Para a glória de Deus!

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30/11/2013

BIBLIOLOGIA - A DOUTRINA DAS SAGRADAS ESCRITURAS

I.        A NECESSIDADE DAS ESCRITURAS

1. Para revelar um pouco mais de Deus.


O homem precisa de uma revelação. E isto é justamente o que Deus tem feito. Ele quer que o homem o conheça; eis aí a razão Dele se revelar. Certamente, nunca poderíamos conhecer a Deus se Ele não tivesse se revelado a nós. A ampla revelação de Deus encontrada: na NATUREZA (Sl 8:1-3; 19:1-6; Is 40:12-14,26; At 14:15-17); na HISTÓRIA (Sl 78:1-7; At 17:26, 27) e na CONSCIÊNCIA (Rm 1:19, 20; 2:14-16). Apesar da revelação geral de Deus na natureza, na história e na consciência, o mundo gentio voltou-se para a idolatria, a mitologia e para o politeísmo, Por isso uma revelação mais plena se fazia grandemente necessária.

2. Para dar aos homens um agrupamento das revelações de Deus por escrito.

É de se esperar da parte de Deus uma incorporação das revelações que foram dadas, ara fornecer uma fonte confiável da verdade. As Sagradas Escrituras registram o conhecimento de Deus e o Seu relacionamento com as criaturas. O cristão tem a Bíblia como, a única fonte suprema e infalível, ela é a sua única regra de fé e prática (Rm 15:4). A Bíblia é a revelação escrita de Deus ao homem. As revelações não escritas de Deus não oferecem respostas reais à questão da condição caída do homem (Êx 17:14; 24:12; 31:18; 32:15, 16; Dt 10:4; 31:9).

3. Por causa da condição humana.

O homem não é apenas um pecador debaixo da condenação eterna, inclinando-se para longe de Deus, ignorante a respeito dos propósitos e dos métodos de salvação de Deus. Incapaz de retomar para o Senhor Deus por suas próprias forças. O ser humano encontra-se em uma condição desesperadora, da qual ele apenas parcialmente tem consciência, e não sabe se pode ser salvo dessa condição e nem, se isso for possível, como fazê-lo. O homem precisa de instrução infalível a respeito de seu mais importante problema na vida: sua eternidade. A revelação por escrito se tornou necessária devido à queda do homem. Dessa maneira a Bíblia é o principal meio do homem natural vir a conhecer a Deus e sua vontade para com a humanidade. Ela foi escrita, segundo a presciência de Deus, para revelar ao homem caído o plano da salvação. O Senhor Deus é Onisciente: Ele conhece tudo sobre a necessidade do homem. Ele é santo, não podendo desculpar o pecado e aceitar a comunhão com o homem enquanto ele estiver nessa condição. Como Ele é amoroso e bondoso, pode escolher e pôr em funcionamento um plano de salvação. E como Ele é Onipotente, pode revelar a Si próprio e também dar por escrito as revelações a Seu respeito que forem necessárias para trazer salvação a todos (Sl 53:1-3; 130: 1-8; Is 64:6-8; Jo 20:29-31; Rm 3:9-23).

II.     A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS


1. A definição de inspiração.

A palavra inspiração designa a influência controladora que Deus exerceu sobre os escritores das Sagradas Escrituras. O Espírito Santo habilitou-lhes a receber e registrar a mensagem divina com absoluta exatidão. "Inspiração é a operação; a assistência do Espírito Santo sobre os escritores sagrados, a fim de evitar que cometessem erros, na ocasião em que escreveram o que haviam recebido por intermédio da operação sobrenatural" (O Cristão). Inspiração é "aquele inexplicável poder que o Espírito divino estendeu antigamente aos autores das Sagradas Escrituras, para que fossem dirigidos mesmo no emprego das palavras que usaram e para preservá-los de qualquer engano ou omissão" (L. Gaussen). Inspiração é essencialmente "orientação divina", isto é, o Espírito Santo supervisionou a seleção dos autores e dos seus escritos. Temos na Bíblia, portanto, a Palavra de Deus verdadeiramente inspirada pelo Espírito Santo (2ª Tm 3:14-17; 2ª Pe 1:19-21).

