" (Atos 4:13) e eram "colunas" na primeira igreja (Gal 2:9). Jesus não tinha onde reclinar a sua cabeça (Luc 9:58) mas tinha amor, compaixão, misericórdia, paciência, e foi procurado para que ensinasse a orar (Luc 11:1). Ele tinha grande conhecimento mas foi a Sua misericórdia, o Seu amor e a Sua compaixão que destacaram em muito à glória de Deus (Luc 24:19-31). Paulo, mesmo com enfermidades, tinha revelações (II Cor 12:1-9).
Pode ser que você tenha mais sabedoria humana ou capacidade mental do que um outro mas também outros poderiam ser mais ricos em gozo interior, comunhão com Deus e ter um andar com a fé que agrada excelentemente a Deus. A virtude é maior que a capacidade (Ecl 7:19; 9:13-18; Próv. 14:1). O amor é o maior (I Cor 13:13; Efés 4:15,16), "a ciência incha, mas o amor edifica" (I Cor 8:1). Pelas virtudes vêm a verdadeira riqueza (Fil. 4:8,9; II Ped 1:5-9).
Qualquer capacidade que temos é para a glória de Deus, então a instrução é: "não pense de si mesmo além do que convém" (Rom 12:3) e procure estar com aqueles que têm a verdadeira sabedoria (Rom 12:16).
Mesmo que as virtudes são melhores que capacidades, não são a salvação. Pode ter virtudes, mas tem Cristo? Cristo é o Salvador (Rom. 5:6-8).
4. Uma maneira para perder as bênçãos de Deus é não usá-las para Sua glória
Lucas 19:11-27; Quanto mais usou a dádiva que Deus lhe havia dado melhor foi a recompensa. Não usando o que havia recebido de Deus teve como resultado a perda da recompensa e da dádiva (Luc 19:24,26, "mas ao que não tiver, até o que tem lhe será tirado.") Note bem o exemplo de Satanás (Eze 28:11-19, veja v.17). Satanás era uma criação, com muitas capacidades, mas por vangloriar-se delas, não usando-as para a glória de Deus, perdeu o que tinha, tanto a posição quanto as capacidades nas suas formas originais. Veja também o exemplo de Sansão (Juízes 16:20,21), e de Judas (Atos 1:16-20).
"A soberba precede a ruína" Prov 16:18.
Quanto mais as dádivas são usadas para Deus mais Deus as aumentam e melhor são as recompensas (Luc 19:11-27, veja 16-19). A vida cristã caminha de "fé em fé" (Rom 1:17), "como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais" (Prov. 4:18). A obra de Deus na vida do cristão é de trazer mais fruto (João 15:1-3). Quando o crente agrada ao Senhor, usando o que Deus tem dado para a própria glória de Deus, Deus opera para que esta pessoa traga mais e mais fruto a Ele.
"aos que me honram honrarei" I Sam 2:28,
"A bênção do SENHOR é que enriquece; e não traz consigo dores." Prov 10:22.
O aviso é, "guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa" Apoc 3:11. Use as dádivas que Deus te deu para a Sua glória. Este é o caminho das bênçãos para glorificar a Deus e para sentir-se útil durante a sua estadia aqui no mundo. Não caia na armadilha de Satanás enchendo-se de orgulho devido àquilo que você tem. Esta é uma maneira de perder o que se tem. Reconheça que suas capacidades são dadas por Deus (Tiago 1:17) e procure a graça de Deus para usá-las naquilo para o qual Deus te deu: a Sua glória.
Se há privilégios, também há responsabilidades.
Não perca os privilégios por ser irresponsável para com as responsabilidades,
Mas aumenta os privilégios por ser responsável para com as responsabilidades!

17/12/2012

Pastores de sí mesmos...


Infelizmente nós estamos mergulhados em uma crise de vocação ministerial sem fim. Ser pastor em uma sociedade como a nossa, não é uma tarefa fácil, bem da verdade que se tornou uma árdua tarefa. A nossa geração precisa ter consciência que os desafios que nos são propostos são particulares a nossa geração. Cada geração é responsável pela sua geração.

Vivemos em dias desafiadores, dias de alta tecnologia, da velocidade de informações, da busca de soluções imediatas, dias onde “nada” é absoluto, mas tudo tem sido levado ao crivo do relativismo. Uma das coisas mais difíceis que há em nossos dias, é encontrar uma igreja autentica, sem o verniz da aparência por cima de um arcabouço cavo, oco. Os pastores sentem-se sem ânimos, vencidos pela modernidade das igrejas tecnológicas, pastores que outrora eram referencias para sua geração, são postos de canto em detrimento das inovações juvenis, alguns até irresponsáveis. Os dias em que vivemos são reflexos do século XXI, um século permeado de desafios.

