10/06/2016

A esperança que não se desespera



"Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência" Rm 4:18
Esperando contra a esperança, essa frase é curiosa . Como pode alguém “esperar contra a esperança”? Abraão realizou esse feito e se ele foi um homem que agradou a Deus, certamente devemos aprender com ele.
A esperança é o oxigênio que nos mantém vivos. Quem não tem esperança vegeta, não vive. Foi assim com Abraão, o pai da fé. Deus lhe prometeu um filho, em cuja descendência seriam abençoadas todas as famílias da terra. Abraão já estava com o corpo amortecido. Sua mulher, além de estéril, já estava velha demais para conceber. A promessa de Deus, porém, não havia se caducado.
O que significa Esperança:
Esperança é o substantivo feminino, e na bibia tem o sentido de esperar com confiança.
indica o ato de esperar alguma coisa, pode ser também um sinônimo de confiança.
Ter esperança é acreditar que alguma coisa muito desejada vai acontecer.
A esperança que não se desespera tem algumas características: 
1.     Ela está fundamentada não em sentimentos humanos, mas na promessa divina.
Abraão não dependia de seus sentimentos, mas confiava na promessa. Deus havia lhe prometido um filho e essa promessa não havia sido revogada. Abraão já estava velho e seu corpo já estava amortecido, mas esse velho patriarca não confiava no que estava em seu interior, mas naquele que é superior. Não vivemos pelo que sentimos, vivemos agarrados na promessa
2. Ela está fundamentada não em circunstâncias, mas naquele que governa as circunstâncias.
 A fé ri das impossibilidades, pois não é uma conjectura hipotética, mas uma certeza experimental. A fé não lida com possibilidades, mas com convicção. O objeto da fé não está no homem, mas em Deus. A fé não contempla as circunstâncias, mas olha para aquele que está no controle das circunstâncias. Abraão sabia que Deus poderia fortalecer seu corpo e ressuscitar a fertilidade no ventre de sua mulher
3. Ela está fundamentada não nas ações humanas, mas nas intervenções divinas.
 Abraão e Sara fraquejaram por um tempo na espera do filho da promessa. O resultado dessa pressa foi o nascimento de Ismael. A ação humana sem a condução divina resulta em sofrimento na terra, mas não em derrota no céu. O plano do homem pode ser atabalhoado, mas o plano de Deus não pode ser frustrado. Deus esperou Abraão chegar a seu limite máximo antes de agir. Esperou que todas as possibilidades da terra cessassem antes de realizar seu plano. Então, a promessa se cumpriu, o milagre aconteceu e Isaque nasceu.

Três significados Bíblicos para esperança
1-   Tiqvah: (pronuncia RIKEVA) Vem de um  verbo hebraico  que significa: “Olhar esperançosamente em uma direção particular” ou “esticar uma corda” .Essa foi a esperança realizada na vida de Raabe ( Josué 2: 18 - 21) e que aparece cerca de 33 vezes somente no Antigo Testamento. Esperança era o cordão na cor vermelha esticado na porta da casa de Raabe, para livrar a ela e a toda família da morte. E em acordo com a afirmação de que Jesus era a esperança tanto dos antigos, como das novas gerações, Ele é essa Tiqvah na porta da casa de Raabe em semelhança ao sangue espargido na entrada das  tendas dos israelitas ao serem  resgatados da servidão do Egito: Êxodo 12:13: 13: “ O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito.” Profeta Oseias confessou  olhar atentamente para Deus a espera de um resgate para nação de Israel.
2- Yachal: (pronuncia RACHIRRAL)  É o mesmo que  “permanecer confiante”, “aguardar pacientemente”. Ocorre pelo menos 38 vezes no Antigo Testamento, isto é: de forma explicita, porque “yachad' é revestimento dos que põem a força da vida no Senhor Jesus, e destes se faz a história de fé e milagres em todas as gerações. A primeira ocorrência de Yachad está ligada a vida de Noé em Gênesis 8:10: “E esperou ainda outros sete dias, e tornou a enviar a pomba fora da arca. " Noé aguardou firmemente e enquanto a arca balançava sobre as águas do dilúvio, ele acreditava alegremente que veria novamente a terra seca, pisaria sobre ela com toda sua família. Os animais correriam para seus lugares também alegremente,  saltitando entre pastos e riachos. Noé esperou o retorno da pombinha trazendo uma folha verdosa em seu bico, que símbolo magnifico de esperança! O Espirito Santo de Deus tornando novas todas as coisas porque um homem permaneceu confiante na Promessa de salvação! 
Romanos 12: 12 . "Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração."
3- Elpis: (pronuncia-se ROUTISSIS) Ocorre em I Tessalonicenses 1:3: "Lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho do amor, e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai". Aqui, no idioma grego, se refere a “permanecer confiante em uma promessa”. Esperança na graça de Deus para vencer o mundo terreno firmado na promessa de eternidade com Cristo. É interessante porque sem Cristo essa certeza de vencer a vida e a morte, não se concretiza. Nenhuma filosofia, por mais racional e envolvente que pareça, garante o acesso a eternidade com Deus: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Atos 4:12.


24/05/2016

GÊNESIS - QUEM REALMENTE ESCREVEU?

Texto de  Eduardo Galvão


Quem escreveu o livro de Gênesis? A autoria da Bíblia é algo bem mais complexo do que a grande maioria imagina ser. Para estes, basta apanharem um exemplar da Bíblia, abrir no livro desejado, e procurar na introdução, onde normalmente encontramos algo sobre autor, data, composição, etc. É obvio, no entanto, que essa não é a verdadeira forma de se saber quem escreveu determinado livro bíblico. Além disso, quando se trata do livro de Gênesis, muitos ouvem na igreja que Moisés foi o escritor. Será mesmo?


A autoria dos livros modernos é muito fácil de ser estabelecida, pois basta olharmos a capa de um livro, ou mesmo algumas folhas iniciais, para obtermos todas as informações do mesmo. No entanto, no que diz respeito aos livros da antiguidade, a coisa não é tão simples assim.

