Para a glória de Deus!

Para a glória de Deus!

31/12/2014

FELIZ 2015


A TODOS MEUS AMIGOS E AMIGAS...
Eu não podia deixar de vir desejar feliz ano novo a todos os meus amigos e amigas,queridos e queridas aqui da Internet....
Claro que tem ai vários que só conheço aqui pela internet. Mas mesmo assim são reais para mim...
Pois se chegamos ao 31/12/2014, juntos aqui nas redes sociais, é porque eu gosto de sua pessoa....
Se não já teria lhe deletado....
Mas estamos aqui e juntos chegamos ao ultimo dia de 2014.
Amanhã é 2015...
O que este novo ano nos tráz eu não sei... Mas sei que quero algo novo, vida nova, novos projetos, novas ideologias, novas realizações e conquistas, novas atitudes...
Mas tenho de estar pronto para as novas decepções,novas tristezas, novas perdas.... de novo vou chorar,sentir raiva,vou gritar...
Infelizmente ano novo não traz só coisas boas.. traz também coisas ruins...
Mas nem por isto quero deixar de viver cada dia de 2015 intensamente...
Infelizmente olhamos a lista de amigos nas redes sociais e vemos alguns que já não estão mais conosco... E perdê-los foi doloroso....
Quantos vamos perder em 2015? 
Ou melhor,será que estaremos aqui na virada de 2015 para 2016?
Não podemos garantir embora temos fé...
E pela fé que falo:
Que tal escrever uma história fascinante em 2015? 
Que tal lutar pelos seus sonhos com desejo de.realizá-low em 2015?
Que tal ser feliz em 2015?
Vamos viver e realizar tudo aquilo que sempre desejamos neste 2015... Vamos fazer de 2015 o ano mais lindo que já vivemos!
Mesmo que tenhamos de chorar,ou rir, sei lá,mas vamos viver as emoções que sempre almejamos... vamos realizar nossos sonhos...
Façamos um ano diferente... chega de mesmices em 2015... Não vamos repetir as mesmas coisas em 2015...Ok?
Pois 2015 é o ANO DA MUDANÇA!
FELIZ ANO NOVO.A TODOS...

22/12/2014

AS SUAS MISERICÓRDIAS É QUE ME MANTÉM DE PÉ


Ouve-me, Senhor, pois boa é a tua misericórdia. Olha para mim segundo a tua muitíssima piedade. Salmos 69:16

Seguir a Deus está além do que imaginamos, visto Deus não este condicionado a parâmetros arquitetados por seres humanos, nem por sua condição de vida.

Servir a Deus é muito mais que nossas meras palavras, mais que pensamentos, mais que nossas imaginações. Servi a Deus é ter contentamento na alma, mesmo que se esteja submergido em aflição. Eu te amarei, ó SENHOR, fortaleza minha. Salmos 18:1

Pois adorar a Deus não é expectativa ligada a ocupações ou afazeres do cotidiano,  é condição completa de vida de um filho que não consegue respirar se o seu folego não for proporcionado pela presença do seu pai. Que, enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus nas minhas narinas, Jó 27:3

E trazer consigo a inspiração divina em todo o momento do seu viver, O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida. Jó 33:4, sejam eles momentos bons ou não. A vida do adorador é um mapa cujas linhas são desvendáveis não por leituras humanas, mais pelo complexo da escrita de um Ser único e tremendo que é imutável em seu agir, e poderoso em seus feitos. Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e alta está a tua destra. Salmos 89:13

Nisto esta a compreensão do servo fiel, sua motivação está bem distante da circunstância em que  esta vivendo, mais, no intuito que o eleva a ser um ser imitador daquele que foi fiel em todo o tempo. Jesus. A quem, pois, me fareis semelhante, para que eu lhe seja igual? Diz o Santo. Isaías 40:25.

Todo seguidor de Jesus não se permite ser vencido pelas fortes ondas que vem ao seu encontro, mesmo que elas sejam tão altas que os arremessem para baixo. A convicção de que jamais estão sozinhos que existe um Deus que está ao seu lado, não os deixa submersos. Pois, estes, atraem o olhar de Deus para si, e, de imediato a sua mão é estendida em sua direção que o puxa para tona fazendo o respirar. Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão. Salmos 139:5

O Adorador carrega em seu coração a marca patente de filho da promessa, Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência. Romanos 9:8, motivo que, seja em montes, ou, em vales, com muito ou com pouco, nas noites frias ou em sol escaldantes, com saúde ou com enfermidade, sempre em seus lábios haverá um cântico de louvor, pois, o seu amor e a sua gratidão a Deus, brota uma alegria que ultrapassa toda a lamúria e mazelas que a vida humana possa lhe proporcionar. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Romanos 5:5

Isto faz o servo de Cristo ficar sempre de pé, ainda que este venha tropeçar, jamais ficara prostrado porque sempre terá as misericórdias do Senhor em seu favor. Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o sustém com a sua mão. Salmos 37:24

Servir a Deus é adorá-lo em Espírito e em Verdade, independente dos bens materiais que Ele pode dá. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. João 4:23, Por que a maior de todas as riquezas que um ser humano pode obter é possuir a vida eterna, e isso, um adorador certamente já tem, pois, são estes que irão morar nos Céus. E, portanto, os segredos do seu coração ficam manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós. 1 Coríntios 14:25

01/12/2014

Congregação Cristã do Brasil (CCB), Movimento Contraditório ou Seita? I




INTRODUÇÃO

A Congregação Cristã no Brasil (daqui pra frente CCB), é uma organização religiosa quase evangélica, dizemos quase devido as suas inúmeras doutrinas contraditórias que mais se modelam com heresias de inúmeras seitas pseudocristãs. A bem da verdade, uma grande porcentagem delas o são! Muitas das características encontradas nas seitas que lhes fazem ser identificadas como movimentos heterodoxos são também encontradas na CCB, exemplo disso é a crença (não de todos) de que salvação só na CCB. Mas por outro lado a CCB a primeira vista parece ser uma denominação cristã normal como todas as outras, possuem os mesmos hinos, defende o uso da Bíblia, apesar de não incentivar seus membros ao estudo da mesma, possuem usos e costumes nas vestimentas, seu credo doutrinário é impecável (se bem que na prática o negócio é diferente), etc...

Tudo isso ao invés de ser louvável é apenas um laço para os evangélicos menos esclarecidos que pensam poder ter comunhão e considerar-se irmãos junto com os membros da CCB. Entre eles existe até uma expressão que se tornou conhecida entre muitos; para eles nós somos, "os primos" e estamos, "à beira do caminho" da salvação, por que o caminho na verdade, só se encontra na CCB! Você precisa fazer parte da "irmandade"! Com essa aparência de "cristã" eles conseguem angariar através de um proselitismo desonesto (pois são contra o evangelismo), membros de outras denominações evangélicas, os métodos são variados mas o mais usado é o método do sonho e da profecia. Chegam a ponto de profetizar e sonhar falsamente como se fosse Deus chamando as pessoas para sair do que eles chamam de "seitários", para encontrar a "graça" na Congregação. É claro que um neófito na fé que não sabe distinguir entre uma revelação falsa e verdadeira, é presa fácil. Geralmente quando percebem um novo convertido de outra denominação oprimeiro passo é lançar dúvidas sobre sua igreja, alertando que lá os pastores cobram dízimos e que modo de saudação está errado, após isso tratam logo de lançar-lhe um convite para uma visita em sua igreja, daí é só um passo para o re-batismo. Após a pessoa se tornar um "congregado" e entrar para a "irmandade", ele já se sente superior aos demais crentes, é o primeiro sintoma de quem se filia a CCB! Por isso, fazem jus ao apelido que lhes dão de, "pescadores de aquário."


Organização

Existe uniformidade doutrinária que é mantida através de assembléias anuais, onde é reunidos o corpo sacerdotal (anciãos, cooperadores e diáconos) por três dias. A princípio estas eram realizadas apenas na cidade de São Paulo, porém o número de pessoas fez como que tivessem que ser regionalizadas.

Atualmente acontecem em cinco locais diferentes do país (norte, nordeste, centro-oeste, sudeste e sul).

Mantém uma cultural oral, não tem publicações (só o relatório anual), não recomenda a leitura de literatura específica, somente a Bíblia.

Não existe cobrança de dízimo e nenhum cargo é remunerado. O resultado das coletas realizadas mensalmente é dirigido para construção de templos, obras de caridades e viagens missionárias. Entretanto não é a direção da igreja que decide o percentual de valores a ser empregado em cada um dos itens, mas o próprio fiel que, querendo dá sua oferta, indica onde quer que seja empregado.