No meio desses desafios surgem outros, como por exemplo, o de continuar sendo pastor, em uma sociedade que não tem como característica a busca pelo divino, em uma sociedade que é caracterizada pela busca da espiritualidade fora de Deus. A banalização e secularização do sagrado fazem com que as pessoas não valorizem o ministério como algo que acontece por vocação e sim por ambição. Ser pastor, não traz mais cunho de vocação, mas de uma oportunidade para sucesso e fama no meio “gospel”.

A maior desilusão é quando encontramos pastores que abdicaram da verdadeira vocação para com o rebanho de Deus, e passaram a apascentarem a si mesmos. Sim, pastores que fazem das igrejas extensão de si mesmos, onde o apascentar o rebanho de Deus, tornou-se secundário. Isso não é novo, na verdade é uma problemática antiga que contribuiu para o desmoronamento do sistema religioso de Israel, a voz de Deus pôde ser ouvida através do profeta Ezequiel no cativeiro Babilônico que disse: “Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?” (Ez 34.2).

Nos tempos onde as crises alçavam altos picos, em um ambiente fértil que germinava nas pessoas a busca pelos seus próprios interesses, o profeta denúncia esse mesmo sentimento no coração dos pastores que haviam abandonado o rebanho e estavam apascentando a si mesmos.

Características dos pastores de si mesmos

O assunto não pode ser tratado de forma simplista, mesmo porque existem muitos pontos a serem considerados, porém, quero destacar aqui pelo menos quatro características que identificam pastores que inclinam-se a apascentar-se a si mesmos.

1. Se preocupam apenas com si mesmos. 
Existe uma linha muito tênue entre “cuida-te de ti mesmo” e apascentar a si mesmo. Porque a necessidade do cuidado pessoal para a vida é obrigação do obreiro, existem várias exortações bíblicas que nos apontam para esse cuidado, Paulo disse a Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina...” (I Tm 4.16), porém, não podemos fazer uma coisa como desculpa para abandonar outra. Há pastores que se preocupam em engodarem-se as custas do rebanho, sem critério algum, causando estragos sem precedentes. É um fato muito triste ver como alguns rebanhos são subjugados e extorquidos, em lugares onde se mercadejam as bênçãos de Deus.

Ultimamente temos visto grandes exemplos através dos pastores midiáticos que tem explorado o rebanho de Cristo sem o mínimo de misericórdia, alimentando seus egos e seus projetos “megalomaníacos”.

2. Abandonam o rebanho. 
Uma das coisas mais tristes que há é ver como os rebanhos estão abandonados, perdidos e desorientados. Rebanhos sem pastores, rebanhos que são levados de um lado para o outro por ventos de doutrina, buscando algo que possa saciar sua alma, pois os pastores estão demasiadamente ocupados e não podem atendê-los. Jesus lamentou sobre a condição do rebanho de Israel que tinha uma religião bem resolvida e que gozava de certo status junto ao império, quando disse: “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9.36).

Muitas pessoas literalmente abandonadas e aflitas. Muitas vezes, porque a ocupação que parece ser demasiada, nada mais é do que necessidade de parecer importante. Eugene Peterson diz o seguinte:

“Que maneira melhor do que ser ocupado? As horas incríveis, os horários cheios,
e as pesadas demandas no meu tempo provam para mim mesmo – e para todos que
observarem que sou importante”.2

O trabalho pastoral vai muito além dos cultos de domingos, as necessidades são alarmantes, urgentes e imediatas.

3. Usam o rebanho como meio para fins.
O rebanho de Cristo é o fim em si mesmo, porque foi por pessoas de todas as tribos, raças e nações que Jesus morreu na cruz e não por projetos que aparentemente viabilizam o alcance de “almas”. Precisamos analisar com temor e tremor as palavras do apóstolo Pedro: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição [...]também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (II Pe 2.1,3). Infelizmente muitos pastores vêem o rebanho como clientes e não como ovelhas, pessoas que buscam O Caminho, e simplesmente, dissimulam a verdade. Uma ocasião um seminarista me perguntou qual era a diferença da administração de uma empresa para administração de uma igreja, e eu respondi com poucas palavras: - “Administrar uma empresa é ver as pessoas como um meio para se chegar a um fim, que é o lucro. E, administrar uma igreja é enxergar as pessoas como o fim em si mesmo”. Porque foi por nós que Jesus morreu. Por isso, devemos usar todas estruturas envolvidas para que vidas sejam alcançadas e trazidas aos pés do Bispo das nossas almas, Jesus.

4. Vivem do rebanho, mas não cuidam do rebanho.
Muitos ainda esbarram em uma pergunta antiga: O pastor deve ser remunerado? Acredito que a Bíblia tenha respostas claras para essa questão e reforçando a idéia que sim (I Co 9; II Tm 2.6,7). Mas o fato é que, se vivem assalariados pela obra, devem viver para a obra. E que obra é essa? Cuidar verdadeiramente do rebanho. O Profeta Ezequiel novamente aparece no cenário com a exortação: “Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas” (Ezequiel 34.3).

