22/10/2020

Casamento no Civil: Como Casar de Graça? (UTILIDADE PUBLICA)

 Quando não têm condição de arcar com os custos do cartório, os noivos podem requerer um casamento civil gratuito. Para isso, segundo o Código Civil, basta apresentar uma declaração de pobreza

Um casamento no civil, em cartório, custa em torno de R$ 300,00 dependendo do estado da realização da cerimônia e, se houver a necessidade do deslocamento do juiz de paz para um outro local à escolha do casal, esse preço chega a triplicar. Mas você sabia que é possível casar de graça no Brasil? Pois é. Infelizmente, pouca gente tem conhecimento desse direito, que está previsto no Artigo 1.512 do Código Civil e é destinado a casais que não têm condições financeiras para bancar um casamento civil, mas mesmo assim desejam oficializar a união.
Para o casamento gratuito, os noivos devem assinar uma “Declaração de Hipossuficiência”, popularmente conhecida como “Declaração de Pobreza”, no próprio cartório. Essa declaração não precisa ser um formulário ou ter formato padronizado, podendo inclusive ser manuscrito. Cabe ao casal apenas garantir que as informações são verdadeiras. Alguns cartórios podem oferecer um formulário impresso apenas para facilitar o procedimento. Lembre-se que o cartório não tem o direito de pedir nenhum comprovante de renda, carteira de trabalho, etc. ou submeter os noivos a qualquer outra burocracia ou constrangimento.
Segundo decisão do juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, José Antonio de Paula Santos Neto (Processo 0005387-74.2010.2.00.0000, assinado em 26/04/2011), "Como o intuito da lei é o de facilitar ao máximo a obtenção da gratuidade, parece de melhor alvitre que nada mais se imponha além do já estabelecido no art. 1.512 do Código Civil: simples declaração de pobreza, sob as penas da lei, que poderá ser até manuscrita, sem forma especial." Portanto, se o cartório de registro civil que você procurou estiver oferecendo dificuldades para a realização do casamento civil gratuito, procure a Defensoria Pública ou faça uma denúncia na Corregedoria do Tribunal de Justiça.
Outra informação também desconhecida pela maioria das pessoas é que o atestado de pobreza permite que, além da primeira certidão de casamento, outros documentos possam ser adquiridos de graça, bem como a habilitação de condução e o registro oficial da união.

Documentos necessários para Casar no Civil

De um modo geral, os documentos necessários para dar entrada na papelada para o civil são: certidão de nascimento, RG, CPF e comprovante de residência, de ambos os noivos (veja aqui a lista completa de documentos). Alguns dias depois, os noivos e mais duas testemunhas deverão retornar ao cartório para assinar a entrada. Depois disso, é só esperar pelo Grande Dia!
Vale a pena lembrar que é sempre bom planejar-se com antecedência, procurar o cartório mais próximo da sua residência para obter maiores informações e também para reservar o dia mais apropriado.
Cartórios não podem exigir formulário para gratuidade
Para se formalizar atos em cartório extrajudiciais de maneira gratuita, o cidadão não precisa mais preencher formulários padronizados ou se submeter a burocracias. Basta apresentar uma declaração de pobreza, de acordo com decisão da Secretaria da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, despachada em abril. O órgão revogou o formulário padrão instituído por ele próprio para a expedição, por exemplo, de certidões de casamento. O intuito foi impedir que os oficiais imponham resistência à concessão do benefício.
Segundo o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, José Antonio de Paula Santos Neto, a necessidade do preenchimento de um formulário pode criar dificuldades a mais para quem precisa da gratuidade. “O oficial recalcitrante poderia, por exemplo, alegar que ‘os formulários acabaram’, ou, ainda, exigir que pessoas humildes redigissem declarações estritamente nos moldes do modelo que lhes entregasse”, afirmou no despacho.
Com a decisão, os cartórios passam a ter de conceder a gratuidade nos serviços apenas com a apresentação de uma declaração de pobreza, “que poderá ser até manuscrita, sem forma especial”, ressaltou o juiz. A regra está prevista no artigo 1.512 do Código Civil, e nas Leis 6.015/1973 e 8.935/1994. No entanto, “nada impede, evidentemente, que o Registrador diligente disponibilize aos interessados declarações de pobreza já impressas, bastando que assinem”.
Processo 0005387-74.2010.2.00.0000 Leia a decisão. Em atendimento ao DESP5, observa-se que, na verdade, o art. 1.512, parágrafo único, do CC já estabelece, em caráter geral e de forma bastante ampla, quanto ao casamento, a focalizada gratuidade: Art. 1.512. O casamento é civil e gratuita a sua celebração. Parágrafo único. A habilitação para o casamento, o registro e a primeira certidão serão isentos de selos, emolumentos e custas, para as pessoas cuja pobreza for declarada, sob as penas da lei. Para obtenção do benefício, portanto, basta, pura e simplesmente, a apresentação de declaração de pobreza pelos interessados. A “regulamentação” proposta, nos termos do requerimento inicial, poderia, data venia, levar a que se restringisse essa possibilidade, com uma indevida burocratização, de modo não harmonioso com o desiderato de facilidade que inspirou a citada norma legal. Destaca-se que, diante da declaração de pobreza, é obrigatória a prática gratuita dos atos em tela pelo Oficial de Registro, o qual, em caso de recalcitrância, ficará sujeito às penalidades previstas na Lei nº 8.935/94. Trata-se de aspecto já fiscalizado pelas Corregedorias Gerais dos Estados e pela Corregedoria Nacional de Justiça, sendo que, em caso de infração, qualquer interessado, inclusive o órgão do Ministério Público, pode formular a cabível reclamação contra o infrator. Quanto aos fundos para compensação de atos gratuitos, a disciplina normativa se faz em nível estadual, conforme lembrado na INF4 (evento 9), o que fica reiterado. Observa-se, todavia, que, como o modelo de certidão de casamento veio a ser alvo de padronização no Provimento nº 03 desta Corregedoria Nacional (valendo, indistintamente, tanto para casos de gratuidade, quanto para aqueles em que tal não ocorra), a instituição de formulário padronizado se restringiria, na hipótese em análise, à criação de modelo de declaração de pobreza. Contudo, em nova análise conjunta levada a efeito no âmbito desta Corregedoria, com a participação do MM. Juiz Auxiliar Dr. Ricardo Cunha Chimenti, autor do parecer constante do evento 9, concluiu-se, apesar da primeira impressão ali enunciada, que a própria singeleza inerente a tal declaração torna, s.m.j., despicienda e, mesmo, desaconselhável a imposição de um formulário específico, cujo preenchimento pode representar uma dificuldade adicional para o interessado (o Oficial recalcitrante poderia, por exemplo, alegar que “os formulários acababaram”, ou, ainda, exigir que pessoas humildes redigissem declarações estritamente nos moldes do modelo que lhes entregasse). Como o intuito da lei é o de facilitar ao máximo a obtenção da gratuidade, parece de melhor alvitre que nada mais se imponha além do já estabelecido no art. 1.512 do Código Civil: simples declaração de pobreza, sob as penas da lei, que poderá ser até manuscrita, sem forma especial. Também milita no sentido de consagrar simplicidade e informalidade da declaração de pobreza o artigo 30, § 2º, da Lei 6.015/73, na esteira das normas sobre gratuidade de atos, com destaque para os artigos 39, VI, e 45, §§ 1º e 2º, da Lei 8.935/94. Por outro lado, nada impede, evidentemente, que o Registrador diligente disponibilize aos interessados declarações de pobreza já impressas, bastando que assinem. Isto, porém, sem que a utilização de tais impressos seja obrigatória e sem que o Oficial possa recusar declarações de pobreza apresentadas de outra forma. Enfim, a teleologia das normas sobre a gratuidade de atos necessários ao exercício da cidadania, como vetores de concretização do princípio da dignidade da pessoa humana, é a de facilitar o acesso às pessoas carentes. Destarte, o que se afigura imperativo observar, isto sim, é a rigorosa vigilância em relação a qualquer recusa indevida ou embaraço na disponibilização do benefício, o que deverá ser dura e prontamente reprimido pelas Corregedorias Gerais dos Estados e pelos Juízes Corregedores Permanentes das Comarcas, aos quais compete a fiscalização (primeira) dos serviços extrajudiciais. Eis, no contexto atual, as considerações enunciadas no âmbito desta Corregedoria Nacional de Justiça, propondo-se, s.m.j., nos termos da INF4 (evento 9) e das ponderações agora apresentadas, ante a ausência de providências concretas a adotar, o arquivamento do presente procedimento.
Casamento gratuito no civil
  • Faça a declaração de pobreza: você pode escrever as informações do documento em casa e, depois, levar ao cartório onde deseja casar. Vale lembrar que você e seu companheiro devem fazer declarações individuais, como as informações pessoais de cada um.
  • Dê entrada no processo de casamento civil: vá até o cartório da sua cidade ou região e dê entrada no processo de habilitação. Geralmente, o cartório costuma pedir o RG e a certidão de nascimento dos noivos, além do RG original das duas testemunhas que o casal precisa levar no dia. Lembre-se também de levar as declarações de pobreza.
  • Vá ao cartório na data marcada: neste dia, as duas testemunhas também devem estar presentes para que o processo de casamento gratuito no civil ocorra.

