04/12/2020

O PROBLEMA DA IGREJA NÃO SÃO OS LOBOS, SÃO OS BODES!

 



Ez 34:17 E quanto a vós, ó ovelhas minhas, assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes.

Mt 25:32 E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas.

·         INTRODUÇÃO:  

Pastorear ovelhas não é tarefa fácil. O pastorado requer do ministro, além do chamado (vocação), um cabedal de amor, humildade e servilismo. Todavia, existe também o grande desafio de discernir no meio do rebanho os bodes e mantê-los o mais longe possível das ovelhas.

Quanto aos lobos, eles são os inimigos naturais das ovelhas. Por isso, o pastor sabe que estar sempre alerta e proteger suas ovelhas contra os lobos são de praxe vocacional. Então, você pergunta: Quem são os lobos? Pergunta de fácil resposta. Os lobos são os falsos mestres que dividem a Igreja e matam os cristãos incautos. "Eu sei", disse Paulo aos anciãos de Éfeso, "que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens (bodes) falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. Portanto, vigiai. (os bodes, no texto acima, são observação pessoal do autor deste artigo)

John Stott, diz: Não foi por menos que Jesus comparou esses mestres com lobos vorazes, não tanto porque fossem gananciosos, ávidos de prestígio ou de poder (embora geralmente o sejam), mas por serem "selvagens" (BLH), isto é, extremamente perigosos (Mt 7:15).

Todavia, considero os bodes ainda mais perigosos que os lobos; pois, os lobos precisam se infiltrar, mas os bodes não, estes já estão dentro do rebanho. Os bodes são, por natureza, briguentos, sensuais e demasiadamente malcheirosos; portanto, considerados símbolo de homens desordeiros, profanos e impuros. Tais homens são essencialmente egoístas, e o egoísmo flui deles de maneira natural. Os bodes representam na Bíblia os não eleitos, os réprobos, os infiéis que estão, assim como o populacho no êxodo de Israel do Egito (Nm 11:4), infiltrados no meio do povo de Deus. Os bodes apresentam-se no meio do rebanho como cristãos genuínos, mas em seus corações não existe amor, compaixão, e qualquer senso de coletividade. Amam apenas sua própria companhia, não desejam compartilhar com ninguém, são espirituais demais aos seus próprios olhos, e assim como os falsos lideres de Israel na época de Ezequiel, são extremamente auto-centrados, egoísta, exigentes, e letais as ovelhas de Cristo.

Eu sou pastor de ovelhas e faço meu trabalho de forma bíblica, mas por melhor que eu seja ainda faço meu trabalho imperfeitamente. Quando procuro administra o rebanho do Senhor com uma nutrição saudável, atenção dobrada, assistindo-os e preservando-os dos lobos vorazes (falsos profetas), ainda tenho que vigiar os bodes, não permitindo que os bodes se misturem com as ovelhas. Por isso:

·         Devo sempre encontrar o caminho dos bodes, e usar os meios apropriados para livrar as ovelhas de suas ameaças.

 

·         Devo procurar impedir a ovelhas de vaguear com os bodes, e, quando alguma ovelha vagueia, emprego todos os métodos apropriados para trazê-la de volta.

 

·         Devo como fiel pastor separa a ovelha dos bodes a fim de preservá-las dos ataques das doenças, administrando prevenções e remédios para as moléstias que os bodes trazem para contaminar o rebanho.

 

·         Todavia, tenho um grande problema que desejo ressaltar neste artigo. Os pastores têm autorização para matar os lobos, mas não os bodes. Os bodes podem no máximo ser separados. Pois apenas no julgamento final é que Deus deixa claro que não só liber­tará as ovelhas dos bodes, mas governará com juízo, quer dizer, haverá uma plena manifestação de sua discriminação e administração Pastoral.

 

Quanto às ovelhas, elas são consideradas emblema de ternura, simplicidade, inocência, paciência e utilidade. Os povos escolhidos, como nações ovelhas, serão os que foram benevolentes e capazes de uma bondade genuína que deles fluía de maneira natural e espontânea. Por serem essencialmente bondosas e exteriormente atuantes, em razão da sua fé interior, essas pessoas serão então recompensadas pelo Grande Pastor. Observando os versículos 15-16, essa recompensa é apre­sentada nas seguintes promessas.

1.       "Eu, eu mesmo, procurarei [...]