Infelizmente há pastores que evocam para si direitos especiais, mas que por outro lado não cumprem com o dever, o de apascentar o rebanho de Deus.

Desenvolvendo a vocação com autenticidade

Em tempos assim, é difícil de se identificar qual o modelo de pastor a seguir. Falta-nos referenciais e exemplos a serem seguidos. Pois, hoje, é preciso uma renovação de entendimento para que venhamos a sair da masmorra secularizada em que está mergulhada a nossa geração. Como superar esse momento e reformular em algum nível, alguns modelos pastorais existentes em nossos dias? Como pregando a outros, nós mesmos não venhamos ser reprovados no exercício pastoral?

Em primeiro lugar, é necessário ter em mente que o rebanho é de Cristo.
Há uma certa tendência dos pastores sentirem-se donos dos rebanhos, e querer usufruir desse direito para fazer o que bem entender. O escritor Colin S. Smith diz o seguinte:



“...O uso do nome de Deus por líderes espirituais com o intuito de confirmar as
próprias idéias é pura exploração e torna-se uma forma de chantagem espiritual.
É uma ofensa contra Deus e um pecado que ele não considera superficial” .

Essa é uma tendência que escamoteia o rebanho e leva apodera-se do mesmo. Porém, quando lembramos a nós mesmos que o rebanho é de Cristo, a noção muda, o ministério e a vocação tomam outro significado. O apóstolo Pedro diz: “pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho” (I Pe 5.2,3). O rebanho foi confiado pelo próprio Jesus Cristo, e jamais podemos querer apropriar-nos dele. Cristo é o Bom pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Nós podemos construir a infra-estrutura, mas as pessoas, continuam sendo do “...Bispo e Pastor das vossas almas” ( I Pe 2.25).

Em segundo lugar, é preciso desenvolver a chamada por vocação. 
Poucos pastores têm a certeza da vocação. Muitos foram lançados na arena e deixados ao leu, sem estrutura ou convicção da própria chamada. Outros são abandonados à própria sorte, tendo que lutar, muitas vezes sozinho com dificuldades existenciais esmagadoras. Infelizmente tem crescido o número de pastores que cometem suicídio e que tem desistido de tudo, do chamado e até mesmo da vida. O apóstolo Paulo sabia que para pregar o Evangelho de Cristo e pastorear o rebanho de Deus, tinha que ser vocacionado, e por isso, afirmou dizendo: “Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At 20.24).

O apóstolo Pedro parou de hesitar em seguir a Jesus e entender qual era sua vocação, não apenas depois do Pentecostes, mas depois que Jesus mirou os seus olhos, e lhe pediu a maior prova de amor que ele poderia demonstrar que era: “apascentando o seu rebanho” (Jo 21.15-17). Um chamado à vocação.

A vocação para o ministério não envolve fracasso profissional em dimensões seculares, projeção publica através do ministério e do rebanho. Não! Mas sim, uma vida de entrega a Jesus, tendo plena convicção que o seu chamado não foi dado pelos homens e sim pelo próprio Jesus, que deu uns também para pastores “...tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos” (Ef 4.12). Tenha consciência que os profetas, apóstolos, bispos, presbíteros e pastores que a Bíblia Sagrada menciona, superaram os mais diversos obstáculos, porque eles sabiam em quem estavam crendo. Para eles, viver era atender a vocação que Deus os confiou, de maneira que de alguns deles, o escritor aos Hebreus confirma: “homens dos quais o mundo não era digno...” (Hb 11.38).

Em terceiro lugar, deve considerar que um dia será chamado à prestação de contas.
Nenhum pastor pode ignorar essa verdade, seremos chamados à prestação de contas do rebanho que nos foi confiado. O escritor aos Hebreus diz: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros”. (Hb 13.17). Já vi muitos pastores fazendo menção desse versículo apenas para exigir submissão e obediência, porém, esquecendo-se que, não passa desapercebido o texto que diz: “...como quem deve prestar contas...”. Essa é uma responsabilidade unânime no ministério pastoral, e que deve ser encarada com zelo e com amor. Foi com essa consciência que o apóstolo Paulo afirmou para os Tessalonicenses que tinha agido como uma mãe e como um pai com a igreja (I Ts 2.7,11).