23/08/2020

O Centurião Cornélio


Cornélio foi um centurião romano convertido ao cristianismo no século 1 d.C. na época em que os apóstolos lideravam a Igreja Primitiva. Ele é o primeiro gentio registrado nominalmente no Novo Testamento a ser convertido ao cristianismo. A história de Cornélio está registrada no capítulo 10 do livro de Atos dos Apóstolos.

O centurião Cornélio

Cornélio era um nome próprio comum e honrado no Império Romano do primeiro século, especialmente por conta do ditador Públio Cornélio Sula, que em aproximadamente 82 a.C. libertou e listou um grupo de até dez mil escravos em seu próprio exército privado na Gens Cornelia.

Cornélio era um centurião, isto é, um oficial do exército romano que liderava uma companhia de aproximadamente cem soldados a pé chamada de “centúria”. Em uma legião romana havia sessenta centuriões. Além de Cornélio, outros três centuriões são mencionados com certo destaque no Novo Testamento (Mateus 8:5-13; 27:54; Atos 27:1,8,43).

O centurião Cornélio morava na cidade de Cesaréia da Palestina, a capital da Judeia que estava sob o comando dos procuradores romanos e que ficava a cerca de cem quilômetros de Jerusalém. Nessa cidade existiam prédios imponentes e um porto, e devido à mistura étnica de sua população, os atritos entre judeus e gentios eram comuns. O evangelista Filipe morou nessa cidade, e mais tarde o apóstolo Paulo ficou aprisionado ali durante o comando dos procuradores Félix e Festo (Atos 23:23-26:32).

Cornélio era um gentio, e é descrito pelo evangelista Lucas em Atos como um homem “piedoso e temente a Deus, com toda sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus” (Atos 10:2).

Alguns estudiosos, com base nessa descrição, sugere que ele era um prosélito do judaísmo, enquanto que outros defendem que ele era apenas um homem que havia reconhecido o Deus de Israel como verdadeiro Deus e estava familiarizado com as práticas religiosas dos judeus, mas não era exatamente um prosélito.

A conversão de Cornélio

A conversão de Cornélio foi muito significativa no contexto do livro de Atos dos Apóstolos, pois tornou evidente que os cristãos gentios também receberam o Espírito Santo. Na verdade a conversão que ocorreu na casa de Cornélio foi tão importante que é mencionada duas vezes em Atos.

A primeira vez encontra-se no capítulo 10, onde relata a ocasião da conversão, e a segunda no capítulo seguinte, 11, onde o próprio apóstolo Pedro explica o caráter miraculoso de sua ida até Cesaréia onde Cornélio estava.

Além disso, o próprio apóstolo fez alusão à conversão de Cornélio durante sua defesa no Concílio de Jerusalém, enfatizando que o derramamento do Espírito Santo entre os gentios significa que a salvação de Deus era unicamente pela graça, ou seja, não estando dependente de qualquer observância da Lei de Moisés (Atos 15:7-11).

Apesar de Cornélio ser descrito como alguém que temia ao verdadeiro Deus, certamente ele não havia tido contado direto e explicito com o Evangelho de Cristo. A Bíblia diz que Cornélio teve uma visão de um anjo de Deus que lhe ordenou a mandar chamar Simão Pedro, o apóstolo, e que este lhe explicaria sobre a salvação.

Cornélio enviou homens até Jope, a cidade em que o apóstolo estava vivendo naquela ocasião, e que ficava a aproximadamente cinquenta quilômetros de Cesaréia da Palestina. No dia seguinte, o apóstolo Pedro teve um arrebatamento de sentidos na qual viu o céu aberto, e um vaso, como se fosse um lençol atado pelas pontas, descendo em direção a terra, e contendo “todos os animais quadrúpedes e feras e répteis da terra, e aves do céu” (Atos 10:13).

Então Pedro ouviu uma voz que lhe ordenava a matar e comer aqueles animais, mas ele se recusou dizendo que nunca havia comido coisa alguma comum e imunda. Pedro então foi advertido a não considerar imundo o que Deus purificou.

Isso aconteceu por três vezes até que o vaso foi recolhido ao céu. Pedro ficou bastante pensativo com relação àquela visão, buscando entender seu significado. Mais tarde, quando foi então conduzido à casa de Cornélio, ele entendeu que aquela visão se referia ao fato de que Deus não faz acepção de pessoas, e que a pregação do Evangelho e a salvação pela graça mediante a fé em Jesus Cristo é tanto para judeus como para gentios (Atos 10:28-36).

Então o apóstolo pregou sobre a salvação através de Jesus Cristo, e do perdão de pecados para aqueles que creem em seu nome, conforme todos os profetas deram testemunho. Ao dizer essas palavras, o texto bíblico informa que caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam.

