Para a glória de Deus!

Para a glória de Deus!

30/04/2014

EU NÃO POSSO PARAR

A minha alma consome-se de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra. Salmos 119:28

Ao longo da nossa trajetória de vida, passamos por adversidades tamanhas, muitas vezes procuramos forças no nada para poder sobressair de determinadas situações que vem como tempestades para afugentar nossas almas. E, o nosso maior empecilho somos nós mesmos, pois muitas vezes caímos na descrença, pois achamos que não há mais solução, é neste exato momento que precisamos vencer a nós mesmo, crê que existe alguém que tem todo o poder nos céus e na terra e que, está a olhar para nós, E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Mateus 28:18,  porque, quando as lutas são muito densas, ficamos propício ao desanimo, parece até que o mundo desmorona em nossa volta, olhamos para o lado e para o outro como sobreviver? Certamente é o questionamento que flui dentro de nós, Sobrevieram-me pavores; como vento perseguem a minha honra, e como nuvem passou a minha felicidade. Jó 30:15.
Às vezes, as lutas são tão ferrenhas que não conseguimos ver um palmo a nossa frente, isto porque estamos submerso na aflição que por hora nos abate, e é neste instante que, é imprescindível usar a inteligência, controlar o ânimo, agir com a razão e não com o coração, pois se em meios as angustias agirmos segundo o nosso coração certamente seremos aprisionados em nosso mesmo, porque um coração aflito está condicionado agir sob a dor. Pois estou aflito e necessitado, e o meu coração está ferido dentro de mim. Salmos 109:22, Em horas assim, temos que usar o equilíbrio, não olhar para a circunstância ao nosso redor, mais centralizar a nossa esperança no que não podemos ver, a saída, e como encontrar saída em momentos tão desesperador, olhando para o inatingível, Deus. Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro.  O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra. Salmos 121:1,2, só podemos ver a direção se olhamos para Cristo, só Nele encontraremos respostas para as nossas vidas, Dá-nos auxílio para sair da angústia, porque vão é o socorro da parte do homem. Salmos 108:12.
Não importa a situação ruim que estivermos a atravessar, o que importa é confiarmos, no único que pode trazer o livramento. Ajuda-me, ó Senhor meu Deus, salva-me segundo a tua misericórdia. Salmos 109:26, passar por tempestade é necessário, pois vivemos cercados por ventos, não deixar se levar por ela que é fundamental, e isto é, consegue segurar no verdadeiro porto seguro, O Senhor é a força do seu povo; também é a força salvadora do seu ungido. Salmos 28:8, em Deus podemos alcançar abrigo, porque Ele é uma torre forte, e todos os que estão encostados Nele, estão firmados na rocha, podem surgir os vendavas que for, não os moverão de lugar, pois nada consegue mover aquilo que foi firmado por Deus, nada consegue derrubar o que Deus edificou, nada consegue destruir aquilo que Deus tocou.
Nos dias difíceis em que parece que a noite não termina, a solução é buscar a face de Deus, não perder a esperança, acreditar que Deus irá trazer o socorro, não desistir, mais confiar, não retroceder, mais crer, não olhar para trás, mais olhar para o alto, por mais espinhoso que esteja o caminho, existem lugares em que os nossos pés irão pisar sem ser ferido, acreditar em Deus e esperar na sua misericórdia é o melhor remédio para sarar as rachaduras que foram abertas em nosso ser, Em qualquer tempo em que eu temer, confiarei em ti. Salmos 56:3, Deus vai trazer o refrigério para tua alma, Deus jamais esqueceu-se de você, Ele jamais te abandonou, apenas estar aguardando que você venha pedir a sua ajuda ,Senhor meu Deus, clamei a ti, e tu me saraste. Salmos 30:2

29/04/2014

A CEGUEIRA ESPIRITUAL X CEGOS, GUIAS DE CEGOS.

"Satanás se disfarça em anjo de luz e tem ministros próprios, ou seja, agentes do diabo. Ele não é onipresente como Deus, que está em todos os lugares."
O povo de Deus que, quando se rejeita a verdade, se aceita o engano, a mentira e se abre portas para o mal.
Efésios 5:11-14,“Não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas. Antes, porém, reprovai-as; porque o que eles fazem em oculto só referia a vergonha. Pois todas as coisas quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas, porque tudo que se manifesta é luz. Pelo o que diz: desperta, ó tu que dormes; levanta-te diante dos mortos e Cristo te iluminará!”
Jesus uma vez disse: “Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco.” ( Mt 15:14 ) Quem eram esses cegos, de quem Jesus falava? Se você ler todo o capítulo 15 do livro de Mateus, verá que ele se referia aos Fariseus e Escribas.
Os fariseus eram como os Lideres de hoje, com aqueles rigorosos, religiosos, que vivem a reparar o erro alheio, apontando as falhas dos outros, e os escribas eram, como os Teólogos do nosso tempo. E mesmo com tanta bagagem “Teológica”, conhecimento das tradições, preceitos e da própria lei de Moisés, o Senhor os chama de cegos que guiavam outros cegos e que, acabariam caindo, ambos, no barranco.
Hoje a história dos dias de Jesus se repete: Homens, pastores, teólogos, que foram cegados pelo tradicionalismo, se fecham em preceitos e doutrinas humanas, preocupando-se apenas com o exterior da ovelha, com o que ela se veste, o quanto corta do cabelo, se ela pensa em ir à praia.
Se esquecem, ou nem sequer aprenderam, pois lhes falta a luz do Espírito Santo, que o que contamina não é o que entra pela boca, ou cobre nosso corpo, ou o comprimento do cabelo, se a ovelha usa ou não adornos, se pinta ou não o rosto, e sim o que sai pela boca.
Jesus explica aos seus discípulos o seguinte: “Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.” 
( Mateus 15:18,19. )
O apóstolo Paulo, algum tempo depois, diz em sua carta aos gálatas 5:1: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão."
Cristo não nos chamou para nos submeter à manipulação, mesmo que venha do altar. Não é só por que um indivíduo prega, tem boa oratória, ou conhecimento teológico, que é o Senhor a falar.
O que a bíblia nos diz? “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.”
I João 4:1,"O que mais a bíblia nos instrui? Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.”
Mateus 7:15,"Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores.
Filipenses 3:2,"Acautelai-vos dos cães! Acautelai-vos dos maus obreiros! Acautelai-vos da falsa circuncisão!”
Lembre-se: Cristo te chamou para ser livre, e ninguém pode te aprisionar! Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. ( João 8:36. )
TERMINO COM:
O povo de Deus que, quando se rejeita a verdade, se aceita o engano, a mentira e se abre portas para o mal.
Não Devemos nunca, aceitar as alternativas do mundo, porque esses caminhos não te levarão onde você quer chegar, porque só a Bíblia tem as verdades que são libertadoras;"Muitos lêem a Bíblia mas não a entendem ou não a praticam, pensam que é mais um livro. "
Então só Jesus tem a verdade e só Ele é a verdade absoluta e libertadora.
João 14:6, "Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." Então, só há um Caminho, uma Verdade, uma Porta, um Salvador, que é Jesus. Diz que Jesus é a Verdade!
Escrito por  Pastor Jonas Sant'Anna

