Para a glória de Deus!

Para a glória de Deus!

31/03/2013

Páscoa, a última ceia


Aquela era a última ceia de Páscoa que Jesus celebraria com Seus discípulos antes da crucificação. Enquanto comiam, Jesus tomou um cálice, agradeceu e disse: “isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados” (Mt 26.28). É incerto quanto os discípulos entenderam desse pronunciamento profético. Porém, seu significado se esclareceria pouco depois, ao testemunharem a morte sacrificial de Jesus na cruz e lembrarem as palavras que Ele dissera ao erguer o cálice. Foi através de Sua morte e do Seu sangue derramado que Jesus estabeleceu uma Nova Aliança que mudaria o rumo da história da humanidade, tanto para os judeus quanto para os gentios.

Um Superior Sacrifício pelo Pecado
Dia após dia, um sacerdote levita entrava no templo e oferecia sacrifícios de animais para a remissão de pecados, conforme determinava a Lei de Moisés. O sistema sacrificial da Lei era apenas uma sombra do que Jesus iria realizar no futuro, através de Sua morte na cruz. O Livro de Hebreus ilustra de duas maneiras a ineficácia dos sacrifícios levíticos para remover o pecado. Em primeiro lugar, se o sacrifício pelo pecado aperfeiçoasse quem o oferecia em adoração, não haveria necessidade de repeti-lo (Hb 10.2). Em segundo lugar, se os israelitas tivessem sido verdadeiramente purificados do pecado através de sacrifícios de animais, “não mais teriam consciência [senso] de pecados” (Hb 10.2). Mas o fato é que nenhum de seus sacrifícios podia torná-los perfeitos ou livrá-los da consciência do pecado (Hb 9.9). Por quê? “Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10.4). O sangue de animais não tinha o poder de efetuar a redenção; a imolação ritual não podia purificar a carne, isto é, realizar a purificação cerimonial (Hb 9.13).
Através de um nítido contraste, o Livro de Hebreus explica como Deus providenciou um sacrifício melhor para a redenção do homem. Deus Pai enviou Seu Filho Jesus para ser o sacrifício pelo pecado. Jesus tomou parte na obra da redenção e tornou-se o sacrifício da expiação, com profundo e total envolvimento, e não em resignação passiva. Obedecendo à vontade do Pai, Cristo entregou Seu corpo como uma oferta definitiva, permitindo que o pecado do homem fosse removido (Hb 10.5-10). A conclusão é óbvia: Deus revogou o primeiro sacrifício, que dependia da morte de animais, para estabelecer o segundo sacrifício, que dependia da morte de Cristo.

Qual a diferença entre o sacerdócio de Cristo e o sacerdócio dos levitas?
Na Antiga Aliança, centenas de sacerdotes levitas ofereciam, continuamente, sacrifícios inefetivos que “nunca jamais podem remover [apagar completamente] pecados” (Hb 10.11); mas o sacrifício de Cristo removeu os pecados, de uma vez por todas. Os sacerdotes araônicos ofereciam sacrifícios pelo pecado, dia após dia; Cristo sacrificou-se uma só vez. Os sacerdotes araônicos sacrificavam animais; Cristo ofereceu a si mesmo. Os sacrifícios dos levitas apenas cobriam o pecado; o sacrifício de Cristo removeu o pecado. Os sacrifícios dos levitas cessaram; o sacrifício de Cristo tem eficácia eterna. Assim, Cristo está agora assentado “à destra de Deus” (Hb 10.12; cf. Hb 1.3; 8.1; 12.2), o que demonstra que Ele completou Sua obra, obedientemente, e foi exaltado a uma posição de poder e honra.
Cristo, o holocausto supremo e perpétuo, é o único sacrifício pelo pecado que existe atualmente. Os que rejeitam o sacrifício de Cristo têm sobre sua cabeça três acusações: (1) Eles desprezam a Cristo, calcando-O sob seus pés; (2) consideram o sangue de Cristo como profano (comum) e sem valor; e (3) insultam o Espírito Santo, que procurou atraí-los para Cristo (Hb 10.29). Os que rejeitam Seu holocausto redentor são considerados adversários. Na aliança mosaica, os adversários eram réus de juízo e morriam sem misericórdia. Conseqüentemente, as pessoas que rejeitam a Cristo aguardam o horrível juízo de Deus (Hb 10.30-31).
Por meio de Sua morte, Jesus inaugurou um “novo e vivo [vivificante] caminho” (Hb 10.20) para que a humanidade possa chegar à presença de Deus com “intrepidez [confiança]” (Hb 10.19). Portanto, o que  possibilita a existência de uma Nova Aliança é o sacerdócio e o sacrifício superiores de Cristo.

Uma Aliança Superior Para os Santos
O Livro de Hebreus revela que Cristo é o “Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb 8.6). Ela é mais excelente porque as promessas do pacto mosaico eram condicionais, terrenas, carnais e temporárias, enquanto as promessas do Novo Testamento são incondicionais, espirituais e eternas.

Quais as diferenças entre o Antigo Testamento e o pacto abraâmico?
Deus estabeleceu a aliança mosaica (Antigo Testamento) com a nação de Israel, no Monte Sinai. Esse pacto não foi o primeiro que Deus firmou com o homem, mas foi o primeiro que Ele fez com Israel como nação. A aliança mosaica foi escrita 430 anos depois da aliança abraâmica, e não alterou, não anulou, nem revogou as cláusulas da primeira aliança, a abraâmica (Gl 3.17-19), que era incondicional, irrevogável e eterna.
Muitas pessoas, hoje em dia, confundem a aliança mosaica com a abraâmica e afirmam que a Terra Prometida não pertence mais ao povo judeu porque a nação perdeu seu direito em razão do pecado. Entretanto, Deus garantiu a Israel a posse permanente da terra, não através da aliança mosaica, mas da aliança abraâmica (Gn 15.7-21; 17.6-8; 28.10-14).
As promessas do pacto mosaico eram condicionais. O pré-requisito era que Israel obedecesse aos mandamentos para que Deus cumprisse as promessas de bênçãos, estabelecidas no pacto (Êx 19.5). Mas Israel não cumpriu as cláusulas do pacto. A falha não estava na Lei, pois o mandamento era “santo, e justo e bom” (Rm 7.12), mas na natureza pecaminosa do homem, que se rebelou contra as condições estipuladas no pacto. Essa aliança tinha um poder limitado e não podia conceder vida espiritual nem justificar os pecadores (Hb 8.7-9).