2.       E as buscarei [...]

3.       Livrá-las-ei [...]

4.       Tirá-las-ei [...]

5.       E as farei vir [...]

6.       Trarei à sua terra [...]

7.       E as apascentarei [...]

8.       Deitar-se-ão numa boa malhada [...]

9.       Ligarei [...]

10.   Fortalecerei".

Na figura que o profeta Ezequiel usou para com as ovelhas e os bodes, os dois lados correspondem a dois veredictos contrários. A igreja contemporânea não enxerga que está chegando o Dia do Juízo Final, onde todas as pessoas de todas as nacionalidades, todas as ovelhas e bodes, serão julgados com extrema severidade e justiça.

 

I.Repreensões aos Bodes guias.  (1-2)

 

Quem são estes pastores que Ezequiel condena. Temos três escolas de interpretações:

1.   Os Literalistas.

Primeiro, alguns afirmam que a interpretação é literal do texto, mas essa interpretação negar a existência de muitos figuras de linguagem no discurso. Em Ezequiel 34, por exemplo, os literalistas não reconhecem a palavra "pastor", como uma figura do discurso, conclui-se que Deus estava falando de pastores de ovelha e não dos lideres de Israel. 

2.   Progressistas, Dispensacionalista:

Este segundo grupo de intérpretes considera o valor literal do texto, mas tentam reconhecer os valores de discurso que ocorrem no mesmo, bem como a compreensão dos leitores original,  a histórica perspectiva, pistas contextuais, o progresso da revelação, a analogia da fé, etc. Eles tentam descobrir o que os leitores originais entenderam quando lêem o texto como uma base para compreender a mensagem original. Muitos intérpretes neste grupo gostam de usar o termo "normal" para descrever a sua hermenêutica (princípios de interpretação). A maior parte destes intérpretes é também pré-milenistas.

3.   Biblistas, Reformados.

Um terceiro grupo interpreta o texto de forma mais profético, é essencialmente simbólico e figurativo, a não devem ser interpretados de forma literal ou “normal”. Eles dependem do Novo Testamento para compreender o significado do Antigo Testamento, e vice e versa. No N.T. ao lerem a revelação, estão sempre indo e voltando nos Testamentos, como que buscando uma interpretação mais viável. Eles entendem, por exemplo, algumas das referências a bênção de Deus sobre Israel no futuro, de Ezequiel 34, como cumprida em Jesus Cristo. Eles não procuram uma escatologia com cumprimentos futuros dessas promessas nos judeus.

·         No que diz respeito à profecia de Ezequiel, os biblistas estão certíssimos em afirmarem que Jesus Cristo cumpriu perfeitamente as exigências do texto canônico. Observe:

1.       O Pastor deve ser comissionado pelo próprio Deus de Israel (Ezequiel 34:23, 29).

2.       O Pastor será o Grande Pastor das ovelhas. Ele fará pelo rebanho o que ninguém mais poderia fazer. Ele reunirá em Seu rebanho os judeus e os gentios.

3.       O Pastor é o servo mais excelente de Deus, contratado por Ele e para Ele, o Pastor fará tudo em obediência a Deus. Com o olhar na eternidade o Pastor estabelecerá o Reino de Deus entre os homens.

4.       O Pastor é chamado de Davi (amado de Deus), pois seu coração é segundo o coração de Deus. Jesus é o leão de Judá, o Filho de Davi, o Rei de Sião.

 

Os pastores no texto representam os governantes de Israel. O rei, os anciões e os sacerdotes permitiram que o povo se dispersar-se sobre a terra, em vez de mantê-los com segurança em conjunto. Ezequiel mostra que eles foram negligentes em suas funções administrativas: negaram a justiça, negaram o amor, negaram a verdade, e, por isso, devem ser removidos de seus cargos. A responsabilidade primária de um líder é para cuidar das necessidades das pessoas que ele conduz, mesmo se isso exige sacrificar seus próprios desejos.

Os líderes religiosos de Judá tinham falhado redondamente em não satisfazer as necessidades do povo do Senhor, mas Deus prometeu um Pastor (Jesus).Além disso, Deus prometeu vingar o seu povo (ver capítulo 35), renovar a sua fortuna, perdoar e limpar as suas iniqüidades e contaminações (ver Capítulo 36 de Ezequiel), e revitalizar-los (ver capítulo 37). Yahweh seria novamente, o seu Deus, e eles seriam o seu povo (Ver 37:27-28).

Não devemos ser juízes de ninguém, também não devemos ser uns tolos e facilmente enganados. Há meios de se reduzirem os riscos quando estamos lidando com os bodes, pois eles são facilmente identificados pelos resultados morais de sua existência.