28/04/2014

A DIREÇÃO CORRETA

Andando nos meus estatutos, e guardando os meus juízos, e procedendo segundo a verdade, o tal justo certamente viverá, diz o Senhor DEUS. Ezequiel 18:9

Em um mundo tão globalizado, onde as noticias percorrer na velocidade da luz, diante de tantas opções, onde se podem manipular multidões com apenas alguns toques, em meio a tantas vantagens e desvantagens o que fazer para sobressair ao mal? Aqui está um conselho que deve ser seguindo, Examinai tudo. Retende o bem. 1 Tessalonicenses 5:21, atente para o que foi dito, examinai, isto é, Ponderar, pesquisar, observar ou analisar atentamente, minuciosamente. Não foi dito, faça para descobrir, ao contrario, descubra o que é, e tire a parte que não presta lance fora, depois use o bem para sua vida. Isto é, só guarde para você o que for proveitoso, Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. Filipenses 4:8, no entanto, muitos, ao invés de agir com prudência, agem como néscio, e acaba caindo em ciladas, porque não atentou para a sabedoria. A sabedoria é demasiadamente alta para o tolo, na porta não abrirá a sua boca. Provérbios 24:7, só os tolos toma decisões apressadamente, só os néscios envolvem-se em negócios alheios, só os fracos seguem os maus. Existem pessoas que, por ver outras fazendo determinadas coisas, e, aparentemente estão “bem” chegam à conclusão que, se elas fizerem, também será o mesmo, o povo é levado ao cativeiro por falta de discernimento, Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento;...Isaías 5:13, pare de cair em laços que você mesmo procura, pare de viver submersos na escuridão, deixe de ouvir pessoas erradas, nem sempre a verdade delas é o que Deus deseja para tua vida, já diz o ditado “de boas intenções o inferno está cheio”, conselhos bons são aqueles que nos mostra a verdade, ainda que esta seja dolorida em nossas vidas, Cada pensamento se confirma com conselho e com bons conselhos se faz a guerra. Provérbios 20:18, não viva a moda dita por pessoas sem escrúpulos e nem siga exemplos danosos, não se submeta a jugo desigual, procure caminhar com os sábios, O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído. Provérbios 13:20, sábios são os que obedecem a Deus, sábios são aqueles que foge do mal, Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal. Provérbios 3:7. Não entre no barco em direção errada, só porque lá dentro têm multidões, acaso você sabe qual é o desejo do coração destes? Já imaginou, se a intenção deles, porque já estão à beira do abismo for levar outros consigo? Muitos, já estão cientes que irão morrer e tentam conduzir a muitos ao naufrágio também? Não procure viver em veredas tortuosas, siga o único caminho, Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. João 14:6, siga as instruções de quem tudo sabe, Com ele está a sabedoria e a força; conselho e entendimento tem. Jó 12:13, andar a margem da lei é o mesmo que adquirir passaporte para as trevas, não seja mais um insensato que se acha inteligente, porém, desprezas as  verdades de Deus. Porquanto se rebelaram contra as palavras de Deus, e desprezaram o conselho do Altíssimo. Salmos 107:11, caminhe nos rastros daquele que tudo pode fazer, Aquele que deu a vida por você, siga as instruções de quem realmente te ama, Deus. Para andares pelos caminhos dos bons, e te conservares nas veredas dos justos. Provérbios 2:20, Ele, pode te livrar dos projetos do mal, não ceda as orientações maléficas, Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem. Romanos 12:21, só existe uma direção certa para se andar, esta é, ao lado da verdade, e a verdade é a palavra de Deus, Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal. Provérbios 4:27, corra de tudo que revela as trevas, Abstende-vos de toda a aparência do mal. 1 Tessalonicenses 5:22, procure conhecer e viver dentro dos projetos de Deus. Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra. Efésios 6:3

