Para a glória de Deus!

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17/05/2013

AUTORIDADE NA FAMÍLIA

1- FORMAS DE EXERCÍCIO DO PODER NO LAR

Especialistas tem constatado a existência de várias formas familiares com respeito ao exercício do poder:

1.1- Anarquia doméstica – ocorre em famílias que não há nenhuma autoridade reconhecida. Cada pessoa faz o que bem entende e ninguém lidera ninguém.

1.2- Ditadura doméstica – ocorre nas famílias em que um dos seus membros atribui a si o direito de exercer domínio sobre os demais e governa com mão-de-ferro impondo, implacavelmente, sua vontade sobre os demais. Existe a ditadura do pai, da mãe, de um dos filhos, do sogro, e muito freqüentemente, da sogra.

1.3- Guerra civil doméstica – ocorre nas famílias em que mais de uma pessoa deseja exercer domínio absoluto, havendo como conseqüência, uma luta pelo poder. Em algumas famílias isto significa a luta do marido contra a mulher para impor sua vontade sobre os filhos.

1.4- Pseudodemocracia –ocorre quando os filhos pretendem ter os mesmos direitos dos pais nas tomadas de decisões, sem terem condições de partilhar das responsabilidades e problemas decorrentes destas decisões.

1.5- Liderança do marido e partilha do poder por consenso – essas formas citadas anteriormente são amplamente aberrantes e inadequadas para os objetivos do crescimento familiar. Um padrão de funcionamento familiar ótimo é aquele em que o pai aceita a responsabilidade última pela família, exerce autoridade decorrente desta responsabilidade e onde os cônjuges compartilham do poder por consenso. É um modelo assim que encontramos na Bíblia e que vamos discutir em seguida.

2- A ORIGEM DA AUTORIDADE DO MARIDO

O marido é a cabeça da mulher” – Efésios 5.22

“Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou”- Gênesis 1.27

Estamos bem conscientes de que as diferenças sexuais entre homem e mulher são decorrentes do propósito de Deus na criação. A sexualidade imprime nas pessoas diferenças físicas, psíquicas e comportamentais. Homem e mulher possuem corpos, mente e comportamentos diferenciados. Uma dessas diferenças está no fato de Deus ter dado ao homem o domínio sobre a mulher. Isto deve ser bastante evidente no casamento.

Dr. John R. W. Stott apresenta para a autoridade do marido no lar, duas outras justificativas além das acima citadas. A primeira é histórica – através dos séculos, as sociedades mais significativas têm praticado um governo patriarcal (governo do pai). O matriarcado (governo da mãe) ocorreu apenas em algumas poucas sociedades mal sucedidas. O governo da mãe não é o melhor para a humanidade, pode trazer graves distorções no comportamento das pessoas (imaturidade, insegurança e distúrbio na sexualidade dos filhos). A segunda, é uma justificativa biológica, decorrente da constatação de que a tendência do homem ao domínio tem origem genética e se manifesta por mecanismos neuro-endócrinos. É este fator biológico que determina diferenças básicas entre a masculinidade e a feminilidade e imprime à masculinidade, uma tendência para o domínio1. A autoridade do marido no seio da família mostra a coerência não apenas em relação à Palavra de Deus, mas também em relação à História e à Biologia.

3- O SIGNIFICADO DO EXERCÍCIO DA AUTORIDADE PELO MARIDO

Em Efésios 5.23 Paulo declara: “porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo Ele próprio o salvador do corpo”. Esta declaração atribui a autoridade ao marido em relação a esposa. Mas como o marido pode exercer essa autoridade?

3.1 – O marido exerce autoridade liderando o lar

Temos que distinguir entre a autoridade a liderança. Autoridade é um “status” que se atribui a alguém num determinado contexto social. Na família, a liderança é uma ação do marido através da qual ele exerce influência sobre a mulher por meio da comunicação, com o fim de alcançar um certo objetivo. Suponhamos que uma esposa esteja muito deprimida. O marido poderá, por meio de comunicação própria, ajudá-la a vencer a sua depressão. Neste caso, um objetivo foi alcançado: o marido está exercendo liderança sobre a esposa.