Com quem Deus firmou a Nova Aliança?
A Escritura deixa claro que a Nova Aliança foi feita exclusivamente com Israel (os descendentes de Jacó, pelo sangue) – e não com a Igreja (Hb 8.10). Em nenhum lugar da Escritura a Igreja é chamada de Israel ou “Israel espiritual”, como alguns ensinam. Está claro na Escritura que as bênçãos nacionais, espirituais e materiais prometidas na Nova Aliança serão cumpridas com o Israel literal, no Reino Milenar (Jr 31.31-40).
A Nova Aliança foi profetizada pela primeira vez por Jeremias, seis séculos antes do nascimento de Cristo (Jr 31.31; cf. Hb 8.8). Ao falar do novo pacto, Deus usa os verbos no futuro (“firmarei”, “imprimirei”, “inscreverei”, “serei”, “usarei”, “lembrarei”, veja Hb 8.8,10,12), mostrando que cumprirá as cláusulas dessa aliança. Além disso, o cumprimento depende unicamente da integridade de Deus, e não da fidelidade de Israel.

Se a Nova Aliança não foi firmada com a Igreja, por que foi apresentada em Hebreus 8?
O escritor de Hebreus foi movido pelo Espírito Santo a citar a Nova Aliança com o propósito de ressaltar o fracasso da aliança mosaica e mostrar a Israel que as promessas reunidas num pacto melhor estavam disponíveis através de Jesus Cristo. A Nova Aliança foi instituída na morte do Senhor (Hb 9.16-17), e os discípulos ensinaram seus conceitos à nação de Israel (2 Co 3.6). O fato da nação de Israel ter rejeitado seu Messias resultou num adiamento do cumprimento cabal do pacto, que só ocorrerá quando Israel receber a Cristo, na Sua Segunda Vinda.

Quais são as promessas da Nova Aliança?
Em primeiro lugar, a Nova Aliança proporciona uma transformação interior da mente e do coração, que só pode ser produzida através da regeneração espiritual. Deus disse: “Nas suas mentes imprimirei as minhas leis, também sobre os seus corações as inscreverei” (Hb 8.10). A Antiga Aliança era exterior, lavrada na pedra (Êx 32. 15-16); a Nova Aliança é escrita “em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2 Co 3.3), através do ministério do Espírito Santo. Isso acontecerá com Israel, como um todo, na Segunda Vinda de Cristo, quando Deus derramará o Seu Espírito sobre o povo judeu não-salvo, fazendo com que se arrependa de seus pecados e aceite Jesus como seu Messias (Zc 12.10; Rm 11.26).
Em segundo lugar, a aliança mosaica estipulava que os conceitos da Lei, com seus complicados rituais e regimentos, só fossem ensinados pelos líderes religiosos. Os que vivem sob os preceitos da Nova Aliança são ensinados pelo Senhor, por meio do Espírito Santo que habita em seu interior, e recebem poder para andar nos caminhos do Senhor e guardar os Seus estatutos (Ez 36.27).
Em terceiro lugar, na Antiga Aliança, o pecado era lembrado sempre que um animal era oferecido em sacrifício (Hb 10.3). Na Nova Aliança, Jesus foi o Cordeiro do sacrifício, que, de uma vez por todas, removeu o pecado (Hb 10.15-18) através do Seu sangue. O Senhor disse: “Pois, para com as suas iniqüidades usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Hb 8.12; cf. Jr 31.34). A palavra jamais é uma dupla negativa no texto grego, o que significa que “não, nunca, sob nenhuma circunstância” Deus se lembrará dos pecados do Israel redimido.
Em quarto lugar, Cristo é o Mediador da Nova Aliança (Hb 9.15-20). O mediador atua como um intermediário entre duas partes que desejam estabelecer um acordo entre si. Os mediadores põem seus próprios interesses de lado pelo bem das partes envolvidas no acordo. Um mediador precisa ser digno de confiança, aceitável pelas partes e capaz de assegurar o cumprimento do pacto. Através de Sua morte, Cristo tornou-se o Mediador da Nova Aliança, e possibilitou a reconciliação de todos aqueles que confiam em Sua obra redentora.
A mediação de Cristo também se estende aos santos que viveram debaixo da Antiga Aliança, bem como aos que virão a crer, no futuro. Cristo concede uma herança eterna a todos os crentes, através da Nova Aliança. Um beneficiário só pode entrar na posse legal da herança com a morte do testador. Para que a Nova Aliança tivesse efeito e, legalmente, pudesse conceder a salvação aos pecadores, Cristo tinha que morrer (Hb 9.15-17).
Até mesmo a aliança mosaica teve de ser inaugurada com sangue para ter efeito legal. Moisés mediou o primeiro pacto tomando o livro da Lei, lendo-o diante dos filhos de Israel – que concordaram em guardar os seus preceitos – e, depois, aspergindo o livro e o povo com sangue (Hb 9.19-20). O fato do Antigo Testamento ter sido firmado com sangue mostrou que era necessária a morte de uma vítima inocente para consagrar e estabelecer uma aliança. Aquele pacto era apenas um tipo e uma sombra que apontava para o dia em que Cristo consagraria e firmaria um Novo Testamento, através do derramamento de Seu próprio sangue. Somente Ele poderia mediar a Nova Aliança entre Deus e a humanidade (1 Tm 2.5).
A Nova Aliança, ao contrário da aliança mosaica, é eterna. O Senhor disse: “Farei com eles aliança de paz; será aliança perpétua” (Ez 37.26). Depois de servir ao seu propósito, o pacto mosaico tornou-se sem efeito. As palavras “antiquado” e “envelhecido” (Hb 8.13) mostram que o pacto mosaico estava esgotado, perdendo as forças e prestes a ser dissolvido.
Embora a Nova Aliança tenha sido feita com Israel, e não com a Igreja, os cristãos têm garantido o extraordinário privilégio de experimentar certos benefícios do novo pacto que passaram a vigorar quando Cristo derramou Seu sangue na cruz. Hoje, a Igreja usufrui das bênçãos espirituais da salvação, estabelecidas na Nova Aliança. As bênçãos físicas do Novo Testamento serão cumpridas com Israel, no Milênio. Os que seguem a Cristo são “ministros de uma nova aliança [testamento, pacto]” (2 Co 3.6) e foram chamados para divulgar a mensagem da salvação.
Louvado seja Deus por tão grande salvação!