2. Provas da inspiração da Bíblia.

A Bíblia é superior a todos os outros livros religiosos em seu conteúdo. Ela estabelece os mais altos padrões éticos; exige a mais absoluta obediência; denuncia todo tipo de pecado; mas informa o pecador sobre como ele pode se acertar com Deus, preservá-la em face de perseguição e a oposição da chamada ciência. As Sagradas Escrituras têm produzido resultados práticos; tem influenciado várias gerações, transformando vidas, trazendo luz, inspiração e conforto a bilhões que a leem e sua obra ainda continuará. Dentre outras provas da inspiração da Bíblia, vamos ainda referir as seguintes:

A) O Senhor Jesus aprovou a veracidade e autoridade da Bíblia: lendo-a (Lc 4:16-20); ensinando-a (Lc 24:27); chamando-a de a Palavra de Deus (Mc 7:13); interpretando-a (Lc 24:44).

B) Nosso Senhor deu sua opinião a respeito da inspiração da Bíblia. Ele disse que "a Escritura não pode ser anulada" (Jo 10:35-ARC). Ele também disse que não veio para "destruir a lei ou os profetas" (Mt 5:17-ARC); o Senhor estava se referindo a todo o Antigo Testamento.

C) Jesus aprova a inspiração da Bíblia ao decretar: "Em verdade vos digo que até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido” Mt 5:18-AEC.

D) Os discípulos também aprovaram a Bíblia (Lc 3:4-2; 2ª Tm 3:16; Hb 1:1; 2ª Pe 1:21; 3:2; At 1:16; 3:18).

3. O que as escrituras dizem acerca da sua inspiração.

As Escrituras se dizem inspiradas. Um exame delas revelará esta grande verdade. A Bíblia afirma ser a inspirada Palavra de Deus. Os escritores do Velho Testamento tinham plena convicção de que escreviam aquilo que Deus lhes ordenava (Êx 34:27; Is 8:1; Jr 30:2; Ez 24: 1-2; Dn 12:4; Hc 2:2). Os profetas tinham certeza absoluta de que eram mensageiros do Senhor Deus, por isso, eles sempre usavam os termos: "E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:" (Ez 6:1); "Assim diz o Senhor" (Is 66:1); "Assim me disse o Senhor" (Jr 13:1); "E veio a palavra do Senhor a" (Jn 1:1-ARC). A Bíblia registra mais de 3.800 destas confirmações proféticas. Os escritores do Novo Testamento usam com freqüência muitos termos como estes: "não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina" (I Co 2:13-ARC); "como, em verdade, é a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós" (I Ts 2:13-ARA); "nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus" (At 20:27-ARC) e "as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor" (1ª Co 14:37-ARC).

III.  A CANONICIDADE DAS SAGRADAS ESCRITURAS

1. A canonicidade dos livros do Antigo Testamento.


O termo cânone vem da palavra grega Kanon, que significa "vara reta de medir", isto é, aquilo que serve de norma, regra, padrão. Referindo-se à Bíblia, significa aqueles livros que foram medidos, foram aprovados como tendo sido inspirados por Deus e aceitos por sua autoridade e autenticidade divina. As Sagradas Escrituras como cânone sagrado é a nossa norma, regra ou padrão de fé e prática. Os livros do Velho Testamento são canônicos por vários motivos: um desses motivos é que eles são inspirados por Deus (Jr 1:12); e, em segundo lugar, o Senhor Jesus colocou sobre eles o selo de sua autoridade (Jo 5:39, 45-47; Lc 24:27, 44-45; Mt 5:17-18). A Igreja investigou a autoridade dos escritores de cada livro da Bíblia para considerá-los canônicos, isto é, sagrados. O cânone do Velho Testamento compreende trinta e nove livros, que são os que temos hoje. Os livros do Velho Testamento foram colecionados e selecionados por Esdras e os membros da grande sinagoga, como afirmam os historiadores judeus: Flávio Josefo (37-100 d.C.), David Kimchi (1160-1232 d.C.) e Elias Levita (1465-1549 d.C.). Os escritores do Novo Testamento atestam como canônicos os livros do Velho Testamento, fazendo centenas de citações do Velho no Novo como sendo oráculos divinos. São mais ou menos 190 referências ao Pentateuco, 101 aos Salmos, 104 ao profeta Isaías e umas 30 aos profetas menores. No ano 90 d.C., em Jâmnia, perto de Jafa na Palestina, os rabinos, reunidos numa assembléia, sob a presidência de Johanan Ben Zakai, reconheceram e sancionaram o cânone do Velho Testamento. Porém, o trabalho deles foi apenas o de reafirmar a canonicidade do Antigo Testamento que já era aceito por todos os judeus muitos séculos antes desta data.