Os cristãos judeus que estavam acompanhando o apóstolo Pedro ficaram maravilhados quando perceberam que o dom do Espírito Santo foi derramado sobre os gentios, igualmente como havia sido derramado entre os cristãos de Jerusalém no Pentecostes (Atos 2).

O texto termina mostrando que o centurião Cornélio e os demais gentios de sua casa foram batizados em nome do Senhor Jesus, deixando claro que Deus tem apenas um único povo, e que o chamado de sua graça não está baseado em qualquer distinção de nacionalidade. Ali era a internacionalização da Igreja, onde judeus e gentios formam um único corpo.

12/06/2020

Será que Salomão foi salvo?

Salomão cometeu muitos pecados. Mas seu erro fatal foi buscar  poder, sucesso, riquezas e prazer sensual, que o levou até à idolatria. Salomão fez alianças iníquas com nações pagãs, como Tiro (1 Reis 9:10-14), Egito (1 Reis 3:1; 10:28-29) e outros povos. Ele também teve muitas esposas e concubinas estrangeiras para selar essas alianças (1 Reis 11:1-8) e foi adquirindo cada vez mais riquezas e glória (1 Reis 10:14-19; veja também 1 Timóteo 6:9).
Em Deuteronômio 17:14-20, lemos os preceitos de Deus aos reis, proibindo-lhes de firmar alianças com estrangeiros, adquirir cavalos no Egito, multiplicar esposas e acumular cada vez mais ouro:
“Se quando entrarem na terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá, tiverem tomado posse dela, nela tiverem se estabelecido, vocês disserem: ‘Queremos um rei que nos governe, como têm todas as nações vizinhas’, tenham o cuidado de nomear o rei que o Senhor, o seu Deus, escolher. Ele deve vir dentre os seus próprios irmãos israelitas. Não coloquem um estrangeiro como rei, alguém que não seja israelita. Esse rei, porém, não deverá adquirir muitos cavalos, nem fazer o povo voltar ao Egito para conseguir mais cavalos, pois o Senhor lhes disse: ‘Jamais voltem por este caminho’. Ele não deverá tomar para si muitas mulheres; se o fizer, desviará o seu coração. Também não deverá acumular muita prata e muito ouro. Quando subir ao trono do seu reino, mandará fazer num rolo, uma cópia da lei, que está aos cuidados dos sacerdotes levitas para o seu próprio uso. Trará sempre essa cópia consigo e terá que lê-la todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor, o seu Deus, e a cumprir fielmente todas as palavras desta lei, e todos estes decretos.  Isso fará que ele não se considere superior aos seus irmãos israelitas e a não se desvie da lei, nem para a direita, nem para a esquerda. Assim prolongará o seu reinado sobre Israel, bem como o dos seus descendentes.” (Deuteronômio 17:14-20)
Ora, uma vez que Salomão foi rei de Israel, ele deveria ter sido obediente a essas ordens. Mas, infelizmente, não foi. Assim, surge a dúvida: Será que Salomão foi salvo?
Algumas pessoas afirmam que não, porque ele não é listado na “Lista dos Heróis da Fé” em Hebreus 11. Mas esse argumento se mostra fraco demais, pois Hebreus 11 não pretende ser uma lista completa de todas as pessoas que foram salvas. Muitos nomes não foram listados nela.
O fato de Deus não ter registrado os grandes pecados de Salomão em seus últimos anos (ver 2 Crônicas 9:30-31) pode ser, talvez, porque ele se arrependeu e alcançou misericórdia. Se assim aconteceu, os seus pecados foram lavados e tirados e, portanto, não registrados. Essa seria, então, uma indicação de que Salomão tenha acertado as coisas com Deus antes de morrer.

Além do mais, há evidências de que Salomão seja o autor de Eclesiastes, pois neste livro o autor se identifica como filho de Davi e rei de Jerusalém (Eclesiastes 1:1). Ademais, neste livro, ele fala que era sábio (Eclesiastes 1:13; 2:9) e Salomão tinha fama de sábio (1 Reis 4:30-31). Ele diz que buscou o sentido da vida em muitas coisas, inclusive na sabedoria, nas construções e em relacionamentos amorosos com muitas mulheres, mas não encontrou. No fim de sua vida, se arrependeu de seus pecados e voltou para o Senhor: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” (Eclesiastes 12:13-14). Então, se Salomão se arrependeu e voltou para o Senhor, certamente o Senhor o perdoou e ele foi salvo: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1:9).

Deixo esta simples pergunta: SERÁ QUE DEUS DEIXARIA UM DOS SEUS ESCOLHIDOS PARA ESCREVER A BIBLIA SAGRADA PERECER NO INFERNO?

01/06/2020

O que a Bíblia diz sobre a besta?


Sabe quem é a «besta» mencionada em Apocalipse 13, e sua importância nos últimos tempos.

Apocalipse 13 descreve dois animais que se levantarão e tomarão o poder nos últimos tempos. O primeiro animal, a Bíblia chama de “a besta” é um poder político que governará a terra nos últimos tempos. O segundo é o Anticristo.

Apocalipse 17,8-12 contém uma descrição mais detalhada do animal. É claro que o animal vai ser uma espécie de união de diferentes nações e poderes políticos que funcionam como um só. O seu objetivo vai ser de governar a terra de forma independente, completamente livre de Deus.

A besta e da prostituta

A besta trabalha juntamente com a prostituta, um poder espiritual que trabalha para destruir o evangelho e desviar as pessoas da verdade. A prostituta mistura cristianismo com o mundo e anuncia que as pessoas podem viver, ao mesmo tempo, tanto para com Deus e para si mesmos. Isso representa todas as falsas igrejas do mundo. A relação entre a besta e a prostituta é mutuamente de benéfico mutuo, mas também se odeiam. A prostituta dá aos povos do mundo uma religião agradavél e ajuda a acalmá-los e mantê-los na linha. Em troca, a besta dá dinheiro a prostituta e apoio do governo.

A besta e o  Anticristo

A besta também trabalha em estreita colaboração com o Anticristo (o animal da terra, Apocalipse 13,11-12). O Anticristo detém a autoridade da besta e seu objetivo é fazer com que todos os povos da terra adorem a besta.

Ambos os espíritos estão trabalhando em nosso tempo presente. (1 João 2:18) No entanto, nenhum deles atingiu a força plena. Enquanto a noiva de Cristo está trabalhando na terra e vai limitar o desenvolvimento dos servos de Satanás.

O sentir da noiva de Cristo é o caminho da humildade; servir a Deus em todas as coisas, em vez de fazer a sua própria vontade. (Filipenses 2.5-8) O sentir da besta e do anticristo é exaltar a si mesmo; servem apenas os seus próprios interesses e resistem a Deus. (2 Tessalonicenses 2,3-4) Quando a noiva vai ser arrebatada, então o Espírito Santo, que trabalha para parar a besta e o Anticristo, também vai deixar a terra. (2 Tessalonicenses 2,6-8) Isso dará a besta e o anticristo a oportunidade que precisavam para tomar o poder absoluto na terra.