Tema: AUTORIDADE DAS ESCRITURAS



Texto Áureo:  Sl 119.93,94
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), há uma grande dificuldade em ensinar a Palavra de Deus ao Seu povo, pois a preferência tem sido para os movimentos triunfalistas ou de prosperidade financeira, enquanto a profundidade das Escrituras é deixada de lado. Passe esta aula com o coração para que seus alunos sejam alertados desse grande mal.
“direito de nortear nossa vida”, nortear é achar o norte, é dar uma direção, aqui significa dar as Escrituras o direito de nos mostrar a direção certa. Além de mostrar a direção certa a Bíblia também acusa a direção errada, por isso que muitos irmãos fogem dela, pra ficar nos “retetés” e faltando a Escola Dominical, pois a Bíblia logo aponta seus erros.
“usados por Ele para escrevê-la”, esse processo é chamado de inspiração divina.
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1. ORIGEM DAS ESCRITURAS
Você pode acrescentar também que ela foi escrita no período aproximado de 1500 anos, por cerca de 40 autores.

1.1. O material utilizado
- “primeiros manuscritos bíblicos”, manuscritos são os textos escritos à mão, aqui se refere aos originais, aqueles que foram escritos diretamente pelo autor. Esses originais não existem mais.
“pergaminho”, é feito de pele de animal, geralmente carneiro, curtida e preparada para se escrever. Tem esse nome devido ter sido produzido na cidade de Pérgamo.

1.2. Da oralidade à escrita
“por muito tempo foi assim”, O exemplo disso é que Moisés escreveu sobre Adão, Eva, Abel, Noé, Abraão, Isaque e Jacó, sendo que ele viveu bem depois deles, pois na época deles ainda não era conhecida a escrita, apesar de já existir. Moisés conhecia as histórias desde o princípio da criação, pois elas eram passadas de pai para filho (oralidade).

1.3. Gêneros discursivos
“discursivo”, é o que fornece argumentos para o debate.
“códigos legais”, são os códigos que tem função de lei, por exemplo: “não matarás”, a Bíblia está repleta deles e servem para todos os povos e são seguidos por todo tipo de pessoa desde ateus à feiticeiros, não há quem não siga algum ensinamento bíblico.
“relatos épicos”, são os relatos das histórias ocorridas em épocas muito antigas. Ex. os feitos dos valentes de Davi.

1.3.1. Narração
“plano maior”, quer dizer que cada história faz parte de um contexto universal com um propósito específico para toda a humanidade.
- “o protagonista da narração”, protagonista é o personagem principal.
- Os livros da Bíblia que narram as histórias do povo judeu são os chamados “livros históricos”, são eles: Josué, Juízes, 1º e 2º Samuel, 1º e 2º Reis, 1º e 2º Crônicas, Rute, Ester, Esdras e Neemias.  

1.3.2. Leis
- “livro da Lei”, se refere aos cinco primeiros livros, também chamado de Pentateuco.
As Leis foram dadas por Deus para definir o certo do errado, a fim de orientar os servos de Deus a fazerem Sua vontade. Também servem para mostrar ao homem o quanto sua natureza é falha e a necessidade de um redentor.

1.3.3. Poesia
- Nós não podemos perceber os recursos poéticos como a rima, o trocadilho e o jogo de palavras devido a tradução, pois ao traduzir não é possível manter esses recursos de poesia.

1.3.4. Profecia
No Antigo Testamento existia o ministério profético dado a alguns homens de Deus, usados pelo Senhor para falar com Seu povo. Atualmente não existe mais esse ministério, hoje o Espírito Santo concede dons diversos, entre eles o de profecia.
- Os livros da Bíblia que representam esse ministério são os dos profetas literários chamados de profetas maiores e profetas menores.
- São ao todo 16 profetas, sendo 4 maiores e 12 menores.

1.3.5. Evangelhos
- São quatro evangelhos, sendo três sinóticos (semelhantes) Mateus, Marcos e Lucas, são parecidos por terem sido produzidos de uma mesma fonte de relatos e o de João que tem características próprias.

1.3.6. Epístolas
- Além desses autores temos a carta aos Hebreus da qual não conhecemos a autoria.
- Essas cartas eram endereçadas às igrejas e obreiros. Devido ao seu rico conteúdo elas eram constantemente lidas diante da congregação como parte das cerimônias, por isso passaram a ser consideradas inspiradas por Deus como a divina revelação de Sua vontade.
- Muitas outras cartas desse período foram rejeitadas por não serem inspiradas por Deus.
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2. INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS
            - “A Bíblia é diferente”, Há muito tempo a Bíblia é o livro mais lido e mais vendido em todo mundo, Jamais saiu da primeira posição, sendo seguida de muito longe pelo segundo lugar.

            2.1. Teorias insensatas
            - “cético”, descrente
“ditado verbal”, como se Deus tivesse falando ao pé do ouvido do escritor, para ele escrever conforme Sua Palavra.
- Lembre que na Bíblia encontramos palavras que foram escritas ou ditadas diretamente pelo Senhor, Ex: os dez mandamentos Ex 20

2.2. Teoria coerente 
- “teoria verbal e plenária”, o correto é “verbal plenária”, pois é uma só teoria.
- Mesmo crendo nessa teoria entendemos que o Senhor respeitou o conhecimento e estilo de cada autor. Assim encontramos na Bíblia termos próprios de cada época. Ex:“O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros!” 2 Rs 2.12  A parte sublinhada tem valor de interjeição e era comum no tempo de Elizeu em Samaria.
           
            3. O PODER DAS ESCRITURAS
- O melhor exemplo de poder as Escrituras está neste versículo:
“Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei”. Is 55.11
- Comente que ela tem poder no coração do ímpio e do crente.

3.1. A Lei é ouvida
Esdras além de sacerdote também era um escriba, letrado, por isso se destaca mais do qualquer outro sacerdote de seu tempo, inclusive o sumo sacerdote.
- “Todos queriam entendê-la”, esse evento ocorreu após o cativeiro, pois o povo todo entendeu que o motivo de vir o cativeiro foi a falta de conhecimento do Senhor. Por isso desejavam conhecer a Lei e abandonar de vez toda a idolatria, nunca mais houve idolatria em Israel após o cativeiro. Infelizmente muitos irmãos esperam o pior acontecer para decidirem a buscar o conhecimento de Deus dentro da Palavra.