2. A canonicidade dos livros do Novo Testamento.

A formação do cânone do Novo Testamento levou quase cem anos para ser concluído.  É notável o fato de não ter havido a interferência da autoridade da igreja na constituição do cânone do Novo Testamento; este se formou sozinho. Esta não interferência de autoridade constitui numa posição valiosa de evidência quanto à genuinidade destes livros. Existe quatro princípios gerais que ajudaram a determinar que livros deveriam ser aceitos como canônicos ou não, pois naquela época surgiram muitos livros apócrifos do Novo Testamento, exatamente como aconteceu nos tempos do encerramento do cânone do Antigo Testamento; estes livros nunca foram aceitos pelos judeus, nem por nosso Senhor Jesus como parte das Sagradas Escrituras. Estes princípios ou provas usadas para determinar a canonicidade dos livros do Novo Testamento são os seguintes:

A) Prova Apostólica. Se o livro foi escrito por um apóstolo ou se o autor tinha um relacionamento muito grande com um apóstolo, de modo que o seu livro viesse a ser autenticado pela autoridade apostólica. O evangelista Marcos foi respaldado pelo apóstolo Pedro; o doutor e evangelista Lucas pelo apóstolo Paulo.

B) Prova Da Espiritualidade. Se o livro tinha alguma evidência interna de seu caráter único e se o seu conteúdo era de natureza espiritual, trazendo ajuda e edificação para as necessidades espirituais do ser humano; ou, se trazia a revelação divina.

C) Prova Da Universalidade. Se o livro era recebido universalmente nas igrejas locais, pois houve entre elas total unanimidade quanto à certeza de que estes livros que compõe o Novo Testamento podiam ser contados como livros sagrados, isto é, canônicos.

D) Prova Da Inspiração. Se o livro era lido e estudado em todas as igrejas e se o mesmo, realmente, apresentava evidências de ter sido inspirado por Deus. A prova final foi a da inspiração; tudo tinha que cair diante deste teste. No final do quarto século da nossa era, todos os vinte e sete livros do Novo Testamento atual haviam sido reconhecidos por todas as igrejas do ocidente. Depois do Concílio Damasino de Roma (382 AD.) e do Concílio de Cartago (397 AD.), a questão do cânone foi concluída no ocidente. 

HARMONIA E UNIDADE DA BÍBLIA

I. PARTICULARIDADES DA HARMONIA E UNIDADE DA BÍBLIA

A existência das Sagradas Escrituras até os dias atuais constitui-se num milagre ímpar. Jamais aconteceu, em outro lugar deste mundo e em situações tão contrárias, se reunirem tantos e diferentes escritos contendo lei, história, poesia, profecia, biografia e ética, em um único livro. Apesar de quarenta homens haver levado cerca de dezesseis séculos para produzir os sessenta e seis livros que compõe a Bíblia, ela é, na realidade, um livro único e harmonioso. Ela apresenta um ponto de vista doutrinário, um único e infalível plano de salvação, um padrão moral, um programa das eras e uma visão do mundo.

A) Os Escritores. Os escritores da Bíblia foram homens escolhidos por Deus e eram homens de praticamente todas as atividades da vida humana daquela época, motivo da diversidade de estilos encontrados nela. Moisés foi príncipe e legislador, "educado em toda a ciência dos egípcios, e era poderoso em palavras e obras" (At 7:22-ARA). Josué foi um grande comandante. Davi e Salomão foram reis e poetas. Isaías foi profeta e estadista. Daniel foi ministro de estado. Pedro, Tiago e João foram pescadores. Amós foi agricultor e cuidava do gado. Jeremias e Zacarias eram profetas e sacerdotes. Mateus, funcionário público. Lucas, historiador e médico. Paulo, teólogo e erudito, e assim por diante. Apesar de toda essa diversidade de formação e ocupação dos escritores, quando se examina os seus escritos, nota-se que eles se harmonizam e se completam, formando um só e não muitos livros.

B) As Condições. As circunstâncias em que os escritores da Bíblia se encontravam quando escreveram os seus livros, foram as mais variadas. Veja o exemplo: Moisés escrevia seus livros nas paragens do deserto durante a peregrinação; Davi escreveu até mesmo quando perseguido e também nas verdes campinas; Salomão, na calma da paz e no conforto palaciano. Josué escreveu no meio das batalhas de conquista de Canaã; Paulo e Jeremias, nas escuras e sombrias prisões; João, no exílio em Patmos, por causa do testemunho de Cristo. A despeito de tantas e diferentes condições, em que os livros da Bíblia foram escritos, ela apresenta um só corpo de doutrinas, um só discurso de amor, um só raciocínio, um só assunto. A Bíblia apresenta harmonia e unidade de Gênesis ao Apocalipse.