·         Os bodes não possuem obediência. (Zc 10:3)

·         Os bodes não possuem submissão alegre e espontânea. (Dn 8:8)

·         Os bodes não possuem fidelidade e dedicação. (Mt 25:33)

·         Os bodes não possuem amor pelas ovelhas. (Ez 34:21)

·         Os bodes não possuem senso de coletividade. ( Dn 8:5)

·         Os bodes não possuem compreensão das limitações e fraqueza das ovelhas. (Ez 34:21)

·         Os bodes não possuem integridade moral. (Dn 8:21)

·         Os bodes não possuem saúde espiritual. (Dn 8:8b)

O bode que o profeta Daniel abordava em suas visões era Alexandre, O Grande. Homem de filosofia hedonista e extremamente orgulho e arrogante, Alexandre tombou no ápice do seu império. Quanto aos bodes de Ezequiel, eles simbolizam os reis, sacerdotes e anciões ímpios de Israel, bem com todos aqueles que seguiam suas praticas libertinas].

Enquanto a igreja estiver aqui na terra, ela será sempre mista, contendo ovelhas, a saber, os santos, e bodes, os hipócritas. Para os olhos não treinados, os bodes passam despercebidos no meio das ovelhas, mas certamente existe uma diferença gritante entre ambos. Os bodes revelam as suas impiedades, indisciplinas e rejeitam qualquer senso de coletividade. Portanto, cabe ao pastor realizar seu trabalho em tempo hábil e de forma espiritual; apartando os bodes do rebanho evitando assim as contaminações e perdas. O pastor não precisa tornar-se paranóico com relação aos bodes, os bodes no meio do rebanho, infelizmente, continuaram a existir no meio do rebanho até o Dia do Juízo, mas existem ocasiões onde os bodes se tornam tão salientes que devem ser, rapidamente, separados do rebanho.

 

Martinho  Lutero: No “Regnum Christi” (trigal e rebanho do Senhor), existem joio e bodes, havendo possibilidade de serem a maioria.

 

II.       As Acusações contra os bodes guias. (3-4)

 

·         Deus fará um julgamento do rebanho.

1.       Juízo Pessoal: Eu, eu mesmo...

2.       Juízo Definitivo e irrevogavél; Julgarei...

3.       Juízo Justo; “exterminarei...”


§  Deus expõe os pecados

.

·         3 Comeis a gordura – o pecado da exploração

·         E vos vestis da lã; o pecado da extorsão.

·         Matais o cevado; - o pecado da opressão

·         Mas não apascentais as ovelhas; - o pecado da omissão (6 vezes aparece no texto a palavra “não”, enfatizando o caráter maligno dos lideres judaicos).

·         4 As fracas não fortalecestes; o pecado da negligencia.

·         E a doente não curastes – o pecado da exploração e abuso

o   E a quebrada não ligastes-

o   E a desgarrada não tornastes a trazer; o pecado da incoerência.

o   E a perdida não buscastes;

·         Mas dominais sobre elas com rigor e dureza; - o pecado da tirania

5 Assim se espalharam, por não haver pastor, e tornaram-se pasto para todas as feras do campo, porquanto se espalharam.  6 As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem perguntasse por elas, nem quem as buscasse.

O re­sultado das transgressões ativas e passivas dos governantes de Israel foi o cativeiro e depois a dispersão do rebanho. As dez tribos do Norte tornaram-se peregrinas nas terras da Assíria, e as duas do Sul foram dispersas na Babilônia e no Egito, separadas do remanescente que fi­cou na terra desolada. Contudo, mesmo espalhados por toda parte, o Onisciente sabia onde estava cada uma de suas ovelhas.

Deus deixa claro que não só liber­taria, mas governaria também. "Apascentá-las-ei com juízo", quer dizer, haveria manifestação de sua discriminação e administração. Ele impediria que os fortes pisassem nos pastos e machucassem os fracos. Os opressores opulentos seriam conde­nados, e os pobres humilhados seri­am enriquecidos.

 

III.       Promessa: Davi será o Pastor (23-31).

Davi foi le­vantado por designação divina, não apenas como governante bom e bene­volente, mas como cabeça da teocracia e como ancestral de Jesus Cristo se­gundo a carne. Davi tipificava o Pas­tor misericordioso e sublime que efe­tuaria de modo perfeito os propósitos de Deus. Na plenitude dos tempos, o Filho do grande Davi, maior que ele, surgiu como o Bom Pastor e deu a vida pelas ovelhas; mas, como os gover­nantes judeus o rejeitaram, o povo de Israel foi espalhado mais ampla e ter­rivelmente do que antes.