3.2. A reverência do povo
“consciência do pecado”, essa é um obra da Lei, nos mostra como somos dependentes de Deus, e precisamos nos aproximar de Jesus. O Espírito Santo é quem promove isso no ser humano, mas para isso Ele precisa da espada que é a Palavra de Deus. Uma pessoa pode até manifestar dons espirituais, mas só será transformada de verdade se conhecer e praticar a Palavra do Senhor. A espada do Espírito não é só para combater o mal nos outros, mas também o mal em nós.
“aferidas a doutrina e a conduta”, aferir significa medir comparando com um padrão. A doutrina nas igrejas e a conduta dos filhos de Deus devem seguir o padrão da Palavra. Hoje existem crentes que usam “gatonet” (TV a cabo pirata) outros ao acharem um celular, tiram o chip em vez de entregar o aparelho ao dono, outros são caloteiros, etc. Isso ocorre porque os padrões de conduta não estão sendo medidos conforme a Palavra de Deus.

3.3. Adoração consciente
- O povo estava adorando conscientemente a Deus conhecendo Sua vontade. Isso porque eles entenderam a Palavra de Deus. Muitos cultos acontecem de forma desordeira, onde os visitantes não entendem nada do que está acontecendo. Não é um adoração consciente.
- Veja como foi que a Bíblia avivou aquele povo:
“E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.” Ne 8:8

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CONCLUSÃO
- Conclua mostrando para os irmão que muitos não são avivados na presença do Senhor, por não buscarem da maneira correta, só o buscam na oração. A busca correta a Deus é com oração, jejum e lendo a Palavra de Deus.
“aperfeiçoamento...pelo conhecimento”, para isso precisamos deixar de conhecer a Bíblia superficialmente, precisamos nos aprofundar nela. Obedecendo ao Senhor que nos convida a entrar mais nos seus rios, pois a água ainda está pelos tornozelos, outros somente pelos joelhos, mas cada vez o Espírito nos convida a entrar mais mil côvados.  

30/03/2013

A vós graça e paz


A vós graça e paz da  parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo. (Efésios 1:2)
            Assim deve ser o nosso cumprimento a todos, ou seja, fazendo aquilo que o Senhor Jesus determinou; que sempre entregasse a paz Dele. Por este motivo, o Apostolo Paulo sempre iniciava as suas cartas com este cumprimento. Entregando a paz de Cristo, a graça da parte de Deus e do seu Filho nosso Senhor Jesus Cristo; pois sabemos que a verdadeira paz, somente a que vem de Deus, porque esta é a paz que experimentamos estando no meio da turbulência; sabendo que venceremos, que não estamos sozinhos, esta é a paz que gostaria que todos tivesse. "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo.” (Efesios1: 3) Temos de  saber que devemos manter a nossa paz, a paz que vem de Cristo, porque já vencemos o mal estando-nos em Jesus, e que já fomos agraciados com todas as sortes de bênçãos, eu disse: TODAS. Portanto não existe esta, ou, aquela, benção, que o Senhor pode nos negar, pois estaria indo contra a sua Palavra, e Ele já nos deu tudo em Cristo. Mas devemos trazer estas bênçãos do mundo espiritual para o mundo físico, e a única maneira de conseguirmos isto é em Jesus, Ele é o Caminho, se vivermos segundo os seus ensinamentos.
            "Como também nos elegeu Nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante Dele em caridade.” (Efésios 1:4) Assim como todas as nossas bênçãos já existem no mundo espiritual, elas já nos pertencem, basta tomarmos posse; chegarmos a até elas pelo Caminho que se chama Jesus. De igual modo temos que viver em santidade, pois antes da Criação deste mundo, O Senhor já tinha nos predestinado, nos escolhidos, para que fôssemos viver segundo os seus preceitos, e como não vivemos também não recebemos as bênçãos, pois ambas as coisas existem e nos pertence; o viver em santidade, praticando a sua Palavra e receber as bênçãos. "E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade.” (Efésios 1:5) O Senhor queria que fôssemos seus filhos, por isto fez isto acontecer através de seu Filho legítimo Jesus Cristo, por Ele fomos todos adotados, tendo o direito de recebermos todas as bênçãos e de viver no Reino; mas para viver no Reino devemos viver segundo as leis do Reino, caso contrário somos expulsos, e não desfrutamos de nenhuma regalia do Reino do Pai; e tudo isto não é mérito nosso, e pela graça. (favor imerecido)
            "Para louvor e gloria da sua graça, pela qual nos fez agradável a si no Amado.” (Efésios 1:6) Tudo o que recebemos, que já temos direito, assim como esta adoção, como receber as bênçãos, desfrutar de paz, podermos andar, e viver em santidade, recebemos pela graça, este favor de Deus que por amor, nos ligou, nos refez Nele através de seu amado Filho Jesus Cristo. Somente através de Jesus recebemos tudo isto, mas quando desprezamos somos expulso do Reino e padecemos eterno sofrimento, e o total afastamento do Pai. "Em quem temos a redenção pelo sangue, à remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça.” (Efésios 1:7) Recebemos o perdão de todos os nossos pecados através de Jesus que nos lavou de todos os pecados, e isto aconteceu através  do seu sangue derramado por todos; e isto foi feito por amor do Pai, e do Filho, Jesus, que tudo sofreu e suportou por amor a nós, para que por este grande e único favor sejamos salvos, e abençoados, e quem rejeita esta graça é indesculpável. "Que Ele tornou abundante para conosco em toda a sabedoria e prudência.” (Efésios 1:8).