27/04/2014

VALE APENAS SER DE DEUS

No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Efésios 6:10
Como têm sido difícil estes dias, já não se ver mais diferença entre aqueles dizem ser de Deus e aqueles que ainda não o conhecem, falam-se a mesma linguagem em todos os lugares, às vezes eu mesma me pergunto; alguém de fato conhece a Deus? Será que algum Ser humano tem a dimensão do supremo criador, de fato alguma mente humana consegue assimilar o poderio e grandeza deste Deus? Eu mesma me respondo; Não. Por quê? Digo por nós mesmos, que nos intitulamos seus filhos, temos certeza de que Deus é nosso pai?
Se observarmos cuidadosamente a nossa volta, como anda as nossas vidas, aquilo que está em nosso coração.  Deveríamos perguntar a Deus; Pai se teu filho voltasse hoje acaso haveria fé em nós? Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? Lucas 18:8, Imagino Deus olhando em nossos olhos, visualizando os pensamentos do nosso coração o que Ele nos diria?
Porque amados do Senhor, hoje, o evangelho ocupou um espaço Sócio Comunitário no mundo Terrível, tudo é adaptável ao Gospel, já existe até boteco gospel, desde quando os filhos de Deus precisam reunir-se em bares? Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor. Salmos 122:1, o prazer do verdadeiro cristão é está na presença de Deus, Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar. Salmos 17:15, o Evangelho deixou de ser o poder de Deus manifesto aos homens e tornou-se amuleto para Status. Muitos já não vêm para Jesus na esperança da salvação, vêm, porque querem bens materiais, nossos Lideres já não anunciam que é preciso mudar, que a vida com Jesus é de renuncia, que para ser de Deus tem que ser diferente do mundo, Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve. Malaquias 3:18, Por acaso Deus mudou alguma coisa? Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. Tiago 1:17.
Para o verdadeiro Cristão não há vida fácil não, todos os instantes existe uma batalha para ser vencer, se olhamos dentro da palavra de Deus, Todos os que tiveram comunhão com Deus, viveram uma vida na terra de peleja, vida de fadiga. Pois, quanto mais nos aproximamos de Deus nos afastamos do mundo, logo, sofremos na pele os acoites produzindo neste, Diga se o profeta Elias, um homem que com sua oração fez fogo do Céu descer e consumir os poderes das trevas, no entanto teve até que se esconder em uma caverna, Eliseu, que teve uma porção dobrada da unção que estava sobre Elias, fez o sol parar e a noite tornou-se dia, mais morreu com uma grave enfermidade, Davi, com promessa sobrenatural de Deus, desde menino foi ungido para ser o rei de Israel, mais teve que lutar e viver como fugitivo, ser injustiçado até pela sua própria família, Moises, que debaixo da ordem de Deus fez o mar abrir-se e conduziu multidões em segurança, mais não alcançou a promessa da terra prometida.
O quanto sofreram estes homens? Não eram escolhidos por Deus? Eles tinham unção do trono de Deus, foram selecionados a dedo pelo Senhor, mais que vida difícil eles tiveram, angustia, desanimo, perseguição, calúnia, solidão, quantas não foram as lagrimas que derramou Davi? Quanta tristeza não passou Moises? Alguns podem dizer; estes foram na lei, Jesus mudou tudo, será mesmo? Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir. Mateus 5:17, Porque Jesus falou isso; Porque as leis que Moises as trouxe escrita em pedra foram ordenança do próprio Deus, logo, Jesus veio ratificar aquilo que Deus deixou escrito, Então disse: Eis aqui venho(No princípio do livro está escrito de mim),Para fazer, ó Deus, a tua vontade. Hebreus 10:7. Vamos então falar da graça, olhem a vida dos discípulos, tiveram que abandonar tudo, foram injustiçados o tempo inteiro, perseguidos, amargurados. No entanto, eles haviam sidos chamados pelo próprio Jesus, escolhidos para fazer parte de um intenso e valioso ministério, eles, literalmente conviveram e aprenderam com o próprio Jesus a obedecer a Deus. Aliás, em muitos milagres na época de Jesus os discípulos foram coadjuvantes. Isto, no entanto, não os deixou isento da dor, Todos sofreram amargamente, tiveram uma vida de turbulência, mais nenhum negou a fé, nem mesmo Judas Iscariotes, ele, estava tão certo que traiu o filho de Deus que o remorso fez ele dá cabo a sua própria vida.
Porém, o que desejo te dizer, é que, mesmo estes homens ao lado de Jesus, em todos os aspectos, humano e espiritual, pagaram um preço muito grande, ou seja, morreram por amor ao evangelho. Deus mudou alguma coisa? O Evangelho não é o mesmo? Então porque queremos ser diferentes destes homens? Eles, nós temos convicção que serviram a Deus, seus atos, suas vidas, estão embutidas na palavra de Deus, e nós, o que temos feito mesmo, a quem servimos?
O que fez a diferença tanto na vida dos que estavam na lei, quanto os que estavam na graça, foi à comunhão que eles tinham com Deus, eles sabiam para onde iriam, e quem estava os conduzindo, nenhum adaptou o modismo do mundo da época ao evangelho, mais todos condenaram, eles, fizeram questão de mostrar que existe diferença, eles, podemos afirmar que conheciam a Deus, eles seguiram o exemplo do seu mestre E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Filipenses 2:8, Todos, tinham certeza, que valia apenas passar pelas dores que passaram, pois  já sabiam onde estava a sua recompensa, e você, conhece a Deus? Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Apocalipse 2:10