Nos anos antes do arrebatamento a besta vai cada vez mais se desenvolver e crescer no poder. Aparentemente, vai resolver muitos dos problemas do mundo e mostrar às pessoas que «não precisamos de Deus.»

«Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.» 1 Tessalonicenses 5.3. Vai parecer que a besta vai resolver muitos dos problemas do mundo, mas ao final, a destruição virá sobre eles.

Após o Arrebatamento

Após a noiva de Cristo é arrebatados para o céu a besta vai ver sua chance de tomar o poder completo. Não haverá nada para impedi-lo descartar a prostituta e todas as formas de religião uma vez por todas, e compreender o mundo a si próprio. (Apocalipse 14,8 Apocalipse 17.16) falará “arrogâncias e blasfêmias” contra Deus, e pode fazê-lo por três anos e meio. Ao longo do Anticristo ele vai declarar-se como o governante do mundo e forçar todos a se curvar a ele. (Ver Apocalipse 13-14).

Agora é quando o animal vai mostrar sua verdadeira face e destruição virá sobre o povo. A besta será uma superpotência aparentemente benevolente e qualificado para uma ditadura global. Persegurá e lutará abertamente contra os servos de Deus na terra, e receberá total autoridade sobre toda a terra. (Apocalipse 13,7 Apocalipse 17,15-17)

A besta obrigará a todos a rejeitar a Deus e adorá-Lo. Os que aceitam esta exigência vai receber um sinal na mão ou na testa para mostrar a sua decisão. Sem esta marca ninguém pode comprar ou vender. (Apocalipse 13,16-17) Será um tempo terrível e difícil para todos os que anseiam servir a tempo de Deus. Sua maior esperança de salvação vai morrer como mártires. (Apocalipse 14:13)

Os ideais da besta

Os cristãos serão perseguidos e pressionados a abandonar Deus. Os ideais que a besta prega para as massas são o mundanismo completo e absoluta.

A «religião» do dia é adorar o homem e, portanto, a própria besta. (2 Tessalonicenses 2: 3-4) O objetivo é a gratificação instantânea de desejos e instintos humanos básicos. Quando Deus criou o homem, ele criou o corpo da terra, mas o espírito foi infundida no corpo por Deus. Havia duas coisas distintas, e como o corpo terrestre precisa de alimento para viver, o espírito precisa de alimento espiritual.

Está escrito que “não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.” Mateus 4.4. No entanto, a besta está ocupada apenas de pão e não de alimento espiritual. Todos os pensamentos de Deus se esquece ou nega. O objetivo da besta é mostrar que a humanidade não precisa de um deus; assim eles podem lidar sozinhos.

A queda da Besta

A besta reinará sobre a terra por três anos e meio. (Apocalipse 13,5) Mas quando o tempo passa, será suficiente. Jesus voltará à Terra com os exércitos do céu e derrubar o regime da besta. Tanto a besta e do anticristo serão lançados vivos no lago de fogo eterno. Seus seguidores serão mortos com a espada de Jesus. (Apocalipse 19,20-21) Satanás, o Senhor da besta, será capturado e acorrentado no abismo por mil anos.

Isto irá marcar o início de uma nova era de paz e prosperidade chamado o reino de mil anos.

Preparação para o final

Não é difícil ver que as condições do mundo cresce e estão a piorar com o passar do tempo. Governos ao redor do mundo também estão cada vez mais unidos. Enquanto isso em si não é necessariamente uma coisa ruim, o espírito desta “unidade” será o que finalmente vai fazer as pessoas se juntam e levar sozinho, sem Deus. Isto significa que seguir seus próprios desejos, e, portanto, na realidade, levar a cabo o propósito e a vontade de Satanás. Vai ser um grande espírito de orgulho ateu.

Que este é realmente um despertar para nós! O mundo está à beira de impiedade absoluta, mas ainda estamos em liberdade condicional. Ainda temos tempo para servir a Deus e viver de acordo com suas leis, enquanto nós temos a chance.

A vida sob o reinado da besta será uma experiência terrível, e o melhor que um servo de Deus pode ser esperar nesse momento e que vai morrer como um mártir. É realmente um prêmio de consolação terrível se nós pensamos que a oferta temos agora! Sendo um servo fiel de Cristo, prepare-se como sua noiva e ser arrebatados aqui para estar com Jesus!

11/02/2020

DE QUEM É A POLITICA?

A maioria dos cristãos ainda mantém aquele preconceito e falta de conhecimento ao afirmar que POLITICA É DO DIABO.
Eu digo:A politica não é do Diabo. Quem criou ou inventou a politica como sistema de governo e o entregou ao homem foi Deus; Ao criar o homem e dizer ao mesmo " frutificai  e multiplicai-vos, e enchei a terra, e SUJEITAI-A;E DOMINAI sobre os peixes do mar e as aves do céu, e SOBRE TODO SER VIVENTE QUE SE MOVE SOBRE A TERRA".(GN 1.27 E 28)
O termo politica tem o sentido de CIÊNCIA DE GOVERNAR. E GOVERNAR, neste contexto, tem o sentido de SUJEITAR E DOMINAR, encontrado no versiculo mencionado acima.
O que ocorre é que muitos ultilizam da politica de forma DESONESTA, CORRUPTA. Mas MUITOS nao sIgnifica TODOS.
E por causa destes MUITOS nao podemos julgar e condenar a todos.
Há, por exemplo, MUITOS PASTORES ORDINARIOS. Mas seria justo condenar a todos PASTORES por causa destes muitos?
Aqui no grupo nao se fala de politica no sentido de propagar alguma candidatura. Mas falamos de politica no sentido de INFORMAR FATOS E ORIENTAR.
Lembrando que Deus sempre se ultilizou de POLITICOS no contexto biblico para fazer seus fins.
Um dos casos mais célebres foi é o de José no Egito, que para chegar aonde Deus queria colocar ele, foi vendido como escravo pelos seus irmaos, acabando indo servir na casa de Potifar, sendo caluniado por rejeitar a se deitar com a prostituta, passando anos na prisao e sendo elevado  a GOVERNADOR DO EGITO,  e ai sendo usado por Deus para cumprir um grande.proposito que trouxe livramento a Israel.
Lembremos-nos tambem de Davi, que de pastor de Ovelhas foi a Rei de Israel. 
Que dizer de Daniel, que tambem foi GOVERNADOR NA BABILONIA?
E José de Arimateia e Nicodemos, senadores que foram ate Jesus, e foram uteis ao Senhor? 
E se politica é tão do Diabo assim, por que muitas igrejas tem em suas AGOs, eleicao para cargos na diretoria? Eleição não seria politica?
Entao, meus amigos, precisamos entender que SOMOS CONTRARIOS A CORRUPCAO EM QUALQUER MEIO, OK?
POLITICA CORRUPTA É DE SATANAS.
MAS ESTE ANO TEMOS ELEIÇÕES MUNICIPAIS.
EU NAO SOU CANDIDATO, E NAO ESTOU PROPAGANDO CANDIDATO ALGUM AQUI.
Porem, repito:VAMOS PESQUISAR SOBRE  AS OPCOES QUE SURGIRAO, ANTES DE VOTAR EM A OU B.
Candidato que se alia a partidos contrarios aos valores  cristaos e morais da familia, sao servos do Diabo.
Candidatos que compram seu voto com cesta basica ou pagamento de seu talao de luz, estes mesmos farao leis malignas para destruir seus valores e se venderao aos corruptos.
Por que eleger pai de santo e traficante se podemos eleger uma pessoa crista, de bom testemunho, o qual sabemos que defenderá nossos principios e valores morais e cristaos?
Eu sempre me pergunto:
E se nao houvesse estes piucos cristaos que temos nos cenários politicos municpal, estadual e nacional?
Quem nos defenderia de projetos como por exemplo, levar kit gay para as escolas e nossas crianças serem ensinadas a serem HOMOSSEXUAIS?
Quem teria defendido os direitos que as igrejas cristãs e seus lideres tem hoje?
Cuidado com quem voce vai ajudar a ser eleito.
A Biblia diz:
"FAZEI O BEM A TODOS, MAS PRINCIPALMENTE AOS DOMESTICOS DA FÉ."