Por último, é preciso dessecularizar o ministério pastoral.
Todos nós sabemos que o ministério pastoral é um oficio espiritual, mas nesse mundo secularizado de hoje, onde muitas pessoas não conseguem enxergar além de uma visão materialista e ultrajante em todas as dimensões, precisamos lembrar que o mesmo Jesus que nos chamou para apascentar, nos chamou para o fazer por uma dádiva espiritual e não secularizada. Todos os instrumentos que utilizamos para o progresso do Evangelho são de grande importância, mas nada pode substituir a cruz de Cristo, de onde vem toda fonte de amor, dedicação sacrificial, entrega e devoção à chamada para apascentar. Precisamos de pastores que realmente conheçam o coração de Deus, como diz a Bíblia Sagrada: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência” (Jr 3.15).

Pastores estereotipados de "executivos" e de “super ungidos” são desnecessários para o rebanho. Um pastor precisa ser gente como seu rebanho, no mesmo arquétipo do próprio Cristo, vivendo como nós, passando a ser um de nós, sem negar a sua essência humana. Já ouvi de pastores que não se misturam com seus rebanhos para não parecer um deles. Isso é um fracasso no ministério pastoral, porque nenhuma liderança que é imposta por ostentação, por falsa impressão será valorizada. Podem até lhe aplaudir, mas no fundo saberão, que não passa de elucubrações humanas.

Que a chamada pastoral seja mais valorizada e que possamos nos aventurar em caminhar nos dedicando à fundo na chamada e na vocação que o Senhor nos tem confiado, atendendo a vocação de apascentar o rebanho de Deus e alcançando respeito diante dos homens como afirmou o apóstolo Paulo: “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus” (I Co 4.1).

15/12/2012

TAMAR: A MULHER QUE NÃO ABRIU MÃO DE SEUS DIREITOS


No capítulo 38 de Gênesis vemos que abre-se um parênteses na história de José, iniciada no capítulo 37, que termina com a venda de José a Potifar, já no Egito
Gênesis 38:
1             E aconteceu no mesmo tempo que Judá desceu de entre seus irmãos e entrou na casa de um homem de Adulão, cujo nome era Hira,
2             E viu Judá ali a filha de um homem cananeu, cujo nome era Sua; e tomou-a por mulher, e a possuiu.
3             E ela concebeu e deu à luz um filho, e chamou-lhe Er.
4             E tornou a conceber e deu à luz um filho, e chamou-lhe Onã.
5           E continuou ainda e deu à luz um filho, e chamou-lhe Selá; e Judá estava em Quezibe, quando ela o deu à luz.
6             Judá, pois, tomou uma mulher para Er, o seu primogênito, e o seu nome era Tamar.
7             Er, porém, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do SENHOR, por isso o SENHOR o matou.
8            Então disse Judá a Onã: Toma a mulher  do teu  irmão, e casa-te com  ela, e suscita descendência a teu irmão.
9         Onã, porém,  soube que esta  descendência não havia  de ser para ele; e aconteceu que, quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão.
10           E o que fazia era mau aos olhos do SENHOR, pelo que também o matou.
11        Então disse Judá a Tamar sua nora: Fica-te viúva na casa de teu pai, até que Selá, meu filho, seja grande. Porquanto disse: Para que porventura não morra também este, como seus irmãos. Assim se foi Tamar e ficou na casa de seu pai.
12         Passando-se pois  muitos dias,  morreu a filha de Sua,  mulher de Judá; e depois de consolado Judá subiu aos tosquiadores das suas ovelhas em Timna, ele e Hira, seu amigo, o adulamita.
13           E deram aviso a Tamar, dizendo: Eis que o teu sogro sobe a Timna, a tosquiar as suas ovelhas.
14           Então ela tirou de sobre si os vestidos da sua viuvez e cobriu-se com o véu, e envolveu-se, e assentou-se à entrada das duas fontes que estão no caminho de Timna, porque via que Selá já era grande, e ela não lhe fora dada por mulher.
15           E vendo-a Judá, teve-a por uma prostituta, porque ela tinha coberto o seu rosto.
16          E dirigiu-se a ela no caminho, e disse: Vem, peço-te, deixa-me possuir-te. Porquanto não sabia que era sua nora. E ela disse: Que darás, para que possuas a mim?
17           E ele disse: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. E ela disse: Dar-me-ás penhor até que o envies?
18         Então ele disse: Que penhor é que te darei? E ela disse: O teu selo, e o teu cordão, e o cajado que está em tua mão. O que ele lhe deu, e possuiu-a, e ela concebeu dele.
19           E ela se levantou, e se foi e tirou de sobre si o seu véu, e vestiu os vestidos da sua viuvez.
20         E Judá enviou o cabrito por mão do seu amigo, o adulamita, para tomar o penhor da mão da mulher; porém não a achou.
21          E perguntou aos homens daquele lugar, dizendo: Onde está a prostituta que estava no caminho junto às duas fontes? E disseram: Aqui não esteve prostituta alguma.
22         E tornou-se a Judá e  disse: Não a achei;  e também  disseram os homens daquele lugar: Aqui não esteve prostituta.
23           Então disse Judá: Deixa-a ficar com o penhor, para que porventura não caiamos em desprezo; eis que tenho enviado este cabrito; mas tu não a achaste.
24           E aconteceu que, quase três meses depois, deram aviso a Judá, dizendo: Tamar, tua nora, adulterou, e eis que está grávida do adultério. Então disse Judá: Tirai-a fora para que seja queimada.
25          E tirando-a fora, ela mandou dizer a seu sogro: Do homem de quem são estas coisas eu concebi. E ela disse mais: Conhece, peço-te, de quem é este selo, e este cordão, e este cajado.
26           E conheceu-os Judá e disse: Mais justa é ela do que eu, porquanto não a tenho dado a Selá meu filho. E nunca mais a conheceu.
27           E aconteceu ao tempo de dar à luz que havia gêmeos em seu ventre;
28           E sucedeu que, dando ela à luz, que um pôs fora a mão, e a parteira tomou-a, e atou em sua mão um fio encarnado, dizendo: Este saiu primeiro.
29           Mas aconteceu que, tornando ele a recolher a sua mão, eis que saiu o seu irmão, e ela disse: Como tu tens rompido, sobre ti é a rotura. E chamaram-lhe Perez.
30           E depois saiu o seu irmão, em cuja mão estava o fio encarnado; e chamaram-lhe Zerá.
Interessante notar que, logo no primeiro versículo, lemos que Judá se separou de sua família. Pelo momento que a história é contada – logo após terem vendido seu irmão – podemos supor que ele tenha preferido se afastar para não ter que conviver com o sofrimento de seu pai e sobretudo por causa da mentira que ocultava.