O Dr. Herbert Locker, comenta: Depois de reprovar severamente a negligência dos nomeados para cui­dar do rebanho, Deus promete susci­tar um pastor, uma planta de reno­me, que fielmente desempenharia todos os seus deveres e faria jus à confiança nele depositada (Ez 34:2-16,23,24). O termo pastor veio a ca­lhar para Davi na qualidade de "governante", por ser tipo do verda­deiro Davi (Ez 34:22,23). O filho de Jessé foi transferido do ofício de pas­tor para o de rei. Sua nova função, como fazia antes com o rebanho, era defender e apascentar seu povo (2Sm 5:2; SI 78:70,71). "Pastor significa rei, não instrutor religioso", diz Jamieson, "por isso Cristo foi acima de tudo o verdadeiro Davi, por ser o Pastor-Rei (Lc 1:32,33). O Messias é chamado 'Davi' em Isaíás 55:3,4, em Jeremias 30:9 e em Oséias 3:5". Esse grande capítulo se encerra com a absoluta certeza de que o povo escolhido de Deus será o seu rebanho, e ele, o seu Deus (Ez 34:31). Esse pastor-rei es­tabelecerá o seu reino e, sob o seu comando, haverá paz, provisão e pro­teção. Seu rebanho desfrutará dos re­cursos divinos, suficientes para satis­fazer as necessidades de todos, além do cuidado e da vigilância ininter­ruptas do Senhor.

 

Conclusão:

Este capítulo de Ezequiel descreve Jesus como nosso Pastor. Ele nos ama, nos alimenta, alimenta, e resgata os perdidos (cf. Lc 19,10; João 3,14-16; 1 Timóteo 1:15). A igreja está cheia de pessoas doentes, fracas e sem maturidade, suas necessidades são diversificada. Nossas responsabilidades como pastores e lideres do rebanho é atender a chamada de Deus em tempo hábil (Isaías 55,6; Mt 7,7). Jesus demonstrou ter o maior cuidado ao ser o nosso Bom Pastor: Ele estava disposto a dar Sua vida pelas suas ovelhas (Jo 10.15-18). Ele fortaleceu espiritualmente as ovelhas que se encontravam doentes e levou cura aos seus discípulos atormentados pela tirania dos seus próprios pecado. Cito dois exemplos: a cura da filha de Jairo (Mc 5:41); Jesus a chama de cordeirinha- as palavras "Talita Kum" säo em aramaico, língua falada na Palestina no tempo de Jesus, quer dizer: cordeirinha levante. Ou quem não lembra da restauração de Pedro após negar Jesus três vezes. O anjo disse: Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse. (Mc 16:7-8) Pedro ver o Senhor depois de  sua infidelidade, desespero, incredulidade e dureza de coração, significa ficar indizivelmente alegre.  ressurreição em gloria de Jesus continha a ressurreição e preservação da vida e vocação daquele pescador de almas e de todos os seus cordeirinhos.  

Nossa esperança está nas Escrituras que diz: o Filho do Homem "enviará os seus anjos" sobre toda a terra, "os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus" (Mt 24.31). E o próprio Senhor virá com nuvens na sua glória e na glória de seu Pai, com dez mil dos seus santos, miríades de anjos, e se assentará no trono da sua glória. "E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. E porá as ovelhas [os bons] à sua direita, mas os bodes [os maus] à esquerda" (Mt 25.32.33). Concernente a esta assembléia geral, o discípulo amado fala: "E vi os mortos [todos os que morreram], grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros [expressão figurativa, referindo-se ao modo de proceder entre os homens]. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras" (Ap 20.12).

22/10/2020

Casamento no Civil: Como Casar de Graça? (UTILIDADE PUBLICA)

 Quando não têm condição de arcar com os custos do cartório, os noivos podem requerer um casamento civil gratuito. Para isso, segundo o Código Civil, basta apresentar uma declaração de pobreza