26/04/2014

O Perigo da Vaidade no Ministério

O Perigo da Vaidade no Ministério
INTRODUÇÃO
O ministério eclesiástico, constituído de muitas funções a serem desempenhadas em favor da Igreja do Senhor, envolve de tal forma aqueles que a ele se dedicam, que exige tempo, esforço, preparo, unção e cuidado. Se o obreiro não souber administrar seu comportamento, com graça e vigilância, poderá ser vítima da vaidade ministerial, que tem levado muitos ao desprestígio e queda, diante de Deus, da igreja e dos homens. Solenemente proclama a Bíblia: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda" (Pv 16:18). Dessa forma, é imprescindível estar atento ao que se passa em torno do ministério. O perigo pode não estar longe, mas bem perto, dentro de cada um obreiro do Senhor. Além do sexo, dinheiro e poder, que são os três elementos mais comuns, usados pelo diabo para derrubar líderes, há outros, derivados desses, que minam as bases do ministério de muitos obreiros, levando-os a serem vaidosos no ministério. Vaidade vem de vanitate (lat.), com o significado de "vão, ilusório, instável ou pouco duradouro; desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens". Esse último significado, a propósito sublinhado, tem muito a ver com a vaidade no ministério.
O perigo da vaidade em relação ao sexo
Não é à toa que o sábio, escritor do livro de Provérbios, exortando o filho de Deus, ensina que é necessário ter sabedoria, bom siso e temor do Senhor, para se livrar da mulher adúltera, "que lisonjeia com suas palavras, a qual deixa o guia da sua mocidade e se esquece do concerto do seu Deus; porque a sua casa se inclina para a morte, e as suas veredas, para os mortos; todos os que se dirigem a elas não voltarão e não atinarão com as veredas da vida" (Pv 5.16-19).
Muitas vezes, por falta de vigilância oração, o obreiro acerca-se de mulheres, em seu trabalho, sem atentar para seu comportamento, não percebendo que armadilhas do diabo estão sendo colocadas diante de si. Não raro, é o pastor que tem como secretária uma jovem solteira, ou uma jovem senhora, carente de afeto, que se insinua e se oferece para satisfazer a carência afetiva do obreiro, muitas vezes afastado da esposa, por causa do "ativismo frenético", que não lhe deixa tempo para a família. E o homem de Deus, esquecendo-se das bênçãos que lhe são reservadas, troca a dignidade ministerial por um relacionamento ilícito e pecaminoso, para sua própria destruição. Um ponto crítico, alvo de tentação, é o aconselhamento, em sua maioria a mulheres da igreja.
Conheço casos de obreiros que perderam a reputação, o cargo e o ministério porque se deixaram envolver emocionalmente com pessoas aconselhadas, e caíram na armadilha do sexo. Diante de uma bela mulher, há obreiros que ficam vaidosos, sentindo-se como se fossem galãs conquistadores. Na verdade, estão sendo conquistados pelo diabo. É o velho comportamento de Esaú, trocando as bênçãos do ministério pelo prato de lentilhas do prazer imediato.
Não há outro caminho para escapar da queda, a não ser o temor de Deus, a vigilância, a oração (Mt 26.41) e o desenvolvimento de um relacionamento amoroso com a esposa, que envolva carinho, companheirismo e verdadeira afeição. A Bíblia diz: "Tem cuidado de ti mesmo..." (1 Tm 4.16).
A vaidade em relação do dinheiro
O dinheiro, em si, não é mau. A Bíblia não diz em nenhuma parte que o dinheiro é perigoso. Ela nos adverte quanto ao "amor do dinheiro", que é a "raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores" (1 Tm 6.10). Uma boa "prebenda" pode levar muitos à vaidade.
A Palavra de Deus é infalível. Aqueles que, na direção de igrejas, principalmente de grande porte, cuja renda mensal é considerada alta, não têm cuidado de vigiar no trato com recursos financeiros, acabam afundando na cobiça, esquecendo-se da missão, e tornando-se verdadeiros cambistas, negociantes e mercantilistas do tesouro da casa do Senhor. E isso é vaidade, futilidade. A vaidade e o poder que detêm os torna como se fossem donos do tesouro da igreja, e passam a gastar como bem querem e entendem, sem dar satisfação sequer à Diretoria, e muito menos à igreja, que se sente desconfiada, por nunca ouvir um relatório financeiro da tesouraria.
É lamentável, mas há obreiros que compram bens pessoais, ás custas do dinheiro dos dízimos e ofertas do Senhor. Certamente, a maldição os alcançará, pois estão sonegando os recursos destinado à Obra do Senhor. Essa vaidade é prejudicial ao bom nome da igreja. A Bíblia conta o que ocorreu com Gideão. Numa fase de sua vida, deixou-se levar pela direção de Deus, e foi grandemente abençoado, sendo protagonista de espetacular vitória contra os midianitas, à frente de apenas 300 homens (Jz 7).
Contudo, após a grande vitória, cobiçou o ouro de seus liderados, solicitando que cada um deles lhe desse "os pendentes de ouro do despojo", no que foi atendido pelos que o admiravam (Jz 8.24). Tentado pela cobiça do metal precioso, Gideão deixou que subisse para a cabeça o desejo de ter sua própria "igreja", levantando um lugar de adoração, com o ouro que lhe foi presenteado, mandando confeccionar um éfode, " e todo o Israel se prostituiu ali após dele: foi por tropeço a Gideão e à sua casa...e sucedeu que , quando Gideão faleceu, os filhos de Israel e se tornaram, e se prostituíram após dos baalins: e puseram Baal-Berite por seu deus" (Jz 8.27,32).
Tem razão a Palavra de Deus, quando adverte que "o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males...".
A vaidade do poder do cargo
Há obreiros que, enquanto dirigentes de pequenas igrejas, são humildes, despretensiosos e dedicados à missão que lhe foi confiada. Contudo, ao verem a obra crescer, fazendo-os líderes de grandes igrejas, esquecem de que "nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento" (1 Co 3:7), e passam a se comportar como verdadeiros imperadores ou ditadores eclesiásticos.