A Congregação não participa de atividades políticas e não indica candidatos.

A administração material é centralizada, em grandes pólos regionais e praticamente inexiste autonomia das congregações locais. Não se sabe o número de membros pois não há estatística a respeito. Seu crescimento pode ser dimensionado através do número de construção de templos, que na cidade de São Paulo tem correspondido a uma média de 1.3 por mês. Desde sua fundação até o momento, onde nós sabemos, há duas dissidências, a "Cristã Universal Independente" e a "Congregação Cristã do Brasil Renovada".


HISTÓRICO

O fundador da "Congregação Cristã no Brasil, Louis Francescon, nasceu em Cavasso Nuovo, província de Udine, Itália, em 29 de Março de 1866. Ainda jovem imigrou-se para os Estados Unidos da América onde teve seu primeiro contato com o evangelho de Cristo através da igreja Valdense. Logo após, fundou com a ajuda de alguns crentes a igreja Presbiteriana Italiana, no entanto seu questionamento sobre o batismo por aspersão não permitiu tão pouco sua permanência nessa denominação, desligando-se dela algum tempo depois. Em 1907 quando florescia nos E.U.A o movimento pentecostal, Francescon tomou conhecimento dele através do pastor batista Willian H. Durham um dos pioneiros do movimento pentecostal sendo batizado no Espírito Santo nesse mesmo ano. Em 1909, Louis Francescon e seu companheiro Giacomo, também pioneiro do movimento pentecostal na Itália, por mandamento divino, chegam a Argentina e posteriormente ao Brasil em 8 de Março de 1910. Tendo começado em São Paulo e no Paraná fundaram de inicio uma igreja com vinte pessoas re-batizadas, oriundas de diversas denominações evangélicas tais como: Batistas, Presbiterianas, Metodistas e curiosamente apenas um católico. Seu campo de pregação se deu principalmente entre colônias italianas, o movimento se espalhou depois por todo o território nacional.

30/11/2014

Crente e a frieza espiritual


Texto: Ap 3:1-6

Introdução

Quantos de nós, cristãos, já não ouvimos alguém dizer:"Eu era um cristão totalmente ativo na obra. Mas de uns tempos para cá o meu amor pelo Senhor Jesus se esfriou. Eu olhava para as pessoas mundanas ou crentes relaxados e as via como pessoas diferentes de mim. E agora eu olho para elas ou para o que elas fazem e quero ser igual a elas ou quero fazer o mesmo. Estou totalmente desesperado não sei o que fazer. O que você poderia me dizer quanto a isso?

I- O que é frieza espiritual  2 Cr 25:2 

1- É um desanimo que apodera do crente durante sua caminhada cristã,

2- É uma diminuição do ritmo do exercício da fé,

3- É uma fraqueza espiritual que afeta e vida do crente impedindo do mesmo manter animado e dedicado as coisas de Deus:
A- Pode até andar corretamente, mas as coisas de Deus não lhe tocam muito,
B- Procura orar um pouco, mas com dois minutos falta assunto,
C- Tenta ler a Bíblia ou estudar a lição da Escola Dominical, mas logo desiste,
D- Nem se lembra a última vez que falou de Cristo,
E- Para ele, não tem muita importância se:
A- O culto tem muita ou pouca gente,
B- A mensagem foi boa ou ruim,
C- A igreja está crescendo ou estagnada,
D- Pode até aceitar uma tarefa na igreja, mas faz sem graça e por qualquer motivo falta,
E- A falta de interesse gera a DESMOTIVAÇÃO: não sente vontade de se envolver,
F- Perde energia, “pique” pela luta espiritual, pelas atividades do trabalho de Deus. Acha que ir a igreja regularmente não tem necessidade e é perca de tempo,
G- Nem se lembra que é um soldado numa guerra espiritual,
H- Torna-se quase um “estranho no ninho”, na sua própria igreja; vira um mero observador critico, acha defeito em tudo,
I- A Bíblia pesa 20 quilos nas mãos dele. As orações desaparecem da sua vida, pois orar torna uma tortura,

II- O que causa frieza espiritual Pv 26:20a 

1- Ocupação exagerada com negócios desta vida,
A- Colocar a vida espiritual em segundo plano,
B- Fazer as coisas para Deus de qualquer maneira,

2- Se envolver em movimentos de rebelião na igreja,

3- Relaxar com a vida espiritual:
A- Leitura da bíblia, oração e jejum,
B- Freqüência aos cultos regulares da igreja,
C- Não querer trabalhar na igreja, o crente é uma ferramenta, se não usar, enferruja,

4- Falta de harmonia conjugal e familiar. Quando as coisas não vão bem em casa, é difícil ir bem na igreja,

5- Angústia da vida, tribulações, apertos, desejos mal resolvidos, vida promiscua, vida muito carnal.

 III- Quais os sinais da frieza espiritual

1- O primeiro sinal da frieza espiritual por incrível que pareça é a pessoa achar que não está fria Ap 3:17 Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu,

2- O individualismo. É a “lei do murici” cada um pra si, o crente frio não preocupa com a sua igreja, com seus irmãos. Para ele a igreja pode fechar ou quebrar, ele até torce pra isto,

3- Há um engano perigoso em nossos dias: Não podemos achar que movimentos, muito trabalho, música abundante, festividades em uma igreja, por si só, constituam prova de fervor espiritual, pois todas estas coisas os pagãos também fazem e, mesmo assim, estão mortos espiritualmente 1 Rs 19:11 E Deus lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante o SENHOR. E eis que passava o SENHOR, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do SENHOR; porém o SENHOR não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o SENHOR não estava no terremoto,

4- Falta de temor no culto. Ec 5:1 Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. Inrreverencia, falta de respeito, nao fexar os olhos para orar, ficar conversando no culto, rindo, fazendo gracejo, nao portar a biblia, nao abri-la para ler, nao prestar atenção no culto, ficar levantando, andando, tomando agua sem muita necessidade. Tudo isto é tatica maligna para atrapalhar o culto e esta pessoa que esta fria se torna instrumento dele,

5- Incredulidade. À medida que vai esfriando, vai se tornando natural, sua fala, suas atitudes, se torna frio, calculista. É uma imagem triste, ele fala como ímpio, analisa as coisas de deus numa visão humana,

6- Passa a ver defeito em tudo: nos irmãos, no pastor, na igreja e até em Deus.

IV- Como ser liberto da frieza espiritual

1- Reconhecer que não esta bem, se a pessoa não fizer isto, não tem como ninguém ajudar, nem Deus Jo 5:6 E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são?

2- Tomar atitude, precisa se mover, mudar a rotina, o único lugar que as coisas acontecem só com a força do pensamento é no ilusionismo, na vida real ou se move para fazer ou fica tudo como está, Mc 2:11 A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.

3- Se humilhar. O maior problema da igreja hoje que tem impedido de Deus fazer a obra é a falta de humildade. Os crentes ficaram exaltados, topetudos, cheio de si. Não aceitam mais ordens, não pode mais corrigir. Não quebrantam mais. É triste ver tantas pessoas na igreja destruídas espiritualmente, ministerialmente e materialmente também, e você vai falar com a pessoa, não encontra brecha alguma para Deus agir. Para elas está tudo bem, a igreja que está errada,

4- Cultivar a vida avivada através:
A- Da adoração a Deus no culto,
B- Do zelo enquanto cultua, dar gloria a Jesus, buscar o poder de Deus pra sua vida, manter se ligado e ativo o culto todo. Isto não é para ajudar a igreja ou o pastor, o beneficiado disto é o próprio crente,
C- Mostrando a Deus desejo, sede, fome dele, da sua palavra, do seu poder. O que percebemos hoje é que se Deus quiser abençoar, bem, se não quiser, tanto faz,

Conclusão

A Bíblia diz que no final dos tempos o amor de muitos esfriaria. Estes dias chegaram. A frieza está bem perto de nós, não a ninguém imune a isto. Só escapa quem toma muito cuidado e fecha todas as brechas, do contrario não tem grande nem pequeno.

29/11/2014

CUIDADO! CORÁ, DATÃ E ABIRÃO RONDAM A IGREJA


“CUIDADO COM O ESPÍRITO DE REBELIÃO QUE RONDA NO MEIO DA IGREJA”


Uma das pragas que tem assolado as Igrejas nesses últimos dias chama-se: Rebelião.