29/03/2013

A MISSÃO DE JESUS


E, tendo chegado a tarde, quando já estava se pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos e os endemoniados. E toda a cidade se ajuntou à porta. (Marcos 1:32,33)
 Onde Jesus estava às pessoas o procurava, em busca de cura de libertação e de alimentos; e Jesus não negava, atendia a todos, como vemos na Bíblia. As inúmeras curas que Jesus fez, multiplicou pães, e peixes, expulsou muitos demônios, curou as pessoas dos mais variados males, a ninguém Jesus mandou voltar outra hora, ou disse: que não curaria. Aonde o Senhor chegava o povo vinha em busca de bênçãos, de socorro imediato, assim como hoje o buscam somente em busca de solução imediatistas, e não pensando em salvação. "E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam.” (Marcos 1:34)Jesus não buscavam louvor de homens, nem de  demônios, quando Ele os expulsavam não permitia que falasse,  ao contrário de pregadores, pastores, que gostam de interrogar demônios, e tentarem se fazerem conhecidos; que demônios afirmem que eles são homens e mulheres de Deus. Jesus não alegava nenhuma impossibilidade para não atender alguém, mesmo sabendo que eles só queriam o milagre passageiro, Jesus os concedia; o que não vemos acontecer com os supostos discípulos Dele atualmente, que dizem serem homens de Deus, mas não cura, nem liberta ninguém, somente esvazia os bolsos, e bolsas, das ovelhas.
"E, levantando-se de manha muito cedo, estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava. (Marcos 1:35)Jesus sempre buscava um monte, um lugar reservado para orar, tendo em vista que  Ele quase não tinha privacidade, onde Ele estava a multidão o cercava; por isto  era necessário Ele se ausentar, sair praticamente as escondidas, para ter privacidade Ele e o Pai. Só que hoje temos  como entrar nos nossos quartos fechar a porta e Falar com Deus em nome de Jesus, e não precisamos buscar montes, os que  assim o fazem na verdade  só agem como religiosos e fanáticos, pois temos  como nos isolar e orar ao Pai; mesmo porque não somos assediados como Jesus era. "E seguiram-no Simão e os que com Ele estavam.”(Marcos 1:36)Vejam que os seus discípulos os seguiram! Jesus  buscavam lugar para ficar a sós com o Pai, mas os seus discípulos sempre sabiam onde Ele estava, mas não o povo, pois não respeitavam, buscavam somente bênçãos e mais bênçãos, a bem da verdade a multidão o ouviam mas poucos colocavam em pratica. Mesmo porque foi esta mesma multidão que o acompanhava que pediu a sua crucificação, e a morte, ou seja eles não o receberam como o Filho de Deus! O Messias.
"E, achando-o, lhe disseram: Todos te buscam.” (Marcos 1:37)Vieram informar a Jesus que o povo, a multidão o buscava, mas como Jesus não buscava notoriedade, não estava preocupado com isto, ao contrário, queria era ficar longe disto para fazer a o trabalho, a missão que o Pai havia designado. Os pastores de hoje querem ser conhecidos, querem notoriedades, querem tirar fotos com o povo, querem ser reconhecidos por onde passa; querem igrejas cheias, mas não cura ninguém. "E Ele lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas, para que eu ali também pregue, porque para isso vim.” (Marcos 1:38)Jesus estava preocupado com as ovelhas perdidas do Senhor, Ele estava preocupado em fazer a vontade do Pai, de pregar o Evangelho, as boas novas, de mostrar que o Reino havia chegado. Portanto Ele não parava, seguia de cidade em cidade concluindo a sua Missão. "E pregava nas sinagogas deles, por toda a Galiléia, e expulsava os demônios.” (Marcos 1:39)O dever de todos os que se dizem homens de Deus, é pregar o Evangelho, o Reino, e curar os enfermos  físicos, e espirituais, e expulsar todos os demônios, pois esta é a missão que Jesus nos entregou. 

28/03/2013

ADORNO DA MULHER CRISTÃ SEGUNDO A BÍBLIA


I.        DEUS CRIOU O OURO E A PRATA PARA FAZERMOS USO

Todas as riquezas do mundo foram cridas por Deus e estão sob o Seu controle.
“Minha é a prata, meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos” (Ag 2.8).
“Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Cl 1.16).
Antes da última praga para o povo egípcio Deus ordenou a Moisés dizendo: “Fala, agora, aos ouvidos do povo que todo homem peça ao seu vizinho, e toda mulher, à sua vizinha objetos de prata e de ouro” (Êx 11.2).
Há algumas questões que devem ser levantadas quanto à leitura que se faz do comportamento dos judeus. Se a Bíblia descreve a rica cultura dos judeus sem qualquer censura, a pergunta deve ser feita sem medo. De onde vêm os sermões bombásticos condenando os adornos como vaidade? Se não vêm do coração de Deus, brota de uma fraca percepção de que a Bíblia não é um livro de condição doutrinária, mas história de um povo.
Não desejamos imitar o povo judeu no Antigo Testamento, nem os primeiros cristãos do Novo Testamento. Isso é impossível. Eles viveram realidades diferentes em um tempo muito longínquo do nosso tempo. Não desejamos que nossos líderes usem turbantes na cabeça e calções para ministrar o culto, que se pague um dote aos pais das noivas, ou os cunhados se casem com as viúvas de seus irmãos. Na verdade, há uma inconstância enorme quando alguns tentam buscar um versículo de Deuteronômio que nos ensine como as mulheres devem trajar. Esquecendo que Jesus disse que a lei e os profetas vigoram até João Batista (Mt 11.13; Lc 16.16).

II.     O USO DE JOIA
No Antigo Testamento. O uso de jóias entre as mulheres israelitas é notório, bem como alguns tipos de jóias também eram usadas por homens. Vários textos da Bíblia, bem como achados arqueológicos comprovam este fato. Nos dias dos patriarcas, assim como ainda hoje, já se presenteavam pessoas benquistas com roupas. O preço desses presentes significava o tamanho do nosso carinho. Presentear uma mulher com um bracelete, por exemplo, significava valorizar aquela mulher.
Em uma das passagens mais lindas da Bíblia encontrada em Gn 24, na qual vemos claramente uma figura do arrebatamento da Igreja, o mordomo de Abraão presenteou a Rebeca com uma dessas jóias; vale lembrar que nesta passagem do capítulo 24 de Gênesis, o mordomo é figura do Espírito Santo; Abraão é figura de Deus Pai, Isaque é a figura de Jesus e Rebeca simboliza a Igreja. Como poderia Rebeca ser presenteada com jóias se estas fossem malignas? As jóias nesta passagem, como em algumas outras, podem simbolizar os dons do Espírito e os galardões que o Senhor tem preparado para a sua Igreja. “Tirou jóias de ouro e de prata, e vestidos, e os deu a Rebeca; também deu ricos presentes a seu irmão e a sua mãe” (Gn 24.53).
Abraão, marido de Sara, aquela que Pedro elogia como exemplo de mulher santa, enviou jóias e vestidos para a futura esposa do seu filho, Isaque. “Tomou o homem um pendente de ouro de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as mãos dela, do peso de dez siclos de ouro. Tirou jóias de ouro e de prata, e vestidos, e os deu a Rebeca” (Gn 24.22, 47, 53). Deus abençoou todos os passos para a realização desse matrimônio.
O Antigo Testamento está repleto de referências sobre como as mulheres se adornavam em oposição ao que pensa que se adornar de forma meticulosa representa um desagrado a Deus. Veja como o relato de Isaías 61.10, assemelha o favor de Deus a um noivo que se prepara para casar: “regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me cobriu de vestes de salvação, e me envolveu com manto de justiça, como noivo que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com suas jóias”.
Os judeus também gostavam de ornamentos imitando coroas (diademas), pois simbolizavam juventude, alegria e favor a Deus. Colocados sobre a cabeça, esses ornamentos pareciam mais ou menos os arcos que as mulheres contemporâneas utilizavam, alguns deles fartos de pedras coloridas. Ornamentos de ouro, prata e pedras preciosas serviam basicamente para os mesmos fins de hoje. Uma das simbologias tipificadas pelo uso do anel era de autoridade.
 “Então tirou Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro” (Gn 41.42). “Tirou o rei o seu anel, que tinha tomado a Hamã, e o deu a Mordecai” (Ester 8.2).
 Os colares, também comumente usados pelos judeus, apareceram inicialmente como uma forma de firmar aliança. Era uma espécie de coleira simbólica com que as pessoas comprometiam-se mutuamente.