Um casamento no civil, em cartório, custa em torno de R$ 300,00 dependendo do estado da realização da cerimônia e, se houver a necessidade do deslocamento do juiz de paz para um outro local à escolha do casal, esse preço chega a triplicar. Mas você sabia que é possível casar de graça no Brasil? Pois é. Infelizmente, pouca gente tem conhecimento desse direito, que está previsto no Artigo 1.512 do Código Civil e é destinado a casais que não têm condições financeiras para bancar um casamento civil, mas mesmo assim desejam oficializar a união.
Para o casamento gratuito, os noivos devem assinar uma “Declaração de Hipossuficiência”, popularmente conhecida como “Declaração de Pobreza”, no próprio cartório. Essa declaração não precisa ser um formulário ou ter formato padronizado, podendo inclusive ser manuscrito. Cabe ao casal apenas garantir que as informações são verdadeiras. Alguns cartórios podem oferecer um formulário impresso apenas para facilitar o procedimento. Lembre-se que o cartório não tem o direito de pedir nenhum comprovante de renda, carteira de trabalho, etc. ou submeter os noivos a qualquer outra burocracia ou constrangimento.
Segundo decisão do juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, José Antonio de Paula Santos Neto (Processo 0005387-74.2010.2.00.0000, assinado em 26/04/2011), "Como o intuito da lei é o de facilitar ao máximo a obtenção da gratuidade, parece de melhor alvitre que nada mais se imponha além do já estabelecido no art. 1.512 do Código Civil: simples declaração de pobreza, sob as penas da lei, que poderá ser até manuscrita, sem forma especial." Portanto, se o cartório de registro civil que você procurou estiver oferecendo dificuldades para a realização do casamento civil gratuito, procure a Defensoria Pública ou faça uma denúncia na Corregedoria do Tribunal de Justiça.
Outra informação também desconhecida pela maioria das pessoas é que o atestado de pobreza permite que, além da primeira certidão de casamento, outros documentos possam ser adquiridos de graça, bem como a habilitação de condução e o registro oficial da união.