Ao liderar, o marido não estará exercendo uma ação qualquer, mas uma ação consciente. Se um homem influencia a esposa ou os filhos sem ter consciência disso, ele não estará liderando, e sim sendo autoritário.

O marido também não lidera quando faz uso da força. Obrigar alguém a fazer algo não é liderar. O verdadeiro líder não usa a coerção, mas induz mudanças nas pessoas por meio da mensagem própria, como Cristo modifica as pessoas por meio de sua palavra.

É preciso ressaltar que a liderança é exercida através de uma certa interação. Por meio da liderança, o marido modifica a esposa e a esposa modifica o marido. Paulo propõe uma liderança mútua ao dizer: “sejam obedientes uns aos outros, pelo respeito que têm a Cristo” Ef 5.21 (BLH).

3.2 – O marido exerce autoridade protegendo a esposa

“O marido é a cabeça da mulher como Cristo é a cabeça da igreja, sendo Ele próprio o salvador do corpo” Ef 5.23

A autoridade de Cristo significa que a vida e a saúde dependem dele. Ele é o salvador do corpo. Cristo não é o destruidor da igreja, mas o seu salvador, o seu protetor. Da mesma forma, o marido não deve usar de sua autoridade para maltratar a esposa, mas sim para protegê-la. O Apóstolo Pedro recomenda: “Igualmente vós, maridos, vivei com ela com entendimento, dando honra à mulher como o vaso mais frágil” I Pe 3.7. ‘Vaso mais frágil’ significa: preciosidade e fragilidade, necessitando muita proteção.

3.3 – O marido exerce autoridade ajudando a esposa a crescer

Nos dias do Apóstolo Paulo, a condição da mulher era a pior possível. Dr. William Barclay assim expressa: “Os judeus tinham um baixo conceito das mulheres. Na forma judia de oração matutina, havia uma frase na qual o judeu, a cada manhã, agradecia a Deus por não tê-lo feito um pagão, um escravo ou uma mulher...” Segundo a lei judaica, uma mulher não era uma pessoa, mas uma coisa. Carecia totalmente de direitos legais, era propriedade absoluta do marido, que poderia dispor dela a seu bel prazer2.

Nas culturas grega e romana, a mulher era, de igual modo, totalmente desprovida de qualquer dignidade. Dr. Stott cita Charles Seltman: “No império romano, a jovem era completamente sujeita ao pai; a esposa, completamente sujeita ao marido. Era escrava dele. Tinha incapacidade legal idêntica à escravidão, sendo sua posição descrita como sendo ‘imbelicitas’, de onde se deriva a palavra que temos!3.

No entanto, o Apóstolo Paulo traz novidades: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” Ef 5.25. Ele descreve a condição da mulher como sendo submissa ao marido, mas é interessante observar que, a contrapartida da submissão não é o domínio. O Apóstolo diz às mulheres para serem submissas aos seus maridos mas não diz aos maridos para dominarem suas esposas. Pelo contrário, ele diz: “Vós, maridos, amai as vossas mulheres”. A contrapartida da submissão é o amor. A função da autoridade de Cristo diante da igreja se descreve como: “santificá-la”, “purificá-la”, “torná-la gloriosa”. O propósito da autoridade de Cristo diante da igreja é, pois, torná-la cada vez melhor, fazê-la crescer cada vez mais e a ser mais e mais feliz. Lamentavelmente há maridos, mesmo cristãos, que usam a sua autoridade para espezinhar a esposa, maltratá-la, reprimi-la, muitas vezes cruelmente, e torná-la cada vez mais infeliz. O marido cristão com autoridade favorecerá o crescimento de sua esposa como pessoa, procurará conhecer quais são suas reais necessidades e se esforçará para supri-la com dedicação e amor.

4- O SIGNIFICADO DA SUBMISSÃO DA MULHER

“Mas, assim como a igreja está sujeita em Cristo, assim também as

mulheres o sejam sujeitas em tudo a seus maridos” Ef 5.24.

O texto declara o fato da submissão da esposa. O que isto significa?