No passado, o objetivo de se escrever livros não era status intelectual ou financeiro, como é hoje, na grande maioria dos casos, é lógico. As pessoas começaram a escrever para registrar suas tradições e seus mitos, e isso com o objetivo de preservá-los para a posteridade. O que hoje chamamos de “livro” era, na verdade, uma coleção de pequenas porções que eram colocadas juntas. Dificilmente, embora não impossível, alguém escrevia um livro na concepção moderna, com início, meio e fim, porque estamos falando do início da evolução literária.

Tome, como exemplo, um dos livros mais antigos da humanidade, Enuma Elish. (KING, 1998) Esse texto babilônico nos fala sobre o mito da criação do mundo pelos deuses. Seu texto foi composto de forma cuneiforme – rabiscos feitos em material rígido – em 7 tabletes de argila, contendo mais de mil linhas. Todos sabem que a escrita desse livro não foi exatamente como um escritor escreve um livro hoje. Esse “livro”, chamado de Enuma Elish, é uma coletânea de vários textos sumerianos que foram redigidos e, de certa forma, unificados e conhecidos hoje por esse nome. A autoria de Enuma Elish é atribuída à vários sacerdotes cultos em Babilônia que reuniram esses textos, embora o nome Nabubalatsuiqbi seja encontrado assinado neles por algum escriba.


Com o livro de Gênesis não foi diferente. A ideia que temos de que Moisés escreveu o Pentateuco, o que inclui o livro de Gênesis, é sustentada apenas pela tradição judaico-cristã. (YATES, 1990) Para estabelecermos quem foi o responsável por compor o primeiro livro da Bíblia, nós precisamos olhar o texto em si.

Uma característica notável nos livros que compõem a Bíblia é que eles são anônimos. (BRUCE, 1983) Ou seja, a grande maioria dos livros que compõem a Bíblia sagrada não menciona quem lhes fora o escritor. Se abrir a Bíblia em Gênesis e ler todos os seus cinquenta capítulos, observará que em momento algum encontramos o nome do autor. Não podemos confiar na tradição religiosa, pois a mesma está impregnada de supernaturalismo supersticioso, cujo objetivo é sustentar dogmas religiosos.

No entanto, não precisamos disso, pois temos o texto bíblico em si, que nos dará uma visão geral da mão quem escreveu o livro de Gênesis. O uso de métodos literários críticos para estudar o AT começou com a obra de Jean Astruc, médico do rei Francês Luíz XV. Em 1753, Astruct desenvolveu uma metodologia própria que, segundo cria ele, conseguia separar as fontes do texto de Gênesis. Ele passou a usá-la, então, para defender a autoria mosaica do primeiro livro bíblico. No entanto, isso logo mudaria.


Com o passar do tempo, métodos de análise crítica foram sendo aperfeiçoados e sendo empregados no estudos das Sagradas Escrituras. Com base nisso, eruditos de respeitadas capacidades conseguiram separar sistematicamente as fontes literárias que compunham o texto bíblico. Julius Wellhausen, estudioso alemão, que publicou sua principal obra em 1880, representa esse tipo de crítica da fonte.

A década de 1880 fora uma década fundamental no desenvolvimento da abordagem histórico-crítica para o Pentateuco, porque esta década viu a publicação do monumental Prolegômeno de J.H. Wellhausen zur Geschichte Israels (publicado em 1883, e em Inglês, em 1885). O trabalho de Wellhausen teve uma influência maciça, porque, pela primeira vez, foi capaz de associar a história do desenvolvimento do Pentateuco com a história do desenvolvimento da religião israelita de uma maneira que convenceu a maioria dos principais estudiosos da Europa, Inglaterra, e América, enquanto empurrava seus críticos (nomeadamente Hengstenberg e Delitzsch) às margens da erudição. (LONGMAN, 2009)

Vale ressaltar, como dito acima, que Wellhausen não foi o protagonista nessa história da Hipótese Documentária:

Aquela que é conhecida como a Hipótese Documentária, embora popularmente associada principalmente com o nome de Julius Wellhausen, não é o produto de um único indivíduo, mas de muitos. As primeiras tentativas sérias para desenvolver uma teoria de fontes escritas contínuas foram feitas na primeira metade do século XVIII - em relação apenas ao livro de Gênesis - por HB Witter e Jean Astruc. (WHYBRAY, 1994, p. 20)

Wellhausen arguiu que no que diz respeito ao texto de Gênesis, podemos separá-lo em quatro fontes principais: Javista (J), Eloísta (E), Deuteromista (D) e Sacerdotal (P).

Argumentou que essas fontes foram produzidas por escolas de pensamentos diferentes, às vezes conflitantes, em diferentes épocas. De acordo com esse esquema, os livros do Pentateuco só foram completados bem mais tarde... a tendência da década passada tem sido afastar-se da abordagem clássica da crítica da fonte e mudar para uma apreciação renovada da integridade literária e a completitude do texto (mesmo em vista do uso óbvio de algumas fontes). (PACOMIO, 1993)

Hoje, nós contamos com três testemunhas principais do texto genesiano para esse estudo e um subjacente: O Texto Massorético (MT), o Pentateuco Samaritano (PS) e o texto grego da Septuaginta (LXX) e os subjacentes textos de Qumran, com fragmentos de Gênesis. (HENDEL, 1995) Neste, o texto que mais podemos confiar, em termos de exatidão literária original, é o MT. (TOV 1981; McCARTER 1986; DAVILA 1989).


Temos inúmeras razões para crer que o livro de Gênesis foi escrito por múltiplos autores e, na verdade, essa é a visão de praticamente todos os eruditos modernos, teólogos liberais, literários e filólogos, com exceção dos fundamentalistas evangélicos, obviamente. O Comentário Bíblico NVI diz:

Essa teoria da composição do Pentateuco [o que está incluso o livro de Gênesis] talvez ainda seja considerada o consenso entre os eruditos do AT, mas muitas críticas sérias são levantadas contra ela... eruditos conservadores, entre eles autores protestantes, católicos e judeus, argumentam repetidamente que os critérios usados na escola na análise das diversas fontes do Pentateuco são altamente questionáveis. (CLINES 2009; colchetes explicativo meu)

Perceberam quem são os únicos eruditos que não concordam com a teoria das fontes, de que Gênesis teve vários textos de vários autores? Apenas os conservadores, que estão comprometidos com a fé e não com a verdade, como expliquei no artigo Teólogos Liberais ou Conservadores?

