Para a glória de Deus!

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18/01/2014

O PERSONAGEM MISTERIOSO

 
 Em Daniel 10.4-21 lemos:
           E, no dia vinte e quatro do primeiro mês, eu estava à borda do grande rio Hidequel; E levantei os meus olhos, e olhei, e vi um homem vestido de linho, e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz: E o seu corpo era como turquesa, e o seu rosto parecia um relâmpago, e os seus olhos como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés como côr de bronze açacalado; e a voz das suas palavras como a voz de uma multidão. E só eu, Daniel, vi aquela visão; os homens que estavam comigo não a viram: não obstante, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram, escondendo-se. Fiquei, pois, eu só, e vi esta grande visão, e não ficou força em mim: e transmudou-se em mim a minha formosura em desmaio, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo a voz das suas palavras, eu caí com o meu rosto em terra, profundamente adormecido. E eis que uma mão me tocou, e fez que me movesse sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. E me disse: Daniel, homem mui desejado, está atento às palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; porque eis que te sou enviado. E, falando ele comigo esta palavra, eu estava tremendo. Então me disse: Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. Mas o príncipe do reino da Pérsia se pôs defronte de mim, vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. Agora vim para fazer-te entender o que há-de acontecer ao teu povo nos derradeiros dias; porque a visão é ainda para muitos dias. E, falando ele comigo estas palavras, abaixei o meu rosto, e emudeci. E eis que uma como semelhança dos filhos dos homens me tocou os lábios: então abri a minha boca, e falei, e disse àquele que estava diante de mim: Senhor meu, por causa da visão sobrevieram-me dores, e não me ficou força alguma. Como pode, pois, o servo deste meu Senhor falar com aquele meu Senhor? porque, quanto a mim, desde agora não resta força em mim, e não ficou em mim fôlego. E uma como semelhança de um homem me tocou outra vez, e me confortou. E disse: Não temas, homem mui desejado, paz seja contigo; anima-te, sim, anima-te. E, falando ele comigo, esforcei-me, e disse: Fala, meu Senhor, porque me confortaste. E disse: Sabes por que eu vim a ti? Eu tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia. Mas eu te declararei o que está escrito na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe.
           A mensagem trazida por esse personagem celestial (caps. 11 e 12) trata da guerra entre o Pérsia e Grécia, vencida por esta última. Trata ainda da Guerra entre o rei do sul (Síria) e o rei do norte (Egito), como também dos últimos tempos.
           Sem dúvida, é uma mensagem muito importante, vez que chega até nossos dias.
           Talvez por isso, o mensageiro celestial não é o anjo Gabriel, como no capítulo 9, quando foi trazida a mensagem das 70 semanas. Na verdade, entendo que este personagem não é um anjo comum.
           Basta comparar com Apocalipse 1.12-18:
E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; E, no meio dos sete castiçais, um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de um vestido comprido, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. E a sua cabeça e cabelos eram brancos, como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas; E ele tinha na sua dextra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece. E eu, quando o vi, caí aos seus pés, como morto; e ele pôs sobre mim a sua mão direita dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Ámem. E tenho as chaves da morte e do inferno.
     Vemos nesses dois trechos muitas semelhanças:
cinto de ouro na altura do peito (Dn. 10.5; Ap. 1.13)
olhos como chama de fogo (Dn. 10.6; Ap. 1.14)
pés como latão reluzente (Dn. 10.6; Ap. 1.15)
rosto brilhante (Dn. 10.5; Ap. 1.16)
vestido de linho (Dn. 10.5; Ap. 1.13)
voz como de muitas águas (Dn. 10.5; Ap. 1.15).
           Interessante que nesses dois encontros celestiais, os profetas caíram prostrados diante do personagem celestial, e somente após serem tocados por ele é que readquiriram forças para falarem e se moverem. No caso de Daniel, ele pRecisou ser tocado três vezes, tamanho o desfalecimento que ficou !
           Daí concluo que o personagem celestial era o mesmo: Jesus Cristo. No caso da aparição de Daniel, era uma teofania, uma aparição de Cristo pré-encarnado.
           Vale destacar ainda que, no caso da aparição a Daniel, Cristo pré-encarnado relata que não veio antes por oposição maligna (“o príncipe do reino da Pérsia se pôs defronte de mim, vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia”). Parece estranho a ideia da Segunda pessoa da Trindade ser detido 21 dias por hostes celestiais das trevas, a ponto de precisar da ajuda do arcanjo Miguel para chegar até Daniel. A resposta a essa interessante colocação nos mostra como conhecemos pouco da dinâmica celestial.

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