05/01/2020

Gogue e Magogue - A PROFECIA DO FIM

  



Quem é Gogue de Magogue?
Ezequiel 38:1 profetizou sobre a vinda de um terrível rei, Gogue, da terra de Magogue, para opor o povo restaurado de Deus. Os capítulos 38 e 39 descrevem a preparação dos exércitos que apoiaram Gogue, o seu ataque contra o povo de Deus e a sua repentina derrota por Deus.  As nações que iam participar com Gogue na batalha representam diversos povos gentios. É interessante notar que a maioria desses nomes vem de Gênesis 10, das listas de descendentes de Jafé e Cam. Nenhum deles se encontra na lista dos descendentes de Sem.

A linhagem da promessa é traçada através de Sem. Abraão, Davi e Jesus são descendentes de Sem. Jafé e Cam, por sua vez, eram antepassados de muitas nações ímpias, conhecidas geralmente como gentios. Essas informações esclarecem para nós a simbologia de Ezequiel 38 e 39. Os exércitos de Gogue de Magogue representam os inimigos do povo de Deus tentando derrubar Israel restaurado.

Nada no contexto (um livro que usa um estilo apocalíptico) sugere que Gogue seria uma determinada pessoa histórica. Capítulo 37 é simbólico (ele fala da ressurreição de pessoas num vale cheio de ossos secos). Capítulos 40-48, também, são simbólicos (falam de uma cidade especial e um templo figurado que representam a presença de Deus no meio de seu povo redimido). No mesmo estilo, o profeta usa Gogue para representar a ameaça dos ímpios que tentariam derrotar o reino de Deus.

Numa profecia menos detalhada, Gogue e Magogue reaparecem em Apocalipse 20:8-10. Esta vez, Satanás é visto como o líder verdadeiro deles. O resultado é o mesmo: a súbita e decisiva vitória das forças de Deus. Como foi o caso em Ezequiel, o contexto no Apocalipse usa linguagem figurada, e não sugere uma pessoa específica e histórica.

Há muitas teorias e especulações fantásticas sobre passagens como estas, que deixam muitas pessoas tentando interpretar sinais sobre os fins dos tempos. Um dos grandes perigos desse tipo de interpretação é que as pessoas ficam olhando para ameaças externas e esquecem do inimigo maior: as tentações da carne que levam muitos a perdição (veja Tiago 1:14-15; Gálatas 5:19-21).

A mensagem da Bíblia para nós ensina que cada pessoa deve se preparar para sua própria morte, ou para a volta de Jesus, que será como ladrão da noite (2 Pedro 3:10). Naquele dia, ele nos julgará (João 5:27-29).



Gogue e Magogue é uma expressão que aparece no livro do Apocalipse como uma referência ao conflito final entre as forças satânicas e Cristo e Seu povo. Há muitas interpretações e teorias acerca desse evento, o que acaba gerando ainda mais curiosidade entre as pessoas acerca dessa expressão.

Gogue e Magogue no Antigo Testamento

Gogue e Magogue são citados em passagens do Antigo Testamento. No livro de Gênesis, Magogue é mencionado como um descendente de Jafé (Gn 10:2; 1Cr 1:5). Já Gogue, é citado como um rubenita, filho de Semaías (1Cr 5:4).
Apesar dessas referências iniciais, a passagem mais importante sobre Gogue e Magogue encontra-se no livro do Profeta Ezequiel (caps. 38 e 39). Gogue aparece como príncipe de Meseque e Tubal, e Magogue como sendo um povo, ou seja, a “Terra de Magogue”. Logo, a narrativa de Ezequiel apresenta Gogue da Terra de Magogue.

Gogue e Magogue no Apocalipse

Como já dissemos, a expressão “Gogue e Magogue” aparece no livro do Apocalipse para descrever uma última batalha que precederá o Juízo Final (Ap 20:7-10).
O Apóstolo João relata que acabado o Milênio, Satanás será solto por um pouco de tempo, “e saíra para enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a batalha. Seu número é como a areia do mar” (Ap 20:8).
João continua a narrativa dizendo que as nações, persuadidas por Satanás, cercarão “o acampamento dos santos, a cidade amada“, porém um fogo descerá do céu e as devorará, resultando ainda na condenação eterna de Satanás no “lago de fogo que arde como enxofre“. Depois disso, João começa a descrever em detalhes a cena do Juízo Final.

Gogue e Magogue e as diferentes correntes escatológicas

Sabemos que existem diferentes correntes escatológicas, e cada uma delas possui uma visão específica acerca desse assunto.
Aqueles que defendem um futuro reinado milenar e literal de Cristo na terra após a Sua segunda vinda, afirmam que essa batalha de Gogue e Magogue ocorrerá ao término desse período, quando Satanás for literalmente solto novamente para enganar as nações. Vale dizer também que alguns pré-milenistas defendem que essa batalha ocorrerá antes do Milênio, porém creio que essa afirmação seja uma contradição com o próprio pensamento que eles defendem.
Portanto, seguindo esse raciocínio haverá então duas grandes batalhas finais: a batalha do Armagedom antes do Milênio e descrita no capítulo 19 do Apocalipse, e a batalha de Gogue e Magogue após o Milênio e descrita no capítulo 20 do Apocalipse.
Entre os defensores dessa posição há muitas divergências acerca desse evento, de modo que seria impossível citar cada uma delas. As mais comuns entendem que essa batalha de Gogue e Magogue se refere ao ajuntamento de várias nações para atacarem Israel no futuro.
As teorias sobre isso são tão específicas que até mesmo nomes de nações já foram sugeridos, entre elas: Rússia, Irã, China, Japão e Índia.
Já quem não defende um futuro reinado literal de Cristo na terra, entendendo que o Milênio precede a segunda vinda de Cristo, geralmente afirma que essa batalha é a mesma já descrita no capítulo 19, isto é, o Armagedom.