O caminho para a rebeldia começa com a falta de contentamento e o ceticismo (dúvida de tudo), passa para as reclamações contra as circunstâncias e contra Deus, depois adquire amargura e ressentimento, seguidos finalmente por rebelião e hostilidade. Essa atitude ocorre também com alguns membros, obreiros e pessoas que estudaram um pouco mais da Bíblia e agora se consideram na posição de questionar, falar mal de seu pastor e julgá-lo!

Satanás tem manipulado muita gente com que mais lhes enche o coração UMA SUPOSTA SABEDORIA.

É preciso ter cuidado com que se fala e com o que se faz! Rebelião é o principio da queda de Satanás.

Muitas pessoas deixam de prosperar, não crescem, não prosperam e tem uma vida amaldiçoada por causa de pensamentos e atitudes rebeldes contra seus líderes e contra os planos do Senhor.

Vigiemos se estivermos descontentes, cépticos, inclinados a reclamar ou a ficar ressentidos: estas atitudes nos levarão a nos rebelar contra Deus e as consequências serão sérias para nós. Deus não se deixa enganar e esta vendo tudo.

Falando sobre rebelião, a Bíblia nos conta uma que aconteceu contra Moisés e seus devidos resultados. Vejamos:

No Livro de Números, Capítulo 16, lemos que três homens, Corá, Datã e Abirão, tomados por um espírito de rebelião se levantaram contra as autoridades espirituais, Moisés e Arão, para afrontá-los. É uma história triste, por que as atitudes desses homens trouxeram problemas não somente para eles, mas, também, para suas famílias.

Inflado pela sua posição, Corá promoveu uma demonstração de força diante de Moisés e Arão a fim arrancar-lhes a autoridade, exclamando que Moisés e Arão se exaltavam indevidamente sobre o povo, onde todos eram iguais. Sem dúvida Corá ambicionava tomar o lugar deles, colhendo para si e para a sua família vantagens políticas e financeiras. Ele e os seus comparsas, Datã e Abirão, insuflaram o povo alegando que Moisés e Arão haviam feito Israel subir de uma terra que mana leite e mel (o Egito) para fazê-los morrer no deserto e ainda por cima queriam fazer-se príncipes entre eles!

O que alegavam era mentira, sem qualquer fundamento: Moisés não estava assumindo a liderança por vontade própria. Ele relutou bastante antes de aceitar a missão que o SENHOR lhe confiara, e Arão foi também nomeado pelo SENHOR porque Moisés queria alguém que o ajudasse. O povo já teria entrado na terra de Canaã não fosse a sua incredulidade. Moisés nada queria para si, ao contrário de Corá, que provocou esta rebelião por inveja.

O SENHOR havia definido a posição e o ministério de cada um, inclusive o de Corá, um coatita (Êxodo 6.16,18; Números 3.17,28,29,31; 4.36; 26.57,62). Uma rebelião como esta era coisa muito séria, e era necessário tomar medidas drásticas.

A ação dos rebeldes foi destronada pelo próprio Deus, fazendo com que a terra os consumisse.

Ainda hoje, as igrejas continuam a ser perturbadas pela inveja que surge entre alguns dos seus membros (que ainda não foram libertos da ação de demônios), resultando em rebelião contra seus líderes e mesmo na divisão da igreja. Essas pessoas não aceitam a submeter-se a autoridade, pois se julgam superiores aos demais membros do corpo e vaidosamente querem uma posição destacada, sem reconhecer que Deus não os quer lá, porque lhes falta o talento necessário. É por isto que somos instruídos a nos revestir de humildade e mansidão (Colossenses 3.12). Toda a autoridade na igreja vem de Deus, e cada um de nós recebe dele dons espirituais diferentes para exercermos dentro da igreja (1 Coríntios 12).

Miriã e Arão, também, se levantaram contra a autoridade de Moisés. Como todo rebelde, sua argumentação sempre tem um pressuposto que justifica suas atitudes. O argumento principal de Arão e Miriã foi o casamento de Moisés com uma mulher cuxita e, em seguida, os questionamentos: “Porventura o Senhor falou somente por Moisés?” Claro que não! Mas Deus, também, não fala com rebelde. O levante de Miriã causou ao seu corpo a lepra. Sempre que se vê um caso de rebelião na Bíblia, a ação de Deus contra o rebelde é voraz. Tenho visto muitos casos de rebelião dentro de Igrejas. Os rebeldes se acham no direito de agir conforme a sua vontade e pensam que Deus está com os olhos fechados para suas atitudes, não sabendo que cedo o juízo de Deus virá sobre eles. Parece que não sabem que suas atitudes o afastaram de Deus e, agora, nem mesmo suas orações, são ouvidas conforme descreve Habacuque 1,13: "Tu és tão puro de olhos, que não pode ver o mal e a vexação não podes contemplar". Lembre-se, Uzá tinha a boa vontade, impediu a Arca da Aliança de cair do carro puxado pelos bois, entretanto, mesmo assim perdeu a sua vida (2 Samuel 6.6-8). Eles acreditam que a boa vontade agrada a Deus, mas, são reprovados. Miriã necessitou que Moisés clamasse ao Senhor para que a cura se manifestasse em seu corpo.

As atitudes dos rebeldes impedem que suas orações cheguem ao coração do Pai. Os rebeldes atuam nas igrejas e da mesma maneira que satanás, geralmente obtém êxito no seu papel de convencer a membresia sobre as razões que o levaram a tomar essa atitude conseguindo, assim, arrebanhar um grande número de seguidores, desta maneira contribuem para sua destruição de muitos ministérios. Tanto o líder rebelde como seus seguidores, necessitará, primeiramente, de arrependimento e do perdão de Deus; Da mesma maneira que Moisés teve de interceder junto ao Pai por Miriã, assim, aqueles que foram tomados pelo espírito de rebeldia e destruíram congregações, terão que clamar a Deus para que a cura possa se manifestar em seu corpo, na sua alma e na sua igreja, quando o juízo de Deus se manifestar. Deus não mudará sua Palavra para se adequar a procedimentos de homens desobedientes. Não há justificativa para tal posicionamento. Pecado de rebelião é como o pecado de feitiçaria. Rebelde é como feiticeiro e suas atitudes são abomináveis diante de Deus. Satanás rebelou contra Deus e todos aqueles que o seguiram, as escrituras os denominam de demônios.

A Bíblia nos diz: APARTAI-VOS A APARÊNCIA DO MAL. NÃO SE JUNTE COM HOMENS REBELDES, NÃO SEJA CONIVENTE COM PESSOAS QUE FALAM MAL DE SEUS PASTORES, QUE PROPÕE SE REBELAR. CERTAMENTE DEUS NÃO TE TERÁ POR INOCENTE.

28/11/2014

Os limites entre rebelião e abuso de autoridade

A PASAGEM DO BEZERRO DE OURO REPRESENTA
BEM A QUESTÃO DA REBELIÃO RELIGIOSA

Há um grande dilema e questionamento nesses últimos anos: onde começa um abuso de autoridade de um líder para que não seja um ato de rebelião de um membro da igreja ou onde começa um ato de rebelião sem que um líder não abuse de sua autoridade?

Antes de tudo, precisamos concordar que nesses últimos anos muitas doutrinas estranhas e muitos líderes reivindicam uma autoridade inquestionável tanto de doutrina como de algum ato que não convém, levando os seus ouvintes sem nenhuma chance de questionamento ou de discordância. Para isso, eles afirmam que não se pode ir contra o “ungido do Senhor” e demonstram uma espécie de “inerrância” do que falam ou ensinam, levando temor àqueles que ousarem questionar alguma coisa. Por causa disso, muitos afirmam que a expressão “ungido do Senhor” é uma redundância e não se deve aplicar somente aos pastores e presbíteros, mas a todos os crentes em geral, afirmando que “todos são ungidos do Senhor”.

O objetivo desse texto é demonstrar, através das Escrituras, os limites desse grande dilema e procurar fazer também alguns esclarecimentos exegéticos sobre alguns textos, inclusive sobre a expressão “ungido do Senhor”. Procurarei fazer uma hermenêutica sadia com muito temor e tremor. Pretendo, também, trazer uma pequena exegese do texto de 1Tm 5.19-22 que fala das denúncias contra o presbítero e analisar o ponto de vista do apóstolo Paulo sobre autoridade espiritual e quando uma autoridade é questionável.