“Formosas são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço com os colares. Enfeites de ouro te faremos, com incrustações de prata” (Ct 1.10-11).



Há indícios de que os colares combinavam com os braceletes, formando assim conjuntos de jóias lindíssimas que certamente tornava a mulher mais formosa.
A melhor ilustração do que quero afirmar foi contada pelo próprio Deus. Em Ezequiel 16 o profeta descreve a nação de Judá como uma criança, recém nascida, que cresce, fica moça e Deus a veste das melhores roupas e a adorna com as melhores jóias! (vv 11-12). Vale a pena ler o texto. Se Deus aprova o uso de jóias? Sim, desde que a pessoa não esteja em pecado. Quer dizer, ao contrário do que pensamos. Sempre achamos que como prova de sua santidade, a mulher não deveria usar jóias, mas não é o que dizem dois textos bíblicos do Antigo Testamento. Por haverem pecado, as mulheres de Israel deveriam deixar de usar jóias! Em Isaías 3.16-23 Deus promete retirar as jóias da nação devido ao pecado. Até mesmo os piercings (v. 21). Aliás, foi devido ao pecado que o povo de Israel tirou das orelhas, pescoço e nariz as jóias que usava. Quando se está em pecado, as jóias não caem bem, é o que se depreende do texto de Êxodo 33.1-6. Sabe o que eram os atavios que as mulheres tiveram de tirar por causa do pecado? As jóias, colares, brincos e pendentes do nariz!
Deus inúmeras vezes se valeu de metáforas nas quais inseriram jóias, roupas caras e adereços, a fim de simbolizar sua benção para seu povo.
“Passando eu por junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; estendi sobre ti as abas do meu manto, cobri a tua nudez, dei-te juramento, e entrei em aliança contigo, diz o Senhor Deus; e passaste a ser minha. Então te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue e te ungi com óleo. Também te vesti de roupas bordadas, e te calcei com peles de animais marinhos, e te cingi de linho fino e te cobri de seda. Também te adornei com enfeites, e te pus braceletes nas mãos e colar á roda do teu pescoço. Coloquei um pendente no nariz, arrecadas nas orelhas e linda coroa na cabeça. Assim foste ornada de ouro e prata; o teu vestido era de linho fino, de seda e de bordados; nutriste-te de flor de farina, de mel e azeite; eras formosas em extremo e chegaste a ser rainha. Correu a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti, diz o Senhor Deus” (Ez 16.8-14).
Ora, se Deus não assume uma postura condenatória sobre o uso de objetos de adorno ou moda, de onde vem esta abundância de doutrina humana reprovando severamente o uso de tais?
Há várias explicações, mas podemos restringir-nos a pelo menos três falácias usadas na defesa do legalismo nas igrejas.
Deus usou como exemplo de adorno á Sua noiva espiritual, Jerusalém, conforme Ezequiel. Não é válido, no entanto, o argumento de que o referido texto é do Antigo Testamento e tem sentido espiritual, pois se fosse coisa vergonhosa, mesmo de forma simbólica, Deus não usaria como adorno á Sua noiva, dizendo inclusive:
“As jóias de enfeite, que Eu te dei, do meu ouro”. Note-se que não interessa se era simbólico ou não; se no Antigo Testamento ou não.
A prostituição de sua noiva, ali citada, foi condenada como pecado e continua sendo pecado até hoje, porém, as jóias, Deus não condenou, naquela ocasião, e não são consideradas pecado no Novo Testamento. A lei cerimonial (incluindo as vestes) foi abolida, mas a lei moral foi mantida. Por isso é que Jesus afirmou que o amor inclui tudo o que precisamos, hoje, para a salvação.
Deus não haveria de sugerir um adorno que simbolizasse pecado ao ser humano, para adornar simbolicamente sua Noiva, conforme Ezequiel 1.16.


Satanás o pai da mentira ensina seus ministros a preocuparem-se com coisas secundárias e não com as primarias. Eles não se preocupam com a doutrina sã doutrina, mas dão ênfase as doutrinas humanas. Por exemplo: eles não ensinam que a língua que é o menor órgão do corpo humano é capaz de incendiar uma floresta. Eles preocupam-se com falatório vãos e vazios. Mas se uma irmã usar um pequeno brinco é logo fulminada e condenada a réu do inferno. Ensinam que mulher usar brinco é mundana e não tem santidade.
Mas para aqueles que têm visão do Reino de Deus sabem que o pecado não está no uso de um pendente, mas na sensualidade. Diz um erudito que o pecado da sensualidade não está na orelha, mas nas partes intimas de uma mulher.
Portanto os fariseus de hoje escoam um mosquito e engolem um camelo. Invertem os valores ensinam as tradições e esquecem das doutrinas fundamentais da bíblia.