II. O MOTIVO DA HARMONIA E UNIDADE DA BÍBLIA

Se a Bíblia fosse uma obra produzida somente pelo esforço humano, evidentemente sua composição seria muito confusa e incompreensível. Façamos a seguinte hipótese: que quarenta dos melhores escritores da atualidade, providos de alguns meios necessários, fossem isolados uns dos outros e em situações totalmente diferentes, com a missão de escreverem partes de uma obra, e, no final, fossem reunidas todas as obras escritas, nunca teríamos um conjunto harmônico e uniforme. Imagine isto acontecendo nas épocas em que as Sagradas Escrituras foram escritas. A desordem seria enorme. Num tempo em que os meios de comunicação em nada se pareciam com os de hoje. Não resta nenhuma dúvida de que a Bíblia é o resultado da operação de Deus na vida dos seus escritores. A unidade e harmonia da Bíblia são uma prova incontestável da origem divina dela (Sl 19:7-8).

III. O TEMA CENTRAL DA BÍBLIA CRISTO


Cristo é o tema central da Bíblia, pois, Ele mesmo disse: "Examinais as Escrituras, porque pensais ter nelas a vida eterna. São estas mesmas Escrituras que testificam de mim" (Jo 5:39-AEC). O Antigo Testamento prepara o caminho para a Sua vinda e o prediz através de tipos e em profecias. Na Bíblia temos a lista dos ascendentes de Cristo Jesus, o Messias. Jesus haveria de ser a semente da mulher, do povo de Sem, da genealogia de Abraão, da procedência de Isaque e Jacó, da tribo de Judá e da família de Davi (At 3:18; 10:43; Ap 22:16). Há nas Sagradas Escrituras o registro de acontecimentos futuros relacionados à pessoa de Cristo e ao seu ministério terreno. Desde a sua encarnação até a sua segunda vinda, tudo foi profetizado antecipadamente, de Gênesis ao Apocalipse. O Antigo Testamento trata da preparação do nascimento de Cristo. Os Evangelhos tratam de sua encarnação e vida terrena. As Epístolas fazem a explicação da Doutrina de Cristo. O livro do Apocalipse faz a narração da consumação de todas as profecias, através de Jesus Cristo.

A CREDIBILIDADE DAS ESCRITURAS

I. A CREDIBILIDADE DOS LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO

A credibilidade dos livros do Antigo Testamento é comprovada por três grandes fatos:

A) O Testemunho De Como Cristo Recebeu O Antigo Testamento. O Senhor Jesus aceitou como digno de crédito um grande número de ensinamentos do Antigo Testamento, como por exemplo: A criação do Universo por Deus (Mc 13:19); a criação direta do ser humano (Mt 19:4-5); a personalidade e o caráter maligno de Satanás (Jo 8:44); a destruição do mundo pelo dilúvio nos dias de Noé (Lc 17:26-27); o livramento de Ló e a destruição de Sodoma e Gomorra (Lc 17:28-30); a revelação de Deus a Moisés na sarça ardente (Mc 12:26); a experiência de Jonas no ventre do grande peixe (Mt 12:3940). O testemunho de Jesus Cristo é incontestavelmente verdadeiro.

B) O Testemunho Proveniente Da História. A História fornece muitas provas da exatidão das narrações bíblicas da vida no Egito, Assíria, Babilônia, e outros. Um grande número dos governantes destes países são mencionados pelo próprio nome na Bíblia, e nenhum deles é apresentado de maneira a contradizer o que, a seu respeito, é conhecido na História. Nem Belsazar (Dn 5:1), nem Dario, o Medo (Dn 5:31), são mais considerados como personagens fictícios.

C) O Testemunho Oriundo Da Arqueologia. A arqueologia também fornece muitas confirmações dos relatos contidos nas Sagradas Escrituras. Uma tábua foi encontrada na Babilônia, com um relato do dilúvio, tão parecido com o relato bíblico, "que dizem ser dois relatos do mesmo acontecimento". A guerra dos reis (Gn 14) não pode mais ser colocada em dúvida, porque as inscrições no Vale do Eufrates "mostram, incontestavelmente que os quatros reis mencionados na Bíblia como tendo participado deste evento não são ‘invenções’, mas sim personagens históricos reais", Anrafel é identificado como o Hamurabi, cujo código de leis foi recentemente descoberto por De Morgan em Susa. A arqueologia também confirma o fato de Israel ter vivido no Egito; que o povo foi escravo naquela terra; e que ele finalmente saiu daquele país. A data bíblica para o êxodo foi confirmada recentemente pelas pesquisas de John Garstang, ele data o êxodo como em 1.447 a.C. As tábuas Tell al-Amarna revelam uma completa desunião entre as cidades-estados, cada uma vivia por conta própria; exatamente como está relatado no livro de Josué. Existe um grande número de testemunhos da arqueologia nos dias de hoje, provando que a Bíblia é digna de crédito.