1. Sinais de Rebelião

Precisamos analisar quando o pecado da rebelião acontece para definirmos a primeira fronteira desse dilema. A rebelião é o pecado mais antigo, segundo a Bíblia. Começou com Lúcifer (Is 14.11-15; Ez 28.13-15). Desses dois textos, Isaías foi o que mais retratou esse episódio sobre o Querubim caído. Ele afirmou que esse anjo de muito esplendor dizia que “exaltaria seu trono acima das estrelas de Deus, acima das mais altas nuvens e seria semelhante ao Altíssimo” (Is 14.13,14). O texto demonstra que esse querubim queria ser semelhante ao Altíssimo. Essa expressão por si mesmo é cheia de soberba e pecado, pois se Deus é Altíssimo, como alguém pode ser semelhante a ele? A expressão hebraica le´eleyon é usada somente para Deus no Sl 50.14. Esse adjetivo hebraico com a preposição antecedendo significa “ao Altíssimo” e demonstra que Lúcifer queria ter a autoridade que somente Yahweh tem, sendo mais que Deus, pois o adjetivo é superlativo e não dá espaço para duas autoridades com as mesmas características.

A rebelião se manifesta juntamente com a soberba e o desejo de ser e estar no lugar do líder. Dificilmente alguém em rebelião confessaria seu pecado, pois a soberba cega tais pessoas que o pratica, tendo sempre um pretexto que justifique tal prática. Satanás queria ser Altíssimo e tentou fazer isso levando consigo um terço dos anjos (Ap 12.3,4). Geralmente, a rebelião contamina outros também. Para isso, o rebelde precisa vender uma imagem negativa do líder para que ele possa chegar a seus objetivos. Tudo indica, que foi isso que Lúcifer fez para convencer um terço dos anjos. É assim que Absalão fez para fazer a maior rebelião em Israel de todos os tempos (2Sm 15.6). Esse texto afirma que Absalão “furtava” o coração do povo. Isso quer dizer que ele forjava uma conspiração contra Davi, seu pai, convencendo as pessoas e vendendo uma má imagem de Davi. A mesma coisa fez Jeroboão na divisão do reino de Israel (1Rs 12.15-18).

A rebelião é tão forte que Samuel tratou como o pecado da feitiçaria (1Sm 15.23). Isso se harmoniza quando lembramos que a rebelião é o pecado inicial vindo de Satanás e nos assemelhamos a ele, fazendo a sua vontade. A rebelião é agir diretamente contra Deus, pois, com esta prática, afirmamos que aquele que constituiu o líder falhou e automaticamente o rebelde se coloca no lugar de Deus.

Mas vem a pergunta que não se quer calar: quer dizer que devo aceitar tudo que o líder diz e quer fazer? Quando é que eu posso discordar do líder e não agir com rebelião? Para isso, vamos seguir o exemplo de Davi.

2.Davi, o paradigma de submissão

Dificilmente alguém que fala de rebelião ou submissão não toca na história de Davi. Geralmente, aqueles que são rebeldes evitam falar nesse texto ou interpretam de uma forma equivocada dizendo que não se aplica para hoje. Por outro lado, há outro extremo em dizer que esse texto da história de Davi é base para evitar todo questionamento ao líder ou para basear-se para um abuso de autoridade. Para isso, precisamos analisar o texto de 1Sm 24.4-15.

Esse texto nos dá uma boa base para entendermos os limites de discordarmos sem que caiamos no erro da rebelião. Precisamos entender, primeiro, o que estava a favor de Davi. Davi fora ungido rei de Israel; Saul estava definitivamente errado em suas ações querendo matar Davi por inveja; Deus havia rejeitado Saul, dito pelo profeta Samuel e Davi sabia muito bem disso; Davi tinha o ônus da legítima defesa; ele foi incentivado pelos seus homens (v.4): “Então, os homens de Davi lhe disseram: Hoje é o dia do qual o SENHOR te disse: Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo, e far-lhe-ás o que bem te parecer. Levantou-se Davi e, furtivamente, cortou a orla do manto de Saul”. Tudo isso estava a favor de Davi, mas precisamos analisar como Davi tratou seu maior inimigo a quem ele chamou de “ungido do Senhor”.

2.1.Davi sentiu bater no coração a humilhação de Saul (v.5)

O que podemos notar no texto é que o que Davi sentiu no coração não foi o prejuízo das vestes reais de Saul, mas a humilhação de Saul tendo suas vestes reais rasgadas diante de seu exército. Isso nos traz o princípio que precisamos ter muito cuidado a expor líderes e autoridades à humilhação. Paulo pediu desculpas ao sumo-sacerdote que chamou de “parede branqueada” (toiche kekoniamene) (At 23.2-5). Essa expressão grega demonstrava uma ironia chamando-o de hipócrita. O particípio perfeito do verbo (koniao / kekoniamene) traduzido para “branqueada” acontece uma única vez mais quando Jesus chamou os fariseus de “sepulcros caiados” em Mt 23.27. Embora que o sumo-sacerdote estava errado, mas Paulo, imediatamente, desculpou-se e citou Ex 22.28, onde afirma: “Contra Deus não blasfemarás, nem amaldiçoarás o príncipe do teu povo”. Paulo teve o temor do Senhor em humilhar uma autoridade judaica, mesmo ele tendo razão ou motivos para tal coisa. Nós podemos discordar de uma autoridade, podemos dizer que não concordamos e até afirmar que essa está errada; mas, entre discordar de uma autoridade e humilhá-la são duas coisas totalmente diferentes. Podemos discordar de um pastor ou qualquer líder que está sobre nós, mas jamais poderemos trazer constrangimento e humilhação a esses líderes. Eu mesmo já escrevi criticando algumas doutrinas de alguns pastores, mas jamais ataquei esses pastores, deixando bem claro que falo de suas doutrinas e não de suas pessoas ou ministérios.

2.2.Davi não perdeu o respeito a Saul (v.8)

Não foi à toa que Davi foi chamado “o homem segundo o coração de Deus”. Davi agiu em total respeito a Saul, mesmo na situação desfavorável e em total erro deste. Podemos notar isso pelas palavras como Davi tratou Saul: “Ó rei, meu senhor!”. Mesmo sendo perseguido, com risco de morte e com Saul em suas mãos, ele chama Saul de “rei” e “meu senhor”. Davi, não somente chamou Saul dignamente, mas saudou-o como rei: “inclinou-se Davi e fez-lhe reverência, com o rosto em terra”. Isso nos dá um princípio de que o líder pode estar errado como estiver, mas não devemos perder o respeito à sua pessoa. No caso de problemas em igrejas com pastores, um membro de uma igreja, ao se sentir ofendido ou injustiçado por um líder ou pastor, pode, sem perder o respeito, pedir a sua carta ou afastamento de seu cargo, ou até mesmo uma demissão; mas, jamais, podemos desrespeitar um líder ou autoridade constituída por Deus. Isso se não couber a reconciliação.

O NT nos adverte sobre o cuidado de não perdermos o respeito aos pastores e líderes. O autor aos Hebreus escreveu que devemos ser persuadidos (Hb 13.17), que foi traduzido pela RA como obedecer. O verbo (peitho) pode estar tanto na voz média como na voz passiva no presente. Apesar de que os léxicos colocam esse verbo na voz média, tendo como objeto “aos vossos líderes”, pode-se perfeitamente ser classificado na voz passiva, tendo “aos vossos líderes” como agente da passiva. Tiago escreveu o mesmo verbo na mesma voz passiva para descrever a obediência dos cavalos, tendo como agente da passiva “nós” (pros to peithesthai autous hemin) (Tg 3.3). Portanto, pode-se perfeitamente entender que o autor queria demonstrar um respeito ao líder, mesmo que haja discordância de suas idéias, pois o sujeito é vós e sofre a ação do verbo. Mesmo assim, o autor usa outro verbo para demonstrar que devemos ser submissos aos nossos líderes e autoridades.

2.3.Davi não deixou de expressar sua discordância a Saul (v.9-12)

Davi não deixou de discordar de Saul. Ele afirmou do verso 9 a 12 que a perseguição dele era injusta e se ele fosse mesmo mau como Saul o concebia, ele o teria feito mal. Isso demonstra que discordar do líder não é rebelião de forma alguma. Podemos discordar com muita educação de um líder, pastor, presidente ou qualquer líder que foi constituído por Deus. Contanto que façamos isso com zelo, respeito e sem agredir a pessoa dessa autoridade.