Naquela época, uma viúva sem filhos teria sérios problemas na vida. Ela estaria condenada à mendicância após a morte de seus pais, pois o marido era responsável pelo sustento e o filho, pela garantia da herança. Após a morte de seu esposo, Tamar lutou pelo seu “direito de ter um filho” e sobretudo garantir os direitos de Er, seu esposo, em ter o seu nome preservado através de um descendente. Em tais situações, era dever do cunhado perpetuar a linhagem de seu irmão falecido (lei do levirato) e a também prover o sustento e as necessidades da viúva.

Cumprindo-se a lei do levirato, Judá entrega Tamar a Onã, seu filho do meio. Por essa lei, o cunhado só poderia ter relações para gerar um herdeiro para o irmão falecido, sendo que após  a concepção, ela seria novamente viúva e não poderia mais ter relações. Onã porém agiu com mesquinhez, primeiro porque não queria ter que dividir sua herança com o filho que nasceria da cunhada (e a herança do primogênito, ou seja, do filho mais velho que faleceu, era dobrada). Segundo, porque queria continuar mantendo relações. Então ele usou-se de um artifício para não engravidar a cunhada – derramava o sêmen na terra. Tal atitude custou-lhe a vida.

Entretanto, para Judá e sua esposa o problema não estava nos filhos – estava em Tamar. Já percebeu como nós temos a tendência de culpar outros pelos nossos problemas? Como é difícil para nós analisar uma situação de maneira imparcial e reconhecer que a culpa não está em outras pessoas, mas em nós mesmos? É muito mais fácil jogar a culpa no demônio do que assumir que o problema está em nós. Vemos isso muito claramente no versículo 11. Judá não estava disposto a fazer cumprir a lei do levirato, entregando o filho mais novo para Tamar – ele achava que, de alguma forma, ela era a responsável pela morte de seus dois filhos mais velhos.

Entretanto, a lei do levirato prevê que, para continuar uma linhagem, o próprio pai poderia gerar filho com sua nora – e Judá sequer cogitou essa solução. Foi essa lei que as filhas de Ló utilizaram para gerar filhos para seu pai, uma vez que achavam que não havia mais ninguém na terra além deles.

Judá manda, no versículo 11, Tamar de volta para a casa de seus pais, prometendo que assim que o filho mais novo estivesse na idade de casar, ele a chamaria.

O tempo foi passando e ficou claro para Tamar que, se dependesse de Judá, ela estaria condenada a ser uma viúva sem filhos. Mas ela tinha direitos, e não abriu mão deles. Depois da morte da sogra, conhecendo os hábitos do sogro, ela colocou em prática uma estratégia ousada: se fez passar por uma prostitua cultual. O que era uma prostituta cultual? As prostitutas cultuais eram usadas nos cultos de fertilidade no Oriente Médio. Nesses cultos acreditava-se que a colheita e os rebanhos eram aumentados pelo intercurso ritual com as prostitutas de certas deusas como Aserá, Asterote e Anate. Elas normalmente cobriam o rosto, pois acreditava-se que as próprias deusas “encarnavam” nessas mulheres.