O cargo de pastor, do bispo ou do presbítero é de grande valor para a igreja. A Bíblia diz Deus deu pastores à igreja, ao lado de evangelistas e mestres, "querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo" (Ef 4.12). Aí está o objetivo do cargo ou da função pastoral.
Quando o ministro perde essa visão, acaba pensando que o cargo é fonte de poder pessoal, humano e carnal, e passa a usar a posição para a satisfação de interesses pessoais ou de grupos que se formam ao seu redor, e deixa-se dominar pela vaidade ministerial. Uzias, que reinou em lugar de seu pai, Amazias, aos dezesseis anos de idade, teve um grande ministério, aconselhando-se com Zacarias. A Bíblia diz que ele, "nos dias em que buscou o Senhor, Deus o fez prosperar" (2 Cr 26.3,5). Acrescenta, ainda a Palavra, que Uzias foi "maravilhosamente ajudado até que se tornou forte. Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o Senhor seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso" (2 Cr 26.15,16).
Esse episódio demonstra que a ilusão ou a vaidade do poder, oriundo da posição que o líder ocupa é fonte de comportamentos os mais estranhos e imprevisíveis. O diabo se aproveita das fraquezas da personalidade de certas pessoas, e incita-as a julgar-se grandes demais, a ponto de extrapolarem suas ações, agindo de modo ilegítimo, e contra a vontade de Deus. Uzias foi grandemente abençoado, até que, sentindo-se forte, ou seja, cheio de poder, entendeu que podia imiscuir-se nas funções que eram privativas do sacerdote de sua época. Porque ele fez isso? Porque se deixou dominar pela vaidade do poder.
É muito importante que o obreiro, no ministério, tenha consciência de que o poder que lhe sustenta não é o poder pessoal, nem o poder do cargo. O homem de Deus só pode ser sustentado e permanecer firme, se reconhecer que o poder vem de Deus. Davi disse: "Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus" (Sl 62:11). S. Paulo, doutrinando aos efésios sobre as armas que são colocadas à disposição do crente, ensinou: "No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder" (Ef 6.10).
O poder que emana do cargo ministerial é passageiro. Da mesma forma, o poder que advém do dinheiro, da posição, da fama ou de qualquer outra fonte, tem raízes nas forças do homem, e não tem durabilidade, pois debaixo do sol tudo é vaidade, conforme diz o sábio escritor do Eclesiastes (Ec 1.14). Dessa forma, é melhor não se deixar dominar pela vaidade do poder, pois, um dia, quando o detentor do cargo tem que deixa-lo, seja por jubilação ou por outra razão, poderá sofrer muito, sentindo falta do poder de que foi detentor. Contudo, quando o homem de Deus não se deixa seduzir pela vaidade do poder, e confia no poder de Deus, ele pode sair do cargo de cabeça erguida, sem sentir carência da posição.
A vaidade na pregação
Um obreiro, pastor ou líder, à frente do trabalho, precisa ter mensagens para transmitir ao rebanho. A verdadeira mensagem é aquela que vem de cima, que flui do Espírito de Deus para o espírito do mensageiro, e passa para a igreja, com unção e graça, de modo que todos são tocados pelo poder de Deus, transbordando em amor, temor e alegria espiritual.
Esse tipo de mensagem só pode existir, se o obreiro buscar a presença de Deus, em oração e jejum. Certo pregador dizia que muitos lhe indagavam sobre o segredo de ter tanta unção para transmitir mensagens para o povo, ao que ele respondeu - "O segredo é que muitos oram cinco minutos para pregar uma hora; eu oro uma hora para pregar cinco minutos".
Infelizmente, há os que, conscientes de que possuem o dom da palavra, ou o dom da oratória, ficam orgulhosos, e passam a se comportar como se fossem meros oradores de palanques, procurando impressionar a igreja. Há até os pregadores profissionais, que se utilizam das técnicas de comunicação, para atrair os ouvintes; são portadores de mensagens "enlatadas", as quais só precisam de um "esquente" da platéia para arrancarem glórias e aleluias.
O uso da oratória, fundamentada numa boa orientação da Homilética, não faz mal a nenhum pregador. É um meio adequado que, submisso à unção do Espírito Santo, pode trazer muitos resultados abençoados para o engrandecimento do Reino de Deus. Um esboço de mensagem bem elaborado, com oração e jejum, com base na pesquisa da Palavra de Deus, e transmitido com humildade e dependência do Senhor é um recurso que dá firmeza ao pregador na sua alocução, na transmissão do sermão.
Entretanto, o obreiro, em sua prédica, não deve pensar que tais recursos são a razão do sucesso da mensagem que transmite. S. Paulo, extraordinário pregador, não confiou em sua formação privilegiada, aos pés de Gamaliel. Escrevendo aos coríntios, disse: "A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder" (1 Co 2:4). Ele confiava na eloquência do poder, ao invés de se firmar no poder da eloquência. A vaidade na pregação faz com que certos evangelistas não se interessem por pregar para pequenas multidões. Seu ego só se satisfaz se lhe for assegurada a assistência de milhares de pessoas.
A vaidade no tratamento
Todo homem de Deus tem o dever de tratar bem às pessoas e o direito de ser bem tratado pelos que dele se aproxima,, pois não é uma pessoa qualquer, mas um servo de Deus, que está incumbido da missão mais importante da face da terra. A Bíblia diz: "a quem honra, honra" (Rm 13.7). Contudo, há aqueles que, dominados pelo sentimento vaidoso, extrapolam seus interesses, e passam a exigir um tratamento exagerado em torno de sua pessoa.
Conheci o caso de certo pregador, que, ao ser convidado para pregar num congresso, não se limitou a aceitar a passagem, a hospedagem e uma oferta da igreja. De antemão, exigiu que a passagem fosse enviada por determinada empresa aérea; que lhe fosse providenciada hospedagem num hotel de categoria internacional (cinco estrelas) para ele e sua esposa; e que também lhe fosse concedida um apartamento duplo para sua empregada e seus filhos, que deveriam acompanhá-lo. E foi atendido. Seu ego foi satisfeito, sua vaidade foi alimentada, às custas dos dízimos e ofertas de irmãos, em sua maioria pobres de recursos e de bens materiais.