A Bíblia demonstra que aqueles que têm uma mente crítica são considerados nobres como os crentes de Beréia (At 17.10,11). Eles procuraram analisar as próprias palavras dos apóstolos Paulo e Silas para ver se de fato tinham base nas Escrituras. Eles fizeram isso, sem cair no erro da rebelião. Portanto, pode-se, perfeitamente, criticar uma ideologia de um professor, pastor, até de nossos próprios pais com todo respeito e sem atacar sua autoridade diretamente ou atingir a sua reputação. Rebelião é um ataque direto à autoridade. Por isso que em Isaías afirma que Lúcifer queria assentar-se no trono de Deus.

3. A expressão “ungido do Senhor” para pastores

Estaria correto falar que os pastores são “ungidos do Senhor”? Temos base nas Escrituras para falar isso? Precisamos seguir os trilhos da Palavra de Deus e com muito cuidado analisar essa expressão. Primeiro, precisamos concordar que essa expressão não existe no NT para pastores. Segundo, precisamos concordar, também, que todos os crentes são ungidos do Senhor, pois partirmos do princípio que temos a unção de Deus que é o seu Espírito Santo (1Jo 2.20; 27). Precisamos, ainda, demonstrar que muitos usam o texto de 1Cr 16.16 e Sl 105.15 “não toqueis nos meus ungidos” sem levar em conta o seu contexto, pois ele está relacionado a todo o povo de Deus. Embora, que fale “e nos meus profetas” de uma forma enfática, mas a expressão “os meus ungidos” está relacionada a todo o povo de Deus.

Não obstante a tudo isso, precisamos entender alguns princípios que a Bíblia nos ensina sobre o presbítero e pastor:

3.1.O pastor é constituído diretamente pelo Espírito Santo (At 20.28)

O Espírito Santo é aquele que constitui os bispos e pastores. Paulo deixa isso bem claro nesse texto de Atos. Se é o Espírito Santo que os constitui, podemos concluir que é uma espécie de unção para liderança em especial. Por isso que Paulo fez analogia dos bispos e presbíteros com os sacerdotes e levitas aos coríntios (1Co 9.13). Está claro que Paulo não está ensinando um ministério sacerdotal, pois todos os crentes são sacerdotes reais (1Pe 2.9), mas está fazendo uma profunda analogia de quem também foi ungido ou escolhido pelo Espírito Santo como afirmou Paulo aos presbíteros de Éfeso.

3.2.O pastor era reconhecido através de imposição das mãos (1Tm 4.14; 5.22)

A imposição das mãos era uma forma de demonstrar a escolha do presbítero. Por isso, Paulo adverte a Timóteo que não impusesse as mãos precipitadamente. Essa prática foi realizada por Moisés ao seu servidor Josué demonstrando a unção de Deus sobre o seu servidor (Nm 27.22,23). Ananias fez dessa forma com Paulo para indicá-lo ao ministério (At 9.17).

Portanto, podemos concluir que se somente algumas pessoas são escolhidas para que os presbíteros imponham as mãos, que o Espírito Santo que os escolhe e levanta-os para estarem à frente do rebanho; então, não é errado dizer que um pastor é ungido do Senhor, embora que se deixe claro que é no sentido de liderança.

Se alguém reivindica que não existe essa expressão de uma forma direta no NT para pastores, temos também que admitir que não existe para os crentes no sentido geral. Portanto, mais uma vez precisamos interpretar as Escrituras com inteligência levando em conta o todo das Escrituras.

Geralmente, aqueles que estão contaminados pela rebelião não vão aceitar essa expressão para os pastores, mas, pelo menos, temos que admitir que eles foram escolhidos pelo Espírito Santo para pastorearem e sobre eles foram impostas as mãos do presbitério para que estivessem à frente, sendo confirmado pelo próprio Deus (Mt 18.19). Isso não acontece com a maioria dos crentes na igreja local. Portanto, é perfeitamente legítimo chamar um pastor de ungido do Senhor deixando claro que é no sentido de autoridade sobre a igreja local.

4. Sinais de Abuso de Autoridade

Precisamos, primeiramente, conceituar o que vem a ser abuso de autoridade. É quando o líder usa sua autoridade para coagir, controlar, usar e impedir que seu subordinado tenha sua própria opinião. Principalmente, quando esse líder fere um princípio da Palavra de Deus que está acima de qualquer autoridade da terra. Para isso, temos um exemplo muito esclarecedor das Escrituras em At 4.15-20. Os apóstolos foram coagidos, proibidos e ordenados a não falar de Jesus Cristo pelo sinédrio que eram as autoridades naquele momento, mas eles responderam que importava obedecer a Deus. Precisamos analisar que todas as vezes que um líder nos coagir a fazer algo contra a Palavra de Deus, devemos, respeitosamente, negar. Os discípulos fizeram assim. Não desrespeitaram o sinédrio, não os desacataram; mas puderam demonstrar que Deus está em primeiro lugar e ele deve ser obedecido mais que qualquer líder terreno.

Abuso de autoridade se manifesta quando o liderado não tem voz, quando não se admite que o liderado possa discordar de alguma coisa, porém, precisamos ter muito cuidado, pois se uma determinação de um líder não transgride um mandamento de Deus e não ofende a pessoa do liderado, deve ser realizado, mesmo que o liderado não queira ou aceite. É isso que Hebreus 13.17 quer nos ensinar.

Nós, pastores, precisamos estar atentos ao que Pedro ensina na sua epístola (1Pe 5.2,3). Devemos pastorear o rebanho de Deus sem agir por constrangimento, sem sórdida ganância e sem sermos dominadores, mas espontaneamente, de boa vontade, tornando-nos modelos do rebanho. Portanto, Pedro nos ensina que a autoridade de um pastor é conquistada e não imposta. Por outro lado, nada justifica a rebelião, pois está na natureza e orgulho dos seres morais. Basta pensarmos que nem Deus ficou isento de uma rebelião como no caso de Lúcifer, Adão e Eva.

Portanto, facilmente alguém nota um abuso de autoridade. O que podemos fazer quanto a isso? Precisamos analisar com maturidade. Aquilo que é contrário à Palavra, não devemos fazer, se podemos sair da igreja, pedir demissão de um cargo ou evitar ter aquela pessoa como líder, eu posso fazer muito bem isso sem que eu o humilhe, passe por cima da sua autoridade ou aja com desrespeito contra essa autoridade. Caso contrário, podemos cair no pecado da rebelião.

O que fazer quando um líder eclesiástico não andar conforme as Escrituras? Para responder isso, precisamos analisar o que Paulo escreveu a seu filho na fé, Timóteo.

5. Análise de 1Tm 5.19-21

19 Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. 20 Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam. 21 Conjuro-te, perante Deus, e Cristo Jesus, e os anjos eleitos, que guardes estes conselhos, sem prevenção, nada fazendo com parcialidade.

Precisamos receber esse texto com bastante temor e tremor, pois Paulo estava ensinando a Timóteo, que era pastor da igreja de Éfeso, a lidar com esse problema entre presbíteros ou pastores. Precisamos ver as advertências de Paulo nesse texto:

5.1.Cuidado com as denúncias contra os presbíteros

Paulo alerta a Timóteo que não receba denúncia contra presbítero. A palavra (kategoria) traduzida para denúncia tem uma reivindicação de buscar um tribunal. A palavra é derivada de duas outras palavras que é a preposição (kata) “contra, segundo” e o substantivo (agora), “reunião, assembléia formal. Das 4 vezes que aparece no NT, duas são colocadas nessa acepção (Lc 6.7; Jo 18.29). Portanto, Paulo demonstra uma acusação que tem uma reivindicação para um julgamento formal.

Paulo proíbe qualquer reivindicação de acusação contra um presbítero, exceto, se tiver duas ou três testemunhas. Paulo usa o método da Lei (Dt 17.3-7). Essas duas ou três testemunhas dizem respeito à mesma acusação ou evento específico. Muitas pessoas interpretam errado essa expressão colocando para quando houver várias denúncias de várias acusações, mas implica duas ou três testemunhas da mesma acusação específica. Isto quer dizer: se houver duas denúncias, deve-se ter duas ou três testemunhas de cada denúncia contra o presbítero. Foi isso que o sumo-sacerdote percebeu nas acusações contra Jesus. Eles interpretaram a Lei errado trazendo testemunhas diferentes de acusações diferentes (Mt 26.59,60). Mateus afirma que apresentaram muitas testemunhas contra Jesus (v.60), mas não foram coerentes e aceitas por terem sido de várias ocasiões diferentes. Por isso que Marcos afirma que essas testemunhas não foram coerentes (Mc 14.56). Mesmos assim, apareceram duas testemunhas contra Jesus. O problema agora não é a incoerência nem a mentira dessas testemunhas, mas a interpretação que elas tiveram das palavras de Jesus acerca do templo. Elas estavam afirmando que Jesus queria destruir o templo de Deus quando ele afirmou que se eles destruíssem o templo, ele reconstruiria em três dias. Isso demonstra que as testemunhas, mesmo falando coerentemente podem ser manipuladas e trazer uma má interpretação.