Quando Jesus entrou na casa de Simão, o fariseu (Lc 7.36-38), uma mulher aproximou-se por detrás do Senhor, chorando, regando-lhe os pés com suas lágrimas, enxugando-os com seus cabelos e ungindo-os com ungüento. Ao ver isso, o fariseu logo julgou a pobre mulher pela sua aparência exterior (é os que os fariseus fazem), e pela sua reputação (que também é um juízo meramente exterior); como se não bastasse, disse consigo mesmo: “Se este fora profeta, bem saberia quem é essa mulher que tocou, porque é pecadora”. Jesus então confrontou o fariseu Simão, afirmando que este, mesmo tendo toda aparência religiosa, estava seco por dentro (sepulcro caiado). Aquela mulher, todavia, ainda que possuidora de uma baixa reputação era rica interiormente. A aplicação prática daquele evento foi tremenda: “perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele há quem pouco se perdoa, pouco ama” (v. 7).
[...] É um exercício inútil julgar uma pessoa pela sua maneira de vestir, porquanto o profeta Jeremias nos afirma que “Enganoso é o coração, mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto, quem conhecerá?” (Jr 17.9).
Julgar sobre quais vestimentas são ou não “vaidosas” leva-nos a um nível de legalismo sufocante e criminoso. O líder deve se preocupar com as vestes sensuais e que venham desonrar a quem usa, mas julgar alguém e dizer que é mundano pelas vestes, caímos da graça do Senhor. “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do seu irmão, ou julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora se julgas a lei, não és observador da lei, mas Juiz. Um só é Legislador e juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem é, que julga ao próximo?” (Tg 4.11-12; Cl 2.16, 18).
Estipular que um tipo de ornamento no corpo das mulheres é vaidade, mas um ministro com prendedor de gravata, ou um dente de ouro não pode ser vaidade? Ou um quadro que colocamos para enfeitar una casa, os lustres que usamos para decorar as luzes que iluminam nossas casas, uma banheira de hidromassagem, uma torneira coberta de ouro no banheiro não seria também uma espécie de vaidade? Uma camionete dublada e importada também não seria vaidade. Não seria o uso da gravata uma vaidade? A gravata surgiu em culturas de clima frio como uma espécie de cachecol que esquentava o pescoço. Entretanto, ao ser estilizada e aperfeiçoada a ponto de perder sua função inicial, foi lançada na moda masculina e tornou-se mero adorno no pescoço dos homens. Principalmente dos políticos autoridades e dos pastores. No Brasil, a gravata não possui utilidade nenhuma se não adornar. Se é vaidade uma mulher usar brinco, também é vaidade o homem usar uma gravata.
Se vaidade fosse pecado, porque os templos evangélicos são tão bonitos, porque os pastores só vão de terno e gravata, as pessoas que freqüentam sempre estão com a melhor roupa? Se for assim, são todos pecadores.
Quando os pastores vão há uma reunião convencional, procuram se apresentar da melhor forma possível. Usam os melhores ternos, camisas e gravatas prendedores de gravata de ouro e bons sapatos. Tudo isso é bom e agradável. Mas, nas suas igrejas eles agem diferentes principalmente com as mulheres. Usam um jugo de proibições colocando um cabresto e ainda chamam de Jezabel e as tratam muitas vezes como se fossem umas pobres jumentas. Esquecem dos ensinos bíblicos que a mulher é uma adjuntora e ambos tornam uma só carne. Não seria uma descriminação? Também podemos chamar de hipocrisia?

Para muitos pastores, ver uma mulher adornada é símbolo de mundanismo, mas um homem de gravata de seda e um prendedor de ouro não são! Não estamos sendo incoerentes? Não estamos usando dois pesos e duas medidas? Dizer que uma mulher que usa jóia é vaidosa, mas comprar uma camionete do ano e cheio de frisos niquelados e de cores berrantes não é vaidade? Teríamos de arbitrar sobre os enfeites que deveríamos fazer parte dos nossos óculos, quais cores seriam permitidas nas nossas roupas, ou seja, estaríamos presos a um sistema de fiscalização de nossa conduta. Seriamos, em ultima análise, roubados da liberdade em Cristo. Qualquer julgamento temerário que Se faze pode estar julgando mal. É o que muitos fazem nas igrejas.
Deus não vê como nós vemos e não condena a nossa cultura, mas condena sim o pecado e o pecador não arrependido. Se tivermos condições de nos vestir bem e nos adornarmos, para louvor de sua glória, estamos sendo abençoados por Ele e isto não é vaidade porque é para Ele. [RICARDO GONDIM. É proibido. P. 71-78].
Usar a questão de usos e costumes e dizer que as pessoas que usam adornos e roupas da moda amam o mundo significa confundir a real acepção que a Bíblia atribui ao vocábulo “mundo”.

“Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1ª Jo 2.15-17).