Se não tivermos cuidado, vai haver pregador famoso, que poderá exigir até passagem para seu cão de estimação e tratamento "vip" para o animal. Vaidade e mercantilismos podem prejudicar muitos ministérios. Tenho visto que, no Brasil, há obreiros humildes, cheios da unção de Deus, mas, por serem jovens ou não serem famosos, são esquecidos, e nunca aproveitados em cruzadas e congressos.
A vaidade no ministério do louvor
Ao ministrar estudo num certo estado do Brasil, ouvi de irmãos que certo "cantor evangélico famoso" passara por ali, tendo exigido um cachê de quinze mil reais, com cinqüenta por cento adiantado, em depósito em sua conta; carro com ar condicionado, o melhor hotel da cidade 
E lamentavelmente, os irmãos se submeteram à vaidade exagerada daquele homem que, se aproveitando do que Deus fez em sua vida, passou a explorar certas igrejas, infelizmente dirigidas por pastores vaidosos , que só pensam em ver multidões, não importando o preço a pagar. Uma igreja denominacional, que desejava angariar recursos para a construção de um templo, resolveu convidar certo cantor, recém-convertido ao evangelho, esperando obter algum retorno para a obra.
O cantor, conhecido no mundo artístico brasileiro, exigiu, além de hotel de luxo, quase vinte mil reais, para cantar numa só noite, num grande estádio de futebol. Como resultado, as "entradas" não cobriram o "cachê" , a igreja teve prejuízo e amargou grande decepção. Sem dúvida, isso só acontece por causa da vaidade de tais pessoas, e da ingenuidade de certos pastores, que, desejando ver "a casa cheia", convidam celebridades para atrair o povo. A Bíblia nos mostra que o caminho para angariar recursos para a "manutenção" da casa do Senhor é a doutrina sobre a mordomia cristã, no que concerne aos dízimos e ofertas, conforme Malaquias 3.10.
Vaidade nas mordomias
No passado, quando o evangelho chegou à nossa terra, trazido por homens de Deus, que foram pioneiros no desbravamento da obra, as condições de trabalho eram duras e difíceis. Muitos deles andaram a pé, distâncias enormes, que os faziam fadigados e doentes; muitos percorreram os rincões do país, no lombo de cavalos, ou atravessando rios em canoas, sujeitos aos riscos de viagens sem segurança; muitos se hospedarem à margem dos igarapés, infestados de mosquitos e ameaçados por animais selvagens; tomaram água suja e chegaram a ser vitimados pela malária ou pela febre amarela. A eles, muito devemos, pelo seu desprendimento, coragem e fé.
Hoje, no entanto, em geral, vemos que Deus tem propiciado condições de trabalho muito melhores aos obreiros, por esse Brasil a fora. As igrejas maiores podem conceder aos pastores moradia condigna, transportes pessoais, seguro-saúde, salário compatível e muito mais. É verdade que em grande parte, há obreiros que passam necessidades, injustamente. Entretanto, há os que, aproveitando-se da bênção de Deus sobre as igrejas, abusam das mordomias.
Há casos em que o obreiro rejeita a casa pastoral, porque a esposa não gosta do estilo do prédio, e passam a exigir casa com tanto conforto e luxo, nas dependências, que consomem os recursos da igreja. É importante que o pastor more condignamente. Mas não é preciso exibir riqueza e luxo. Por outro lado, há obreiros que exigem salário tão elevado, além decombustível para o carro particular, pagamento de todas as despesas da casa, carro para levar os filhos na escola, empregada, arrumadeira, vigia, etc., que chamam a atenção dos murmuradores contra a obra do Senhor.
Com isso, não desconhecemos a necessidade de um obreiro, líder de um grande trabalho, ter um tratamento adequado ao nível de suas responsabilidades. Se a igreja tem condições, é compreensível. Mas o exagero nesse aspecto, denota vaidade e desejo de aparecer perante a comunidade.
A vaidade na formação teológica
Há pouco mais de vinte anos, quem quisesse estudar teologia, em muitas igrejas, era considerado excêntrico e vaidoso. Muitos que ousaram ingressar num instituto bíblico, tiveram que fazê-lo às suas expensas, sem qualquer ajuda da igreja à qual eram filiados, e ainda assim, considerados malvistos pela liderança. Os tempos passaram e, por razões as mais diversas, como a exigência de melhores conhecimentos bíblicos e teológicos, ou o receio de ver grupos oriundos de certas igrejas arrebanharem os jovens para os cursos considerados "perigosos", as lideranças resolveram investir na área do ensino teológico.
Na última década, proliferaram, no Brasil, os mais variados tipos de escolas, cursos, seminários, institutos, faculdades, etc. , voltados para o ensino teológico. Muitos desses cursos não têm a menor condição técnica, ou mesmo bíblico-teológica para ministrar o ensino, e têm formado um grande número de obreiros , portadores de diploma até de bacharelado em Teologia. Como resultado, passou-se de uma carência de pessoas com curso teológico, para uma grande quantidade de pessoas diplomadas, mas com formação que deixa a desejar, em termos de conhecimentos bíblicos e teológicos.
Alguns desses formados, são obreiros vaidosos, que, possuídos de sentimento de superioridade, passam a desprezar os não formados, considerandos incapazes de exercer o ministério. Isso constitui uma vaidade, que leva muitos a assomarem aos púlpitos, sem unção e sem graça, confiando nos conhecimentos obtidos. A Bíblia nos adverte: "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento" (Pv 3.5). Não se deve discriminar os obreiros formados em Teologia. Eles podem ser uma grande bênção para a ministração do ensino, da pesquisa bíblica e da evangelização. Mas não se deve deixar que os conhecimentos tomem o lugar do preparo espiritual para a pregação do evangelho, que se obtém de joelhos, orando e jejuando , na presença do Senhor.