Tamar havia pensado em todos os detalhes. Ela sabia que sua vida estaria em risco quando sua barriga começasse a crescer e os fofoqueiros de plantão (não se preocupe, eles são mais antigos que a profissão de prostituta) levassem a notícia a Judá. Como não havia exame de DNA na época, ela precisaria provar quem era o pai da criança, sem deixar sombra de dúvida. Ela então fica com alguns pertences de Judá, como penhor: o selo, o cordão e o cajado.

Quando a notícia chegou a  Judá (v.24), sua reação foi a esperada: “Queimem a vagabunda!”. Veja como a notícia chegou: “tua nora adulterou e eis que está grávida do adultério“. Cuidado com as notícias que você recebe! Eles nem se deram ao trabalho de saber quem era o pai ou se porventura ela havia sido violentada. O julgamento já havia sido dado – ela adulterou e ponto. Pior ainda – eles nunca se importaram em interceder por Tamar junto a Judá para que ele lhe enviasse o filho menor. Eles estavam prontos para criticar, acusar mas não para ajudar. Infelizmente, o quadro hoje não é muito diferente…

Em sua sabedoria, Tamar espera o momento certo para “esfregar o exame de DNA na cara de Judá”. E o reconhecimento de paternidade por parte dele, declarando ter sido ela mais justa que ele mesmo. Essa mulher admirável, que não aceitou abrir mão do que era seu por direito.

Agora, vejamos o que ocorria no mundo espiritual. Em Gênesis 49 lemos:

8             Judá, a ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão.
9             Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará?
10           O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos.
11           Ele amarrará o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à cepa mais excelente; ele lavará a sua roupa no vinho, e a sua capa em sangue de uvas.
12           Os olhos serão vermelhos de vinho, e os dentes brancos de leite.
O que ocorreu no capítulo 38 foi uma tentativa do inimigo em fazer cessar a descendência da qual viria o Messias (Siló). O evangelho de Mateus inicia assim:

Mateus 1
1             Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.
2             Abraão gerou a Isaque; e Isaque gerou a Jacó; e Jacó gerou a Judá e a seus irmãos;
3             E Judá gerou, de Tamar, a Perez e a Zerá; e Perez gerou a Esrom; e Esrom gerou a Arão;
4             E Arão gerou a Aminadabe; e Aminadabe gerou a Naassom; e Naassom gerou a Salmom;
5             E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé;
6             E Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias.
7             E Salomão gerou a Roboão; e Roboão gerou a Abias; e Abias gerou a Asa;
8             E Asa gerou a Josafá; e Josafá gerou a Jorão; e Jorão gerou a Uzias;
9             E Uzias gerou a Jotão; e Jotão gerou a Acaz; e Acaz gerou a Ezequias;
10           E Ezequias gerou a Manassés; e Manassés gerou a Amom; e Amom gerou a Josias;
11           E Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos na deportação para babilônia.
12           E, depois da deportação para a babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel gerou a Zorobabel;
13           E Zorobabel gerou a Abiúde; e Abiúde gerou a Eliaquim; e Eliaquim gerou a Azor;
14           E Azor gerou a Sadoque; e Sadoque gerou a Aquim; e Aquim gerou a Eliúde;
15           E Eliúde gerou a Eleázar; e Eleázar gerou a Matã; e Matã gerou a Jacó;
16           E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo.
17           De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para a babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para a babilônia até Cristo, catorze gerações.
Interessante notar que Tamar está entre as três únicas mulheres que aparecem na genealogia de David e, por consequência, de Jesus. As outras, Raabe uma ex-prostitua e Rute, uma moabita.

Não abra mão daquilo que é seu por direito. Se você recebeu um sonho, uma promessa de Deus, não desanime, não deixe que as situações contrárias lhe façam desistir. Mesmo que, à semelhança de Tamar, joguem a culpa do fracasso sobre você, não permita que isso lhe lance sobre o marasmo e a depressão. Conheça seus direitos. Faça-os valer. Deus lhe dará sabedoria e estratégia para conquistar aquilo que é seu por direito.

Creio que se Tamar tivesse um hino, seria muito semelhante à música “Se tentaram matar os teus sonhos”, de Ludmila Ferber:

Se tentaram matar os seus sonhos,
sufocando o seu coração,
se lançaram você numa cova,
e ferido perdeu a visão,
se tentaram matar os seus sonhos,
sufocando o seu coração,
se lançaram você numa cova,
e ferido perdeu a visão...
Não desista não pare de crer
os sonhos de Deus jamais vão morrer!
Não desista não pare de lutar,
não pare de adorar,
levanta os teus olhos e vê:
Deus está restaurando os seus sonhos
e a sua visão...
Recebe a cura,
recebe a unção,
unção de ousadia,
unção de conquista,
unção de multiplicação...

GÊNESIS 38 - medite e aprenda...