Mas, por que dizemos que o livro de Gênesis teve vários autores? Porque a composição do texto, em si, deixa isso muito claro.

Imagine que você é professor de história e pede para seus alunos escreverem uma redação sobre a colonização do Brasil. Essa redação, depois de reunida, se tornará em um livro de cinquenta capítulos. Você terá à sua disposição dez alunos, que irão compor, cada qual, cinco capítulos.

O primeiro escreveu os capítulos 1 ao 5, o segundo os capítulos 6 ao 10, o terceiro os capítulos 11-15 e assim por diante. Depois de concluída a escrita dos 50 capítulos, você reúne todas as folhas, faz uma encadernação francesa, põe um título na capa. Agora temos um livro rudimentar, composto por cinquenta capítulos e escrito por dez pessoas diferentes.

Entregue esse livro à um estudante de filologia, cujo objetivo, agora, é identificar quem escreveu e quantas pessoas estavam envolvidas na escrita do mesmo.

Para um olho atento, vários fatores iriam indicar que o livro não foi escrito por apenas uma pessoa. Primeiro, notar-se-ia que cada porção do livro – caps. 1-5, 6-10, etc – tem caligrafias diferentes. Depois, seria possível notar que cada porção tem uma precisão ortográfica diferente, uns mais bem escritos gramaticalmente do que outros. Seria, também, fácil notar que a forma de raciocinar difere de porção para porção, os caps. 11-15 tem um raciocínio muito diferente dos caps. 21-25. Outra coisa que seria notória era o vocabulário; alguns esbanjariam um maior repertório de palavras, enquanto outros seriam mais redundantes semanticamente.

Algo parecido ocorre com o livro de Gênesis. Eruditos desde o século XVIII têm observado inúmeras mudanças literárias dentro do primeiro livro da Bíblia. Tendo como base que os textos da antiguidade eram compilações de várias fontes, tendo em consideração as inúmeras diferenças literárias, esses estudiosos só poderiam chegar à uma única conclusão: O livro de Gênesis teve vários autores.


Existem inúmeras teorias muito bem elaboradas sobre as fontes usadas para se copilar o relato de Gênesis, teorias essas estabelecidas há séculos. Wellhausen, desde 1880, propôs como fontes para o livro de Gênesis, pelo menos quatro, como foi mencionado mais acima: Nós temos a fonte J (Javista), E (Eloísta) D (Deuteromista) e P (Sacerdotal) que, até hoje, tem sido a teoria mais plausível sobre a autoria do livro. (Ver também FRIEDMAN 1987; KNIGHT 1985). Alguns eruditos ainda acreditam que podemos acrescentar o Escritor das Promessas, que teria sido um escriba que acrescentava histórias sobre as inúmeras promessas divinas aos patriarcas, com o objetivo de sacralizar a história nacional de Israel. (SAND 2011; RENDTORFF 1977; BLUM 1984) Embora hoje haja várias teorias correlacionadas à de Wellhausen, todas, basicamente, giram em torno daquilo que mencionei no início do artigo: Os livros da antiguidade não eram fechados, sendo editados, revisados e acrescidos de conteúdo com o tempo. Lembre-se, naquele tempo não existiam direitos autorais!

Essas diferenças literárias que foram colocadas como J, E, D e P podem ser vistas em uma leitura atenta do texto hebraico original de Gênesis. No Caso da Javista, observamos que algumas porções isoladas de Gênesis chamam Deus apenas por YHWH, o nome pessoal de Deus. De uma hora para outra, Deus não mais é chamado de YHWH e sim por ELOHIM, como se fosse seu nome. Isso ocorre não porque em um belo dia Moisés decidiu parar de usar Yahweh e passou a usar Elohim, mas que durante o tempo em que os escribas colocaram todas as fontes em uma só, uniram vários autores, incluindo o que chamava a divindade de Yahweh e o que chamava sua divindade de Elohim.

Outro exemplo, em Gênesis 2:4 observamos uma expressão hebraica que é usada dez vezes no livro, תולדות (tôledôt), que significa “história”.

Nesta expressão, a palavra hebraica para “gerações” é tohledhóhth, melhor traduzida por “histórias” ou “origens”. Por exemplo, “gerações dos céus e da terra” dificilmente se enquadraria aqui, ao passo que “história dos céus e da terra” tem sentido. (Gên 2:4) Em harmonia com isso, a versão alemã Elberfelder, a francesa Crampon e a espanhola Bover-Cantera são versões que usam o termo “história”. Não há dúvida de que, assim como os homens estão hoje interessados num registro histórico exato, assim também estiveram desde o começo. (Biblioteca Bíblica)

A palavra traduzida como “gênesis” é toledoth no hebraico, que pode referir-se às fontes históricas de que Moisés dispunha. (SHEDD)

A expressão תולדות (tôledôt) indica que cada porção é parte de uma fonte literária distinta, que, posteriormente, foi colocada em conjunto com outras “histórias”, sendo editadas, formando o livro que hoje conhecemos por Gênesis. Um outro exemplo pode ser visto em Gênesis cap. 1. Neste, temos o relato bíblico do início da história, quando Yahweh criou o céu e a terra. Durante todo esse capítulo, observamos a sequência de eventos que descrevem a criação de Deus durante seis dias, sendo o sétimo Seu descanso. Não obstante, quando abrimos Gênesis cap. 2, notamos no versículo 4 em diante as palavras: “Esta é a história dos céus e da terra quando foram criados; quando Yahweh Deus o criou”, e dai em diante passa a repetir a história da criação, sendo que agora com uma ordem diferente e com detalhes diferentes. Isso aponta, sem dúvida alguma, para o fato de que Gênesis cap. 1 e cap. 2 se originam de duas fontes literárias distintas sobre a criação do universo. Esses relatos foram colocados juntos, editados por séculos e séculos, até chegar à nossas Bíblias modernas. Outra diferença é comentada por Russell Shedd (2007):

No Capítulo 2, o pensamento relativo à criação não é mais o que domina. No capítulo 1, o homem aparece como sendo a finalidade e a coroa da criação; no capítulo 2, ele aparece como dando início à história.