25/04/2014

O CAMINHO DIANTE DA DOR

O sofrimento é parte da existência humana.
Desde que nossos primeiros pais pecaram no Éden, as lágrimas são uma constante na História da Humanidade.
É tanto sofrimento que já deveríamos estar acostumados.
Vendo o sofrimento alheio, deveríamos nos conscientizar que o mesmo pode acontecer conosco.
Mas não fazemos assim. Nos aferramos à esperança de que conosco vai ser diferente.
E muitas vezes essa esperança toma a forma de uma religião, a qual nos empenhamos, devotamos nossos recursos e energias, na expectativa de que no momento da angústia, Deus não deixará acontecer conosco o mesmo que sucede às outras pessoas.
Ledo engano.
Quando surge a morte no nosso caminho, tomando nossos entes queridos, isso se torna um divisor de águas nos corações.
Muitos se conformam à vontade permissiva de Deus, choram e lamentam, se confortam em Deus, e prosseguem a jornada, esperando o momento do reencontro, conforme a Bíblia nos promete.
Muitos, porém, se rebelam contra Deus, negam sua existência. “Deus, por que comigo foi assim ?” Deus responde: “é assim com todos, porque com você seria diferente”. Mas os ouvidos da pessoa estão fechados e ela nada ouve.
Alguns desse último grupo de arrependem e, algum tempo depois, retornam para a casa paterna. Outros, porém, prosseguem empedernidos por toda a vida, e perdem sua Eternidade, condenando-se à morte eterna.
A Bíblia, porém, nos dá esperanças.
1ª Carta de Paulo aos Tessalonicenses
13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança.
14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele.
15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem.
16 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.
18 Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.
É pegar ou largar.