Por causa disso e para preservar a imagem do presbítero, deve-se analisar com bastante cuidado as testemunhas, coerência e veracidade destas de cada denúncia específica.

Não se pode esquecer, antes mesmo de mostrar as testemunhas, do que Jesus ensinou nos evangelhos que se deve questionar e demonstrar ao acusado pessoalmente. Mateus escreve: “Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. 16 Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. 17 E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano” (Mt 18.15-17). Notemos que antes de tomar duas ou três testemunhas, Jesus afirma que se deve argüir entre o acusado pessoalmente, mostrando provas e questionamentos, sozinho com a pessoa.

William Hendriksen, renomado teólogo e exegeta, no seu comentário exegético de Timóteo escreve: “os presbíteros são excetuados ainda de responder a uma acusação (cf. Ex 32.1 na LXX), a menos que esteja imediatamente endossada por duas ou três testemunhas. Sem esse apoio, a acusação não deve ser levada em conta nem ainda recebida. Não se deve prejudicar desnecessariamente a reputação de um presbítero, e sua obra não deve sofrer uma interrupção desnecessária” (Comentário do NT: 1 Tim, 2Tim e Tito. São Paulo: Cultura Cristã, 2001, p. 228).

Precisamos entender que Jesus Cristo é o Senhor da Igreja e ele prometeu estar presente quando dois ou três estiverem reunidos em seu nome; ele prometeu, também, que quando alguém ligar acerca de qualquer coisa aqui na terra, terá sido ligado no céu (Mt 18.19,20). Portanto, não se pode esquecer que Jesus Cristo cuida de sua igreja e ele dirigirá os líderes a uma conclusão conforme a sua vontade, pois devemos analisar esses princípios antes de qualquer denúncia ao presbítero.

5.2.A repreensão em público ao presbítero (v.20)

Paulo faz uma advertência a Timóteo forte. Ele afirma que “aqueles que vivem no pecado” (tous hamartanontas). Esse verbo está no particípio presente e tem uma ação constante e clara. Paulo está falando dentro do contexto do verso anterior. Quando forem apresentadas as provas e denúncias ao presbítero, pessoalmente, conforme ensinou Jesus, mesmo assim o presbítero está em plena prática, deve-se, então levar à igreja. Caso seja provado, pois o verbo no verso 20 (elencho) quer dizer provar de uma forma inteligível, então deve ser repreendido publicamente pelo presbítero que está dirigindo a reunião. Não devemos esquecer que é a Timóteo que Paulo está escrevendo e não a um membro comum da igreja e jamais esse texto nos dá base para humilhar, usar de maledicência contra um presbítero, qualquer que seja ele; mas diante de testemunhas de um mesmo caso ou evento.

Conclusão

Devemos ter o cuidado de não cair no pecado da rebelião e do abuso de autoridade. Para isso, devemos analisar as Escrituras, pois facilmente os rebeldes escolherão textos para justificar a sua rebelião e facilmente, também, os que usam de abusos de autoridade usarão textos para justificar as suas ações, mas quando nos deparamos com o todo da Bíblia e uma interpretação coerente, temos que nos inclinar diante desta Palavra, pois é através dela que somos santificados (Jo 17.17).

Lembremos que o arcanjo Miguel deu o maior exemplo de submissão quando contendia a respeito do corpo de Moisés. Ele respeitou a autoridade da essência do mal, Satanás (Jd 1.8-10). Judas estava ensinando exatamente o respeito às autoridades e usou uma literatura apócrifa sobre Moisés, sendo confirmado pelo Espírito Santo como fiel. Vemos que Miguel tinha tudo para fazer um juízo difamatório do diabo, mas respeitou-o e deixou que o Senhor o repreendesse. Precisamos entender que uma autoridade é um representante de Deus e ministro também (Rm 13.4; Jo 19.11) e qualquer autoridade deve ser respeitada e honrada, mesmo que não concordemos com elas. Portanto, precisamos ter muito cuidado de não cair nesse terrível erro e agir da mesma forma que Satanás. Que Deus tenha misericórdia de nós.
MAS QUE TME MUITA GENTE AI, DESFARÇADO DE OVELHA, MAS QUE NÃO PASSA DE UMA SERPENTE ENGANOSA, COVARDE, MENTIROSA, ESPERANDO PARA TOMAR O LUGAR DA AUTORIDADE  MAIOR, ISTO É UM FATO...
PENSEI: "PODERIA DAR NOMES AQUI?" MAS A VOZ DO ESPIRITO ME DISSE: "NÃO PRECISA DAR NOMES... DEIXE QUE ELES MESMOS SE REVELERÃO, POR SUAS OBRAS MALDITAS...É POR ISTO QUE SUAS CASAS ESTÃO ENTREGUES A DAGONM..."

27/11/2014

PRIORIDADES DO MINISTERIO CRISTÃO

TEXTO BÁSICO: Atos 20:17-24

De Mileto mandou a Éfeso chamar os anciãos da igreja.
E, tendo eles chegado, disse-lhes: Vós bem sabeis de que modo me tenho portado entre vós sempre, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, servindo ao Senhor com toda a humildade, e com lágrimas e provações que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram; como não me esquivei de vos anunciar coisa alguma que útil seja, ensinando-vos publicamente e de casa em casa, testificando, tanto a judeus como a gregos, o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus.
Agora, eis que eu, constrangido no meu espírito, vou a Jerusalém, não sabendo o que ali acontecerá, senão o que o Espírito Santo me testifica, de cidade em cidade, dizendo que me esperam prisões e tribulações. Mas em nada tenho a minha vida como preciosa para mim, contando que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.
O que é mais precioso para nós? Existe um conjunto de atitudes que mostram aquilo que é mais precioso para nós, e também quem nós somos, qual nosso objetivo de vida e qual o nosso caráter cristão. São nossas atitudes que de fato revelam o que é mais importante para nós e o que mais valorizamos na vida, e não nosso conhecimento, bens, aparência física, como nos vestimos ou onde moramos. No texto lido aprendemos essa lição com o apóstolo Paulo, pois ele fala claramente de algumas atitudes tomadas por ele, mesmo passando por diversas provações e que mostram o que era mais importante para ele: o MINISTÉRIO recebido do Senhor e o seu cumprimento. Isso era o que havia de mais precioso em sua vida, sem o que a sua vida não teria valor nenhum. Nessa mensagem veremos quais são essas atitudes que provam que o MINISTÉRIO era o que havia de mais precioso para o Apóstolo Paulo, e ao mesmo tempo faremos uma auto-avaliação de como temos nos posicionado diante de um mundo de oportunidades que se nos apresentam dia a dia.Temos dado ao nosso MINISTÉRIO o mesmo valor que Paulo?

EXPLICAÇÃO
O apóstolo Paulo estava sendo levado para Roma onde ia ser julgado e morto. Nesse momento crucial ele manda chamar os presbíteros da igreja de Éfeso para se despedir (vs 17). É um momento muito triste e glorioso que está sendo vivido ali. Triste pois não é uma simples despedida, ele estava indo ao encontro de sofrimentos terríveis (vs 22,23) e glorioso pois este homem de Deus iria testemunhar perante reis e imperadores aquilo que Cristo fizera em sua vida. Ele que outrora fora perseguidor da igreja, agora transformado pela graça divina, estava para pagar com a própria vida o privilégio de ser um seguidor de Cristo. O ápice, ou ponto alto do texto está no vs 24 quando ele declara o valor que o MINISTÉRIO tinha para ele. Em tom de despedida, Paulo fala sobre como havia se portado, isto é, quais haviam sido suas atitudes enquanto estivera no meio deles. Essas atitudes provam que o MINISTÉRIO era o que havia de mais precioso para ele.

EXÓRDIO / INTRODUÇÃO

Essas palavras de despedida servem de lição para nós também (1 Co 11:1).

ARGUMENTAÇÃO / DIVISÕES
Quais são essas atitudes do apóstolo Paulo que mostram o que era mais precioso para ele? Em que se resumia o seu ministério, praticamente falando, junto à igreja? Como ele havia se portado no meio da igreja? No texto destacam-se quatro ATITUDES EXEMPLARES que são verdadeiras lições para nós. Através dessas ações é que Paulo exercera e completara seu MINISTÉRIO.