Ainda sobre as várias diferenças literárias de Gênesis, lemos o seguinte:

Os gêneros literários também são muitos, com a presença até mesmo de elementos literários mitológicos e lendários reinterpretados javisticamente: gêneros sapienciais, genealogias, oráculos de salvação, narrações históricas, pequenos poemas épicos, orações hínicas, bençãos, composições redacionais. (PACOMIO, 1993)


O fato de que a tradição judaico-cristã tenha atribuído à Moisés a escrita do livro de Gênesis nada prova em absoluto. Muitos sites e livros cristãos citam alguns versículos bíblicos do NT como prova de que os judeus sempre creram que Moisés fora seu escritor. Mas, será que a tradição judaica pode ser seguida cegamente? Interessante que, na versão mais nova da Enciclopédia Judaica, o verbete MOISÉS foi removido, pois hoje é quase consenso que essa figura bíblica nunca existiu (Ver notícia Moses Never Existed), pelo menos não como é descrito no Antigo Testamento.

Não vou esboçar aqui minha opinião sobre a existência de Moisés, até porque estou esperando ansiosamente o lançamento de um livro sobre a existência de Moisés apenas como mito, chamado Did Moses Exist? The Myth of the Israelite Lawgiver, de Acharya. Mas, adianto que, de forma simples e objetiva, acredito que algum personagem histórico da Mesopotâmia possa ter dado origem ao personagem que conhecemos como Moisés, mas decididamente não como se é apresentado na Bíblia.

Ora, a tradição judaica diz muitas coisas e não só por isso a aceitaremos como verdade única e absoluta. O fato de Moisés ser mencionado como o Legislador do Antigo Testamento, e seja citado no NT com a sua Lei Mosaica, não quer dizer que isso seja historicamente exato. Devemos deixar que o texto bíblico de Gênesis fale por si, afinal, essa é a própria lei exegética que seguem os fundamentalistas, embora nisso, estejam certos, de fato. Assim, além do livro de Gênesis em nada falar sobre Moisés ser seu escritor, ainda encontramos a grande possibilidade de sua inexistência, bem como as inúmeras diferenças literárias, o que mostra claramente que o texto contém a mente de várias fontes anteriores e não apenas de uma.


Dito de forma simples: Escribas durante o período do exílio em Babilônia (séc. VII a.C), quando começaram a escrever o Pentateuco, os primeiros cinco livros da Bíblia moderna. (BADEN, pp. 305–313) Esses escribas juntaram todas as fontes, de vários autores que foram passados de geração em geração, editaram e moldaram dentro de sua própria interpretação cosmogônica, criando o que hoje chamamos de livro de Gênesis. O fato de Gênesis possuir muitas semelhanças com Enuma Elish, demonstra não apenas a influência babilônica e sumeriana sobre a cosmovisão judaica, mas também sobre a composição de seus livros sagrados.

19/05/2016

UM SONHO PROFÉTICO


Prestem atenção no que vou relatar agora:

TRATA-SE DE UM SONHO QUE EU TIVE...

Na noite do dia 17 para o dia 18, eu tive um sonho diferente...
Vocês podem conferir minhas postagens ai, não sou de ficar postando presságios e nem de ficar postando sonhos ou revelações...
Sonhava eu  e no sonho eu me via em um lugar um pouco alto e deste lugar eu via muita gente espalhado num campo bem grande. Estas pessoas, a princípio usavam túnicas e roupas de ordem religiosa, depois ficavam nuas, devido ao que viria acontecer no sonho.
E repente vinha uma nuvem de carrapatos e percevejos,  e estes insetos agarravam-se àquelas pessoas, de forma que as pessoas chegavam a ficarem cobertas pelos insetos, que eram muitos que se agarravam nas pessoas que eu via e estas gritavam desesperadas e tentavam arrancar aqueles insetos de seus corpos. Tinha pessoas que chegavam a se esfolar para arrancar aqueles bichos de si.
Eu via tudo aquilo, estarrecido. Daí acordei e passei muitas horas pensativo e tive discernimento do sonho, e resolvi escrever aqui:
O campo onde as pessoas estavam representa o mundo físico.
As pessoas que estavam ali representam os religiosos, os que se dizem serem crentes mas não tem uma viva experiência com Deus; (as suas vestes tinham características de vestes religiosas): a sua espiritualidade é, na verdade, uma religiosidade vazia, morta, superficial.
Os percevejos e os carrapatos são duas legiões de demônios que vão atacar de forma feroz estas vidas.
Os percevejos representam legiões de demônios que trarão grande aflição no meio do povo, muita inquietação nas vidas, e através disto, muitas coisas acontecerão nestas vidas desesperadas, aflitas, que por não terem fé viva, estarão desnorteados, sem direção. São espíritos de loucura que estão para afligir o povo.
Os carrapatos representam, por sua vez, espíritos de doenças que atingirão muitos destes que não alcançam uma fé viva e eficaz na Palavra de Deus.
Tanto doenças crônicas como psicodélicas, doenças na alma e no espirito, que farão vitimas a muitos, trarão sofrimentos a muitos.
Tanto o carrapato quanto o percevejo são sugadores de sangue.
É o tempo dos "AIS DE JEOVÁ" chegando sobre os enganadores, sobre os que querem ser religiosos, sobre os fofoqueiros e  destruidores de vidas e fariseus da obra.
Aqueles que querem moralizar a vida dos outros, enquanto suas próprias vidas estão mergulhadas na hipocrisia e na avareza. Vidas que martirizam aqueles que querem estar junto de Deus...
Os caluniadores e jornaleiros do Satanás, que empesteiam a igreja com seus venenos de moralismos fingido e de falso padrão de santidade. Os juizes da igreja..
Estas pescadores de aquário, que ao invés de evangelizarem, querem denegrir a imagem dos pastores e líderes, a fim de ficarem com seus fiéis, que para eles não representam  almas mas representam fonte de renda.
Sim, estes que vivem na superficialidade da religião, não querem uma vida real com Deus.
É chegado o tempo de serem afligidos... como jamais foram ou viram...
Arrependam-se e busquem uma vida real com Deus.
Parem de perseguir os homens e mulheres de Deus....
Tenham Cuidado de vós mesmos...