Como interpretar Gogue e Magogue?

Como vimos, a interpretação acerca dessa batalha dependerá da maneira com que interpretamos e entendemos o livro do Apocalipse e alguns eventos escatológicos descritos nele, sobretudo o Milênio.
Antes de falarmos sobre o Apocalipse, precisamos voltar ao livro do Profeta Ezequiel. Primeiro, é necessário compreender que o livro de Ezequiel possui um intenso uso de elementos simbólicos em suas profecias, num tipo de linguagem apocalíptica.
Os capítulos 38 e 39 do livro de Ezequiel, que nitidamente são proféticos, realmente apresentam algumas dificuldades de interpretação. Os estudiosos se dividem em diferentes opiniões. Como já mencionamos, muitos especulam até mesmo sobre nomes de nações contemporâneas dentro destes capítulos.
Talvez uma das teorias mais conhecidas seja aquela que identifica Meseque e Tubal como as cidades russas de Moscou e Tobolsk, e o “príncipe de Rôs” citado no versículo 2, como o “príncipe da Rússia”, ou seja, Gogue seria o comandante russo que atacará Israel no futuro.
Não precisamos nem dizer que esse tipo de interpretação não encontra qualquer fundamentação bíblica. Outros identificam Gogue com sendo Guigues, um rei da Líbia, conhecido nos textos acadianos do século 7 a.C. como um vassalo dos assírios.
Uma boa interpretação sobre assunto sugere que a profecia de Ezequiel se refere ao poder dos selêucidas, especialmente com Antíoco Epifanes, inimigo terrível do povo judeu, cujo centro do seu reino ficava localizado no norte da Síria.
Ao norte, o domínio dos selêucidas incluía Meseque e Tubal, distritos da Ásia Menor. De acordo com essa interpretação, a perseguição imposta por Gogue de Magogue, refere-se, em Ezequiel, à dura perseguição imposta pelo governador da Síria, Antíoco Epifanes, sob o povo de Deus.
Como disse, considero essa uma boa interpretação, entretanto não creio que a profecia de Ezequiel se esgote nesse período da História. Penso que Ezequiel também se refere, de forma geral, a batalha final contra o povo de Deus, de maneira que o ocorrido com Antíoco Epifanes tipifica uma perseguição ainda maior.
É interessante o uso específico de “Meseque e Tubal”. Sempre que as ameaças a Israel são descritas no Antigo Testamento, tais ameaças vêm do norte, geralmente referindo-se a Assíria, Babilônia e Pérsia. Quando Ezequiel fez referência a “Meseque e Tubal” ele utilizou tribos que viviam nos limites dos reinos do norte, no sentido de mostrar que haveria uma oposição ainda mais difundida contra o povo de Deus.
Portanto, creio que a profecia de Ezequiel se cumpriu em Antíoco Epifanes, mas também se cumpre em todos os poderes orquestrados contra o povo de Deus.
Voltando agora ao Apocalipse, podemos compreender que João tinha em mente esse terrível período de dor e aflição quando usou a expressão “Gogue e Magogue”. A grande opressão que o povo de Deus suportou na antiga dispensação, serve de símbolo para a maior opressão que o povo de Deus precisará suportar na nova dispensação.
Logo, a expressão Gogue e Magogue se refere ao ataque final das forças anticristãs lideradas por Satanás contra a Igreja de Cristo. João identifica Gogue e Magogue como “as nações que há nos quatro cantos da terra“, ou seja, não se trata de uma nação específica, mas a totalidade do mundo, isto é, a perseguição do mundo iníquo contra a Igreja.
João ressalta que o exército dessa batalha é muito numeroso, tanto como a areia do mar. Nos dias do governo de Antíoco Epifanes, o povo de Israel parecia indefeso diante do poder do exército sírio. Da mesma forma, nos últimos dias que precedem a volta de Cristo, a opressão será tão grande que a Igreja parecerá indefesa diante do poder perseguidor do mundo.
Outro fato interessante é que, apesar de intenso e severo, o domínio de Antíoco Epifanes teve breve duração, tal como será o curto período de tempo de grande tribulação sobre a terra, conforme Jesus alertou em seu sermão escatológico (Mc 13:20; cf. Ap 11:11).
Também vale ressaltar que a derrota das forças da Síria foi surpreendentemente inesperada, ou seja, foi uma interferência direta de Deus. Da mesma forma ocorrerá nos momentos finais da presente era com o retorno de Cristo.
Portanto, o capítulo 20 do Apocalipse não descreve um conflito entre nações, mas um conflito entre a Igreja e o mundo. Esse conflito de Gogue e Magogue é o mesmo já citado em outras partes do próprio Apocalipse (cf. Ap 16:12ss; 19:19).
Note que em Apocalipse 16:14 lemos a expressão “a fim de reuni-los para a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso“. Já em Apocalipse 19:19, a expressão é a seguinte: “para batalharem contra aquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército”.
Finalmente em Apocalipse 20:8, somos informados de que Satanás sairá “a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha“. No original, lemos em todos estes casos a expressão “a peleja“.
A descrição que João faz acerca da batalha do Armagedom (Ap 19:17-21) é uma clara evidencia de que se trata da mesma batalha do capítulo 20 do Apocalipse. Perceba que no capítulo 19, João também faz referência a mesma passagem do livro de Ezequiel (Ez 39:17-20). Em ambas as passagens as aves do céu se fartam da carne e do sangue dos poderosos da terra.
Devemos nos lembrar de que o livro do Apocalipse está organizado em sete seções paralelas e progressivas, ou seja, a mesma história é contada e recontada com perspectivas diferentes, de modo que a narrativa vai se tornando mais intensa e detalhada conforme avançamos para o final do livro.
O detalhe particular do capítulo 20 acerca dessa mesma batalha já mencionada e que as outras referências ainda não haviam esclarecido, fica por conta da descrição do que acontece com Satanás, ou seja, nas outras referências João já havia descrito a queda dos ímpios e a queda dos aliados do dragão (a besta, o falso profeta e a grande Babilônia). Faltava apenas ele descrever a queda do dragão.
Como Satanás é o maior oponente de Cristo, naturalmente sua queda é narrada por último. Isso é exatamente o que ocorre no capítulo 20. Para saber mais sobre isso leia os textos: “Como Estudar o Livro do Apocalipse” e “Leitura de Recapitulação ou Sucessão em Apocalipse“.
Gogue e Magogue é o Armagedom, é o pouco tempo de Satanás, é a grande tribulação, é o período mais terrível da História, onde o dragão e seus aliados perseguirão duramente o povo de Deus.
Todavia, o livro do Apocalipse nos mostra que todos estes inimigos de Cristo e de Sua Igreja caem juntos, ao mesmo tempo, em um único evento, em uma única batalha. Todos são destruídos na segunda vinda de Cristo, onde o Cordeiro virá para livrar o Seu povo, onde a cólera de Deus será derramada, onde o juízo de Deus estará completo. Esse dia será maravilhoso para uns e aterrorizante para outros.
Para concluir, quero dizer que embora existam diferentes opiniões sobre o assunto, o importante é que todas elas concordam que nessa batalha Satanás será condenado eternamente no lago de fogo e enxofre, e de dia e de noite, juntamente com seus aliados, será atormentado.