1 – SERVIÇO – vs 19
A primeira atitude exemplar do apóstolo Paulo naquele contexto foi o serviço. Havia nele uma disposição exemplar para o serviço cristão. Quando falamos em “serviço” precisamos entender bem o seu signifcado. A palavra “servo” significa: escravo, servente, criado, aquele que está sujeito a um senhor. Fomos chamados para servir ao nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo. Ao sermos salvos nos tornamos servos do Senhor, e na agenda do serviço do Senhor está o serviço uns aos outros. Quando aprendemos essa grande lição, uma série de barreiras caem por terra, nosso orgulho por exemplo, pois ser servo é uma atitude de vida e não de culto somente, é o caminho da humildade e obediência ao Senhor Deus e amor ao meu próximo. Essa atitude não pode ser confundida com mera religiosidade.Existem algumas verdades fundamentais acerca do serviço cristão.

1.1 Qual a disposição correta para o serviço cristão?
Como temos servido ao Senhor? Altivos ou quebrantados? Alegres ou tristes? Perdoando tudo ou rancorosos? De bom coração ou contrariados? Com os olhos em Cristo ou com os olhos no mundo? Com disposição ou com preguiça? Louvando e glorificando a Deus em todas as situações, ou reclamando de tudo? A atitude correta para o serviço cristão, conforme o testemunho de Paulo, traz em si 3 características: humildade irrestrita, lágrimas e provações. Segundo vs 19 o modo como Paulo servia tinha 3 características: “…humildade, lágrimas e provações.”

1.1.1 A primeira característica para servir conforme o exemplo de Paulo é servir com toda a humildade necessária a um SERVO verdadeiro. O oposto disso é que o orgulho nos impede de sermos bons servos. O verdadeiro SERVO é reconhecido por sua humildade.

1.1.2 Nessa jornada de serviço muitas vezes iremos derramar lágrimas, e devemos estar preparados para isso, se necessário Sl 126:5,6 “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes”. Choramos muitas vezes por não vermos os resultados de nosso esforço e trabalho, outras vezes choramos de quebrantamento em orações fervorosas diante do trono de nosso Pai eterno.

1.1.3 Quando estamos servindo ao Senhor verdadeiramente, podemos até passar por provações, mas encontraremos forças renovadas para enfrentá-las. Vemos isso no testemunho do apóstolo Paulo que passou por tantos sofrimentos e provações sem, contudo, desistir. Não devemos esperar o reconhecimento por nosso trabalho como um prêmio, um pagamento; sabemos que o Senhor que tudo vê nos recompensará.

1.2 Três verdades básicas.
Dentro desse pensamento entendemos que o serviço cristão implica em pelo menos 3 verdades básicas na vida cristã:

1.2.1 Servir ao Senhor é essencialmente obedecê-Lo, e obedecê-Lo é o cumprimento de Sua palavra, Seus mandamentos, fazer Sua vontade. Servir ao Senhor não é ativismo mas obediência, pois podemos estar muito ocupados, inclusive com a obra de Deus, e no entanto permanecermos numa atitude constante de desobediência a Ele, um desserviço, uma deslealdade. Somos alertados em Mateus 7:21-23 “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.”

1.2.2 Jesus é o nosso exemplo máximo de Servo. Ele é chamado de “o Servo sofredor”, Suas atitudes provam isso. Ele estava tão disposto a obedecer a vontade de Deus que orou em Marcos 14:36b “contudo, não seja o que eu quero, e sim o que Tu queres”, e Ele foi obediente até a morte e morte de cruz – Fp 2:8. Hoje em dia muitos cristãos desejam ir para o Céu mas não querem fazer essa oração.

1.2.3 Servir ao Senhor é também servir ao meu próximo. A minha disposição de amar e servir a Cristo se revela na mesma disposição em amar e servir ao meu próximo, isso fica claro nos sermões de Jesus quando ele pregou a parábola do Bom Samaritano em Lucas 10:29-37 respondendo a indagação “quem é o meu próximo?”; e também em Mateus 25:31-46 na mensagem sobre o juízo final. Não posso servir a Deus se não me dispuser a servir meus irmãos. A Bíblia nos ordena a prática do amor uns aos outros através do serviço. Novamente ser servo é basicamente cumprir o que a Bíblia manda quando trata da comunhão cristã: respeito, amor, perdão, humildade, ajuda em todos os sentidos. Foi esse o exemplo de Jesus quando lavou os pés dos discípulos, e Ele mesmo disse: João 13:14 “Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.” Paulo escrevendo aos Gálatas também frisou essa realidade: Gl 5:13b “…sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” Gl 6:2 “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.”

2 – ANUNCIAÇÃO – vs 20a
O que é? ANUNCIAR É PREGAR, PROCLAMAR. E pregar, em síntese, é falar a Palavra de Deus às pessoas. O apóstolo Paulo sempre aproveitava as oportunidades para falar “coisas proveitosas”, isto é, a Palavra de Deus que sempre tem um fim proveitoso na vida da igreja. Precisamos estar cientes que anunciar a Palavra de Deus não é incumbência somente do pastor e presbíteros, mas de toda a igreja, de todos os crentes. Pregamos quando falamos a Palavra de Deus às pessoas.

Auto-avaliação. Nesse sentido podemos nos auto-avaliar: o que temos pregado? O que temos anunciado? Qual tem sido nossa pregação? O que temos falado às pessoas, de dentro e de fora da igreja? Gastamos tempo falando de Cristo e aproveitando as oportunidades? Ou achamos que não temos tempo ou condições para isso?

Aproveitando o tempo. Anunciar a Palavra de Deus é também APROVEITAR BEM O NOSSO TEMPO, e o tempo somos nós que fazemos. Se prestarmos atenção veremos que sempre temos tempo para discutir política, futebol e até comentar as últimas notícias, filmes e novelas, etc. Mas para falar da Palavra de Cristo muitas vezes dizemos que não temos tempo ou que nos faltam condições, que não somos capazes… Na verdade muitas vezes falta-nos disposição e coragem para o anúncio da Palavra de Deus. Nesse caso devemos refletir se o nosso MINISTÉRIO CRISTÃO tem ocupado o seu devido lugar em nossas vidas.

Perigos atuais:
1 – Coceira nos ouvidos – 2 Tm 4:2-4. Em alguns círculos, cristãos até, anunciar a Palavra de Deus é motivo de críticas e expressões do tipo: “lá vem ele de novo”, “isso eu já sei” ou “agora não é hora disso, não estamos na igreja”. Eu acredito que Paulo era daquele tipo de crente que hoje em dia seria chamado por muitos de chato, fanático e bitolado. Paulo não “jogava conversa fora” falando besteiras, ou desperdiçando seu tempo e oportunidades. Ele mesmo diz em Ef 5:16 “remindo o tempo porque os dias são maus” e em 2 Tm 4:2 “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”. Precisamos estar preparados para falar a Palavra de Deus às pessoas.

2 – Efésios 5:4. A Bíblia nos alerta: “nem conversação torpe, nem palavras vãs, ou chocarrices, cousas essas inconvenientes, antes, pelo contrário, ações de graça”. O que significa “chocarrice”? Conforme a explicação da Bíblia Viva (Mundo Cristão) trata-se de “linguajar impuro, frequentemente velado por associações mentais ou duplo sentido.” Entram aí as piadas sujas e expressões de duplo sentido tão comuns hoje em dia em nosso ambiente de trabalho, escola, etc. Infelizmente muitos de nós talvez até já presenciaram certas brincadeiras e gracejos imorais até na saída da igreja, após um culto ou reunião, ou até mesmo dentro dela, ou durante passeios, viagens, retiros, etc.

3 – Fofocas e maledicências. A Bíblia também nos alerta em várias passagens acerca da maledicência (ato de dizer mal), ou “fofoca” – 1 Tm 5:14; Tg 4:11; 1 Pe 2:1. Mas como é fácil cair nesse pecado! Se não ficarmos atentos às nossas conversas, até sem perceber podemos já estar falando mal, e cometendo grandes injustiças. Como um saco de penas lançado do alto de uma montanha e que jamais seria possível de se ajuntar novamente aquelas penas, assim é a fofoca e a maledicência, as injúrias e calúnias. Em Tiago 3:1-12 a nossa língua é comparada ao cabresto dos cavalos e ao leme dos navios que lhes dirigem, e à uma fagulha que incendeia uma selva, mostrando que apesar do seu pequeno tamanho a língua tem um poder tão grande, seja para o bem ou para o mal. Jesus disse que a nossa boca fala do que nosso coração está cheio – Lc 6:45.

