Para a glória de Deus!

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14/12/2013

O PERFEITO LOUVOR

“Veio, pois, e tomou o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono; e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos, e entoavam novo cântico (…)” (Apocalipse 5:7-8).
O louvor é uma oferta espiritual que os filhos fazem para DEUS. Louvar a DEUS significa muito mais que agradecer por alguma bênção alcançada, mas adorá-LO por aquilo que ELE representa em nossas vidas. Não há, portanto, vida cristã sem adoração.
Nem sempre o louvor chega até DEUS em forma de cântico, quando estamos grandemente regozijados. Dizem os sábios que o verdadeiro louvor sai de nossa boca em forma de oração, a partir de um coração contrito e angustiado, uma alma ferida e um espírito quebrantado. Assim, poderemos afirmar que os salmos, antes de constituírem o Livro dos Cânticos, pertencente à Harpa judaica, são o livro de quem orou, se humilhou, clamou a DEUS por um consolo e solução: “Tornaste o meu pranto em regozijo, tiraste o meu cilício, e me cingiste de alegria; para que a minha alma te cante louvores, e não se cale. Senhor, Deus meu, eu te louvarei para sempre” (Salmos 30:11-12); “Senhor, a ti clamo, dá-te pressa em me acudir; inclina os ouvidos à minha voz, quando te invoco. Suba à tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer das minhas mãos como oferenda vespertina” (Salmos 141:1-2). A palavra oração em hebraico significa “tephiláh”, que quer dizer um louvor cantado. Esse louvor, tanto no livro dos Salmos, como no do Apocalipse, aparece comparado a um incenso que, no Antigo Testamento, eram especiarias aromáticas, queimadas pelos sacerdotes no lugar santo. Dessa forma, aprendemos que o incenso, segundo a Palavra de DEUS, aponta hoje para a oração e o louvor: “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hebreus 13:15).
A oração, que sai de nossa boca em palavras, transforma-se em louvor em forma de incenso suave. Assim, entendemos que DEUS não ouve a nossa oração, mas aspira, cheira, recebe; entra pelas suas narinas como um aroma agradável. O livro do Êxodo nos revela algumas características essenciais para quem deseja construir o perfeito louvor, como um incenso que é absorvido por DEUS: “Disse mais o Senhor a Moisés: toma substâncias odoríferas, estoraque, ônica e gálbano; estes arômatas com incenso puro, cada um de igual peso; e disto farás incenso, perfume segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo” (30:34-35)
A primeira característica de um perfeito louvor é que ele tem que ser “segundo a arte do seu perfumista”, ou seja, ser um louvor resultante de uma vida de testemunho. Muitas vezes estamos com a nossa vida totalmente tortuosa diante de DEUS e queremos, através da oração, que o PAI receba as nossas palavras: “Porque o Senhor disse: pois que este povo se aproxima de mim e, com a boca e com os lábios, me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor para comigo consiste apenas em mandamentos de homens, em que foi instruído” (Isaías 29:13). Vida no altar, temente a DEUS, é requisito principal para que a oração seja transformada em um incenso de aroma suave, absorvido pelo nosso DEUS. Observe o que escreveu Paulo sobre a importância de termos uma vida como um testemunho vivo da operação de DEUS em nós: “Porque nós somos para Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem” (2 Coríntios 2:15). Uma vida cristã reta, íntegra, é sempre temperada com sal. A palavra temperada representa uma vida equilibrada (nem insossa nem salgada), mas uma vida que dá sabor aos perdidos. Observe o que JESUS afirmou sobre os seus discípulos: “Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens” (Mateus 5:13). O apóstolo Paulo também nos advertiu acerca dessa característica cristã: “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Colossenses 4:6). Afinal, ninguém se satisfaria em comer um alimento insosso ou com muito sal. A medida certa do sal dá o sabor ideal à comida, tornando-a saborosa.
Mas um cristão também precisa ser puro e santo. A palavra pureza denota sem malícia, enquanto o termo santo significado separado. Um coração puro, sem malícia, só encontraremos nas crianças. Por isso, precisamos ser como as crianças, se quisermos entrar no reino de DEUS: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus” (Mateus 18:3); “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o Reino dos céus” (Mateus 19:14); “Nunca lestes que pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?” (Mateus 21:16). Primeiramente, tornarmos como crianças, puras, sem maldade nem malícia. Segundo, seremos santos, separados das coisas do mundo: “como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Efésios 1:4); “mas como é santo aquele que nos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pedro 1:15). A síntese dessa primeira característica para obtermos um perfeito louvor a DEUS está em uma vida de testemunho, que só é adquirida quando mantemos o equilíbrio, a pureza no coração e a santidade de nossas ações.