Política atual do Oriente Médio está formando Gogue e Magogue, afirma estudioso

Joel Rosenberg aponta para “sinais inegáveis” ​​que estamos no fim dos tempos


Desde que Jesus começou seu ministério na terra, há dois mil anos, a igreja debate questões sobre o “fim dos tempos”. Um dos autores mais profícuos sobre esse tema na atualidade é o norte-americano Joel Rosenberg, 51 anos, que tem 15 livros no currículo que juntos já venderam mais de 5 milhões de cópias. Ele é um dos responsáveis pela percepção crescente de como o islamismo se encaixa no cenário profético, algo que por séculos foi ignorado pelos teólogos.
Rosenberg formou-se na Universidade de Tel Aviv, em Israel, e pela Faculdade Syracuse, nos Estados Unidos. Além da formação teológica, especializou-se em Oriente Médio e vem discutindo com frequência em seus textos como algumas profecias bíblicas estão sendo cumpridas em nossos dias.
Em seu novo livro, The Kremlin Conspiracy [Conspiração do Kremlin], ainda inédito em português, ele procura mostrar o papel da Rússia nesse cenário, ao lado de seus maiores aliados políticos no momento: Turquia e Irã.
Durante uma recente aparição no programa cristão Pure Talk, ele revelou por que acredita que a humanidade entrou “tecnicamente” nos últimos dias, dado o momento em que as relações internacionais e alianças militares desenham o quadro descrito pelo profeta Ezequiel quando falou sobre a guerra de Gogue e Magogue.
Embora Rosenberg lembre que não é prudente definir uma data para os eventos, defendeu que há muitos sinais indicando que a humanidade está vendo muitos sinais do cumprimento da profecia bíblica.
“Eu não sei quando será, mas se você olhar para todas as profecias… Temos um grande caos global. Mais cristãos foram massacrados no século passado do que em qualquer outro momento da história humana. Tudo isso é significativo”, assegura.
Para o estudioso, o renascimento de Israel em 1948, concretizou uma das “principais profecias” no Antigo Testamento. Ele acredita que estamos vivendo o que o texto de Ezequiel 36-39 previu, com a tentativa de se exterminar os judeus no Holocausto, a ressurreição do Estado judeu após quase dois mil anos deixando de ser nomeada entre as nações. O próximo evento, considerando a ordem cronológica das revelações seria a invasão de Israel na guerra de Gogue e Magogue.
Rosenberg diz ter convicção que isso será liderado pela Rússia. Ele ofereceu uma interpretação dos eventos à luz do que está acontecendo no mundo agora. “Um líder da Rússia irá formar uma aliança com o Irã, a Turquia e alguns outros países para cercar e atacar Israel nos últimos dias”, destaca, embora não queira afirmar que isso ocorrerá com os atuais líderes dessas nações.
Mesmo assim, o teólogo acredita que as atividades da Rússia na Síria e suas relações com outros países que se antagonizam a Israel, como Irã e Coréia do Norte não podem ser ignoradas. “Só sei que o que temos hoje não é bom”, disse ele. “Vladimir Putin é mais perigoso que o islamismo radical, embora a maioria das pessoas [nos EUA] não percebam”, insiste.
Lembra ainda que existem tratados militares sendo assinados pela Rússia e pela Turquia com vários países na África, que estão nas regiões citadas pela profecia. O versículo de Ezequiel 38:5 diz “Pérsia, Cuche, e os de Pute”. Eles seriam o atual Irã, o Sudão e a Líbia respectivamente. Com todos esses essa relação já está formalizada.
Independentemente do que aconteça, Rosenberg disse que é essencial que os cristãos orem pela paz em Jerusalém. Ele também encorajou os cristãos a interceder e, quando possível, ajudar a fornecer ajuda humanitária aos afetados pela carnificina que atualmente ocorre contra as minorias cristãs em grande parte do Oriente Médio. Com informações Christian Post


 Vejamos o que nos diz a WIKPÉDIA:   Gogue e Magogue


Pintura Persa do século XVI que ilustra a construção de um muro

Gogue e Magogue (hebraico: גּוֹג וּמָגוֹג; árabe: يَأْجُوج وَ مَأْجُوج) aparecem no livro de Gênesis, nos livros de Ezequiel, Apocalipse e no Alcorão. São muitas vezes apresentados como o nome de um príncipe, ou de um líder, ou ainda de um povo que habitava em uma região denominada Meseque e Tubal. Eles também aparecem na mitologia e no folclore.

Referências bíblicas

Magogue ou Magog é citado na Tábua das Nações em Gênesis 10:2 como o epônimo antecessor de uma pessoa ou nação: "Os filhos de Jafé são: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras." Gogue ou Gog é citado como descendente de Rúben (filho mais velho do patriarca Jacó) em 1 Crônicas 5: 3 e 4. Gogue e Magogue aparecem juntos no livro de Ezequiel no capítulo 38, versículos 2 e 3:
2. "Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele." 3. "E dize: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal."

Identificações

No judaísmo

Para as turmas dos teiros Gogue, o príncipe, é explicado por Rashi, Radak (David Kimhi) e outros como o rei da nação de Magogue, descendente de Magogue, filho de Jafé, que é filho de Noé. Não há nação particular associada com eles, nem nenhum território particular além do norte de Israel. No livro Antiguidades Judaicas, o historiador judeu, Flávio Josefo identifica Magogue com os citas, nome que era usado na antiguidade para definir um número de pessoas provenientes do norte do Mar Negro. O Talmude e o Midrash também tratam da localização de Magogue, e usa os nomes Gytia (גיתיא) e Germânia (גרמניא), identificados por alguns estudiosos como Carmânia e Sattagydia, regiões atualmente localizadas no leste do Irã e Baluchistão, que é também chamado de Sakastan, que significa "casa dos citas" (nome que Flávio Josefo dava aos Magogues).