NO SONHO, EU ESCUTAVA UMA VOZ DIZENDO QUE EU TINHA DE COMPARTILHAR ISTO EM TODAS AS REDES SOCIAIS POSSíVEIS...


08/03/2016

Jesus,sete mulheres, sete lições de vida.(HOMENAGEM ÀS MULHERES)


 A mulher Samaritana (João 4).
Essa personagem encontrou-se com Jesus em um momento difícil. Sua vida pessoal estava arrasada e ela não tinha mais perspectivas de um futuro melhor. A princípio, relutou em ouvir a palavra do mestre, tal a desconfiança que trazia em si de tudo e de todos. Mas ao final, ao perceber que estava recebendo de Deus uma nova chance de reconstruir o que estava destruído, ao ter um encontro com Deus verdadeiro, diferente do que sua religião lhe ensinava, não teve dúvidas em anunciar aos seus o milagre que havia acontecido em sua vida. E com isso levou muitos a Cristo (João 4:39).
Lição: Testemunho
 Maria Madalena.
Não resta dúvida. Os quatro Evangelhos são unânimes em mostrar que esta mulher, que um dia esteve possessa de sete demônios (Lucas 8:2), esteve sempre presente nos momentos cruciais. Enquanto os discípulos se escondiam com medo dos romanos e dos fariseus, Madalena não arredou o pé da presença do Senhor. Do Calvário até o fechamento do sepulcro, até à primeira visita, ao terceiro dia. Tanta dedicação lhe rendeu uma honra que não foi dada a nenhum homem: foi a primeira pessoa com quem o mestre falou após a ressurreição (Marcos 16:9). Um lugar que nem a eternidade poderá lhe tirar.
Lição: Gratidão
 Maria de Betânia (Lucas 10:38-42).
Ao contrário de sua irmã Marta, Maria de Betânia sabia o que era mais importante, o que deveria priorizar. Que todas as coisas da vida podem ficar em segundo plano quando o assunto é Cristo, que é, como diz o texto, a ‘boa parte’, uma parte que não nos é tirada. Veja que sua irmã tentou repreende-la, mas acabou ela sendo repreendida por Jesus. É o que acontece quando tentam nos tirar da presença de Deus. Ele intercede ao nosso favor para que o adoremos.
Lição: Dedicação
 A mulher Cananéia (Mateus 15:21-28)
Muita gente acha que Deus tem o dever e a obrigação de resolver seus problemas. E pensando dessa maneira acabam agindo muitas vezes de forma irresponsável, arrogante, como se o Senhor fosse seu servo e não o contrário. A mulher Cananéia descobriu que não há nada melhor para conseguir as coisas com Jesus do que um coração quebrantado (Salmos 51:17).
Lição: Humildade
 A mulher com o fluxo de sangue (Mateus, Marcos e Lucas).
Não havia mais nada a fazer a não ser esperar a morte. Todos os recursos haviam esgotado. Mas ela ouviu falar que ele estava passando por ali. E creu. Creu como nunca havia crido antes, a ponto de dizer que bastava tocar a orla de suas vestes. E então, a partir daí nada mais poderia segura-la. Ela foi em busca de vida. E encontrou.
Lição: Fé.
 A mulher com o vaso de alabastro (Mateus, Marcos e João).
Não há identificação sua na Escritura. Nem precisa. Em nenhum lugar do Evangelho podemos encontrar uma demonstração de adoração mais sincera. Amor, humilhação e gratidão representados por um vaso de alabastro quebrado. A certeza de estar entregando o que tinha de melhor nos deixa a pergunta: estamos fazendo o mesmo?
Lição: Adoração
 Maria.
Como uma jovem noiva judia, há dois mil anos atrás, poderia sair às ruas grávida de um filho que não fosse de seu marido, visto que a pena para isso era a morte por apedrejamento? Essa foi a proposta do anjo. Às vezes Deus trabalha de uma forma que não podemos compreender e a primeira reação nossa é dar para trás. Maria não pensou duas vezes e respondeu: “Eis aqui a serva do Senhor. Cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lucas 1:38).

30/01/2016

Os sete banhos de Naamã II Reis 5.1-19







-Introdução: O número sete na Bíblia traz o simbolismo de completo ou inteiro. Quando Eliseu mandou Naamã se banhar sete vezes certamente a mensagem seria que precisava de uma lavagem por inteiro. Ele desejava curar-se da lepra em seu corpo, mas Deus queria restaurar sua vida inteiramente.

O General Naamã andava com vestes finas. Provavelmente estaria fardado visto que levava cartas do rei e deveria se apresentar oficialmente (II Reis 5.6). O que ninguém sabia era que embaixo daquela suntuosidade toda havia o mau cheiro das feridas da lepra.
A princípio, o general Naamã não entendeu o propósito de Deus e depois quando aceitou obedecer, entregou-se por inteiro dispondo-se a servir ao Senhor. A cada mergulho na água, sua mente refletia e sua vida era lavada por Deus.

Você gostaria de ser lavado por Deus?