II. A CREDIBILIDADE DOS LIVROS DO NOVO TESTAMENTO

A credibilidade dos livros do Novo Testamento é comprovada por quatro grandes fatos:

A) Os Livros Do Novo Testamento São Harmoniosos. Os Evangelhos Sinóticos não se contradizem, mas completam um ao outro. Os detalhes no Evangelho de João se encaixam harmoniosamente com os três primeiros. O livro de Atos dá os antecedentes históricos para as Epístolas de Paulo. As Epístolas Pastorais estão todas de acordo umas com as outras. Hebreus e as Epístolas Gerais, bem como o Apocalipse, podem, sem forçar o texto, ser encaixados no primeiro século. Também doutrinariamente os livros do Novo Testamento estãoem harmonia. Os vinte e sete livros do Novo Testamento apresentam um panorama harmonioso de Cristo Jesus e de sua obra. Isto pesa em favor da credibilidade dos livros do Novo Testamento.

B) Os Livros Do Novo Testamento Estão De Acordo Com A História. O Novo Testamento traz inúmeras referências à História Contemporânea, tais como o recenseamento quando Quirino era governador da Síria (Lc 2:2), a história de Herodes, o Grande (Mt 2:16-18), que mandou matar os meninos de Belém, de dois anos para baixo e também matou sua mulher e três de seus filhos; de Herodes Antipas, filho de Herodes, o Grande. Foi esse tirano que degolou João Batista, apedido de Salomé, filha de Herodias, mulher de seu irmão Felipe (Mt 14:1-12); de Herodes Agripa I, neto de Herodes Magno, este matou Tiago, irmão de João à espada e morreu comido de vermes (At 12: 1:2-23); de Herodes Agripa II, filho de Herodes Agripa I, julgou o apóstolo Paulo, assistiu do lado dos romanos a tomada de Jerusalém pelo General Tito no ano 70 d.C. Este foi o último dos Herodes (At 25:13-27; 26:1-32); de Gállio – Junius Annaeus Gállio, procônsu1 romano da Acaia e irmão do filósofo Lucius Annaeus Sêneca (At 18:12-17) etc. Em época alguma, alguém conseguiu mostrar que o relato bíblico tem alguma contradição com a História.

C) Os Livros Do Novo Testamento Foram Escritos Por Testemunhas Competentes. Os escritores do Novo Testamento tinham as qualificações para dar testemunho e ensinar a verdade divina. Mateus, Pedro e João foram apóstolos de Cristo (Lc 6:12-16), e foram testemunhas oculares e auriculares de seus ensinos e milagres (At 4:20). Marcos, de acordo com o historiador Papias, foi o intérprete do apóstolo Pedro, escreveu com fiel exatidão os relatos de Pedro. Lucas, o médico amado (Cl 4:14), foi o companheiro de Paulo e tinha muitos contatos pessoais com os apóstolos e outras testemunhas da história cristã. .Juntando tudo isto com a sua cultura grega, o seu preparo intelectual e sua comunhão com homens como Marcos, (que também escreveu um Evangelho), capacitou-se a escrever um Evangelho agradável, completo e digno de crédito. Paulo foi chamado e nomeado por Cristo e diz que recebeu o Evangelho diretamente de Cristo (Gl 1:11-17). Judas e Tiago eram irmãos do Senhor Jesus. As mensagens destes dois escritores chegam aos nossos dias com esse antecedente (Gl 1:l9; Jd l; Mt 13:55). Todos os escritores do Novo Testamento receberam o revestimento e a inspiração do Espírito Santo, tornando-se assim homens qualificados por Deus. Seus escritos, isto é, o Novo Testamento é totalmente digno de crédito.

D) Os Livros Do Novo Testamento Foram Escritos Por Homens Honestos.A ilimitada preocupação com a verdade, o conceito moral de seus escritos e as circunstâncias de seus registros indicam que os escritores do Novo Testamento eram homens honestos. Outro fato que demonstra a honestidade deles, é que o testemunho que aqueles crentes deram, pondo em perigo todas as vantagens materiais, assim como suas posições sociais e até mesmo as suas próprias vidas (Mt 4:18-22; Cl 4:14).

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