No cristianismo

Magogue foi o neto de Noé (Gênesis 10:2). Os descendentes de Magogue provêm do lado extremo a Israel, provavelmente da Europa e Norte da Ásia (Ezequiel 38:2). Magogue parece ser usado para referir-se aos "bárbaros do norte" em geral, mas pode também ser a conexão de Magogue a uma pessoa. O povo de Magogue é descrito como um povo guerreiro (Ezequiel 38:15; 39:3-9). Gogue e Magogue são descritos em Ezequiel 38-39 e em Apocalipse 20:7-8. Enquanto essas duas instâncias carregam ou sustentam o mesmo nome, um estudo mais claro das escrituras mostra evidentemente que eles não se referem à mesma pessoa ou eventos. Na profecia de Ezequiel, Gogue seria um líder de um grande exército que ataca a terra de Israel. Gogue é descrito como "da terra de Magogue, príncipe de Meseque e Tubal" (Ezequiel 38:2-3). Em Ezequiel, a batalha de Gogue e Magogue ocorre no período da tribulação. A evidência mais forte nesse conceito é que o ataque pode ter acontecido quando Israel estava em paz (Ezequiel 38:8, 11). De acordo com Ezequiel, essa era uma nação que tinha segurança e pôs à prova suas defesas. Quando Israel pactuou com a Besta ou Anticristo, em efeito do começo da Profecia das 70 Semanas (também conhecido com 7 anos de tribulação, Daniel 9:27ª), Israel poderia estar em paz. Possivelmente a batalha ocorreria na metade do período de sete anos. De acordo com Ezequiel, Gogue foi derrotado por Deus nas montanhas de Israel. O abate seria tão grande que levaria sete meses para enterrar todos os mortos (Ezequiel 39:11-12). Gogue e Magogue são mencionados novamente em Apocalipse 20:7-8. O uso duplicado dos nomes Gogue e Magogue em Apocalipse é para mostrar que aquelas pessoas demonstraram a mesma rebelião contra Deus e antagonismo para com Ele assim como em Ezequiel 38-39. O livro de Apocalipse usa a profecia de Ezequiel sobre Magogue para mostrar os últimos tempos, o ataque final à nação de Israel (Apocalipse 20:8-9). O resultado final dessa batalha é que tudo será destruído, e Satanás será lançado no lago de fogo e enxofre (Apocalipse 20:10).

No islamismo

Gogue e Magogue aparecem no Alcorão sura Al-Kahf (A caverna), 18:83-98, como Yajuj e Majuj (Ya'jūj e Ma'jūj ou يَأْجُوج وَ مَأْجُوج, em Árabe).
De acordo com a tradição islâmica, Gogue e Magogue são “filhos de Adão” Sahih al-Bukhari e seres humanos, que podem ser soltos quando uma pessoa retorna a uma cidade que foi destruída e eles são banidos de lá. Alguns estudiosos acreditam que essa cidade seja Jerusalém. Eles teriam grandes poderes e quando liberados poderiam causar a corrupção na sociedade. Alguns estudiosos muçulmanos alegam que o Gogue de Ezequiel, versículo 38:2, deve ser lido Yajuj (há uma maqaph (מקף) ou hífen imediatamente antes de Gogue na versão hebraica, que em algumas impressões parece a letra hebraica "yod", ou "Y") Segundo alguns intérpretes desses versículos corânicos, Dhul-Qarnayn (aquele com dois chifres ou duas idades - quem impacta em duas épocas), viajou o mundo em três direções, até que encontrou uma tribo ameaçada por Gogue e Magogue, que eram de uma "natureza má e destrutiva" e "causou grande corrupção sobre a terra". O povo ofereceu tributo em troca de proteção. Dhul-Qarnayn concordou em ajudá-los, mas recusou a homenagem. Ele construiu uma grande muralha que as nações hostis eram incapazes de penetrar. Eles vão ficar presos lá até o doomsday, e sua saída será um sinal do fim. A conta do Alcorão de Dhul-Qarnayn segue de muito perto a Portas de Alexandre, história do romance de Alexandre, uma compilação cuidadosamente enfeitada de Alexandre, o Grande.

Gogue Testemunha e Magogue na Grã-Bretanha

Gigantes

Gogue e Magogue, figuras baseadas na Mitologia britânica, localizados na Arcada Real, em Melbourne
Gogue e Magogue são descritos como gigantes, e suas imagens são carregadas em uma procissão tradicional no Lord Mayor’s Show para o Lord Mayor of London (Nobre Prefeito de Londres). De acordo com a tradição, os gigantes Gogue e Magogue são guardiões da Cidade de Londres, e as suas imagens são carregadas no Lord Mayor’s Show desde os dias do Rei Henrique V. A procissão começa no segundo sábado do mês de Novembro. Uma conexão mais antiga de Gogue e Magogue aparece em Geoffrey de Monmouth, na obra Historia Regum Britanniae, que mostra Goemagot, um gigante, que foi morto pelo herói homônimo Cornish Corin ou Corineus. Corineus é suposto de ter matado o gigante, jogando-o para o mar, perto de Plymouth. Robert Wace (Roman de Brut), Layamon (Brut Layamon) (que chama o gigante de Goemagog) e outros cronistas recontam a história, que foi apanhada mais tarde por poetas e romancistas.

Montes Gogue e Magogue

Os Montes Gogue e Magogue (English: Gog Magog Hills ou Gog Magog Downs) estão a três milhas do sul de Cambridge, e é dito ser a metamorfose do gigante depois de ter sido rejeitado pela ninfa Granta. O vidente Thomas Charles Lethbridge afirma ter visto um grupo de três esculturas escondidas nos Montes Gogue e Magogue. Ele os cita em seu livro Gogmagog: The Buried Gods (Gogue Magogue: Os Deuses Enterrados). Por causa disso os montes foram batizados com esse nome.

Gogue e Magogue na Irlanda

Obras da mitologia irlandesa, incluindo Lebor Gabála Érenn (O livro das invasões), falam que Magogue (com uma história parecida em Gênesis) é filho de Jafé, que o fez ancestral da Irlanda. Seus três filhos foram: Baath, Jobhath e Fathochta. Magogue é considerado o pai da raça irlandesa e progenitor dos citas, assim como numerosas outras raças ao redor da Europa e da Ásia Central. Partholón, líder do primeiro grupo que colonizou a Irlanda, depois do Dilúvio, foi um descendente de Magogue. Os Milesianos, ou pessoas da 5ª Invasão da Irlanda, também foram descendentes de Magogue.

Veja também

Referências

  • Bíblia Sagrada Edição ARA - Almeida Revista e Atualizada, SBB
  • 1. Gênesis 10:2
  • 2. Ezequiel 38:2-11
  • 3. Ezequiel 39:3-9
  • 4. Apocalipse 20:7-9
  • 5. Sabbag, David C. (2007). Dicionário Bíblico. [S.l.]: DCL
  • 6. Josefo, Flávio (1930). Antiguidades Judaicas. Boston: Harvard University Press
  • 7. Scafi, Alessandro (2006). Mapeando o Paraíso. A História do Paraíso na terra. London: British Library. pp. 201,208
  • 8. Scafi, Alessandro (2006). Mapeando o Paraíso. A História do Paraíso na terra. London: British Library. pp. 201,208
  • 9. Block, Daniel I. (1997). Gog & Magog em Ezequiel's Visão Escatológica. Estudos Evangélicos no alvorecer do novo milênio. London: InterVarsity Press

Ligações externas

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