Vamos comparar os sete banhos que Naamã teve que passar com os momentos que passou, comparando com um processo de mudança em sua vida em sete etapas:



1º banho - RENÚNCIA"homem... de muito conceito... porém leproso" v.1

A vida de Naamã era muito ocupada, cheio de cerimônias e compromissos sociais. Todos o respeitavam por onde fosse. Era reconhecido por suas vitórias. Mas no fundo, debaixo daquele luxo todo haviam feridas dolorosas.

Para entrar na água Naamã teve que assumir sua condição de miséria e enfermidade. Abriu mão de sua pose para expor sua necessidade.

Muitas pessoas estão como Naamã, demonstrando-se bem exteriormente, mas cheios de feridas por dentro. Para ser curado é preciso primeiro renunciar a aparência externa e mostrar sua verdadeira condição de carência. Como um paciente que não tem vergonha de mostrar suas feridas para o médico para ser tratado.

Você está disposto a fazer renuncias para ser curado?

Mostre suas feridas para o Médico Jesus e ele te curará!

                              

2º banho - "assim e assim falou a jovem que é da terra de Israel" v.4

Havia uma menina na casa de Naamã que sabendo de sua necessidade, contou sobre as curas realizadas pelo profeta Eliseu. Naamã acreditou no testemunho da jovem escrava. Impressionante a disposição de um homem importante em acreditar no assunto de uma pessoa inferior.

Provavelmente já teria procurado os melhores recursos da medicina e nada havia surtido efeito. Como não teria nada a perder, resolveu dar crédito ao que ouviu. Contou tudo para seu rei, não escondeu sua fé. O trabalho que teve em sair de sua terra em busca da cura foi um ato de fé naquela palavra que ouviu.

A palavra de Deus garante que "a fé vem pelo ouvir" (Romanos 10.17). Por isso devemos dar crédito às palavras de esperança que ouvimos. Não podemos julgar de onde vem, mas receber como Palavra de Deus. Existem pessoas que estão precisando de um milagre, mas não acreditam quando ouvem que Deus curou alguém. Ou não estão dispostas como Naamã em assumir publicamente sua fé.

Você está disposto a assumir sua fé?

Se ouvir uma palavra de bênção, receba como Palavras de Deus para sua vida!

 

3º banho - DEDICAÇÃO"levou consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez vestes festivais"v.5

Ao sair de sua terra, não quis ir de mãos vazias. Já tinha gastado muito tentando alcançar uma cura, mas estaria disposto a dar tudo para ser restaurado.

Naamã não queria apenas receber, mas estava disposto a doar o que tivesse como atitude de gratidão. Preparou uma oferta especial de gratidão a Deus pelo milagre que receberia. Se os médicos puderam receber pagamento sem sucesso, muito mais poderia ofertar ao Senhor.

Jesus ordenou aos discípulos ministrar cura e libertação com a condição "de graça recebestes, de graça dai" (Mateus 10.8). Mesmo assim nada impede que façamos ofertas voluntárias ao Senhor em gratidão pelas bênçãos recebidas (II Coríntios 9.7). Não podemos ser ingratos como pessoas que só querem receber e não estão dispostas a dedicar o seu melhor ao Senhor.

Você estaria disposto a dedicar o seu melhor?

Seja grato ao Senhor pelas bênçãos que receber!

 

4º banho - OBEDIÊNCIA"vai, lava-te sete vezes no Jordão e a tua carne será restaurada e ficarás limpo" v.10

Enquanto Naamã não se banhou as sete vezes que foi requerido não recebeu a cura completa. Ele contava: um, dois, três ... e olhando para sua pele. Quatro, cinco, seis... e vendo as feridas no corpo. Mas quando se levantou do sétimo banho, sua pele foi totalmente restaurada.

Não adiantaria fazer uma parte do que foi pedido. Precisava cumprir totalmente a ordem para receber o milagre completo. Ele tomou um banho de obediência.

Naamã estava acostumado a dar ordens para seus subordinados. Como general, não recebia muitas ordens a não ser de seu rei. Ele sabia que ao obedecer estaria reconhecendo o profeta com seu superior. Com este ato precisou aprender a obedecer. Sua obediência seria indispensável para receber o milagre que desejava.

Para receber a bênção do Senhor, precisamos aprender a obedecer. Obediência não é fazer o que quer e sim o que lhe é ordenado sem questionar. Também não pode ser parcial, precisa ser completa.

Você está disposto a tomar um banho de obediência?

Obedeça à vontade de Deus completamente e sem questionar!

 

5º banho - HUMILDADE"pensava eu que ele sairia a ter comigo... não são porventura... rios de Damasco melhores que todas as águas de Israel?" v.11,12

Imagine um homem muito rico, despindo sua capa e chapéu, retirando distintivos e joias. Diante de várias pessoas inferiores a ele, desceu às águas e ficou todo molhado. Talvez nem tivesse coragem de encarar as pessoas que o observavam. Foi assim que tomou um banho de humildade.

Naamã aprendeu que de nada adiantava todo aquele aparato. Nada resolvia sua maior necessidade. Precisou reconhecer sua carência para se igualar com as outras pessoas que eram inferiores a ele.

Várias situações da vida servem para nos ensinar a serem mais humildades. Problemas e dificuldades, bem como relacionamentos difíceis, podem ser ferramentas úteis para quebrar o orgulho. Humildade tem a ver com aceitar humilhação. Onde há arrogância não há espaço para receber o milagre de Deus.

Você está disposto a tomar um banho de humildade?

Deixe Deus lavar todo orgulho de vida!

                              

6º banho - COMPROMISSO"reconheço que em toda terra não há Deus, senão em Israel ... peço-te uma carga de terra de dois mulos; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício ao outros deuses" v.15 e 17

Naamã assumiu publicamente sua fé no Deus de Israel. Pediu uma carga de terra para ter simbolicamente um lugar da terra santa para buscar ao Senhor. Além disso, prometeu abandonar os outros deuses de sua nação.

Para um general seria muito grave deixar de servir aos deuses de seu rei para aderir a uma nova fé. Mas diante do milagre que recebeu nada seria difícil. Em gratidão por sua cura, resolveu dedicar sua vida ao Senhor. Também quis ofertar presentes ao profeta, mas Eliseu não quis aceitar (v.16).

