Para a glória de Deus!

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09/11/2013

JUDAS - O TRAIDOR

(Extraído de um site português)

Texto da lição: João 12:4-6; Mateus 26:21-22, 25, 47-49; 27:3-5

Leitura devocional: Examinai-vos a vós mesmos – 2 Coríntios 13:5 

Texto áureo: “Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis.” (2 Pedro 1:10) 

INTRODUÇÃO: Há crentes que defendem de forma categórica a sua permanente fidelidade ao Senhor. Não há nada de errado em tal sentimento, mas se ele for baseado unicamente numa resolução humana pode tornar-se perigoso. Os sentimentos podem enganar. A Bíblia adverte: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9). O apóstolo Paulo também nos aconselha: “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia” (1 Coríntios 10:12). Na verdade, não há força humana que, por si só, seja adequada para enfrentar as pressões do pecado.
Judas, à semelhança da maior parte das pessoas que decidem seguir a Cristo, também devia estar convencido de que iria revelar-se um excepcional discípulo de Jesus. Na verdade, não deixa de ser surpreendente que a conduta de Judas nunca tenha dado motivo para que os outros apóstolos suspeitassem que ele iria trair o Mestre. Mas, como sabemos, foi o que ele fez. 

I – PERIGOS DE LIDAR COM O DINHEIRO (12:4-6)

Houve pormenores na vida de Judas que revelam estar ele mais preocupado com os seus próprios interesses do que em seguir a Jesus. Quando alguém ungiu Jesus com um unguento precioso, Judas logo viu nisso mais um desperdício do que um acto de amor, argumentando: “Por que não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?” (v. 5). A Bíblia, porém, mostra que o seu verdadeiro interesse não eram os pobres, mas o dinheiro.
Nesse momento, Jesus repreendeu a atitude de Judas, dizendo: “Os pobres sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes” (v. 8). Na verdade, a mulher que ungiu Jesus praticou esse gesto nobre motivada pela fé e pelo amor, enquanto que, em Judas, pulsava um coração egoísta, interesseiro e hipócrita. 
Embora o Senhor Jesus já tivesse reconhecido que Judas era um traidor (João 6:70-71), continuou a dedicar-lhe a mesma atenção que dedicava aos outros apóstolos. Judas terá tido a preocupação de mostrar capacidade para lidar com dinheiro, levando, desse modo, os outros a elegê-lo como tesoureiro. Pode ter sido escolhido pelo grupo ou pelo próprio Senhor Jesus, não sabemos. De qualquer forma, ele assumiu esse cargo com a aprovação de Jesus. Depositando nele tamanha responsabilidade, o Senhor estava a mostrar um nível de confiança que poderia ter ajudado Judas a lidar com o seu espírito avarento e traiçoeiro. 
Muitas pessoas têm crescido espiritualmente porque alguém confiou nelas e lhes mostrou como eram importantes e necessárias para o reino de Deus. Mas Judas rejeitou todas as oportunidades, preferindo seguir o caminho que levaria à sua própria destruição. 
Lidando com dinheiro, Judas viu-se confrontado com a tentação. Mesmo que tenha começado por seguir o Mestre como qualquer outro discípulo, ele procurou tirar partido do cargo que ocupava, e o seu apego ao dinheiro levou-o a tornar-se um traidor.

II – UM COMPORTAMENTO CULPADO (26:21-22, 25) 

A hora da traição aproximava-se e Judas continuava a fingir. No momento em que ele se sentou com Jesus durante a celebração da Páscoa, apenas algumas horas antes da traição, o assunto devia estar ocupando de forma intensa o seu pensamento. Apesar do plano satânico, Judas conseguiu manter uma atitude de inocência hipócrita até ao fim, a ponto de perguntar a Jesus, juntamente com os demais apóstolos, se era a ele que o Senhor se referia quando disse: “O que põe comigo a mão no prato, esse me há de trair.” Tal frieza de coração indica que os cerca de três anos passados na presença de Jesus de nada lhe valeram. Para Judas, seguir a Jesus foi apenas uma forma subtil de encobrir a maldade que mantinha latente no seu coração. 
A cena dramática acontecida no Cenáculo parece ter separado Judas e Jesus do resto do grupo. Pelas palavras que trocaram, cada um deles entendeu o que se estava passando, e Judas saiu antes da celebração da Ceia. Se assim não fosse, é muito provável que não saísse vivo daquele lugar.
Conhecendo o que se estava passando, Jesus podia ter destruído Judas, mas continuou a lidar com ele com a mesma brandura e atitude de amor. Na breve conversa entre os dois, foi como se Jesus lhe estivesse dizendo: “Pensa bem no que vais fazer.”
Na celebração da última Páscoa, Judas até ficou sentado numa posição de algum favoritismo em relação aos outros apóstolos, pois estava tão perto de Jesus que ambos conseguiam pôr ao mesmo tempo a mão no prato. Nesse breve momento, os olhos dele tiveram de cruzar-se com o olhar de Jesus. Apesar do amor que o Mestre demonstrava para com ele, Judas não desistiu do seu plano e, de forma consciente, fria, premeditada, decidiu levar a efeito o seu ignominioso projecto. 

III – MOTIVOS PARA A TRAIÇÃO

É impossível saber o que se terá passado na mente e no coração de Judas. A constatação essencial é esta: ele nunca aceitou Cristo na dimensão de seu Salvador pessoal. Judas parecia ter a visão de um “Zelote”, vendo em Jesus não mais do que o líder revolucionário capaz de libertar Israel da dominação romana. Jesus veio para estabelecer um reino que não é deste mundo (Jo 18:36), e Judas revelou que não tinha qualquer interesse em tal projecto messiânico. A sua prioridade era, de facto, política e não espiritual. 

IV – O BEIJO DA TRAIÇÃO (26:47-49; 27:3-5) 

À medida que o momento da traição se aproximava, Judas combinou, com os que viriam prender Jesus, um plano em que ele identificaria com um beijo quem era o Mestre. O sentido da palavra grega traduzida por “beijou” (v. 49) é o de alguém que expressa uma profunda amizade e grande carinho. Na nossa cultura, teria correspondido, hoje, a um bem apertado e prolongado abraço.
O beijo de Judas, porém, não expressou nem um pouquinho de afecto. Tratou-se de um mero “sinal” que permitiu aos inimigos de Jesus “abraçar” o Mestre, sim, não com afecto, mas para, definitivamente, O prenderem. 
Depois de beijar Jesus, Judas desapareceu na noite. Não acompanhou a multidão para assistir ao julgamento. A sua separação do Senhor foi completa e final. 
Mais tarde, quando soube que Jesus tinha sido condenado à morte, Judas sofreu um grande choque emocional. Pouco a pouco, a sua consciência foi possuída por um enorme remorso. Lamentou o resultado da sua acção hedionda, mas nunca se arrependeu. Ainda tentou remediar o seu gesto traidor com a devolução do dinheiro, mas era tarde demais. Amargurado, decidiu enforcar-se. 
Basicamente, o problema de Judas foi reduzir a Pessoa de Jesus a um mero líder político. Sempre se recusou a aceitar Cristo como seu Salvador e Senhor. O drama deste homem lembra-nos a importância de termos um conceito correcto acerca de Jesus. Na verdade, Ele é o Filho de Deus que morreu na cruz do Calvário para pagar o preço total devido pelos nossos pecados e, agora, “em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Actos 4:12). 

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