4.1 – Submissão significa reconhecer o “status” de líder do marido

A submissão da mulher em relação ao marido é semelhante à submissão da igreja a Cristo. Não se trata de uma postura servil de obediência irrefletida, ou de anulação de personalidade, mas a aceitação do marido como o seu líder. Este reconhecimento do marido como líder é importante como forma de encorajamento, a fim de que o mesmo se sinta motivado a desempenhar árduas tarefas: proteção da família e provisão das necessidades dos seus membros. A submissão não é um mecanismo para desvalorizar a mulher, mas par valorizar o marido.

4.2 – Submissão significa aceitar o cuidado e proteção do marido

A mulher é, normalmente, mais frágil em relação ao marido (I Pe 3.7). Ela é mais sujeita à depressão e à angústia. Isso se dá em decorrência de sua natureza biológica; tem a ver como o seu ciclo menstrual. Sendo assim, ela precisa de mais compreensão, cuidado e proteção. A submissão significa que a mulher se dispõe a receber proteção e cuidado do marido da mesma forma como a igreja submissa aceita a proteção do seu líder que é Cristo. Se a autoridade do marido se expressa no exercício do amor, a submissão da mulher significa disposição para receber este amor.

4.3 – Submissão significa entregar-se ao marido na experiência sexual

Em Gênesis 3.16b o Senhor diz à mulher: “O teu desejo será par o teu marido e ele te dominará”. É interessante notar que esta passagem coloca a questão do domínio do marido na esfera do desejo. A mulher deseja o marido e, por isso, ela se submete a ele; ele a domina. A análise da vida conjugal mostra que o bem estar sexual do casal está relacionado à dinâmica do exercício do poder. Mulheres muito poderosas frente a seus maridos, tendem a ser menos femininas, da mesma forma, maridos frágeis diante da esposa tendem a ser menos masculinos. Isto significa que, a presença do poder na esposa compromete a sua adequação sexual. A mulher poderosa pode tornar impotente o marido. Uma mulher que não se submete a seu marido tem dificuldade de se entregar a ele na relação sexual. Se a mulher não confia no marido, não o respeita e não o valoriza, não poderá desfrutar de uma vida sexual satisfatória. Compreendida desta forma, a submissão não prejudica a esposa, mas, pelo contrário, a beneficia4.

4.4 – Submissão significa, também, respeitar o marido

“A mulher reverencie a seu marido” ou “cada esposa deve respeitar o seu marido”.

Uma das maiores distorções da relação conjugal é o desrespeito da mulher pelo marido (também do marido pela mulher). O desrespeito é mais grave à medida em que é praticado na presença dos filhos. Já ouvi esposas dizerem a seus maridos coisas como: “deixe de ser moleque”, “você não é homem” ou “você é um infeliz com esse salário miserável que ganha”. Nenhuma esposa ajudará seu marido a melhorar, a se desenvolver, adotando para com ele atitudes de desrespeito. A mulher cristã demonstrará submissão respeitando e reverenciando o marido e, é claro, o marido deverá se esforçar para merecer este respeito da esposa.

5 - A LIDERANÇA DA MULHER

Se, como vimos, liderança ocorre quando uma pessoa influencia outra por meio da comunicação para alcançar determinado objetivo, a mulher também exerce liderança no lar. Ela tem um certo poder de decisão (leia novamente Efésios 5.21). A mulher pode exercer este poder para produzir mudanças positivas no marido e nos filhos.

Especialistas em tratamento de famílias afirmam que o marido e a mulher devem partilhar do poder, por consenso. Isto é, em certas questões é melhor que seja acatada a opinião do marido e, em outras, pode ser melhor prevalecer a da esposa. O marido é a autoridade do lar. Ele detém a responsabilidade e autoridade finais. Ele é o líder, mas não é infalível. Muitas esposas tem salvo suas famílias de graves ameaças através de um parecer inteligente sobre determinadas questões.

A mulher exercerá autoridade sobre os filhos, mas não fará isto como se opondo ao marido. A mãe deve exercer autoridade sobre os filhos em nome do pai e não em seu próprio nome.

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