Documentos necessários para Casar no Civil

De um modo geral, os documentos necessários para dar entrada na papelada para o civil são: certidão de nascimento, RG, CPF e comprovante de residência, de ambos os noivos (veja aqui a lista completa de documentos). Alguns dias depois, os noivos e mais duas testemunhas deverão retornar ao cartório para assinar a entrada. Depois disso, é só esperar pelo Grande Dia!
Vale a pena lembrar que é sempre bom planejar-se com antecedência, procurar o cartório mais próximo da sua residência para obter maiores informações e também para reservar o dia mais apropriado.
Cartórios não podem exigir formulário para gratuidade
Para se formalizar atos em cartório extrajudiciais de maneira gratuita, o cidadão não precisa mais preencher formulários padronizados ou se submeter a burocracias. Basta apresentar uma declaração de pobreza, de acordo com decisão da Secretaria da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, despachada em abril. O órgão revogou o formulário padrão instituído por ele próprio para a expedição, por exemplo, de certidões de casamento. O intuito foi impedir que os oficiais imponham resistência à concessão do benefício.
Segundo o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, José Antonio de Paula Santos Neto, a necessidade do preenchimento de um formulário pode criar dificuldades a mais para quem precisa da gratuidade. “O oficial recalcitrante poderia, por exemplo, alegar que ‘os formulários acabaram’, ou, ainda, exigir que pessoas humildes redigissem declarações estritamente nos moldes do modelo que lhes entregasse”, afirmou no despacho.
Com a decisão, os cartórios passam a ter de conceder a gratuidade nos serviços apenas com a apresentação de uma declaração de pobreza, “que poderá ser até manuscrita, sem forma especial”, ressaltou o juiz. A regra está prevista no artigo 1.512 do Código Civil, e nas Leis 6.015/1973 e 8.935/1994. No entanto, “nada impede, evidentemente, que o Registrador diligente disponibilize aos interessados declarações de pobreza já impressas, bastando que assinem”.
Processo 0005387-74.2010.2.00.0000 Leia a decisão. Em atendimento ao DESP5, observa-se que, na verdade, o art. 1.512, parágrafo único, do CC já estabelece, em caráter geral e de forma bastante ampla, quanto ao casamento, a focalizada gratuidade: Art. 1.512. O casamento é civil e gratuita a sua celebração. Parágrafo único. A habilitação para o casamento, o registro e a primeira certidão serão isentos de selos, emolumentos e custas, para as pessoas cuja pobreza for declarada, sob as penas da lei. Para obtenção do benefício, portanto, basta, pura e simplesmente, a apresentação de declaração de pobreza pelos interessados. A “regulamentação” proposta, nos termos do requerimento inicial, poderia, data venia, levar a que se restringisse essa possibilidade, com uma indevida burocratização, de modo não harmonioso com o desiderato de facilidade que inspirou a citada norma legal. Destaca-se que, diante da declaração de pobreza, é obrigatória a prática gratuita dos atos em tela pelo Oficial de Registro, o qual, em caso de recalcitrância, ficará sujeito às penalidades previstas na Lei nº 8.935/94. Trata-se de aspecto já fiscalizado pelas Corregedorias Gerais dos Estados e pela Corregedoria Nacional de Justiça, sendo que, em caso de infração, qualquer interessado, inclusive o órgão do Ministério Público, pode formular a cabível reclamação contra o infrator. Quanto aos fundos para compensação de atos gratuitos, a disciplina normativa se faz em nível estadual, conforme lembrado na INF4 (evento 9), o que fica reiterado. Observa-se, todavia, que, como o modelo de certidão de casamento veio a ser alvo de padronização no Provimento nº 03 desta Corregedoria Nacional (valendo, indistintamente, tanto para casos de gratuidade, quanto para aqueles em que tal não ocorra), a instituição de formulário padronizado se restringiria, na hipótese em análise, à criação de modelo de declaração de pobreza. Contudo, em nova análise conjunta levada a efeito no âmbito desta Corregedoria, com a participação do MM. Juiz Auxiliar Dr. Ricardo Cunha Chimenti, autor do parecer constante do evento 9, concluiu-se, apesar da primeira impressão ali enunciada, que a própria singeleza inerente a tal declaração torna, s.m.j., despicienda e, mesmo, desaconselhável a imposição de um formulário específico, cujo preenchimento pode representar uma dificuldade adicional para o interessado (o Oficial recalcitrante poderia, por exemplo, alegar que “os formulários acababaram”, ou, ainda, exigir que pessoas humildes redigissem declarações estritamente nos moldes do modelo que lhes entregasse). Como o intuito da lei é o de facilitar ao máximo a obtenção da gratuidade, parece de melhor alvitre que nada mais se imponha além do já estabelecido no art. 1.512 do Código Civil: simples declaração de pobreza, sob as penas da lei, que poderá ser até manuscrita, sem forma especial. Também milita no sentido de consagrar simplicidade e informalidade da declaração de pobreza o artigo 30, § 2º, da Lei 6.015/73, na esteira das normas sobre gratuidade de atos, com destaque para os artigos 39, VI, e 45, §§ 1º e 2º, da Lei 8.935/94. Por outro lado, nada impede, evidentemente, que o Registrador diligente disponibilize aos interessados declarações de pobreza já impressas, bastando que assinem. Isto, porém, sem que a utilização de tais impressos seja obrigatória e sem que o Oficial possa recusar declarações de pobreza apresentadas de outra forma. Enfim, a teleologia das normas sobre a gratuidade de atos necessários ao exercício da cidadania, como vetores de concretização do princípio da dignidade da pessoa humana, é a de facilitar o acesso às pessoas carentes. Destarte, o que se afigura imperativo observar, isto sim, é a rigorosa vigilância em relação a qualquer recusa indevida ou embaraço na disponibilização do benefício, o que deverá ser dura e prontamente reprimido pelas Corregedorias Gerais dos Estados e pelos Juízes Corregedores Permanentes das Comarcas, aos quais compete a fiscalização (primeira) dos serviços extrajudiciais. Eis, no contexto atual, as considerações enunciadas no âmbito desta Corregedoria Nacional de Justiça, propondo-se, s.m.j., nos termos da INF4 (evento 9) e das ponderações agora apresentadas, ante a ausência de providências concretas a adotar, o arquivamento do presente procedimento.
Casamento gratuito no civil
  • Faça a declaração de pobreza: você pode escrever as informações do documento em casa e, depois, levar ao cartório onde deseja casar. Vale lembrar que você e seu companheiro devem fazer declarações individuais, como as informações pessoais de cada um.
  • Dê entrada no processo de casamento civil: vá até o cartório da sua cidade ou região e dê entrada no processo de habilitação. Geralmente, o cartório costuma pedir o RG e a certidão de nascimento dos noivos, além do RG original das duas testemunhas que o casal precisa levar no dia. Lembre-se também de levar as declarações de pobreza.
  • Vá ao cartório na data marcada: neste dia, as duas testemunhas também devem estar presentes para que o processo de casamento gratuito no civil ocorra.

23/08/2020

O Centurião Cornélio


Cornélio foi um centurião romano convertido ao cristianismo no século 1 d.C. na época em que os apóstolos lideravam a Igreja Primitiva. Ele é o primeiro gentio registrado nominalmente no Novo Testamento a ser convertido ao cristianismo. A história de Cornélio está registrada no capítulo 10 do livro de Atos dos Apóstolos.

O centurião Cornélio

Cornélio era um nome próprio comum e honrado no Império Romano do primeiro século, especialmente por conta do ditador Públio Cornélio Sula, que em aproximadamente 82 a.C. libertou e listou um grupo de até dez mil escravos em seu próprio exército privado na Gens Cornelia.