A segunda grande característica mostra que o perfeito louvor está impregnado de três especiarias: estoraque, ônica e gálbano. O estoraque é um pó das gotas de uma resina endurecida e fragrante encontrada nas árvores dos montes de Gileade. Esse aroma exala das árvores sem que precise cortá-las, ou seja, as árvores o liberam espontaneamente. Trazendo isso para uma vida de oração, significa que DEUS recebe todo o louvor que seja espontâneo, natural, das entranhas da nossa alma, sem barganha nem interesses inescrupulosos. DEUS ama quem O adora por aquilo que ELE é, e não apenas por aquilo que ELE dá. É o louvor sincero, verdadeiro: “Mas a hora vem e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4:23-24). DEUS quer ser adorado antes de qualquer manifestação de bênção material: “Dentro de mim derramo a minha alma ao lembrar-me de como eu ia com a multidão, guiando-a em procissão à casa de Deus, com brados de júbilo e louvor, uma multidão que festejava” (Salmos 42:4); “Louvai ao Senhor! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder! Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza! Louvai-o ao som de trombeta; louvai-o com saltério e com harpa! Louvai-o com adufe e com danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flauta! Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes! Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor!” (Salmos 150:1-6). Quando for orar, seja espontâneo com DEUS. Adore-O pelo que ELE é.
A segunda especiaria é a ônica, um pó extraído da cobertura de um molusco, encontrado na profundidade do Mar Vermelho. É um louvor que sai das profundezas, que dilata a alma e a leva para cantar: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?” (Salmos 42:1-2). Precisamos orar-louvar a DEUS do mais profundo do nosso ser, rasgar, se possível, todo o nosso coração, fazer o SENHOR sentir e ouvir o nosso bramido.
A última especiaria que deve estar presente em nosso louvor é o gálbano. É uma erva encontrada no Mar Mediterrâneo, extraída das folhas de um arbusto da Síria. Para se obter esse aroma, é preciso pisar e moer bastante as folhas até destilar um óleo. Esse é o momento em que a nossa oração é resultado de nossas angústias. Quando somos moídos pelas circunstâncias adversas e nem temos mais razões para cantar, sai de nossa alma uma oração sincera, espontânea, carregada de palavras de dor e até mesmo de certo desespero. A oração de um coração contrito, de uma alma angustiada, de um espírito quebrantado, resulta em um perfeito louvor, carregado de um incenso suave, que logo alcança as narinas de DEUS. Davi, cercado pelo exército de Saul, cantou assim ao Senhor: “A ti, Senhor, elevo a minha alma. Deus meu, em ti confio; não seja eu envergonhado, nem exultem sobre mim os meus inimigos. Com efeito, dos que em ti esperam, ninguém será envergonhado; envergonhados serão os que, sem causa, procedem traiçoeiramente” (Salmos 25:1-3). Paulo e Silas, após serem açoitados a noite inteira e depois serem conduzidos à prisão, com os pés amarrados no tronco, ainda assim, cantaram ao Senhor: “Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam” (Atos 16:25). Paulo, preso em Roma, escreveu a Carta aos Filipenses, intitulada “Epístola da Alegria”, porque não cessava de louvar a DEUS ante a todas as adversidades que enfrentava: Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós, fazendo sempre com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações, pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora. Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-las até o Dia de Cristo Jesus. (…) Alegrai-vos sempre no Senhor, outra vez vos digo: alegrai-vos” (Filipenses 1:3-6 e 4:4).
Precisamos ter uma alma pronta para agradecer e adorar o Santo Nome do SENHOR, mesmo quando as circunstâncias estiverem contrárias. A oração de Habacuque tem que florescer de nossa alma e ecoar de nossa boca como um incenso agradável: “Oração do profeta Habacuque sob a forma de canto: (…) Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça” (Habacuque 3:1;17-19).
E a adoração de Jó? Satanás aposta com DEUS que Jó não O adoraria na prova. Então DEUS, conhecendo o coração do Seu servo, autoriza que satanás o toque. Em um só dia, o homem mais rico do Oriente viu destruídas as suas sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de boi e as quinhentas jumentas. Em um só dia também, satanás ceifou a vida dos 10 filhos de Jó. Dez caixões enfileirados na sala de sua casa. Dez caixões com os filhos que Jó tanto amava. “Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça e lançou-se em terra e adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1:20-21). O gálbano de Jó foi moído. Mas o diabo queria cessar de vez a sua oração e fez um novo desafio a DEUS. O SENHOR permitiu-lhe tocar na saúde do seu servo. Uma chaga maligna foi lançada em sua pele, da cabeça à planta dos pés. O diabo tocou no maior órgão do corpo humano, a pele, para que todo mundo visse. Jó, então, foi ex-comungado de sua própria casa pela esposa. Só restou ao homem mais rico do Oriente um caco de telha. Jó já nem conseguia mais falar direito, face às feridas expostas em seus lábios; mas apenas sussurrava, com um bramido esquisito. Sua esposa, vendo-o nessa situação, dá-lhe a sugestão fatídica: “Amaldiçoa a Deus e morre” (Jó 2:9). Mas Jó, no limite de sua humilhação, quase morto, sem forças, ferido, doente, sem família, sem nada, ainda louva ao DEUS de sua salvação: “falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberemos também o mal?” (Jó 2:10).

Não se tem dúvida de que a maior arma do cristão é mesmo a adoração. Quando ele adora, mesmo caído, sem forças, uma chuva de poder é derramada sobre ele e um revestimento espiritual, vindo do céu, traz o renovo sobrenatural e necessário. Sempre que o diabo vier nos afrontar, devemos fazer sair da nossa boca o perfeito louvor, que chega ao trono de DEUS como um incenso suave. O próprio Jó, em um dos seus célebres cantos, ensinou-nos sobre o valor de adorarmos mesmo nas adversidades, quando ele disse: “Porque há esperança para a árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebanhos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará e dará ramos como a planta nova” (Jó 14:7-8). Adoremos, sejamos revestidos e alcançaremos a vitória. 

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