O que não falta hoje é pessoas querendo receber bênçãos. Raramente há pessoas dispostas a assumir compromisso. Estão tão acostumadas a usar descartáveis e a consumir serviços, que isso se assimila em sua espiritualidade. O compromisso com Deus deve ser o resultado de uma experiência milagrosa. Se Jesus doou sua vida por nós, o melhor que temos a lhe oferecer é entregar nossas vidas a Ele.

Você já fez um compromisso com Deus!

Comprometa-se com o Senhor e sirva-o de coração!

 

7º banho – PERDÃO e PAZ"... perdoe o Senhor ao teu servo. Eliseu lhe disse: Vai em paz!"v.18,19

Quando Naamã ia embora se lembrou de algo que o preocupou. Sempre que acompanhava seu rei para o templo do seu deus teria que se abaixar para ajudar o rei levantar. Não queria deixar mal entendido de que estaria com isso adorando ao ídolo.

Um detalhe pequeno para uma pessoa tão acostumada a rituais e cerimônias. Mas agora sabia que não poderia servir a dois senhores (Mateus 6.24). O general que se indignou com o detalhe de se banhar sete vezes no rio Jordão (v. 12) agora é um homem submisso e interessado em servir a Deus até nas mínimas coisas.

A resposta do profeta Eliseu foi "Vai em paz!" (v.19). E foi isso que aconteceu com Naamã. Sua alma foi cheia de paz. O homem ferido e sofredor volta para sua casa com olhos brilhantes de alegria. Não sentia mais as feridas no corpo. Seria aceito pelas pessoas. Poderia abraçar seus familiares. E principalmente serviria a um Deus verdadeiro.

A Palavra de Deus promete que "o que confessa e deixa alcança misericórdia" (Provérbios 28.13). Pecado precisa ser confessado. Quem esconde algo não fica em paz e sim confuso. Uma pequena contradição faz muita diferença. Por isso é preciso sempre pedir perdão mesmo que seja algo simples.

Você tem facilidade de pedir perdão?

Peça perdão e receba a paz que precisa!

Deixe Deus lavar sua vida!

-CONCLUSÃO"então desceu e mergulhou no Jordão sete vezes, consoante a palavra do homem de Deus e a sua carne se tornou como a carne de uma criança e ficou limpo" v.14

Não somente a pele de Naamã foi limpa, sua alma também foi lavada. Ele se tornou um novo homem. Cada um dos sete banhos foram necessários para purificar a vida de Naamã de dentro para fora. Enquanto se banhava, meditava. Este processo foi a forma que Deus quis usar para curar Naamã.

Deus poderia ter curado imediatamente, porém preferiu fazer aos poucos para que sua vida fosse purificada. O mesmo acontece conosco quando Deus quer realizar um milagre e não estamos preparados. Por isso não devemos ser relutantes em obedecer.

Você já foi lavado por Deus?

Deixe o Senhor purificar totalmente seu viver!

29/01/2016

OS SETE ESPIRITOS DE DEUS



​Isaías 11.2

-Introdução: A expressão 'sete Espíritos de Deus', chama atenção ao ler o Apocalipse, pois só existe um Espírito do único Deus e como então seriam sete? O propósito deste termo é se referir à presença plena do Espírito Santo nos últimos dias (Joel 2.28-30).
palavra "sete" em Hebraico é a mesma para jurar ou garantir1 trazendo também o sentido de estar cheio ou completo2. No Apocalipse, o número 7 demonstra que está perto de ser concluída a vontade de Deus para a humanidade. Por isso traz uma sequência de números sete: 7 igrejas > 7 selos > 7 trombetas > 7 taças.
SETE ESPÍRITOS DE DEUS significa manifestação completa e perfeita do Espírito Santo.
O que significa os sete Espíritos de Deus?
Vamos refletir sobre a manifestação plena do Espírito Santo no Apocalipse estudando a expressão 'sete Espíritos de Deus':1- Sobre quem o Espírito vai se manifestar:
Os primeiros dois textos que trazem a expressão 'sete Espíritos de Deus' mostram sobre quem, ou quais pessoas receberão esta manifestação completa do Espírito Santo:
a)   IGREJASApocalipse 1.4 "João, às sete igrejas que se encontram na Ásia, graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era e que há de vir, da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono".
As sete igrejas da Ásia para as quais o apóstolo João escreveu cartas, estavam representadas por sete candeeiros onde se acendiam as lâmpadas. No Antigo Testamento havia o candelabro que devia permanecer aceso no tabernáculo diante de Deus (Êxodo 27.20) e agora a luz de Jesus deve brilhar através de sua igreja (Mateus 5.14), pois "os sete candeeiros são as sete igrejas" (Apocalipse 1.20).
                              
b)   PASTORESApocalipse 3.1 "Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem ossete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto".
O apóstolo João também viu Jesus glorificado segurando em sua "mão direita sete estrelas"(Apocalipse 1.16) e o significado é que "as sete estrelas são os anjos das sete igrejas" (Apocalipse 1.20). A palavra anjo tem o sentido de mensageiro3 e por isso é usada para representar os pastores das igrejas. João precisava usar este tipo de linguagem figurada para preservar a imagem dos pastores diante da grande perseguição que viviam.

INTERPRETAÇÃO:
A visão dos sete candeeiros e das sete estrelas representando as sete igrejas e os sete pastores, relacionados com a expressão 'os Sete Espíritos de Deus' significa que o Espírito Santo vai se manifestar de maneira plena sobre as igrejas e os pastores nos últimos dias trazendo um grande avivamento (Marcos 13.10). O número sete para as igrejas e pastores indica um aperfeiçoamento sobre o povo de Deus e seus líderes que suportarão as perseguições dos últimos dias (Marcos 13.11-13).
O Espírito quer se manifestar sobre as igrejas e os pastores!