A palavra mundo que João refere-se não se trata do mundo natural (físico), pois o mundo criado por Deus é muito bom. Embora caído e sofrendo os efeitos da queda, (Rm 8.20-22). O mundo é descrito na Bíblia como a sociedade incrédula e rebelde, sob a orientação do diabo que se opõe ao Reino de Deus. Paulo chega a dizer que este mundo manifesta-se através dos sistemas de pensamento que rejeitam a verdade (2ª Co 10.4-5). O mundo é todo o sistema humano e egocêntrico que se desenvolve na cultura e que leva o homem ao exagero e desmedido desejo da carne, dos olhos e a soberba da vida (1ª Jo 2.16). É o adoecimento de toda a produção humana e a manifestação do desejo doentio de poder e pelo dinheiro.
De acordo com 1ª João 2.15, a falta de amor para com Deus abre espaço para que se desenvolva amor pelo mundo, que deixa o crente especialmente vulneráveis a áreas de ataque do inimigo. Se caminhar com fé e firmeza na Palavra, não sentirá inseguro, conseguirá evitar as armadilhas do pecado sexual, da cobiça, e do orgulho. Estas três áreas de pecados acontecem quando há insegurança, falta de fé e confiança no Senhor.
Em lª Ts 2.5 e em 2ª Pe 2.3 descreve o pecado do homem que usa sua posição para vantagem própria; para aproveitar-se das pessoas a quem deve servir, ele vê seus irmãos como criaturas a serem explodidas e não como filhos de Deus que devem ser servidos.
Estes pecados entristecem e afastam o Espírito Santo do ser humano. Onde há concupiscência e soberba no coração, não há lugar para o amor do Pai. O homem terá de escolher um ou outro. A mensagem de João é: se alguém ama o mundo, o amor do pai não está nele (Jo 2.15).
Quando Jesus esteve neste mundo ensinou os Seus discípulos acerca do amor dizendo: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.37-39).
De que forma devo amar a mim mesmo? Todos têm um amor próprio. Este sentimento de valorização nos foi dado por Deus. Quando nos vestimos bem e quando cuidamos bem do nosso corpo. Sabemos que ninguém gosta de estar perto de uma pessoa com roupas sujas, fedorenta, que não escovou os dentes pela manhã ou que não cuida bem da higiene de seus pés. Trajamos-nos bem, porque entendemos que nossa cultura aquela indumentária será mais bem aceita. Quando vamos a uma festa de casamento nos enfeitamos porque consideramos que aquela data requer que estejamos o mais bonito possível. E aqueles que pintam o cabelo o fazem para se auto-valorizarem. Se isso é vaidade, ela é aceita e estimulada por Deus. Não há qualquer relação desta busca com aquele sentimento pernicioso de querer apoiar nossa existência no que é vazio.
Se para alguns vesti-se bem é vaidade é adotar uma visão muito reduzida daquilo que o vocábulo representa em toda a Escritura. É confundir o certo com o errado.
Para Jesus vaidade também é sinônimo do que é vão. Ele considerava vaidade a piedade dos fariseus: “E em vão (com vaidade) me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. E, tendo convocado a multidão, lhes disse: – Ouvi e entendei: Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai pela boca, isto, sim contamina o homem”. (Mt 15.9-11).
Os fariseus julgam as pessoas pelo aparente, por seus usos e costumes, pela roupa que usa, cor ou tamanho do cabelo, pelas palavras, atitudes, etc.... é bem verdade que muitas vezes o nosso exterior reflete o nosso interior, mas precisamos entender que acima de toda aparência Deus julga o coração! Ele está olhando para a real motivação do coração. Por isso muitos têm sido rejeitados, por sua aparência, pois certos religiosos acham que adorador precisa ter “cara” (formato) de crente, quando na verdade o cristão não tem que ter “cara”, tem que ter vida e vida de Deus! Crentes não tem que “parecer”, tem que “ser”.
Isso é claramente manifesto na Escritura. O Senhor explicou ao profeta Ezequiel com as palavras do povo de Israel não expressamente o que havia em seu coração: “Eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (Ez 33.31).
Nessa passagem das escrituras, o profeta Ezequiel está dizendo que as pessoas iam ao templo para adorar a Deus como se fosse verdadeiramente seu povo. Elas escutavam as palavras da mensagem, mas se recusavam a praticá-las.
O Senhor também manifestou o mesmo princípio por intermédio do profeta Isaias: “O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu” (Is 29.13).
Com seus lábios demonstravam muito amor por Deus, entretanto seus corações estavam longe Dele.
Outro dia ouvi uma frase aparentemente medíocre, mas que na verdade expressa o que muitos “cristãos” tem sido: “por fora bela viola, mas por dentro pão bolorento”, ou seja, por fora há boa aparência, parece que tudo está bem, mas na verdade por dentro não há vida, mas podridão, pecado, presunção e orgulho. O ser humano está mais preocupado com o aparente, com a sua imagem e reputação sempre mostrando uma atitude hipócrita e orgulhosa diante das pessoas, e acabam julgando os outros por aquilo que eles mesmos são. “A vida de pecado dos ímpios se vê no olhar orgulhoso e no coração arrogante” (Pv 21.4).
A Bíblia diz que Deus não despreza o coração quebrantado (Sl 51.17), mas também diz que Ele resiste, se opõe, frustra e derrota o coração soberbo (1ª Pe 5.5b). A primeira coisa que Deus mais aborrece está no livro de provérbios 6.16-17: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima sua alma abomina: OLHOS ALTIVOS (orgulho) .....”. Mas quem é o orgulhoso? É o soberbo, o insolente, arrogante, desdenhoso, presunçoso, presumido e auto-suficiente. Deus não recebe adoração de um coração orgulhoso!
Mas o que vai realmente impressioná-lo é quando Ele encontra em nós um coração quebrantado. Basta Ele ver este coração e logo se aproxima de nós (Is 57.5; 66.2). Ter um coração quebrantado significa ter um coração arrependido, um coração humilde, submisso e dependente do Senhor. No mesmo capítulo que lemos de 1º Pedro e no mesmo versículo 5b, diz que “Deus resiste aos soberbos, mas aos humildes concede graça”. Quando houver coração quebrantado haverá favor do Senhor, graça e benção.
Para sermos pessoas quebrantadas a mudança externa não será a mais importante, mas sim a interna, a que vem de dentro, que vem do coração e esta é a verdadeira circuncisão. O que Deus precisa moldar e trabalhar é o que está dentro da cada um de nós, nossa vida, nossos pensamentos, nossas motivações, nosso coração! Ele sempre trata conosco na raiz do problema e não no externo, no aparente.
Ser quebrantado e humilde não significa ter um semblante triste, melancólico, abatido; nunca sorrir e só chorar. O quebrantamento não é um sentimento, mas é uma decisão; não é uma experiência única, mas é um processo, um contínuo modo de viver. O quebrantamento é a destruição da nossa vontade, a fim de que a vida e o Espírito do Senhor operem em nós e através de nós.
Lembre-se, não há nada que podemos esconder de Deus, Ele sonda e conhece o nosso coração (Sl 139). Que o Senhor nos de a cada dia um coração humilde e quebrantado, totalmente submisso a Sua Vontade!
Como sabemos que estamos adorando de todo o nosso coração? A Bíblia nos diz como determinar a medida desta adoração: “Pois, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6.21). Seu tesouro reflete-se pelo que ocupa sua mente, sua vontade e suas emoções. Se você quer saber onde está seu coração, examine sua mente, sua vontade e suas emoções enquanto adora.
Tudo o que sou e tudo o que falo e penso brotam do meu coração. O que sai da minha boca reflete como é meu coração.
“O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração” (Lc 6.45).
Não gostamos de admitir, mas o que dizemos é o que somos por dentro. O fato é que o que dizemos sempre revelará o que há em nosso coração.
“Assim como a água reflete o rosto da gente, o coração mostra o que a pessoa é” (Pv 27.19 – NTLH).
Se de sua boca saem palavras que não glorificam a Deus nem edificam as pessoas que o cercam, então há algo errado com seu coração. Entre na presença de Deus e peça que Ele lhe revele qual é o problema e o purifique. Permita que o Espírito Santo o transforme à imagem de Deus. Quando você entrega o seu coração a Deus, permite que Sua Palavra comece a agir em sua vida:
Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12).

Imagine a eficácia da Palavra de Deus que é viva e mais poderosa e afiada do que a espada. Sua Palavra não apenas divide alma e espírito e juntas e medulas, mas julga os pensamentos e as intenções do coração. Atravessa o natural e atinge diretamente o espírito.
Depois que Deus operar em seu coração com Sua Palavra, o Espírito Santo virá e começará a obra de transformar seu coração e torná-lo semelhante ao d”Ele. Ele intercederá por nós e ministrará às áreas que causam as impurezas que mancham nosso coração.
“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos” (Rm 8.26-27).
Nossos momentos de adoração são como um espelho no qual podemos ver o reflexo do nosso coração. Uma vez que vemos o que Deus vê, podemos permitir que Seu Espírito opere e renove as coisas que não refletem seu caráter em nós”. [BEZERRA. Disponível:http://www.louvorprofetico.com.br/site/2008/smb/Detalhes.aspx?IdCat...







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