Muitas pessoas tentam imaginar por que Deus teria incluído este capítulo na bela história de José. Bem, é bom vermos que na lista dos ancestrais de nosso bendito Senhor, em Mt 1:1-3, este mesmo incidente é mencionado! “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. A Abraão nasceu Isaque; a Isaque nasceu Jacó; a Jacó nasceram Judá e seus irmãos; a Judá nasceram, de Tamar, Farés e Zará; a Farés nasceu Esrom; a Esrom nasceu Arão”. Nosso Senhor nasceu da tribo de Judá. Isto apenas magnificou a graça de Deus. Mostra-nos que toda a raça humana é má. Não há bem em nenhum de nós. O Senhor Jesus foi o único Homem perfeito que já viveu - Hb 7:14 “visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo da qual Moisés nada falou acerca de sacerdotes”.. Mas leia do poder transformador (para nós) da morte e ressurreição de Cristo (Hb 10:14): “Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados”).

1 – “Nesse tempo Judá desceu de entre seus irmãos e entrou na casa dum adulamita, que se chamava Hira”
Este capítulo mostra como a descendência de Judá interrompe a história de José, e narra a história do nascimento de Farés e Zara. Tamar e Farés estão na genealogia de Cristo. Judá e seus descendentes tornaram-se os herdeiros da promessa feita a Abraão.

2- ”e viu Judá ali a filha de um cananeu, que se chamava Suá; tomou-a por mulher, e esteve com ela”.

38.2 FILHA DE UM VARÃO CANANEU
As Sagradas Escrituras registram essa história vergonhosa de Judá, por quatro razões, pelo menos:
(1) Mostra o relaxamento moral daqueles dias, em contraste com a pureza de José, a qual, diante desse fato, se destaca nitidamente. Note o contraste entre Judá desceu (i.e., por livre e espontânea vontade, v.1), e, José foi levado (39.1).
(2) Demonstra por que era necessário que a família de Israel (Jacó) saísse de Canaã e fosse para o Egito. Se Jacó tivesse permanecido entre os cananeus, seus descendentes teriam perdido a sua identidade, devido aos casamentos mistos (vv. 1,2). No Egito, os descendentes de Jacó foram isolados dos egípcios, e assim puderam tornar-se um povo nitidamente separado, dedicado exclusivamente a Deus. A ocupação principal da família de Jacó era a criação de animais. Tradicionalmente, os egípcios tinham grande desprezo por pastores de rebanhos. Essa animosidade ajudou os israelitas a permanecerem separados dos egípcios e dos seus respectivos costumes.
 (3) Ilustra o fato que os pecados de todos, até mesmo de pessoas de destaque no plano divino da redenção, acabarão sendo conhecidos.
(4) Demonstra que a liderança do povo de Deus é entregue àqueles que são moralmente puros. José era fiel a Deus e às suas leis, ao passo que Judá era um fracasso. O NT requer idênticos padrões morais para aqueles que exercem liderança espiritual.

3- “Ela concebeu e teve um filho, e o pai chamou-lhe Er. 4 Tornou ela a conceber e teve um filho, a quem ela chamou Onã. 5 Teve ainda mais um filho, e chamou-lhe Selá. Estava Judá em Quezibe, quando ela o teve. 6 Depois Judá tomou para Er, o seu primogênito, uma mulher, por nome Tamar. 7 Ora, Er, o primogênito de Judá, era mau aos olhos do Senhor, pelo que o Senhor o matou. 8 Então disse Judá a Onã: Toma a mulher de teu irmão, e cumprindo-lhe o dever de cunhado, suscita descendência a teu irmão”.

A lei de levirato, exposta em Dt 25.5-12: “5 Se irmãos morarem juntos, e um deles morrer sem deixar filho, a mulher do falecido não se casará com homem estranho, de fora; seu cunhado estará com ela, e a tomará por mulher, fazendo a obrigação de cunhado para com ela. 6 E o primogênito que ela lhe der sucederá ao nome do irmão falecido, para que o nome deste não se apague de Israel. 7 Mas, se o homem não quiser tomar sua cunhada, esta subirá à porta, aos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer cumprir para comigo o dever de cunhado. 8 Então os anciãos da sua cidade o chamarão, e falarão com ele. Se ele persistir, e disser: Não quero tomá-la; 9 sua cunhada se chegará a ele, na presença dos anciãos, e lhe descalçará o sapato do pé, e lhe cuspirá ao rosto, e dirá: Assim se fará ao homem que não edificar a casa de seu irmão. 10 E sua casa será chamada em Israel a casa do descalçado”, corresponde ao cumprimento dos deveres maritais pelo cunhado solteiro, mais velho em relação a viúva do irmão falecido. A descendência é considerada como se procedesse do irmão falecido.”

Gn 38:9 “Onã, porém, sabia que tal descendência não havia de ser para ele; de modo que, toda vez que se unia à mulher de seu irmão, derramava o sêmen no chão para não dar descendência a seu irmão.”