24/04/2014

AS LEIS CIVIS ENTREGUES POR MOISÉS AOS ISRAELITAS – (Êx 21.1-12)

INTRODUÇÃO
Estudaremos AQUI as “leis civis” de Israel. Verificaremos sua aplicabilidade e pontuaremos as diferenças entre o Decálogo e as “outras leis” entregues a Israel por meio de Moisés.
I – DEFINIÇÃO DA PALAVRA LEI EM SUAS VARIADAS APLICAÇÕES
Segundo o Dicionário Teológico a Lei de Deus contida no Pentateuco, é a expressão máxima da vontade Divina quanto a condução dos negócios, interesses e necessidades humanas na família, na sociedade e no Estado. Embora entregue a Israel, a parte ética da Lei de Deus é aplicável aos demais povos, tendo em vista a sua universalidade e reivindicações eternas (ANDRADE, 2006, p. 252).
Segundo Stamps (1995, p, 146) a Lei de Moisés do hebraico “Torah” que significa “ensino ou instrução” admite uma tríplice divisão: (a) A lei moral, que trata das regras determinadas por Deus para um santo viver (Êx 20. 1-17); (b) A lei civil, que trata da vida jurídica e social de Israel como nação (Êx 21.1 – 23.33); e (c) A lei cerimonial, que trata da forma e do ritual da adoração ao Senhor por Israel, inclusive o sistema sacrificial (Êx 24.12 – 31.18). O comentário Biblico de Moody diz que: “A Lei não foi dada como meio de salvação. Foi dada a um povo já salvo (Êx 19.4; 20.2) a fim de instruí-lo na vontade do Senhor, para que pudesse realizar o propósito de Deus como ‘um reino de sacerdotes e uma nação santa’ (Êx 19.6). A revelação foi dada “não para dar, mas para orientar a vida” (MOODY, p. 46)
II – AS DIFERENÇAS ENTRE AS LEIS DE ISRAEL
Os capítulos 20.22 – 23.33 do livro do Êxodo versam sobre leis que regeram as esferas civis e litúrgicas na história judaica, isto é, elas legislavam tanto a vida da sociedade israelita quanto o sistema de culto ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, “essas leis, que eram principalmente civis em sua natureza, tinha a ver SOMENTE com Israel, sua religião e as condições e circunstâncias prevalecentes naquele período”. Entretanto, “os princípios existentes nessas leis – tais como o respeito à vida, apego à justiça e à equidade – são ETERNAMENTE VÁLIDOS” (STAMPS, 1995, p.150). Precisamos interpretar a Palavra de Deus de maneira equilibrada, não confundindo e aplicando a literalidade da Lei de uma nação à Igreja. Vejamos:
2.1 As leis civis e penais. Tinham a finalidade de regular a sociedade civil do Estado teocrático de Israel. Essas leis regiam o casamento, o divórcio, heranças, escravatura, multas, propriedade e outros temas relevantes para o Estado teocrático de Israel. Em caso de violação dessas leis, as pessoas eram duramente penalizadas. (Êx 21; 22 e 23:1-13; Lv 18 e 20; 25.23-55; Nm 27.1-11; 35.9-34; Dt 19.1-13; 22.13-30; 24, 25.1-12).Entendemos que muitas dessas leis eram TEMPORAIS e necessárias para época à qual foram concedidas a Israel. Por isso, que muitas das leis contidas na Torah, escritas por Moisés, respeitavam o momento histórico vivido pelo povo de Israel.Por estas e outras razões o cumprimento de grande parte destas Leis Civis e Penais destinavam-se a Israel. Por isso, não podemos UNIVERSALIZAR A SUA APLICAÇÃO, pois elas se aplicavam a uma NAÇÃO ESPECÍFICA, dentro de específicas circunstâncias, e com propósitos definidos da parte de Deus.
2.2 As leis cerimoniais. Estas leis apontavam para o Messias. Quando Cristo morreu, Ele cumpriu os simbolismos proféticos do sistema sacrifical. Embora as leis cerimoniais desempenhassem papel vital antes da morte de Cristo, eram, no entanto, deficientes sob vários aspectos, representando apenas as sombras dos bens vindouros (Hb 10.1). Na morte de Cristo, a vigência das leis cerimoniais chegou ao fim. Seu sacrifício expiatório providenciou perdão para todos os pecados (Hb 9.12). Não mais seria necessário executar as elaboradas cerimônias que, de todos os modos, não eram capazes de remover pecados (Hb 10.11). Estas leis regulavam os serviços praticados pelos sacerdotes no Templo e tinham tudo a ver com os sacrifícios e ofertas, os dias anuais de festas e a questão dos deveres do sacerdócio (Js 8.31; Nm 8.1; II Cr 23.18; 30.15-16; Ed 3.2). Mediante o sistema cerimonial Deus ensinou ao Seu povo que o perdão de pecados só pode ser obtido pelo derramamento de sangue. Tudo apontava para Cristo, pois Ele foi o verdadeiro sacrifício (Jo 1.29). Na morte de Cristo, o véu do templo foi rasgado de alto a baixo, em duas partes (Mt 27.51), indicando o fim do significado espiritual dos serviços cerimoniais do Templo.
2.3 As leis alimentares. Essas leis tinham e têm como objetivo PREVENIR doenças eMELHORAR a saúde dos verdadeiros filhos de Deus. Não era uma regra exclusivamente voltada ao povo de Israel ou a uma nação específica e nem tampouco era limitada à uma legislação mosaica, mas aplica-se a qualquer povo e tempo. Foi somente depois do dilúvio que Deus permitiu o uso de alimentos de carne animal. Posteriormente Deus apresenta à Moisés uma lista extensa de animais limpos e imundos, o que povo poderia comer e o que não deveria comer (esta relação de animais não é uma questão de religião, mas sim, de prevenção da saúde do povo de Israel). Esta relação é encontrada em Levítico 11 e Deuteronômio 14. Portanto, se alguém deseja abster-se de alguns tipos de alimentos, que o faça por uma questão de SAÚDE e não por MANDAMENTO.
2.4 A lei moral. Entre todas as leis dadas por Deus, a Lei dos Dez Mandamentos tem um significado muito especial. Esta é a única Lei que reflete o caráter de Deus e é de natureza moral, espiritual, abrangente e contém princípios universais. Tal como Deus esta lei “é perfeita” (Sl 19.7). Os mandamentos dividem-se em DUAS PARTES: A primeira, abrangendo os primeiros cinco mandamentos, define o dever do homem para com Deus. “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças” (Dt 6.5). A segunda, integrando os últimos cinco mandamentos, define o dever do homem para com seus semelhantes. “…amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.” (Lv 19.18). Cristo reconheceu esta divisão ao declarar que os dois grandes princípios da Lei são o amor a Deus e o amor ao próximo. “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o PRIMEIRO e grande mandamento. E o SEGUNDO, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes DOIS MANDAMENTOS depende toda a lei e os profetas.” (Mt 22.37-40).
III – A LEI DE MOISÉS FOI ENTREGUE A ISRAEL
A Lei fez de Israel algo especial, transformando-o em parâmetro para todos os outros povos. A Bíblia exprime essa verdade da seguinte maneira: “Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra” (Dt 7.6). Por consequência, o Israel do AT era a única nação cuja legislação, jurisdição e jurisprudência tinham sua origem na pessoa do Deus vivo. As passagens bíblicas seguintes documentam que a Lei de Moisés foi dada ao povo judeu, ou seja, a Israel. Vejamos:
  • “E que grande nação (ISRAEL) há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje vos proponho?” (Dt 4.8).
  • “Mostra a sua palavra a Jacó, as suas leis e os seus preceitos, A ISRAEL. Não fez assim a nenhuma outra nação; todas ignoram os seus preceitos. Aleluia!” (Sl 147.19-20).
  • “São estes os estatutos, juízos e leis que deu o Senhor entre si e OS FILHOS DE ISRAEL, no monte Sinai, pela mão de Moisés” (Lv 26.46).
  • “SÃO ISRAELITAS. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas” (Rm 9.4).
IV – O DECÁLOGO E AS “OUTRAS LEIS CIVIS” DE ISRAEL
Na Bíblia, ao referir à lei de Moisés, para os judeus não se acha a distinção de lei “moral”, “cerimonia” ou “civil” mas somente: “Lei”, “Lei do Senhor” e “Lei de Moisés”. Nisso podemos entender que o Decálogo é só uma parte da Lei e não a sua totalidade. Há muitos que querem distinguir o Decálogo como a mais importante parte da Lei, sendo a parte moral, e as outras como as cerimonias ou civis, sendo inferiores. É claro que o Decálogo tem as partes morais, cerimônias e civis. Essas partes, em si, não são distinguidas como sendo maior ou menor da “lei” mas, a própria lei. A parte cerimonial (sacrifícios) é chamada “lei” (Lc 2.27). A parte moral é chamada “lei” (I Tm 1.9). A parte civil é chamada “lei” (At 23.3). Pode entender isso comparando o resto da Bíblia com o Pentateuco. Entenderá que a Bíblia distingue o Pentateuco como sendo a Lei. Gênesis é a Lei (I Co 14.34; Gn 3.16); Êxodo é a Lei (Rm 7.7; Êx 20.17); Levítico é a Lei (Mt 22.39; Lv 19.18); Números é a Lei (Mt 12.5; Nm 28.9) e Deuteronômio é a Lei(Mt 22.36, 37; Dt 6.5).
V – ANALISANDO AS “LEIS” CIVIS DE ISRAEL
É importante observar o contexto em que cada “lei” é dada, a quem é dada e qual o seu objetivo manifesto. Só assim poderemos saber a que estamos nos referindo quando falamos de Lei. A Confissão de FÉ hebraica, no capítulo 18 de Êxodo, divide esses aspectos em lei moral, civil e cerimonial. Cada uma tem um papel e um tempo para sua aplicação:
  • Lei Civil ou Judicial – representa a legislação dada à sociedade israelita ou à nação de Israel. Ela define os crimes contra a propriedade e suas respectivas punições.
  • Lei Religiosa ou Cerimonial – representa a legislação levítica do AT. Ela prescreve os sacrifícios e todo o simbolismo cerimonial.
  • Lei Moral – representa a vontade de Deus para o ser humano, no que diz respeito ao seu comportamento e aos seus principais deveres.
CONCLUSÃO
Quanto à aplicação das leis civis e cerimoniais de Israel; mesmo não tendo um caráter normativo para o povo de Deus em nossos dias; devemos exercitar a seguinte compreensão: A Lei Civil tinha a finalidade de regular a sociedade civil do estado teocrático de Israel. Como tal, não é aplicável normativamente em nossa sociedade. A Lei Religiosa ou Cerimonial tinha a finalidade de imprimir nos homens a santidade de Deus e apontar para o Messias, Cristo, fora do qual não há esperança. Como tal, foi cumprida com sua vinda. A Lei Moral tem a finalidade de deixar bem claro ao homem os seus deveres, revelando suas carências e auxiliando-o a discernir entre o bem e o mal. Como tal, é aplicável em todas as épocas e ocasiões.
REFERÊNCIAS
  • ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.
  • SOARES, Esequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. CPAD.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
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