Cornélio era um centurião, isto é, um oficial do exército romano que liderava uma companhia de aproximadamente cem soldados a pé chamada de “centúria”. Em uma legião romana havia sessenta centuriões. Além de Cornélio, outros três centuriões são mencionados com certo destaque no Novo Testamento (Mateus 8:5-13; 27:54; Atos 27:1,8,43).

O centurião Cornélio morava na cidade de Cesaréia da Palestina, a capital da Judeia que estava sob o comando dos procuradores romanos e que ficava a cerca de cem quilômetros de Jerusalém. Nessa cidade existiam prédios imponentes e um porto, e devido à mistura étnica de sua população, os atritos entre judeus e gentios eram comuns. O evangelista Filipe morou nessa cidade, e mais tarde o apóstolo Paulo ficou aprisionado ali durante o comando dos procuradores Félix e Festo (Atos 23:23-26:32).

Cornélio era um gentio, e é descrito pelo evangelista Lucas em Atos como um homem “piedoso e temente a Deus, com toda sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus” (Atos 10:2).

Alguns estudiosos, com base nessa descrição, sugere que ele era um prosélito do judaísmo, enquanto que outros defendem que ele era apenas um homem que havia reconhecido o Deus de Israel como verdadeiro Deus e estava familiarizado com as práticas religiosas dos judeus, mas não era exatamente um prosélito.

A conversão de Cornélio

A conversão de Cornélio foi muito significativa no contexto do livro de Atos dos Apóstolos, pois tornou evidente que os cristãos gentios também receberam o Espírito Santo. Na verdade a conversão que ocorreu na casa de Cornélio foi tão importante que é mencionada duas vezes em Atos.

A primeira vez encontra-se no capítulo 10, onde relata a ocasião da conversão, e a segunda no capítulo seguinte, 11, onde o próprio apóstolo Pedro explica o caráter miraculoso de sua ida até Cesaréia onde Cornélio estava.

Além disso, o próprio apóstolo fez alusão à conversão de Cornélio durante sua defesa no Concílio de Jerusalém, enfatizando que o derramamento do Espírito Santo entre os gentios significa que a salvação de Deus era unicamente pela graça, ou seja, não estando dependente de qualquer observância da Lei de Moisés (Atos 15:7-11).

Apesar de Cornélio ser descrito como alguém que temia ao verdadeiro Deus, certamente ele não havia tido contado direto e explicito com o Evangelho de Cristo. A Bíblia diz que Cornélio teve uma visão de um anjo de Deus que lhe ordenou a mandar chamar Simão Pedro, o apóstolo, e que este lhe explicaria sobre a salvação.

Cornélio enviou homens até Jope, a cidade em que o apóstolo estava vivendo naquela ocasião, e que ficava a aproximadamente cinquenta quilômetros de Cesaréia da Palestina. No dia seguinte, o apóstolo Pedro teve um arrebatamento de sentidos na qual viu o céu aberto, e um vaso, como se fosse um lençol atado pelas pontas, descendo em direção a terra, e contendo “todos os animais quadrúpedes e feras e répteis da terra, e aves do céu” (Atos 10:13).

Então Pedro ouviu uma voz que lhe ordenava a matar e comer aqueles animais, mas ele se recusou dizendo que nunca havia comido coisa alguma comum e imunda. Pedro então foi advertido a não considerar imundo o que Deus purificou.

Isso aconteceu por três vezes até que o vaso foi recolhido ao céu. Pedro ficou bastante pensativo com relação àquela visão, buscando entender seu significado. Mais tarde, quando foi então conduzido à casa de Cornélio, ele entendeu que aquela visão se referia ao fato de que Deus não faz acepção de pessoas, e que a pregação do Evangelho e a salvação pela graça mediante a fé em Jesus Cristo é tanto para judeus como para gentios (Atos 10:28-36).

Então o apóstolo pregou sobre a salvação através de Jesus Cristo, e do perdão de pecados para aqueles que creem em seu nome, conforme todos os profetas deram testemunho. Ao dizer essas palavras, o texto bíblico informa que caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam.

Os cristãos judeus que estavam acompanhando o apóstolo Pedro ficaram maravilhados quando perceberam que o dom do Espírito Santo foi derramado sobre os gentios, igualmente como havia sido derramado entre os cristãos de Jerusalém no Pentecostes (Atos 2).