ONÃ.
 As leis antigas do Oriente Próximo determinavam que um irmão devia casar-se com a viúva dum seu irmão que morresse, caso ela não tivesse filhos; assim, haveria um filho em nome do falecido. O pecado de Onã foi recusar-se a cumprir tal responsabilidade. Deus ceifou a sua vida porque recusou-se a dar um filho a Tamar (v. 10).

10 “E o que ele fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que o matou também a ele.”
O termo atual onanismo provém deste versículo, do nome Onã.

11 “Então disse Judá a Tamar sua nora: Conserva-te viúva em casa de teu pai, até que Selá, meu filho, venha a ser homem; porquanto disse ele: Para que porventura não morra também este, como seus irmãos. Assim se foi Tamar e morou em casa de seu pai. 12 Com o correr do tempo, morreu a filha de Suá, mulher de Judá. Depois de consolado, Judá subiu a Timnate para ir ter com os tosquiadores das suas ovelhas, ele e Hira seu amigo, o adulamita. 13 E deram aviso a Tamar, dizendo: Eis que o teu sogro sobe a Timnate para tosquiar as suas ovelhas. 14 Então ela se despiu dos vestidos da sua viuvez e se cobriu com o véu, e assim envolvida, assentou-se à porta de Enaim que está no caminho de Timnate; porque via que Selá já era homem, e ela lhe não fora dada por mulher. 15 Ao vê-la, Judá julgou que era uma prostituta, porque ela havia coberto o rosto.”

38.15 TEVE-A POR UMA PROSTITUTA.
Tamar pecou, mas o pecado de Judá foi maior, com sua conduta hipócrita e corrupta (v. 26). Nos tempos antes da vinda de Cristo, Deus suportou certos males até que a plena redenção se efetuasse em Cristo (At 17.30: Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam; 14.16 o qual nos tempos passados permitiu que todas as nações andassem nos seus próprios caminhos; Rm 3.25 ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos).

16 E dirigiu-se para ela no caminho, e disse: Vem, deixa-me estar contigo; porquanto não sabia que era sua nora. Perguntou-lhe ela: Que me darás, para estares comigo? 17 Respondeu ele: Eu te enviarei um cabrito do rebanho. Perguntou ela ainda: Dar-me-ás um penhor até que o envies? 18 Então ele respondeu: Que penhor é o que te darei? Disse ela: O teu selo com a corda, e o cajado que está em tua mão. Ele, pois, lhos deu, e esteve com ela, e ela concebeu dele. 19 E ela se levantou e se foi; tirou de si o véu e vestiu os vestidos da sua viuvez. 20 Depois Judá enviou o cabrito por mão do seu amigo o adulamita, para receber o penhor da mão da mulher; porém ele não a encontrou. 21 Pelo que perguntou aos homens daquele lugar: Onde está a prostituta que estava em Enaim junto ao caminho? E disseram: Aqui não esteve prostituta alguma. 22 Voltou, pois, a Judá e disse: Não a achei; e também os homens daquele lugar disseram: Aqui não esteve prostituta alguma. 23 Então disse Judá: Deixa-a ficar com o penhor, para que não caiamos em desprezo; eis que enviei este cabrito, mas tu não a achaste. 24 Passados quase três meses, disseram a Judá: Tamar, tua nora, se prostituiu e eis que está grávida da sua prostituição. Então disse Judá: Tirai-a para fora, e seja ela queimada. 25 Quando ela estava sendo tirada para fora, mandou dizer a seu sogro: Do homem a quem pertencem estas coisas eu concebi. Disse mais: Reconhece, peço-te, de quem são estes, o selo com o cordão, e o cajado. 26 Reconheceu-os, pois, Judá, e disse: Ela é mais justa do que eu, porquanto não a dei a meu filho Selá. E nunca mais a conheceu. 27 Sucedeu que, ao tempo de ela dar à luz, havia gêmeos em seu ventre; 28 e dando ela à luz, um pôs fora a mão, e a parteira tomou um fio encarnado e o atou em sua mão, dizendo: Este saiu primeiro. 29 Mas recolheu ele a mão, e eis que seu irmão saiu; pelo que ela disse: Como tens tu rompido! Portanto foi chamado Pérez. 30 Depois saiu o seu irmão, em cuja mão estava o fio encamado; e foi chamado Zerá.

Perez, ou, na transcrição literal do hebraico, Paretz, provém do verbo cuja raiz – parotz – é ligada à ação de rompimento, quebra.

13/12/2012

Legalismo versus liberdade cristã - pr. Silas Malafaia

Esta mensagem aborda um tema polêmico onde o legalismo é combatido a Luz da Palavra de Deus.
O Pastor Silas Malafaia  fora muito feliz em apresentar esta mensagem.


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