2- Como o Espírito vai se manifestar:
Os dois outros textos que citam a expressão 'sete Espíritos de Deus' revelam a forma de sua manifestação, além do propósito da manifestação plena do Espírito Santo nos últimos dias:
c)    FOGOApocalipse 4.5 "Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus".
O apóstolo João viu diante do trono de Deus, sete tochas de fogo que disse representarem os sete Espíritos de Deus. O trono de Deus representa o lugar de sua justiça (Salmos 45.6). Jesus virá como juiz para julgar e fazer justiça sobre o seu trono (Hebreus 1.8). As tochas de fogo são símbolo do temor a Deus (Gênesis 15.17,18).

d)   PODERApocalipse 5.6 "Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra".
Ainda diante do trono de Deus estava um cordeiro com sete chifres e sete olhos que o apóstolo identifica como sinais dos sete Espíritos de Deus na vida de Jesus. Os chifres são símbolos de poder sempre representados sobre animais que têm grande força (Zacarias 1.21). Quanto mais chifres e maiores, maior seu poder (Daniel 8.6,7). Os olhos indicam a visão completa sobre todas as coisas. Após ser morto, o Cordeiro de Jesus assumiu pleno conhecimento e poder, como Jesus disse: "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra" (Mateus 28.18).

INTERPRETAÇÃO:
Os sete Espíritos de Deus representados por sete tochas diante do trono de Deus, sete olhos e sete chifres no cordeiro, mostram que para receber a plenitude do Espírito Santo é necessário estar diante do trono do Cordeiro. Primeiro é preciso passar pelo fogo "porque o nosso Deus é fogo consumidor" (Hebreus 12.29). Somente através do Cordeiro que sabe todas as coisas [onisciência] e pode todas as coisas [onipotência] é que podemos receber a presença plena do Espírito Santo. Quem não tem Jesus não tem o seu Espírito (I Coríntios 12.3).
O Espírito Santo se manifesta diante do trono do Cordeiro!

Receba a plenitude do Espírito!
-CONCLUSÃOIsaías 11.2 "Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR"
A profecia de Isaías se cumpriu sobre Jesus (Lucas 4.18), pois se referia especificamente ao Messias (Isaías 11.1). Esta mesma intensidade é prometida para os últimos dias quando "acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne" (Joel 2.8). A plenitude do Espírito Santo irá revestir sua Igreja para capacitar a obra missionária, proporcionando o retorno do Senhor (Marcos 13.10).
A lista deste texto traz sete características do Espírito Santo:
1.    "Espírito do SENHOR" - Senhor é Adonai, dono ou proprietário. Quem tem o Espírito Santo precisa reconhecer o senhorio de Jesus (Lucas 2.11).
2.    "Espírito de sabedoria" – ser sábio é uma capacidade do Espírito Santo para enfrentar as dificuldades nos últimos tempos.
3.    "de entendimento" – os escolhidos não serão enganados pelo inimigo porque terão discernimento de Deus (Marcos 13.22).
4.    "Espírito de conselho" – o Espírito Santo é Consolador para aqueles que precisam de ajuda (João 14.26).
5.    "de fortaleza" – o Espírito Santo dará uma força espiritual para ajudar os servos de Deus a vencer as tribulações (Apocalipse 7.14).
6.    "Espírito de conhecimento" – conhecer a Deus é o propósito do Espírito Santo sobre os crentes.
7.    "de temor do SENHOR" – é preciso temer a Deus em respeito à sua autoridade (Eclesiastes 12.13).
Os sete Espíritos de Deus é a plenitude do Espírito Santo que será derramada sobre os pastores e as igrejas que perseverarem diante das tribulações dos últimos dias. Também sobre todos os crentes fiéis que vivem uma vida diante do trono de Deus e receberam Jesus como Cordeiro de Deus.
Os sete Espíritos de Deus é a plenitude do Espírito Santo. Jesus está voltando e antes precisa preparar sua Igreja revestindo-a com seu Espírito de uma maneira especial e completa.
Seja um cristão espiritual!

28/12/2015

OBSTÁCULOS AO DESENVOLVIMENTO PESSOAL NA VIDA CRISTÃ

OBSTÁCULO 1: FALTA DE CONHECER O PLANO DE DEUS PARA A TUA VIDA.

"Eu não sei para onde estou caminhando na minha vida."


OBSTÁCULO 2: NÃO SABER REMIR/ADMINISTRAR  O TEMPO.

"Eu simplesmente não tenho tempo."

 

OBSTÁCULO 3: NÃO TER FÉ E SE JULGAR INCAPAZ

"Eu não tenho, eu não posso, eu não consigo.".

 

OBSTÁCULO 4: SER INCRÉDULO

"Eu sou igual a Tomé...".

OBSTÁCULO 5: ACHAR QUE O SEU TEMPO JÁ PASSOU, QUE JÁ É TARDE.

"Sou demasiado velho para isto."

 

OBSTÁCULO 6: CUIDAR DOS OUTROS E ESQUECER DE CUIDAR DE TI MESMO.

Eu tenho outras pessoas para cuidar, Fulano precisa de mim agora...

Ame o teu próximo COMO A TI MESMO" 

 

OBSTÁCULO 7:NÃO TER TEMPO PARA MAIS NADA A NÃO SER PARA VIVER PARA SI MESMO.

Ageu 19 " deixaram a casa de Deus de lado e se preocuparam somente com a sua própria casa.

 

OBSTÁCULO 8: VIVER DE PASSADO

Eu era isto, eu era aquilo, eu fazia aquilo...

OBSTÁCULO 9: SE CULPAR POR TUDO, SE FAZENDOD E COITADINHO.

"Eu sou uma desgraça, eu sou inutil.".


OBSTÁCULO 10: SER PREGUIÇOSO.

"Estou tão cansado... depois eu vou...".

OBSTÁCULO 11: SER MEDROSO

Eu tenho medo.

OBSTÁCULO 12: SER INGRATO

"Se hoje eu tenho isto, é porque EU TRABALHEI E CONSEGUI!".

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♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ E VOLTE SEMPRE! ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

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