O texto termina mostrando que o centurião Cornélio e os demais gentios de sua casa foram batizados em nome do Senhor Jesus, deixando claro que Deus tem apenas um único povo, e que o chamado de sua graça não está baseado em qualquer distinção de nacionalidade. Ali era a internacionalização da Igreja, onde judeus e gentios formam um único corpo.

12/06/2020

Será que Salomão foi salvo?

Salomão cometeu muitos pecados. Mas seu erro fatal foi buscar  poder, sucesso, riquezas e prazer sensual, que o levou até à idolatria. Salomão fez alianças iníquas com nações pagãs, como Tiro (1 Reis 9:10-14), Egito (1 Reis 3:1; 10:28-29) e outros povos. Ele também teve muitas esposas e concubinas estrangeiras para selar essas alianças (1 Reis 11:1-8) e foi adquirindo cada vez mais riquezas e glória (1 Reis 10:14-19; veja também 1 Timóteo 6:9).
Em Deuteronômio 17:14-20, lemos os preceitos de Deus aos reis, proibindo-lhes de firmar alianças com estrangeiros, adquirir cavalos no Egito, multiplicar esposas e acumular cada vez mais ouro:
“Se quando entrarem na terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá, tiverem tomado posse dela, nela tiverem se estabelecido, vocês disserem: ‘Queremos um rei que nos governe, como têm todas as nações vizinhas’, tenham o cuidado de nomear o rei que o Senhor, o seu Deus, escolher. Ele deve vir dentre os seus próprios irmãos israelitas. Não coloquem um estrangeiro como rei, alguém que não seja israelita. Esse rei, porém, não deverá adquirir muitos cavalos, nem fazer o povo voltar ao Egito para conseguir mais cavalos, pois o Senhor lhes disse: ‘Jamais voltem por este caminho’. Ele não deverá tomar para si muitas mulheres; se o fizer, desviará o seu coração. Também não deverá acumular muita prata e muito ouro. Quando subir ao trono do seu reino, mandará fazer num rolo, uma cópia da lei, que está aos cuidados dos sacerdotes levitas para o seu próprio uso. Trará sempre essa cópia consigo e terá que lê-la todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor, o seu Deus, e a cumprir fielmente todas as palavras desta lei, e todos estes decretos.  Isso fará que ele não se considere superior aos seus irmãos israelitas e a não se desvie da lei, nem para a direita, nem para a esquerda. Assim prolongará o seu reinado sobre Israel, bem como o dos seus descendentes.” (Deuteronômio 17:14-20)
Ora, uma vez que Salomão foi rei de Israel, ele deveria ter sido obediente a essas ordens. Mas, infelizmente, não foi. Assim, surge a dúvida: Será que Salomão foi salvo?
Algumas pessoas afirmam que não, porque ele não é listado na “Lista dos Heróis da Fé” em Hebreus 11. Mas esse argumento se mostra fraco demais, pois Hebreus 11 não pretende ser uma lista completa de todas as pessoas que foram salvas. Muitos nomes não foram listados nela.
O fato de Deus não ter registrado os grandes pecados de Salomão em seus últimos anos (ver 2 Crônicas 9:30-31) pode ser, talvez, porque ele se arrependeu e alcançou misericórdia. Se assim aconteceu, os seus pecados foram lavados e tirados e, portanto, não registrados. Essa seria, então, uma indicação de que Salomão tenha acertado as coisas com Deus antes de morrer.

Além do mais, há evidências de que Salomão seja o autor de Eclesiastes, pois neste livro o autor se identifica como filho de Davi e rei de Jerusalém (Eclesiastes 1:1). Ademais, neste livro, ele fala que era sábio (Eclesiastes 1:13; 2:9) e Salomão tinha fama de sábio (1 Reis 4:30-31). Ele diz que buscou o sentido da vida em muitas coisas, inclusive na sabedoria, nas construções e em relacionamentos amorosos com muitas mulheres, mas não encontrou. No fim de sua vida, se arrependeu de seus pecados e voltou para o Senhor: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” (Eclesiastes 12:13-14). Então, se Salomão se arrependeu e voltou para o Senhor, certamente o Senhor o perdoou e ele foi salvo: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1:9).

Deixo esta simples pergunta: SERÁ QUE DEUS DEIXARIA UM DOS SEUS ESCOLHIDOS PARA ESCREVER A BIBLIA SAGRADA PERECER NO INFERNO?

Postagens populares

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Ao redor do mundo...

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

MENSAGENS DO MILTON RABAYOLI

FIQUE A VONTADE... SINTA-SE COMO SE ESTIVESSE EM SEU PRÓPRIO BLOG...

♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ E VOLTE SEMPRE! ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