Priorizar o MINISTÉRIO CRISTÃO é saber o que falar e falar a PALAVRA DE DEUS.

3 – ENSINO – vs 20b
Segundo o dicionário Priberan é: dar, ministrar os preceitos de uma ciência, de uma arte, etc. ; instruir, lecionar; doutrinar; tornar destro; amestrar; esclarecer; admoestar, repreender, corrigir, castigar.
Paulo aproveitava duas situações fundamentais para a prática do ensino:

3.1 – Publicamente – Isto é, em reuniões públicas, no momento do ajuntamento do povo de Deus. Esse é o momento mais adequado para o ensino coletivo, o momento em que a igreja está reunida. Em nosso contexto podemos comparar com nossa Escola Dominical, e aos estudos bíblicos departamentais e semanais. A igreja primitiva sempre se reunia para orar e adorar a Deus, e para estudar a Ecritura – At 2:1; 4:5,31; 11:26; Hb 10:25.

3.2 – De casa em casa – Podemos comparar com os cultos nos lares e o ministério de visitação. Aqui vemos a preocupação que devemos ter com cada família, cada pessoa da igreja. Paulo ia “de casa em casa” isto é de família em família, pessoa a pessoa. Paulo visitava os crentes e através desse ministério ele conhecia o nível de aprendizado de cada família da igreja, e podia levar a cada uma delas a instrução e a porção da Palavra de Deus gerando assim o aprendizado e o crescimento necessário. Seguindo o exemplo bíblico: Lc 10:38-42; 19:5; At 16:14,15; Tg 1:27.

O interesse de cada um em obter o crescimento espiritual. Paulo não se limitava em pregar, ele também se preocupava se as pessoas entendiam bem a sua mensagem, e para isso, lhes ensinava essas verdades, “publicamente e de casa em casa.” As doutrinas precisam ser ensinadas cuidadosamente ao povo de Deus, não basta que sejam pregadas de púlpito, pois muitas verdades não são assimiladas de imediato. É necessário que aquele que não entendeu peça explicação, peça instrução, tire suas dúvidas, e isso não é possível durante a pregação, pois a mesma jamais pode ser interrompida, por isso é que existe a Escola Dominical e os estudos semanais na igreja, é o local e o momento apropriado para explicações em público. Ao ensinar estamos levando a Palavra de Deus (o alimento, o remédio) diretamente às necessidades de cada crente. Obviamente todo pastor sente-se feliz também quando suas ovelhas o procuram para algum esclarecimento no após o culto, no gabinete, etc.
Dois grupos. Através desse raciocínio fica claro que há dois grupos de pessoas na igreja: os que ensinam e para isso precisam se esmerar e serem também instruídos; e aqueles que estão sendo doutrinados, que se converteram e que necessitam de leite para iniciar sua caminhada com Deus. Com o passar do tempo é necessário que eles sejam aptos para ensinar a outros também – At 5:42; 11:26; 1 Tm 3:2; 4:13; Tt 2:7; Hb 5:12-14; 1 Pe 2:2. Também é normal que haja dúvidas que já foram esclarecidas e outras que surgirão com o passar do tempo. O que importa é que cada crente se preocupe em saná-las, esclarece-las, ciente de que isso é necessário para que haja crescimento.

4 – TESTIFICAÇÃO – vs 21-23
Testificar significa: assegurar; declarar; certificar; comprovar, testemunhar. No versículo citado o apóstolo Paulo declara que a sua vida era um testemunho comprobatório de duas grandes realidades na sua vida e também o é na vida de todo cristão verdadeiro: seu arrependimento para com Deus e sua fé em Jesus Cristo. Estes são dois pré-requisitos no testemunho de vida de cada cristão que deseja servir a Deus de fato e de verdade. Se tivermos essas qualidades nosso testemunho será forte e poderoso, do contrário se tornará em escândalo e vergonha.

4.1 – Arrependimento – em português significa: contrição, pesar, remorso. Em grego a palavra que aparece é metanoia que significa: transformação de mente, mudanda de disposição mental. Por isso que arrepender-se na Bíblia significa mudança de atitude, o arrependimento bíblico sempre vem acompanhado de conversão – Mt 3:2,8; 4:17; Mc 1:15; 6:12; At 2:38; 3:19; 26:20. Paulo no passado havia sido um perseguidor da igreja, e agora ele tinha consciência que para servir a Deus ele necessitava viver em uma nova atitude gerada através de seu arrependimento.Se não houver sincero arrependimento das obras mortas do pecado não haverá santidade, não haverá um bom testemunho. Infelizmente hoje em dia muitos dão um mal testemunho não vivendo o Evangelho. São pessoas que vivem uma religiosidade superficial mas não se deixam transformar pelo poder de Deus. Ao mesmo tempo todo aquele que abraça a fé verdadeiramente é transformado pela Escritura e mostra o arrependimento cristão e seus efeitos em seu testemunho de vida.

4.2 – Fé em Jesus Cristo. Paulo estava sendo perseguido, ele mesmo diz nos versículos 22 e 23: “E, agora, constrangido em meu espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que ali me acontecerá, senão que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações.”Isso não é nada agradável de se esperar. Qual o motivo de tanto ódio contra ele? Ele era um pecador convertido pelo Senhor e que agora se propunha a pregar o Evangelho de Cristo Jesus. Essa perspectiva de vida de Paulo não tem nada a ver com o triunfalismo que vemos em diversas igrejas da atualidade. Nem de longe se parece com o que muitos pregadores falam em seus púlpitos. E apesar de tudo isso Paulo vivia em uma atitude de fé, o seu testemunho era um testemunho de fé em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.Não devemos reclamar ou nos deixar abater diante dos problemas e situações difíceis que venhamos a enfrentar. Devemos encarar cada situação como uma oportunidade vinda de Deus, permitida por sua soberania, para que através delas sejamos depurados e aperfeiçoados para Ele e para a sua glória e serviço. Não sejamos meninos na fé, mas homens (e mulheres) amadurecidos – 1 Co 14:20; Ef 4:14.E essa era a ênfase da vida de Paulo, mostrando que era necessário tanto a judeus quanto a gregos o arrependimento e a fé em Jesus Cristo. “Ambos os grupos deveriam vir a Deus da mesma maneira – em arrependimento pelo pecado (At 26:20; Lc 24:47) e fé em Jesus Cristo.” (A Bíblia de Genebra).O testemunho de Paulo embasava e reforçava sua mensagem e pregação. Não basta servir, pregar e ensinar, é necessário viver o Evangelho, do contrário nosso serviço será apenas ação social e nossa pregação e ensino serão palavras vazias e não terão autoridade alguma, gerando todo o desconforto que é causado pelo mau testemunho.

Bons testemunhos
Noé – Gênesis 6:9;
Jó – Jó 1:1,8;
José – Gênesis 39:7-9 .

Maus testemunhos
Ofni e Finéias – 1 Samuel 2:22-25;
Sansão – Juízes 14:1-3; 16:1;
Os irmãos de José – Gênesis 37:12-20.

CONCLUSÃO
Essas atitudes do apóstolo Paulo resumem a sua carreira e ministério de modo prático, ou seja, como ele havia vivido e agido. Sigamos seu exemplo… Todos nós, servos de Deus, precisamos entender que temos uma carreira e um MINISTÉRIO a cumprir para com o nosso Deus. Muitas vezes super-valorizamos a carreira profissional e a realização pessoal, mas aprendemos que os servos de Deus sabem que mais vale o cumprimento de seu MINISTÉRIO no corpo de Cristo do que qualquer outra coisa em toda a sua vida e existência. Na escala de valôres do Apóstolo, o MINISTÉRIO ocupava o primeiro lugar.
Atos 20:24 “Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus”.

É necessário ressaltar que todos os crentes receberam igualmente um MINISTÉRIO do Senhor. Nem todos são pastôres, evangelistas ou missionários, mas todos que são salvos têm um MINISTÉRIO a ser cumprido durante a sua caminhada na face da Terra, no tempo da sua passagem por esse mundo. E esse MINISTÉRIO, independente da forma que seja desenvolvido, atuará diretamente nas áreas citadas na mensagem: serviço, anunciação, ensino e testemunho.Que possa ser essa nossa perspectiva de vida, para a glória de Deus.
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